Book review: Wreath Recipe

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Lembram-se deste livro maravilhoso que partilhei convosco na passada primavera?
É uma verdadeira inspiração para aqueles que querem pegar em meia dúzia de flores e trazer as suas cores, o seu aroma, a sua textura, a sua postura para dentro de casa sem ficarem com a sensação de que não assentam naturalmente numa jarra de cerâmica. Se o Flower Recipe é um dos melhores livros de arranjos florais que eu conheço, então o irmão Wreath Recipe é um verdadeiro inspirador. Este é um livro estupendo que se dedica apenas a coroas de flores e é delicioso.

Como disse neste post no passado natal, por mim, teria sempre uma corora de flores naturais na porta da entrada que convidasse todos a entrar, a serem abençoados pela sua melancolia e trazerem para dentro de casa a calma que elas transmitem. Não é apenas um bem receber, é dispor de um sentimento, de um abraço caloroso de bem-estar que nada transmite melhor do que um pouco de natureza.

Tal como o Flower Recipe, o livro Wreath Recipe esta escrito no sentido dos diferentes níveis de dificuldade e diferentes disponibilidades de materiais. Há coroas complexas, com uma enorme diversidade de flores em elaborados arranjos e posturas. Mas há também coroas simples feitas com apenas algumas folhas e um pouco de arame ou uma fita.
O livro abre com os materiais mais comuns, as estratégias mais básicas mas essenciais para se obter um bom resultados e com a preparação dos materiais para os diferentes objectivos: arranjos ou coroas. Depois vai trabalhando diferentes formatos de arranjos florais: desde o uso exclusivo de pequenos ramos, passando por grinaldas de flores, pequenos arranjos para mesa e as coroas mais elaboradas e detalhadas.
Para além da diversidade de formatos, o livro foca-se em flores e verdes para todas as estações do ano para que possamos olhar para os nossos jardins com olhar crítico e nunca acharmos que “não há nada no jardim que possa ser usado”.
A secção que mais me atrai é, sem dúvida, a que envolve materiais de outono. Não que as cores vibrantes da primavera não me atraiam, pelo contrário! Mas é o auge da mudança que o Outono significa e traduz com as suas folhas coloridas, flores secas, galhos despidos, os cogumelos, as abóboras e rebentos de maça, dióspiro e romã que me faz reflectir. Parece uma espécie de reciclagem, uma apreciação do real valor intemporal das coisas: todas as idades são belas, todas idades têm uma beleza para ser apreciada. E a prova disso é termos um Outono são majestosamente trabalhado. As folhas de acer, de carvalho, as hidrângeas secas pelo verão são verdadeiras pinturas, verdadeiras aguarelas naturais cheias de cores que parecem impossíveis de reproduzir e nos parecem ter sido gentilmente oferecidas pela natureza para nos alimentar os corações!

Não se esqueçam que o blog está a festejar o seu primeiro aniversário e há uma surpresa, pintada por mim, para todos os que subscreverem! Para saberem mais espreitem aqui.

 

Do you remember this wonderful book I shared with you last spring?
It is a real inspiration for those who want to pick half a dozen flowers and bring their colors, aroma, texture, and posture into their homes without feeling like they do not naturally sit on a ceramic jar. If the Flower Recipe is one of the best floral arrangement books I know, then it’s brother Wreath Recipe is a true inspirer. This is a stunning book that is dedicated only wreaths and is delicious.

As I said in this post last Christmas, I wish I could always have a wreath of natural flowers at my door that invited all who enter to be blessed by their melancholy and to bring into the house the calmness that they transmit. It is not only about hosting well, it is to provide a feeling, a warm embrace of well-being that anything can transmit as nature does.

Like Flower Recipe, the Wreath Recipe book is written regarding different levels of difficulty and different availabilities of materials. There are complex wreaths, with a huge diversity of flowers in elaborate arrangements and postures. But there are also simple wreaths made with only a few leaves and a bit of wire or a ribbon.
The book opens with the most common materials, the most basic strategies but essential for achieving good results, and by preparing materials for different purposes: arrangements or wreath. Then it works on different formats of floral arrangements: from the use of small branches, to flower garlands, small table arrangements and the most elaborate and detailed wreaths.
In addition to the diversity of formats, the book focuses on flowers and greens for all seasons so that we can look at our gardens with a critical eye and never feel that “there is nothing in the garden that can be used.”
The section that most appeals to me is undoubtedly the one that involves fall materials. Not that the vibrant colors of spring did not appeal to me, on the contrary! But it is the height of the change that autumn means and translates with its colourful leaves, dried flowers, naked branches, mushrooms, pumpkins and apple, persimmon and pomegranate shoots that makes me think. It seems a kind of recycling, a continuous appreciation of the real timeless value of things: all ages are beautiful, all ages have a beauty to be enjoyed. And the proof of this is that we have autumns, wonderfully and majestically designed and conceived. The oak and acer leaves, the dried hydrangeas are true paintings, true natural watercolors full of colours that seem impossible to reproduce and that are kindly offered by nature to feed our hearts!

