Jeremias, o Amigurumi em crochet

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Escolhi um novo modelo de amigurumi que encontrei no livro Animal Friends of Pica Pau da Yan Schenkel e fiz o Jeremias, o sapo!


O Jeremias é um sapo talentoso. Dei-lhe este nome inspirada na personagem de Miss Potter.

Ele teve uma carreira olímpica fabulosa como nadador profissional quando era jovem. Viajou por todo o mundo com a sua equipa! Depois de se retirar dos jogos olímpicos, Jeremias queria usar o potencial dos seus sacos vocais tão desenvolvidos depois de uma carreira como nadador. Por isso começou a cantar e a treinar a sua voz como coralista! Num encontro com o cantor Paul McCartney surpreendeu-o com a sua voz. Então Paul convidou-o para o seu famoso coro de sapos. Hoje, o Jeremias ainda gosta de vestir os seus calções de banho e mergulhar no rio com as suas barbatanas amarelas. Depois fica a cantarolar ao sol!

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Materiais e o modelo de amigurumi

Como habitualmente, para fazer o Jeremias usei o fio de algodão Catona Scheepjes e segui o modelo tal e qual. Adoro usar algodão no verão: é leve e fresco nas minhas mãos. Gosto deste fio especialmente para projectos de amigurumi. Estes são projectos simples e fáceis de fazer em qualquer lugar e em quaisquer férias! Assim como com os que já fiz anteriormente, este modelo foi muito simples de seguir. Aliás, eu acho que todos os modelos de animais da Yan Schenkel são muito simples, perfeitos para iniciantes. Mas aquilo que eu mais gosto é de lhes inventar uma história. Como habitualmente não fico com nenhum, gosto de lhes dar uma história para lhes encher a alma, como se tivesse de insuflar o seu coração tricotado.

O projecto perfeito deste verão

Depois de tantos mergulhos no mar e no rio para me inspirar, o Jeremias acabou por seu o projecto perfeito para me entreter neste fim de verão. Mesmo a tempo de ficar pronto para conhecer o seu amigo Lucas, um bebé gémeo que deve estar para nascer a qualquer momento. Qual vai ser o teu próximo projecto amugurumi?

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Pesto clássico: uma receita fácil para ter no frigorífico!

homemade pesto recipe

O molho pesto clássico é das coisas mais versáteis que conheço e o manjericão é uma das minhas ervas aromáticas favoritas. Representa o verão como nenhuma outra! Quem nunca teve  um vaso de manjericão a precisar de ser aparado depois de vários meses a crescer na cozinha? O manjericão é uma erva anual, um ingrediente que apetece e traz memórias de verão. Pode aguentar-se durante os primeiros tempos frios mas morre antes do tempo frio chegar. Está-lhe nos genes. O meu vaso de manjericão estava há meses na minha cozinha. Eu pescava uma folha ali outra acolá. Com o verão em força não resisti: tinha de o usar todo antes de o perder por completo para as sementes!

Usei apenas os ingredientes tradicionais para o meu pesto clássico

Confesso que as quantidades foram um pouco “a olho” até acertar na versão perfeita desta receita. A minha receita é tão fácil que só é preciso apenas juntar num processador de alimentos:

  • uma chávena de manjericão fresco
  • meia chávena de pinhões tostados por 5 minutos no fogão
  • dois dentes de alho
  • azeite português (claro)
  • queijo parmesão a gosto.

E é só triturar juntando mais azeite até ficar com a consistência certa. No fim provei para rectificar com sal e….

…o meu pesto está pronto!


Não posso falar o suficiente sobre o quão bom ficou! Especialmente apenas com uma boa dose de espaguete integral e umas raspas de parmesão. E… mais nada. Massa com pesto fresco pode parecer para muitos um mero acompanhamento ou entrada. Mas é tão bom que eu faço questão de lhe fazer valer o lugar de prato principal! Para os mais exigentes eu sugiro apenas acrescentar umas nozes picadas e mais umas folhas de manjericão para trincar.

Mas o pesto pode ser usado das mais diversas formas e a segunda melhor é a acompanhar tomate e queijo mozzarella numa salada de pesto para um dia de piquenique. Mas também é perfeito como entrada barrado em crackers ou nachos, numa pizza de pesto, gnocchi com pesto, numa massa recheada, ou a acompanhar frango e batatas no forno com um toque de limão.

O molho pesto fresco, especialmente o pesto feito em casa, deve ser guardado no frigorífico com uma camada extra de azeite. E deve ser consumido no prazo de uma ou duas semanas. É seguramente superior a qualquer um que tenha comprado. O meu só dura uns 2 dias. Mais alguém com um manjericão a a pedir para ser aparado?

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Constellation quilt: truques e materiais!

haptic lab constellation quilt

Meu progresso no constellation quilt da haptic lab


O meu constellation quilt (quilt das constelações) do haptic lab está a ser feito desde meados de 2020. É um projeto a longo prazo com o qual tenho aprendido imenso. E parece ter sido apropriado ao período tão desafiante como o ano de 2020. Por isso foi sem dúvida um projecto de reflexão, valorizou a rotina e deu suporte a momentos desafiantes.

Depois de vos apresentar o projecto aqui fiz a Sandwich da top, batting e bottom layer. Isto é algo que habitualmente se faz quase em último lugar num projecto de quilting normal! A esta Sandwich juntei ainda o modelo das constelações em papel sobre a top layer. Este modelo serve de base para bordar o desenho das estrelas. Mas penso que já não é possível comprar esta versão em papel!

