Constellation quilt: truques e materiais!

haptic lab constellation quilt

Meu progresso no constellation quilt da haptic lab


O meu constellation quilt (quilt das constelações) do haptic lab está a ser feito desde meados de 2020. É um projeto a longo prazo com o qual tenho aprendido imenso. E parece ter sido apropriado ao período tão desafiante como o ano de 2020. Por isso foi sem dúvida um projecto de reflexão, valorizou a rotina e deu suporte a momentos desafiantes.

Depois de vos apresentar o projecto aqui fiz a Sandwich da top, batting e bottom layer. Isto é algo que habitualmente se faz quase em último lugar num projecto de quilting normal! A esta Sandwich juntei ainda o modelo das constelações em papel sobre a top layer. Este modelo serve de base para bordar o desenho das estrelas. Mas penso que já não é possível comprar esta versão em papel!

Linhas Guia à máquina

Por uma questão de consistência do quilt optei por fazer as linhas orientadoras à máquina. Como resultado, dediquei o esforço do bordado à mão unicamente às estrelas e constelações. Isso permitiu-me gerir as expectativas ser criativa no uso de materiais, ao mesmo tempo que reforçou a estabilidade do quilt. 


Depois das linhas orientadoras costuradas dediquei-me à parte mais divertida! Bordar as estrelas e constelações. Vi muitas opções possíveis de materiais para cada elemento. Desde fazer tudo à mesma cor, usar ou não os pontos propostos e cheguei à seguinte conclusão. Eu preferia que as linhas orientadoras passassem despercebidas pelo que as costurei usando um fio da mesma cor da top layer. Assim, consegui dar mais ênfase às estrelas e relaxar a complexidade do desenho. 

Bordando as constelações

No que diz respeito às constelações, confesso que o processo foi algo revelador! Não só não sabia como os materiais iam funcionar, como o efeito final esteve escondido enquanto não era possível rasgar o modelo de papel. Por esse motivo, abracei a imaginação para prever o efeito final!

Para as estrelas usei um fio de bordar de 6 fios em prata. Separei 3 fios de cada vez. Este fio foi uma dor de cabeça porque o fio metálico da composição vai-se desgastando à medida que vamos bordando. As três camadas (mais o modelo de papel) acabam por desgastá-lo. Aprendi a usar porções pequenas de fio de cada vez para correr menor risco de o partir. Apesar disso, não consegui dispensá-lo por outra alternativa porque acho que os 3 fios dão um efeito “bulcky” sem a intensidade de um perlé! Além disso, confesso que o perlé em linha metálica não é o meu favorito.

Para as linhas de união entre as estrelas usei o mesmo fio num dourado leve. Esta cor mais fria ligou bem com a restante paleta de cores. Estava indecisa entre a linha interrompida ou preenchida mas depressa percebi que a linha preenchida cria menos confusão visual.

Nomes e Via Láctea

Faltavam mais dois grupos de informação: os nomes das constelações e as estrelas da via láctea. Aí sim, deixei o fio metálico e enveredei por um perlé macio em dois tons de azul. Usei o mais claro para a via láctea e o mais “escuro” para os nomes das constelações.

No caso das estrelas da via láctea tive de fazer uma decisão. Encontrei muitas referências de que o ponto nó francês que o modelo aconselha cria problemas quando se extrai o papel de modelo. Muitos pontos desfazem-se nessa altura mesmo que o processo seja feito com cuidado. Além disso o nó francês é um ponto delicado, sobretudo se o quilt for bastante manuseado. Ora, quem sabe a dor de cabeça que é fazer o nó francês tantas vezes quanto o projecto pede, consegue imaginar o que é ter de os refazer constantemente. Por isso pus de lado (ou terei na verdade abraçado…?) o meu perfeccionismo e substituí o nó francês por um ponto de cruz delicado.

Rasgar o modelo do meu constellation quilt!

Agora que o bordado das constelações está finalmente terminado já comecei a rasgar o papel de modelo para revelar o resultado do meu constellation quilt. Ainda tenho de acrescentar alguns detalhes, aparar as bermas, rematar fios e fazer o binding. Por isso que reservo uma revelação final, cheia de boas fotografias, para um próximo post! Para já segue um “sneak peak” dos momentos satisfatórios de retirar o modelo de papel que escondia o bordado sobre o top quilt!

Continue Reading

Casinha de gengibre neste Natal

gingerbread house
gingerbread house
gingerbread house
gingerbread house
gingerbread house
gingerbread house
gingerbread house
gingerbread house

Este Natal resolvi aventurar-me na minha primeira casinha de gengibre.

Já fiz tantos projetos de Natal! Desde uma coroa de pom-pom para a porta, as decorações para a árvore de Natal, os calendários de advento… Enfim, há uma série de aventuras natalícias feitas à mão no blog que podem experimentar. Neste momento não preciso propriamente de mais nada em casa. Mas confesso que, logo este ano que passamos tanto tempo dentro de portas, eu queria algo feito à mão. Estes projectos trazem-me sempre o espírito de Natal mesmo quando ele teima em não aparecer. Por isso, este Natal resolvi aventurar-me na minha primeira casinha de gengibre.

Os mitos


A minha intenção era fazer uma casinha pequena. Só quando comecei a fazer a receita é que me apercebi… Não, pela quantidade de massa esta vai ser uma casa de gengibre como deve de ser! 
Para dizer a verdade esta pequena experiência desfez muitos mitos. A massa das bolachas de gengibre é muito resistente. E o icing, se for feito devidamente é um cimento muito potente e um estuque decorativo “misericordioso” que cai bem nas mãos dos humildes aprendizes. Ambos fazem com que as casinhas de gengibre sejam muito mais resilientes do que se imagina!

Decoração da casinha de gengibre


Não sou adepta das casas de gengibre cheias de gomas e cores fortes.Por isso optei pela versão “básica” da bolacha de gengibre decorada apenas com icing e que lhe dá um ar minimalista. Pelo menos eu não queria aventurar-me em grandes malabarismos logo na primeira tentativa… Ah, mas a genética do avô materno que preservo dentro de mim (entusiasta das fantasias) não resistiu a acrescentar-lhe uns  vidros nas janelas usando folhas de gelatina. Só para não deixar o frio entrar! 

Fiquei muito orgulhosa do resultado desta aventura e acho que vou repetir nos próximos anos!

Desejo-vos um Natal diferente, com a luz que falta nas ruas a emanar, desta vez, de dentro para fora.

gingerbread house
Continue Reading