Trying punch needle for the first time!

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Experientei punch needle pela primeira vez!

 

Passei alguns dias longe de casa e, em período de confinamento que nos limita bastante as actividades, não quis deixar de levar comigo um pequeno projecto em que pudesse trabalhar. Então, resolvi que havia de experimentar o tão aclamado potencial da “punch needle” que já tinha comprado há uns meses atrás! Como no caso de outros projecto deste período de confinamento, vasculhei o meu stash e escolhi uma mão cheia de materiais para usar num pequeno bastidor de 10cm. Inspirei-me nos leões da Patrícia Brissos e dei-lhe o meu toque pessoal!
O resultado foi um pequeno leão adormecido que eu “penteei” usando a punch needle no seu comprimento máximo, de forma a criar pequenas argolas. Bastou-me acrescentar alguns traços em cores coordenadas e, passadas apenas algumas horas, o meu pequeno projecto estava pronto!

 

Desta primeira experiência surgiram outras ideias que quis experimentar: novo design, nova lã! Desta vez fiz o Rei Leão, com uma juba mais solene que faz sobressair a sua coroa dourada.

 

Apesar de não ter pretensão nenhuma com estas pequenas experiências gostei muito de usar a punch needle e acho que é uma técnica com muito potencial para pequenas peças como os meus leões, para almofadas, tapetes e até para fabulosos painéis decorativos! Estou cheia de ideias!

 

Quanto aos leões, num próximo post vou falar-vos do que resolvi fazer com eles!

 

Trying punch needle for the first time!

 

I spent a few days away from home and, while practicing my social distancing that greatly limits our activities, I decided to take a small project with me that I could work on while I was away. I wanted to try the highly acclaimed potential of the “punch needle” that I had already bought a few months ago! As in the case of other projects in this confinement period, I did not buy anything special. I just searched my stash and chose a handful of materials to use in a small 10cm hoop. I was inspired by Patrícia Brissos‘ lions and to add my personal touch! The result was a small sleeping lion that I “combed” using the punch needle to its maximum length, in order to create small rings. I just had to add a few more expressive stiches in coordinated colors and, after only a few hours, my little project was ready!

From this first experience, other ideas emerged that I really wanted to try: new design, new wool! This time I made the Lion King, with a more solemn mane that highlights his golden crown.

 

Despite having no intention with these little experiments, I really liked using the punch needle and I think it is a technique with a lot of potential for small pieces like my lions, for pillows, rugs and even for fabulous wall panels! I have so many ideas!

 

As for lions, in a next post I will tell you what I decided to do with them!
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Pastel colors rainbows and choices

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O pastel foi uma técnica que não abordamos no curso de pintura. Tive pena porque sinto que ainda tenho muito que aprender com esta técnica. O mais difícil para mim é, ao contrário do que se poderia esperar, trabalhar com uma paleta em vez de fazer as minhas próprias misturas. Não que não seja possível fazê-las até certo ponto mas o resultado nunca é tão bem conseguido como quando temos exactamente a cor que queremos na nossa paleta.

A minha paleta de pastel foi construída há uns anos atrás quando tinha aulas particulares. O objectivo era ter uma paleta abrangente e os temas eram realistas.
Hoje, depois de alguns anos a experimentar-los, descobri que o pastel é uma técnica que eu adoro usar para quadros de crianças. Há um certo encanto, um certo jeito de ilustração, que o material dá às obras. Como se fosse um pó mágico que ora marca, ora se dispersa, tal e qual a nossa visão sobre as histórias que são ilustradas na memória.

A segunda coisa que descobri é que, apesar de eu ter uma paleta generosa, não estou em posição de a terminar. Já dei por mim a pensar: não era bem esta cor, era um pouco mais intensa. Creio que isto revela algum poder de abstração característico da arte: conseguimos imaginar exactamente a cor que queremos e é um pouco frustrante quando não a temos (ou no caso de outras técnicas de mistura-la). Dou por mim a comparar 6 tons de vermelho escarlate que diferem em décimas de manómetro no comprimento de onda. Preciso por vezes de me chamar à razão.

