Constellation quilt tearing off!

(scroll for the English version)

O meu quilt das constelações está a ser feito desde meados de 2020. É um projeto a longo prazo com o qual tenho aprendido imenso e parece que não foi por acaso que acabei por fazê-lo num período tão desafiante como o ano de 2020 e os primeiros meses de 2021. Foi, sem sombra de dúvida, um projecto de reflexão, um projecto que valorizou a rotina que deu suporte a momentos desafiantes. Depois de vos apresentar o projecto aqui dediquei-me a fazer, em primeiro lugar, a Sandwich da top, batting e bottom layer, algo que, habitualmente se faz quase em último lugar num projecto de quilting normal. A esta Sandwich juntei ainda o modelo das constelações em papel sobre a top layer de forma a servir-me de base para bordar o desenho das estrelas. Penso que já não é possível comprar esta versão e admito que, apesar de tudo foi uma benção ainda ter conseguido o modelo em papel! 

Bordar as constelações


Por uma questão prática e de consistência do quilt optei por fazer as linhas orientadoras à máquina e assim dedicar o esforço do bordado à mão unicamente às estrelas e constelações. Isso permitiu-me gerir as expectativas e ser criativa no uso de materiais, ao mesmo tempo que reforçou a estabilidade de todas as camadas. 


Depois das linhas orientadoras costuradas dediquei-me à parte mais divertida, contudo morada e repetitiva, de bordar as estrelas e constelações. Vi muitas opções possíveis de materiais para cada elemento, desde fazer tudo à mesma cor, usar ou não os pontos propostos e cheguei à seguinte conclusão: eu preferia que as linhas orientadoras passassem despercebidas pelo que as costurei usando um fio da mesma cor da top layer. Assim, consegui dar mais ênfase às estrelas e relaxar a complexidade do desenho, atribuindo à textura dada pelo quilting o papel de definir o desenho base. 

No que diz respeito às constelações, confesso que o processo foi algo revelador: não só não sabia como os materiais iam funcionar, como o efeito final esteve escondido enquanto não era possível rasgar o modelo de papel sobre a top layer. Assim, abracei a imaginação para prever na minha cabeça o efeito final!Para as estrelas usei um fio de bordar de 6 fios em prata. Separei 3 fios de cada vez. Este fio foi uma dor de cabeça porque o fio metálico da composição vai-se desgastando à medida que vamos bordando. As três camadas (mais o modelo de papel) acabam por desgastá-lo pelo que aprendi a usar porções pequenas de fio d cada vez para correr menor risco. Apesar disso não consegui dispensa-lo por outra alternativa porque acho que os 3 fios dão um efeito “bulcky” sem a intensidade de um perlé que eu adoro! Além disso, confesso que o perlé em linha metálica não é, de todo, o meu favorito.Para as linhas de união entre as estrelas usei o mesmo fio num dourado leve, menos amarelo do que os dourados habituais, que ligou especialmente bem com a restante paleta de cores. Estava indecisa entre a linha interrompida ou preenchida mas, logo nas primeiras constelações, achei que apesar de ser mais evidente, a linha preenchida criava menos confusão no desenho geral.


Faltavam mais dois grupos de informação: os nomes das constelações e as estrelas da via láctea. Aí sim, deixei o fio metálico e enveredei por um perlé macio em dois tons de azul: o mais claro para a via láctea, o mais “escuro” para os nomes das constelações. No caso das estrelas da via láctea tive de fazer uma decisão. Encontrei muitas referências de que o ponto nó francês que o modelo aconselhava criava alguns problemas quando se extraia o papel de modelo: muitos pontos desfazem-se nessa altura mesmo que o processo seja feito com cuidado. Além disso o nó francês é um ponto delicado, sobretudo se o quilt for bastante manuseado. Ora, quem sabe a dor de cabeça que é fazer o nó francês tantas vezes quanto o projecto pede, consegue imaginar o que é ter de os refazer no fim e, depois ter de os refazer sempre que se soltam ao longo do tempo. Por isso pus de lado (ou terei na verdade abraçado…?) o meu perfeccionismo e optei por substituir o nó francês por um ponto de cruz bem delicado e singelo.