Linhas Guia à máquina

Por uma questão de consistência do quilt optei por fazer as linhas orientadoras à máquina. Como resultado, dediquei o esforço do bordado à mão unicamente às estrelas e constelações. Isso permitiu-me gerir as expectativas ser criativa no uso de materiais, ao mesmo tempo que reforçou a estabilidade do quilt. 


Depois das linhas orientadoras costuradas dediquei-me à parte mais divertida! Bordar as estrelas e constelações. Vi muitas opções possíveis de materiais para cada elemento. Desde fazer tudo à mesma cor, usar ou não os pontos propostos e cheguei à seguinte conclusão. Eu preferia que as linhas orientadoras passassem despercebidas pelo que as costurei usando um fio da mesma cor da top layer. Assim, consegui dar mais ênfase às estrelas e relaxar a complexidade do desenho. 

Bordando as constelações

No que diz respeito às constelações, confesso que o processo foi algo revelador! Não só não sabia como os materiais iam funcionar, como o efeito final esteve escondido enquanto não era possível rasgar o modelo de papel. Por esse motivo, abracei a imaginação para prever o efeito final!

Para as estrelas usei um fio de bordar de 6 fios em prata. Separei 3 fios de cada vez. Este fio foi uma dor de cabeça porque o fio metálico da composição vai-se desgastando à medida que vamos bordando. As três camadas (mais o modelo de papel) acabam por desgastá-lo. Aprendi a usar porções pequenas de fio de cada vez para correr menor risco de o partir. Apesar disso, não consegui dispensá-lo por outra alternativa porque acho que os 3 fios dão um efeito “bulcky” sem a intensidade de um perlé! Além disso, confesso que o perlé em linha metálica não é o meu favorito.

Para as linhas de união entre as estrelas usei o mesmo fio num dourado leve. Esta cor mais fria ligou bem com a restante paleta de cores. Estava indecisa entre a linha interrompida ou preenchida mas depressa percebi que a linha preenchida cria menos confusão visual.

Nomes e Via Láctea

Faltavam mais dois grupos de informação: os nomes das constelações e as estrelas da via láctea. Aí sim, deixei o fio metálico e enveredei por um perlé macio em dois tons de azul. Usei o mais claro para a via láctea e o mais “escuro” para os nomes das constelações.

No caso das estrelas da via láctea tive de fazer uma decisão. Encontrei muitas referências de que o ponto nó francês que o modelo aconselha cria problemas quando se extrai o papel de modelo. Muitos pontos desfazem-se nessa altura mesmo que o processo seja feito com cuidado. Além disso o nó francês é um ponto delicado, sobretudo se o quilt for bastante manuseado. Ora, quem sabe a dor de cabeça que é fazer o nó francês tantas vezes quanto o projecto pede, consegue imaginar o que é ter de os refazer constantemente. Por isso pus de lado (ou terei na verdade abraçado…?) o meu perfeccionismo e substituí o nó francês por um ponto de cruz delicado.

Rasgar o modelo do meu constellation quilt!

Agora que o bordado das constelações está finalmente terminado já comecei a rasgar o papel de modelo para revelar o resultado do meu constellation quilt. Ainda tenho de acrescentar alguns detalhes, aparar as bermas, rematar fios e fazer o binding. Por isso que reservo uma revelação final, cheia de boas fotografias, para um próximo post! Para já segue um “sneak peak” dos momentos satisfatórios de retirar o modelo de papel que escondia o bordado sobre o top quilt!

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Tricotar uma camisola em confinamento!

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Era a minha vez de ter uma camisola feita à mão.

Depois de arriscar um tamanho de criança, eu tinha de colocar em prática o que tinha aprendido. Por isso resolvi fazer uma camisola para mim. Fi-la durante os últimos meses de 2020 e foi um motivo de alegria vesti-la nos primeiros meses de 2021. Apesar do ano singular de 2020, 2021 trouxe-nos conhecimento e uma nova perspectiva sobre a vida. 

Materiais e modelo para tricotar à mão

A minha camisola foi feita no modelo Fortune Sweater da PetiteKnit usando fio duplo Silk Mohair da Isager Yarn na cor 00. É leve, não pica e é tão quente que me fez esquecer o frio de um inverno em confinamento.

Como “tricotar uma camisola” em confinamento?

Depois de terminar a minha camisola acho que depositei mais confiança em mim mesma. Talvez seja um reflexo do que tem vindo a acontecer ao longo desta pandemia. É certo que os planos nos saíram furados: uns mais do que outros. Mas há sempre sonhos para perseguir que nos redireccionam e nos mantêm íntegros. É apenas uma questão de abrir horizontes. Somando todos os pontos, caminhamos para concretizar um projeto maior: a nossa “”primeira camisola”.

Aquilo que parecia um desastre em Março de 2020 obrigou-nos a ser resilientes. Obrigou-nos a reordenar e reforçar os conteúdos do nosso dia-a-dia. E, sobretudo, a criar novos sonhos, novos desafios para os quais tivemos de contar connosco próprios e com aqueles de quem não podemos separar-nos. Não é um período para ter saudades. Nada apaga o sofrimento porque tantos de nós passamos. Foi como um terramoto que atingiu todo o mundo. Mas é um período para nos mostrar do que somos capazes. Ultrapassar, descobrir e sobretudo de fazer.

Uma reflexão emotiva sobre a minha camisola


Tirei estas fotografias no primeiro dia que o sol espreitou depois de duas grandes tempestades de inverno. Era como uma nuvem quente no clima agreste, nas ondas geladas e num areal ao qual o lixo marinho não parou de chegar… Era como um reflexo algo cru (que eu preferi assumir nas fotografias) do impacto que temos no mundo e que não faz pausa mesmo em plena pandemia. 

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