Happy birthday: what if I launch a giveaway?

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Esta toca faz dois anos! E acreditem, quase não dava conta e quase não queria acreditar. Ao longos dos dois últimos anos houve muita coisa a modificar-se para mim e este cantinho tem sido algo muito estável onde tenho feito crescer uma nova forma de estar na vida, que sobretudo me deu confiança e intensificou ou apurou a minha personalidade. É onde eu me vejo crescer, onde tudo fica escrito como um testemunho que eu posso comprovar. Mais ainda, revelou para os outros alguém que vivia um pouco escondida para o seu interior. Portanto a partilha não só me fez crescer como me deu a conhecer ao mundo. O meu público é ainda bebé ao lado dos grandes bloggers da actualidade mas curiosamente eu nunca me senti pequena. Tem sido muito gratificante perceber que este pequeno público que angariei surgiu do meu trabalho e empenho já que nunca antes pedi ou forcei ninguém para me seguir. E todos sabemos que “vender” estilos de vida, cativar dando trabalho ou apenas inspiração é difícil no meio consumista em que vivemos. Na verdade, “apurar” o nosso público é um exercício muito esclarecedor sobre nós mesmos, a nossa individualidade numa sociedade que valoriza a unicidade mas cultiva a homogeneidade. Eu tenho em mente aquelas pessoas que me seguem sempre: aquelas que me dão força e me encorajam e se deixam inspirar, que me vêm como elas. Tenho-as sempre na minha cabeça e, apesar de muitas nem sequer conhecer pessoalmente, a cada dia, eu faço isto por mim mas também, e cada vez mais, por elas também. Partilhar convosco um estilo de vida consciente, com significado, alimentado pelos ritmos e contacto com a natureza, alimentado pela criatividade humana tem sido a maior inspiração por trás de cada post.

É claro que nem tudo têm sido fases boas. Ter um blog e alimentá-lo das nossas entranhas, oferecer o que temos de melhor expõe-nos de formas nunca antes imaginadas. Desde que comecei que me soube proteger um pouco por conselhos de pessoas mais experientes. Mas já aprendi muitas coisas novas sobre gerir o que partilho, como partilho e o que deixo passar. Já aprendi coisas novas sobre os outros e sobre os limites que eu preciso de criar. O que aqui vos escrevo é muito, muito pouco daquilo de que a minha vida é preenchida: entre as melhores e as piores coisas. Eu gosto de pensar que vos trago o melhor de mim mas também aprendi a guardar algumas coisas boas, alguns projectos, para mim mesma porque, como introvertida, eu ainda preciso desse espaço. Já me senti mal por sentir que dava mais do que recebia, já senti que se apropriavam da minha criatividade, até que tentavam ser eu…!? E isso já me obrigou a parar e gerir os sentimentos para nunca deixar de escrever ou voltar a fechar-me em mim mesma. Porque apesar de tudo, a minha experiência aqui, convosco, tem sido sobretudo carregada de coisas boas.

Por isso, é para vocês que lanço um presente de aniversário, e pela primeira vez, no formato de giveaway! O meu giveaway vai acontecer através do meu perfil do Instagram que tem sido a rede social com a qual mais me tenho identificado na partilha de conteúdo do blog. O giveaway vai sortear um exemplar dos meus “Tide Pool Notebooks” para qualquer um de vocês que cumpra os seguintes requisitos: seguir-me no Instagram, gostar da publicação do giveaway (que será lançada durante o dia 24 de outubro com a hashtag #therabbitholeblogsecondbirthday), comentar essa mesma publicação com o nome de 3 novos amigos com quem gostassem de partilhar o perfil do blog. Podem participar o número de vezes que desejarem aumentando assim a vossa chance de ganhar. O giveaway está aberto até às 23h59m59s (UTC) do dia 31 de Outubro e é válido para todo o mundo! Boa sorte e obrigada por continuarem desse lado!