Rasgar o modelo!


Agora que o bordado das constelações está finalmente terminado já comecei a rasgar e a retirar, cuidadosamente, o papel de modelo e a revelar o resultado. Ainda tenho de acrescentar alguns detalhes assim como aparar as bermas, rematar fios e fazer o binding pelo que reservo uma revelação final, cheia de boas fotografias para um próximo post! Para já segue um “sneak peak” dos momentos satisfatórios de retirar o modelo de papel que escondia o bordado sobre o top quilt!

My progress…


My constellation quilt has been is a work in progress since mid-2020. It began as a long-term project from which I have learned a lot! Luckily I ended up doing it in a period as challenging as the year 2020 and the first months of 2021: It was, without a doubt, a reflection project, a project that valued the routine that supported challenging moments. After introducing you to the project here, I dedicated some time to the making of the sandwich of the top, batting and bottom layer, something that is usually done almost last in a normal quilting project.To this Sandwich I also added the pattern of the constellations on paper over the top layer in order to serve as a basis for embroidering the design of the stars. I think it is no longer possible to buy this version and I admit that, despite everything, it was a blessing to still get the paper pattern!

Embroidering adventure


As a matter of practicality and consistency of the quilt, I chose to make the machine stitch the guidelines and thus dedicate the effort of hand embroidery only to the stars and constellations. This allowed me to manage expectations and be creative in the use of materials, while reinforcing the stability of all the layers of the quilt.


After stitching guidelines I dedicated most of the time to the most fun, yet hectic and repetitive part of the project: embroidering the stars and constellations. I searched for many possible material options for each element, from making everything in the same color, to the using of the proposed stitches or not, and I came to the following conclusion: I preferred the guidelines to go unnoticed, so I stitched them using a thread of the same color as the top layer. Thus, I was able to give more emphasis to the stars and relax a little the complexity of the design, attributing to the texture given by quilting the role of defining the basic design.


Regard the constellations, I must say that the process was somewhat revealing: not only did I not know how the materials were going to work, but the final effect was hidden while it was not possible to tear the paper pattern from the top layer. So, I embraced imagination to predict the final effect!For the stars I used a 6 strand silver embroidery thread. I separated 3 strands at a time. This thread was a headache to work because the metallic thread of the composition wears out as we embroider. The three layers (plus the paper pattern) wear it out so I learned to use small portions of thread each time to decrease the risk of tearing it. In spite of that, I was excited to use this thread because I think the 3 strands give a “bulcky” effect that I love, without the intensity of a perlé thread! In addition, I confess that metallic perlé thread is not my favorite at all.For the connecting lines between the stars I used the same thread in a light gold, less yellow than the usual golds, which goes especially well with the rest of the color palette. I was undecided between an interrupted or uninterrupted line, but as I finished the first constellations, I found that despite being more evident, the uninterrupted line created less visual mess in the overall design.


Two more groups of information were missing: the names of the constellations and the stars of the Milky Way.To make them I got over the metallic thread and went for a soft perlé in two shades of blue: the lightest for the milky way stars, and the “not so dark” blue for the names of the constellations. In the case of the milky way stars, I had to make an important decision. I found many references saying that the French knot stitch that the pattern suggested created some problems when tearing out the paper pattern: many stitches fall apart at that time, even if the process is done carefully. In addition, the French knot is a delicate stitch, especially if the quilt is handled a lot. Now, those who know the headache of making French knots as many times as the project calls for, you can only imagine what it is like to have to redo them in the end and then have to redo them whenever they come loose over time. So I left my perfectionism aside (or did I actually embrace it …?) and replaced the French knots with a very delicate and simple cross stitch.

Tearing off!


Now that the embroidery part of this quit is finally finished, I have already started to tear and carefully remove the pattern paper to reveal the constellations. I still have to add some details as well as trim the edges, finish the trimmings and make the binding so I will save a final revelation, full of good photos, for a next post! For now I show you this “sneak peak” of the satisfying moments of removing the paper pattern that hid the embroidery on the top quilt!

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