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Close to you shawl

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Lembram-se desta lã que vos mostrei no Outono? Chegou o dia de vos mostrar o xaile que fiz com ela!
Comprei-a na Holanda quando ainda não era possível encontrar estes novelos por cá. É uma mistura de 75% lã merino e 25% poliamida tingida à mão pela sabedoria da Manos del Uruguay! As cores são muito intensas e nenhum novelo é igual ao outro.

Quanto ao modelo, entusiasmei-me com a ideia da Justyna Lorkowska ter um modelo de xaile chamado “Close to you” no qual se usa apenas um novelo desta lã e que me pareceu ser o projecto ideal para aplicar o meu novelo tão especial! É um modelo que vale muito a pena tricotar e que está muito bem construído e explicado, como já é habitual na Justyna Lorkowska. Não há modelo dela que eu não gostasse de tricotar.

O resultado final é, contudo, ligeiramente diferente do que o modelo anuncia. Mas tudo tem a ver com a lã utilizada! A verdade é que com a minha lã consegui introduzir mais algumas repetições do padrão o que me permitiria obter maior comprimento! Contudo, a lã Alegria, apesar de ser uma excelente substituta da lã originalmente utilizada pela Justyna para este modelo, é também um pouco mais elástica, fechando ligeiramente o ponto. Dessa forma, o aumento do número de repetições do padrão não teve grande impacto no comprimento do xaile, mesmo depois do blocking.
Mas a verdade é que o resultado é igualmente bonito e porque não se trata de um xaile muito largo, gosto especialmente de o utilizar como cachecol/lenço!

Aquilo que não deixou minimamente a desejar foram aquelas fabulosas cores! Aconselho vivamente a experimentarem esta lã: não só vão adorar usá-la como terão o maior prazer em tricotar todos os dias aquelas manchas de cor intensa, que tornarão os vossos serões bem coloridos.

Do you remember this yarn that I showed you in the autumn? The day has come to show you the shawl I made with it!
I bought it in the Netherlands when it was not yet possible to find these skeins here in Portugal. It is a blend of 75% merino wool and 25% polyamide dyed by hand by the wisdom of Manos del Uruguay! The colors are very intense and there are not two skeins equal to each other.

As for the model, I was thrilled with the idea of Justyna Lorkowska having a shawl, called “Close to you” in which uses only one skein of this yarn and that seemed to me to be the ideal project to apply my special Alegria yarn! This pattern is worth to knit and is very well elaborated and explained, as is usual in every pattern by Justyna Lorkowska. There’s no pattern by her that I did not like to knit.

The end result is, however, slightly different from what the pattern shows. But everything has to do with the yarn used! The truth is that with my yarn I was able to introduce a few more repetitions of the pattern which would allow me to get a longer shawl! However, Alegria, while being an excellent substitute for the yarn originally used by Justyna for this pattern, is also slightly more elastic, closing the stitch slightly. Thus, the increase in the number of repetitions of the pattern had no great impact on the length of the shawl, even after blocking.
But the truth is that the result is equally beautiful and because it is not a very wide shawl, I like to use it as a scarf!

The thing that did not disappointed even a bit were those fabulous colors! I strongly advise you to try this yarnl: you will not only love to wear it, but you will also be happy to knit those bright spots every day that will make your evenings very colorful.

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Winter is an awesome season!

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Durante anos a fio o Inverno era um grande peso para mim. Há sim quem deprima ligeiramente durante esta época, sobretudo quando a chuva se faz sentir a toda a hora, dias a fio. Eu aprendi a valorizar o tempo fora de casa mas se há algo que o Caminho me obrigou a deixar para trás foi o “medo” da chuva. Se chuvisca não há motivo para não sair cá fora, basta calçar as galochas e uma gabardine: não há “mau tempo”, apenas mau equipamento… E se chove muito, há coisas em casa que privilegio para os dias de Inverno, para que nunca falte o que fazer. Mas comecei a achar que havia uma certa teimosia em querer que o Inverno simplesmente passasse. Parece que andamos simplesmente à procura de sinais da chegada da primavera e não vivemos o que o Inverno tem, porque tem, para oferecer.
Quando, por entre os dias de chuva, surgem os primeiros raios de Sol, o Inverno pode trazer as melhores experiências de passeio e relevar experiências únicas e características desta estação.

A luz do Inverno pode não ser tão intensa e dramática como a luz do Outono mas é ajudada por filtros característicos da estação que dão à paisagem cores nunca antes vistas, sempre misturadas de um tom acinzentado que ameniza as saturações: o orvalho, a geada da manhã, os arco-íris depois dos aguaceiros, são alguns deles… Sair de gorro e luvas calçadas numa manhã de Inverno, envergar um bom casaco impermeável e quente pouco depois do amanhecer, deixando arrefecer apenas a ponta do nariz, pode trazer mais conforto do que imaginamos. Avançar com consciente consequência numa poça de chuva deixa de ser uma brincadeira infantil para ter o caracter sério de uma experiência puramente humana para nos abrandar o temperamento e nos entregar ao que o mundo nos oferece.