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How to store your homemade quince paste?

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No ano passado falei-vos de como faço marmelada. Depois de a distribuir por taças eu costumo deixar secar a minha marmelada ao ar para que assente ligeiramente antes de a tapar e guardar. Quando o tempo dos primeiros dias de outono ainda o permite, a minha mãe costuma colocar a marmelada a secar no pátio, devidamente protegida com um tule fino num tabuleiro com água por causa das formigas. Esses dias eram uma perdição porque podíamos provar a marmelada fresca, ainda mole, mas eu gosto mais da marmelada já dura de cortar com a faca! Por isso aqueles dias de espera antecipavam sempre um lanche muito desejado de pão com queijo e marmelada.
Eu acho que uns raios de sol só podem melhorar o sabor intenso da marmelada, por isso, mesmo que o tenha de fazer dentro de casa, faço questão de deixar a minha marmelada secar perto da janela durante uma semana ou duas consoante o tempo esteja mais ou menos seco.

A tarefa seguinte é tapar a marmelada. É um processo tão básico que eu podia jurar que toda a gente tinha o mesmo método que eu para o fazer. Mas desde há algum tempo que percebi que, afinal, há uma infinidade de métodos que previnem a marmelada de ganhar fungos e bolores. Há quem não chegue sequer a preocupar-se com isso! Há quem simplesmente a tape a superfície com película aderente e jure que não se estraga! A avó Luísa tapa-a logo no dia seguinte, enquanto ainda está mole, colando-lhe na superfície uma folha de papel bem fino que separa de um guardanapo. Mas ultimamente há quem me venha perguntar como é que eu faço para guardar a minha sem que ganhe fungos pelo que venho partilhar convosco o método que é usado na minha família há várias gerações.

Quando a marmelada está bem firme inverto as taças sobre uma folha de papel vegetal e desenho a forma das taças com um lápis. Depois recorto as formas e viro o papel do avesso. Com um pincel de cozinha pincelo os recortes com aguardente e coloco-os sobre a marmelada com a parte molhada para baixo. A aguardente tem um teor em álcool muito elevado e evita o crescimento de bactérias e fungos na marmelada e, ao contrário do que possam pensar, não tem influência no sabor. Depois, num movimento que parte do centro para a periferia, vou colando este papel na superfície da marmelada. Depois faço um esforço por retirar as bolhas de ar na superfície empurrando-as para a periferia da taça. Reforço a periferia vincando bem o excesso de papel e depois a marmelada está pronta para ser guardada num local seco, fresco e com pouca luz. Eu costumo usar o espaço que fica em cima dos armários superiores da cozinha. Depois é vê-las desaparecer!

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Last year I wrote about my quince paste recipe. After doing it I often let my quince paste dry until it settles before covering and storing it. When the weather of the first few days of autumn still allows it, my mother usually puts the marmalade outside to dry, properly protected with a thin tulle in a tray with water (because of the ants). These days were damnable because we can taste the fresh quince paste, still soft. But I like the quince paste firm! So those days of waiting always anticipated a much desired afternoon snack of bread with cheese and quince paste.
I think sunshine can only enhance the intense taste of quince paste, so even doing it indoors, I like to let my quince paste dry near a window for a week or two depending on the weather.

The next task is to cover the quince paste bowls. It’s such a basic process that I could swear that everyone had the same method as me to do it. But I realized that, after all, there are a multitude of methods that prevent quince paste from growing fungi and molds. There are those who do not even bother about it! There are those who simply cover the surface with sticky film and swear it does not deteriorates! Grandmother Luisa cover her quince paste the day after doing it, while it is still soft, by sticking a thin sheet of napkin paper on the quince paste surface. But lately there are several people asking me how I save my own quince paste from growing fungus, so today I am sharing the method that has been used in my family for several generations.

When the marmalade is very firm I turn the bowls up side down over a sheet of greaseproof paper and draw the shape of the bowls with a pencil. Then I cut out the shapes and turn the paper around. With a kitchen brush I pinch the cutouts with brandy and place them over the marmalade surface with the wet side down. The brandy has a very high alcohol content and prevents the growth of bacteria and fungi in the marmalade and, contrary to what you may think, has no influence on taste. Then, in a movement from the center to the periphery, I glue the paper to the surface of the firm quince paste. Then I make an effort to remove the air bubbles on the surface by pushing them to the periphery of the bowl. I reinforce the periphery by creasing the excess paper very well and then the quince paste is ready to be stored in a cool, dry place in low light. I usually use the space on top of the kitchen cabinets. Then it’s just what to see it disappear!