A terceira coisa que descobri é que, por outro lado, com o pastel sinto que tenho de restringir a minha paleta antes de começar a pintar: se por um lado a minha paleta tem de ser diversa, a verdade é que me sinto muito melhor quando escolho e uso, criteriosamente, apenas uma mão cheia de cores. Parece contraditório mas sinceramente tem revelado resultados muito mais interessantes do que quando tenho toda a paleta disponível.

 

Pastel is a technique that we did not address in the painting course last year. I was disappointed because I feel that I still have a lot to learn from this technique. The hardest thing for me is, contrary to what you might expect, working with a palette instead of making my own mixes. Not that it is not possible to make them with pastel at least to a certain extent, but the result is never as well achieved as when we have exactly the color we want in our palette.


My pastel palette was built a few years ago when I had private lessons. The aim was to have a comprehensive palette to address realistic themes.
Today, after a few years of experimenting with them, I discovered that pastel is a technique that I love to use for children’s paintings. There is a certain charm, a certain feel of “illustration”, that the material gives to my works. As if it were a magic powder that both lines, are disperses, just like our view of the stories that are “illustrated” in our memory.


The second thing I discovered is that, although I have a generous palette, I am not in a position to consider it finished. I already found myself thinking: “it isn’t quite this color, I want it a little more intense”. I believe that this reveals some abstraction power that is characteristic of art: we can imagine exactly the color we want and it is a little frustrating when we don’t have it (or mix it). I find myself comparing 6 shades of scarlet red that differ in tenths of a manometer in their wavelength value. I sometimes need to call myself to reason!


The third thing I discovered is that, on the other hand, with the pastel I feel that I have to restrict my palette before I start painting: if on the one hand my general palette has to be diverse, the truth is that I feel much better when I choose and use, judiciously, just a handful of colors in a painting. It seems contradictory but honestly it has revealed much more interesting results than when I have my entire palette available.

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Socks finished: Hermione’s Everyday Socks

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Acho que nunca mais vos dei novidades das minhas primeiras meias feitas à mão!

É um projeto que já tem algum tempo e que fui fazendo, aqui e além, usando o fio um novelo da lã Mondim da Rosa Pomar e o modelo Hermione’s Everyday Socks da Erica Lueder.
Tenho de confessar. Deixei uma meia feita e a outra por fazer durante algum tempo! Por incrível que pareça, a primeira meia deu-me algumas dores de cabeça que, para variar, eu tomava em resolver sozinha. Grande erro, qualquer pessoa precisa de ajuda! Mas muitas vezes é importante dar uma pausa aos projetos para a cabeça aprender (eu acredito que o nosso cérebro continua a assimilar muito depois dos assuntos terem passado pelas nossas mãos). E assim foi: mal peguei na segunda meia, despachei-a em poucos dias. Atenção: eu sou uma tricotadeira lenta, assim como sou uma leitora lenta, embora ávida. Sobretudo porque gosto muito do processo, de degustar, como quem vai comendo um chocolate um quadradinho de cada vez! Por isso os meus projetos de tricô são saboreados.
Aproveitei os últimos dias para rematar, esticá-las e fotografá-las para vocês. Hoje venho mostrar-vos o resultado final!

A minha opinião sobre fazer meias é a seguinte. Na prática não, talvez não compense fazer meias. Também não compensa ter uma casa cheia de tralha e, no entanto,… Por isso o veredicto final é o seguinte. Como todas as minhas peças feitas à mão, eu acabo por me sentir muito especial quando as uso. E nunca me senti tão bem com um par de meias! Por isso sim, considero que compensa de vez em quando fazer um ou outro par com o objectivo de ser um par especial. Não muito longe da sua história, estas meias reforçam a minha imaginação e confiança, precisamente o que caracteriza a Hermione que lhes dá o nome. A ter de escolher, esse seria sempre o par de meias que calçaria nos pés.

I don’t think I ever gave you any news of my first handmade socks!