O Inverno é ainda mais especial junto da Natureza. Quando achamos que o mundo está dormente, ele tem na verdade coisas extraordinárias para descobrir! Espreitar as aves invernantes, sobretudo as espécies de anatídeos (família dos patos) que procuram as zonas húmidas do nosso país para passar o inverno; procurar os vestígios da presença de mamíferos como pegadas, cheiros, restos de alimentos; apreciar o esqueleto das árvores que se despem da sua folhagem dos tempos mais quentes; acompanhar a maturação dos cogumelos que despertaram no outono e que agora explodem no seu auge; observar o céu de Inverno com as suas estrelas características e singulares; ouvir as aves nocturnas cantar; monitorizar o crescimento das horas de luz; ouvir o entusiasmo dos anfíbios nos charcos; investir em chamar a biodiversidade para os nossos jardins, dando-lhes alimento e oferecendo-lhes abrigo. Tudo isto são actividades quase exclusivas desta época (ou que fazem nela mais sentido) e que nenhum calor do Verão pode substituir.
Depois do Natal, já aproveitamos uns dias livres para nos perdermos na Natureza e decidimos algumas coisas que gostaríamos de fazer este Inverno. Deixo-vos aqui uma lista de sugestões:

 

  • Visitar uma zona húmida para observar as aves invernantes
  • Vaguear numa floresta e ver o musgo, os líquenes e os cogumelos no seu auge.
  • Desenhar o esqueleto de uma árvore de folha caduca, completamente despida revelando a sua estrutura e composição
  • Observar o céu de inverno e identificar as constelações
  • Ouvir as aves nocturnas dentro e fora das cidades
  • Acompanhar semanalmente as horas do nascer e por do sol
  • Visitar um charco
  • Fazer um abrigo para aves
  • Oferecer alimento para atrair aves para os nossos jardins e hortas
Ao longo deste inverno espero poder contribuir com partilha de algumas destas experiências convosco!

 

For years the winters always were a heavy burden to me. There is a slight depressing during this time, especially when the rain falls the time for days. I learned to value time away from home but if there is something the Camino forced me to leave behind: the “fear” of the rain. If it rains, there is no reason not to go outside, just put on a pair of rubber boots and a raincoat: there is no “bad weather”, just bad equipment… And if it rains a lot, there are things at home that I save for the winter days, and then there is always something to do at home. But I began to think there was a certain stubbornness about wanting the winter to just pass away. It seems that we are simply looking for signs of spring and we do not live what winter has, because it has, to offer.

When, during a rainy day, the first rays of the sun appear, winter can bring the best walking experiences and reveal unique experiences and characteristics of this season.
The light of winter can not be as intense and dramatic as the light of autumn but it is has these characteristic season filters that give the landscape colors never seen before, always mixed with a greyish tone that softens the saturations: the dew, the frost, the rainbows after a shower are some of them… To leave home wearing a hat and gloves on a winter morning, bring a good waterproof and warm jacket shortly after dawn, letting only the tip of the nose to cool, can bring more comfort then we imagine. Moving forward, with conscious consequence, into a puddle of rain is no longer a child’s play and has the serious character of a purely human experience to slow down our temper and surrender ourselves to what the world offers us.


Winter is even more special in nature. When we think the world is dormant, it actually has extraordinary things to discover! Observing the wintering birds, especially the species of Anatidae (family of ducks) that seek our wetlands to spend the winter; look for traces of mammals such as footprints, scents, food remains; appreciate the skeleton of the trees that are stripped of their foliage of the hotter times; accompany the maturation of the mushrooms that awakened in the autumn and now explode at their height; observe the winter sky with its characteristic and unique stars; hear the nocturnal birds singing; monitor the growth of light hours; to hear the enthusiasm of amphibians in the ponds; calling biodiversity to our gardens, giving them food and shelter. All this is almost exclusive activities of this season (or that make more sense during this time of the year) and that no summer heat can replace.
After Christmas, we have taken a few days off to get lost in Nature and decided on a few things we would like to do this winter. Here is a list of suggestions:

  • Visit a wetland to observe the wintering birds
  • Walk in a forest and see the moss, lichens and mushrooms at their peak
  • Draw the skeleton of a deciduous tree, completely naked, revealing its structure and composition
  • Observe the winter sky and identify the constellations
  • Listening to night birds in and out of the cities
  • Follow weekly sunrise and sunset hours
  • Visit a pond
  • Make a bird shelter
  • Offer food to attract birds to our gardens and vegetable gardens
Throughout this winter I hope to contribute with sharing some of these experiences with you!
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Pine cones: a good excuse