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Amsterdam: Den Haan & Wagenmakers

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Há algum tempo que não vos escrevia sobre os passeios criativos que procuro fazer sempre que vou de viagem dentro ou fora do país. Para além de fazer uma pesquisa pelos principais locais turisticos mais ou menos alternativos, sempre que faço uma viagem procuro informação sobre os principais crafts da região. Este ano tenho-me dedicado aos locais que visitei na Holanda e parece que finalmente chegou a vez de Amesterdão. Mas como há bastante para mostrar, resolvi escrever três posts acerca disso e partilhar convosco um pouquinho de cada vez!

Na minha visita a Amesterdão, fiz um pequeno roteiro de museus, lojas ou outros locais relacionados com os crafts para tentar viver um pouco do ambiente handmade na cidade. Limitei-me sobretudo ao centro da cidade onde e consegui visitar praticamente todos os locais que tinha planeado mas o que eu não podia falhar era a Den Haan & Wagenmakers, uma loja de quilts e tecidos tradicionais holandeses. A loja situa-se num edifício antigo, muito perto da praça Dam, a apenas 10 minutos a pé da Amsterdam Centraal. A loja tem um piso e um mezanino e está coberta, desde o chão até ao teto, com tecidos, modelos e fabulosos quilts com desenhos tradicionais dos países baixos. Quase todos eles reproduzem ou se baseiam em modelos antigos, sobretudo os modelos e cores mais características do patchwork Holandês até à segunda guerra mundial. Muitos dos modelos apresentados na loja estão à venda para poderem ser reproduzidos e são também inúmeros os livros que registam a história dos quilts holandeses!

Os tecidos, à semelhança das chitas portuguesas, ilustram sobretudo padrões florais num número limitado de cores que dá aos quilts uma certa coerência e uniformidade. É engraçado verificar este paralelismo com outros tecidos europeus da mesma época. Para além destes, a loja vende uma grande variedade de outros padrões em cores mais diversas mas que combinam na perfeição com qualquer um dos tecidos tradicionais.
Eu não resisti em trazem um pack de 4 tecidos tradicionais num padrão floral.

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Some time have passed since I wrote about the creative tours I try to make whenever I travel in or out of the country.This year I wrote about places I visited in the Netherlands and it’s time to talk about Amsterdam! But as there is so much to show to you that I decided to write three different posts about it and share them a little bit at a time!

In my visit to Amsterdam, I made a short tour of museums, shops and other places related to crafts and to tried to live a bit of the handmade environment of the city. I limited myself to the city center where I managed to visit almost all the places I had planned but if there’s one place I just couldn’t fail was the Den Haan & Wagenmakers. A traditional Dutch quilt and fabric shop. The shop is located in an old building, very close to the Dam Square, only 10-minute walk from the Amsterdam Centraal. The shop is not big but has this mezzanine and a high ceiling, and is fully covered with fabrics, patterns and quilts, fabulous traditional quilts! Almost all of the quilts reproduce or are based on antique patterns, that include the characteristic patterns and colours of the Dutch patchwork until the Second World War. Many of the quilt patterns are available for sale and there are also numerous books about the story of Dutch quilts!

The traditional fabrics, like the Portuguese chitas, usually reproduce floral designs in a limited number of colours that give a certain consistency and uniformity to the quilts. It’s interesting to see the parallelism of the fabric designs with other tradicional European fabrics. In addition to these, the shop sells a wide variety of other patterns and fabrics on a diverse colour palette that combine perfectly with all of the traditional fabrics.
I couldn’t resist to bring a pack of 4 traditional fabrics in a small floral pattern.

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Applesauce is our favourite dessert

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O Outono é o tempo das maçãs, das abóboras, das romãs e dos dióspiros entre outros frutos maravilhosos! Ora ultimamente há um monte de gente a perguntar-me o que costumo fazer com tantas maçãs que há por aí. É que apesar de haver fartura, se alguém me pergunta se quero, eu aceito sempre maçãs! E a verdade é que todas as semanas vou comprar fruta e todas as semanas trago um grande saco de maçãs. Porque o que não pode faltar por aqui sempre é uns boiões de puré de maçã. E não, não é aquele puré desenxabido a saber a maçã cozida! É um puré fresco, que é muito saudável e só leva 2 ingredientes: as maçãs e a raspa de limão. Posso dizer que é a sobremesa favorita cá em casa e que é devorado em segundos! Mais maçãs houvessem, mais puré se comia.