It is a project that has been going on for some time and that I have been doing, here and there, using the a ball of Mondim wool from Rosa Pomar and the Hermione’s Everyday Socks pattern by Erica Lueder.
I have to confess. I left one sock done and the other undone for a while! Incredible as it may seem, the first sock gave me some headaches that, for a change, I took to solve by myself. Huge mistake! Everyone needs some help. But it is often important to take a break from projects sometimes, in order to let our brain to learn (I believe our brain continues to assimilate long after the things actually passed). And so it was: as soon as I picked up the second sock, I done it in a few days. Warning: I am a slow knitter, just as I am a slow (despite avid) reader. Especially because I really like the process, tasting it, like someone eating a chocolate one square at a time! That’s why my knitting projects are savored.
I used the last few days to shoot, do stretch and photograph them for you. Today I show you the result!

My opinion about making socks is as follows. If I am being practical, it may not be worth making socks. But you know, It also doesn’t worth to have a house full of junk, and yet… So the final verdict is that I like all my handmade pieces, I end up feeling very special when I use them. And I never felt so good with a pair of socks! So yes, I think it pays off from time to time to make one special pair of socks. Not far from their history, these socks reinforce my imagination and confidence, precisely what characterizes Hermione’s personality and who gives the socks their name. In the end if I have to choose, that would always be the pair of socks you would wear on myfeet.

 

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Painting outdoors and “a la prima”

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Pintar ao ar livre e a la prima é algo que todos os aspirantes a pintores sonham em fazer bem. Mas é uma experiência bem diferente de pintar em estúdio com todo o tempo do mundo. E como tal as expectativas devem ser geridas em função da experiência em questão!

Se pintar aguarela ao ar livre é algo mais ou menos descontraído, pintar a óleo poderia ter-se revelado extremamente confuso. Contudo, depois do desafio lançado pelos colegas a minha primeira experiência a la prima, ao ar livre e a óleo foi uma aprendizagem muito relevante.
Não só me permitiu perceber que não é assim tão complicado trazer os materiais, pode ser tão rápido quanto eu quiser e força-me a trabalhar de forma mais espontânea e com uma paleta de cores bem afinada e restrita.

O resultado revelou-se bastante impressionista e depois de chegar a casa percebi que o segredo também passaria por usar pincéis de dimensões diferentes para criar mais efeito optico. Contudo, e porque o objectivo é pintar rápido, trazer telas pequenas em prancheta ou mesmo em papel apropriado para pintura a óleo, torna a técnica mais fácil de trabalhar fora do estudio. Evitar o oleo de linhaça e investir em mais terbentina permite ajustar um pouco os tempos de secagem e as mudanças de luz obrigam-me a ser “eficiente” e “definitiva” com o traço. Foi um exercício que gostaria de repetir novamente e apercebo-me que gostaria de pintar mais vezes no exterior, onde as cores e a luz mudam a todo o momento, desafiando-nos! Claro está que sacar de um pincel e de uma paleta num jardim público ainda é motivo para atrair “público”, algo para que nem todos estamos preparados e a que ainda tenho de me habituar… Por outro lado, é muito provável que, aos poucos, nos cruzemos com uma pequena “tribo” de outros artistas que nos pode motivar, inspirar e encorajar!

Painting outdoors and “a la prima” is something every aspiring painter dreams of. But it’s a very different experience from the studio painting where we have all the time in the world to work on a piece. Because of this, expectations must be managed based on the experience in question!

If outdoor watercolor painting is thing more or less easy to do, oil painting could have been extremely messy. However, after being challenged by my colleagues, my first “a la prima” experience in the open air and using the oil was a very fulfilling learning experience.
Not only has it allowed me to realize that it is not that complicated to bring your oil painting materials outdoors, painting can also be as fast as I want and forces me to work more spontaneously and with a narrow color palette.

The result turned out to be quite impressionistic and while arriving home I realized that the secret would also be to use brushes of different dimensions to create more optical effects. However, and because the goal is to paint quickly, bringing a small canvases on a clipboard or even a sheet of paper suitable for oil painting, makes the technique easier to work out of the studio. Avoiding flaxseed oil and chosing terbentine allows me to adjust the drying times a little and the light changes forces me to be “efficient” and “determined” with my strokes. It was an exercise I would like to repeat and I realize that I would like to paint more often on the outside: where colors and light change all the time, challenging me! Of course, pulling out a brush and a palette in a public garden is still reason to attract “public”, something that we are not all prepared for and which I still have to get used to… On the other hand, it is very likely that, gradually we come across a small “tribe” of other artists who can motivate, inspire and encourage us!

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