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Os passeios de Outono são os meus favoritos!
Ah! Não há nada como o tempo quente para caminhar, mas o encanto da natureza no outono acrescenta aos passeios uma espécie de cumplicidade com o mundo.
Não me chegam os dedos das mãos para justificar um belo passeio entre jardins e pinhais quando as árvores, ao adormecer, cedem as folhas coloridas como uma criança que deixa cair o brinquedo que tem na mão quando o sono se aproxima… E essas mesmas folhas servem de cobertor quente aos cogumelos que, apesar do frio, começam a despertar, estremunhados, espreguiçando-se para a luz pardacenta. Há uma certa poesia nesta imagem! Tanta que por vezes apetece ficar quieta, ser invisível durante o tempo necessário para os ouvir brotar da terra. Mas como não se aprecia tudo sem se experimentar eu gosto de entrar no quadro, dar um bom passeio e sentir-me una com a natureza.

Todos os anos, antes das primeiras grandes chuvas vamos apanhar pinhas para acender a lareira no inverno. Apanhar pinhas, bom, não é o passatempo mais glamoroso, nem sequer parece ser digno de um post. Mas para esta tarefa eu embrenho-me mais profundamente nos pinhais, sem um destino concreto mas com alguma ambição de os ir descobrindo, a pouco e pouco, e ver o que aparece. E aparece de tudo: os líquenes que vestem as árvores com mais tons do que eu consigo imaginar, cogumelos que brotam como pequenos tesouros pousados, ao de leve, no chão, as aves que cantam para nós uma sinfonia ensaiada durante anos e anos, as folhas, os fetos e as agulhas de pinheiro que não permitem vislumbrar o solo porque se confundem com ele, as teias de aranha tecidas secretamente e que só se revelam pela mestria das gotas de orvalho…

Sim, há quem compre pinhas algures: bem secas e bem feitas, todas iguais, com calibre! E sim, elas não servem para um post, porque não há nenhum encanto escondido. Eu, que as apanho do chão num jogo de descobertas, trago pinhas maiores, mais pequenas, mais robustas e mais singelas. Umas bem abertas como flores maduras, outras como botões que só abrem completamente ao fogo da lareira, estalando aqui e além num autêntico fogo de artifício. Algumas vêm cobertas de filamentos verdes, castanhos, como xailes tricotados. De repente já não são só as pinhas para lareira que trago para casa, e o que trago, na sua maior parte, não se compra em lado nenhum. E isso é digno de se escrever…

Autumn tours are my favorites!
Ah! There is nothing like the warm weather to go for a walk, but the charm of nature during autumn adds complicity with the whole world.
There are countless reasons to justify a beautiful walk in a great garden or in the woods when the trees fall asleep, giving up their colored leaves like a child who drops his toy when the sleep arrives… And these leaves make the warm blanket for the mushrooms that, despite the cold, begin to wake up, quaking and stretching out into the brownish light. There’s some poetry in this picture! So many that sometimes it feels like being quiet, invisible, for enough time to hear them sprout from the earth. But since you do not appreciate everything without experiencing it, I like to get into the picture, take a good walk and feel one with nature.

Every year, before the first big rains, we go on a walk to pick pine cones to light the fireplace during the winter. Picking pine cones, well, it’s not the most glamorous thing, it does not even seem to be worthy of a written post. But for this task I immerse myself more deeply into the woods, without a determined destiny, but with some ambition to discover them, calmly, and see what happens. And the picture appears: the lichens that clothe the trees with more tones than I can imagine, the mushrooms that sprout like little treasures, carefully alighted on the ground, the birds singing for us a symphony rehearsed during many years, the leaves, ferns and pine needles that do not allow a glimpse of the soil because they mix with it, the cobwebs that were secretly woven and that are only revealed by the mastery of the dewdrops… Yes, some people buy pine cones somewhere: well dried and well made, all the same! And yes, they do not fit a written a post because there is no charm hidden on them. I pick them from the ground in a game of discoveries: I bring bigger, smaller, robust and delicate pine cones. Some are already open like ripe flowers, others, like buttons, will only open completely over fire, popping here and there like a genuine firework. Some come covered with green filaments, brown, like knitted shawls. Suddenly, it’s not just a bunch of pine cones that I bring for the fireplace, and what I bring, is not for sale. And this is worth to be written…

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Book review: Wreath Recipe

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Lembram-se deste livro maravilhoso que partilhei convosco na passada primavera?
É uma verdadeira inspiração para aqueles que querem pegar em meia dúzia de flores e trazer as suas cores, o seu aroma, a sua textura, a sua postura para dentro de casa sem ficarem com a sensação de que não assentam naturalmente numa jarra de cerâmica. Se o Flower Recipe é um dos melhores livros de arranjos florais que eu conheço, então o irmão Wreath Recipe é um verdadeiro inspirador. Este é um livro estupendo que se dedica apenas a coroas de flores e é delicioso.