A receita é absurdamente fácil que até me sinto um pouco mal por estar a fazer disto um mega acontecimento. Mas há coisas que são como o ovo do Colombo: um pequeno esforço e transformamos algo absolutamente normal numa grande ideia. Então aqui vai:

Descascam-se as maçãs e cortam-se em pedaços colocando-os uma taça com água e um pouco de sal. O sal é opcional e não vai salgar as maçãs mas antes forçá-las a exsudar os açucares naturais. Aguardar 5 minutos.
Escorrer e colocar a maçã numa panela larga… sem mais nada.

“Mais nada? Nem uma colherzinha de água?”
Não! Nem um pingo de água que seja.

Tapar, ligar o lume no máximo e, sem nunca levantar a tampa, deixar que comece a ferver. Nesse momento colocar o lume no mínimo e deixar cozinhar 10 minutos.

“E aquilo não queima?”
Não! Não queima!

“Ah e tal… Se calhar é melhor ir deitando um olhinho…”
Não! Não é boa ideia deitar olhinho nenhum.

Eu costumo dizer, a brincar, que é preciso fé para fazer esta receita: tapa-se com cuidado, liga-se o lume com determinação e rezam-se 10 Avé Marias acreditando que aquilo não vai queimar!! Manter as mãozinhas longe do fogão! O segredo está mesmo aí: as maçãs têm água mais do que suficiente para cozinharem no seu próprio sumo. Se levantarmos a tampa, essa água evapora-se e, aí sim, as maçãs podem queimar.
No fim desse tempo desligar o lume, acrescentar raspa de limão (A quantidade depende um pouco da quantidade de maçãs e do gosto de cada um. Para um quilo de maçãs eu acrescento a raspa de um limão pequeno.) evitando a parte branca. Triturar muito bem com a varinha mágica e colocar ainda quente em boiões.

Esta papa come-se muito bem quente! Mas não desesperem e deixem-na umas horas no frigorífico. Vão ficar surpreendidos!
Há quem substitua o tempero por canela mas confesso que, isso sim, me faz lembrar aquelas papas de maçã cozida e acho que só fica bem enquanto está quente… Fresquinha tem de ser com limão!

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Autumn is the time of apples, pumpkins, pomegranates and persimmon among other wonderful fruits! Well, lately there are a lot of people asking me what I usually do with so many apples out there. Although there is plenty of it, if someone asks me if I want some, I always accept! And the truth is that every week I go to buy fruit and every week I bring a big bag of apples. Because what can not be missing here is always jars of applesauce! And no, it is not that old fashion puree tasting like baked apple! I love baked apple but this is a fresh puree, which is very healthy and only takes 2 ingredients: apples and lemon zest. I can say it’s the favourite dessert at our home and it’s devoured in seconds! No matter how many apples we get, no applesauce is left to go rot in the fridge.

The recipe is absurdly easy that I even feel a little bad to be making this a huge thing. But there are things that are like the Columbus Egg: with a little effort and we turn something absolutely normal into a great idea. So here it goes:

Peel the apples, cut them into pieces and place them in bowl of water and a little sea salt. Sea salt is optional and will not salt the apples but rather force them to exude their natural sugars. Wait 5 minutes.
Drain the apples and place them into a large pan… without anything else.

“Nothing more? Not even a tablespoon of water?”
No! Not a drop.

Put the lid on and turn the heat at the max and, without ever lifting the lid, allow it to boil. In this moment low the heat to minimum and leave it to cook for 10 minutes.

“And that does not burn?”
No! It does not burn!

“Oh… Maybe I should go and have a look once in a while …”
No! It’s not a good idea to have a look.

I usually joke that it takes faith to make this recipe: put the lid on carefully, turn on the heat with determination and pray reciting 10 Ave Marias believing that it will not burn!! Keep your hands away from the stove! The secret is right there: apples have more than enough water to cook in their own juice. If we lift the lid, this water evaporates and then the apples can burn.
At the end of that time turn off the heat, add lemon zest (The amount depends a little on the amount of apples you are using and your own taste. For about one pound of apples I add the zest of a small lemon.) avoiding the white part. Grind everything very well with the hand blender and put it, still hot, in jars.

This puree can be eaten while hot! But do not get anxious and leave it for a few hours in the fridge. You will be surprised!
Some people replace the lemon seasoning by cinnamon, but, I confess that it does remind me of baked apple and I think it is good only while it’s hot… Fresh applesauce has to be with lemon zest!

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