Como disse neste post no passado natal, por mim, teria sempre uma corora de flores naturais na porta da entrada que convidasse todos a entrar, a serem abençoados pela sua melancolia e trazerem para dentro de casa a calma que elas transmitem. Não é apenas um bem receber, é dispor de um sentimento, de um abraço caloroso de bem-estar que nada transmite melhor do que um pouco de natureza.

Tal como o Flower Recipe, o livro Wreath Recipe esta escrito no sentido dos diferentes níveis de dificuldade e diferentes disponibilidades de materiais. Há coroas complexas, com uma enorme diversidade de flores em elaborados arranjos e posturas. Mas há também coroas simples feitas com apenas algumas folhas e um pouco de arame ou uma fita.
O livro abre com os materiais mais comuns, as estratégias mais básicas mas essenciais para se obter um bom resultados e com a preparação dos materiais para os diferentes objectivos: arranjos ou coroas. Depois vai trabalhando diferentes formatos de arranjos florais: desde o uso exclusivo de pequenos ramos, passando por grinaldas de flores, pequenos arranjos para mesa e as coroas mais elaboradas e detalhadas.
Para além da diversidade de formatos, o livro foca-se em flores e verdes para todas as estações do ano para que possamos olhar para os nossos jardins com olhar crítico e nunca acharmos que “não há nada no jardim que possa ser usado”.
A secção que mais me atrai é, sem dúvida, a que envolve materiais de outono. Não que as cores vibrantes da primavera não me atraiam, pelo contrário! Mas é o auge da mudança que o Outono significa e traduz com as suas folhas coloridas, flores secas, galhos despidos, os cogumelos, as abóboras e rebentos de maça, dióspiro e romã que me faz reflectir. Parece uma espécie de reciclagem, uma apreciação do real valor intemporal das coisas: todas as idades são belas, todas idades têm uma beleza para ser apreciada. E a prova disso é termos um Outono são majestosamente trabalhado. As folhas de acer, de carvalho, as hidrângeas secas pelo verão são verdadeiras pinturas, verdadeiras aguarelas naturais cheias de cores que parecem impossíveis de reproduzir e nos parecem ter sido gentilmente oferecidas pela natureza para nos alimentar os corações!

Não se esqueçam que o blog está a festejar o seu primeiro aniversário e há uma surpresa, pintada por mim, para todos os que subscreverem! Para saberem mais espreitem aqui.

 

Do you remember this wonderful book I shared with you last spring?
It is a real inspiration for those who want to pick half a dozen flowers and bring their colors, aroma, texture, and posture into their homes without feeling like they do not naturally sit on a ceramic jar. If the Flower Recipe is one of the best floral arrangement books I know, then it’s brother Wreath Recipe is a true inspirer. This is a stunning book that is dedicated only wreaths and is delicious.

As I said in this post last Christmas, I wish I could always have a wreath of natural flowers at my door that invited all who enter to be blessed by their melancholy and to bring into the house the calmness that they transmit. It is not only about hosting well, it is to provide a feeling, a warm embrace of well-being that anything can transmit as nature does.

Like Flower Recipe, the Wreath Recipe book is written regarding different levels of difficulty and different availabilities of materials. There are complex wreaths, with a huge diversity of flowers in elaborate arrangements and postures. But there are also simple wreaths made with only a few leaves and a bit of wire or a ribbon.
The book opens with the most common materials, the most basic strategies but essential for achieving good results, and by preparing materials for different purposes: arrangements or wreath. Then it works on different formats of floral arrangements: from the use of small branches, to flower garlands, small table arrangements and the most elaborate and detailed wreaths.
In addition to the diversity of formats, the book focuses on flowers and greens for all seasons so that we can look at our gardens with a critical eye and never feel that “there is nothing in the garden that can be used.”
The section that most appeals to me is undoubtedly the one that involves fall materials. Not that the vibrant colors of spring did not appeal to me, on the contrary! But it is the height of the change that autumn means and translates with its colourful leaves, dried flowers, naked branches, mushrooms, pumpkins and apple, persimmon and pomegranate shoots that makes me think. It seems a kind of recycling, a continuous appreciation of the real timeless value of things: all ages are beautiful, all ages have a beauty to be enjoyed. And the proof of this is that we have autumns, wonderfully and majestically designed and conceived. The oak and acer leaves, the dried hydrangeas are true paintings, true natural watercolors full of colours that seem impossible to reproduce and that are kindly offered by nature to feed our hearts!

Do not forget that the blog is celebrating its first anniversary and there is a surprise, painted by me, for everyone who subscribes! To know more click here.

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