This rabbit hole is two years old! And believe me, I barely noticed and almost couldn’t believe. Over the last two years there has been a lot of changes for me and this little corner has been a very stable spot for me, where I have grown a new way of being in life, which mainly gave me the confidence and intensified my personality. It is where I see myself growing, where everything is written as a testimony that prove all that growth. More than that, the blog revealed to the others someone (me) who lived a little hidden inside herself. So this sharing exercise not only made me grow as it made me known to the world. My audience is still a baby alongside the great bloggers of today but, curiously, I never felt small. It has been very gratifying to realize that this small audience that I raised came from my own work and commitment since I have never asked or forced anyone to follow me. And we all know that captivating an audience with handmade testimonials and inspiration is very difficult in the consumerist environment in which we live today. In fact, clarifying our audience is a very enlightening exercise about ourselves, our individuality in a society that values ​​uniqueness but cultivates homogeneity. I have in mind those people who always follow me: those who give me strength and encourage me and inspire me, the ones who come to me and fell just like me. I have them all in my head and, although many I do not even know personally, I do this for them as well as for myself. Sharing with you a conscious, meaningful lifestyle, fueled by natural rhythms, contact with nature and human creativity has been the greatest inspiration behind every post.

Of course, not everything has been good. Having a blog and feeding it from our guts, offering what we have best, exposes us in ways never before imagined. Since I started that I knew how to protect myself a little by taking advices from more experienced people. But I’ve learned a lot of new things about managing what I share, how I share, and what I let go. I have learned new things about others and the limits that I needed to create even now. What I am writing to you here is very, very little of what my life is filled with: among the best and the worst things. I like to think that I bring you the best of me but I also learned to keep some good things, some projects, for myself because, as an introvert, I still need that space. I already felt bad for feeling that I gave more than I received, I felt that there were some that took the change using my creativity with bad intensions regarding myself, some really tried to be me on this competitive way affecting more things than I would ever allow… this has already forced me to stop and manage the feelings to never stop writing or close me again within myself. Because despite of everything, my experience here, with you, has been mainly loaded with all the good things.

So it’s for you that I throw a birthday present, and for the first time, in the giveaway format! My giveaway will happen through my Instagram profile that has been the social network with which I can identify myself the most while sharing the blog content. The giveaway will offer one copy of my “Tide Pool Notebooks” for any of you who meets the following requirements: follow me on Instagram, enjoy the giveaway publication on Instagram (which will be released during October 24th with the hashtag #therabbitholeblogsecondbirthday), comment on this same publication with the name of 3 new friends who you like to share the blog’s profile with. You can participate as many times as you wish increasing your chances of winning. The giveaway is open until 23:59:55 UTC on October 31 and is valid worldwide! Good luck and thank you for all your support!

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Tide Pool Scented Cushions on my on-line shop!

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Assim como fiz para os Tide Pool Notebooks, venho desta vez contar-vos a história e as características das almofadinhas de aroma na minha loja on-line: as Tide Pool Scented Cushions.

As almofadinhas de cheiro lembram-me a época de arrumações de verão em casa da minha mãe. E acontecia que das várias alternativas para dar aroma às gavetas e armários, estavam os sabonetes (há alguma tradição da produção de sabonetes no norte do país) e as saquetas de ervas secas, nomeadamente as de alfazema. Eu confesso que, naquela época, não era muito adepta de alfazema… não sei se foi uma fase, mas durante algum tempo desejei que houvessem outras alternativas, sobretudo de aroma mais fresco que me remetessem para os meses de verão!

Ora, se há erva que eu uso, vezes sem conta durante o verão é a hortelã pimenta. O chá frio de hortelã Pimenta é das melhores infusões para os meses quentes, e a erva fresca acompanha muito bem a limonada e dá um travo único à água aromatizada que eu levo para a praia. Naturalmente é a escolha óbvia para esta coleção.

Por isso, resolvi manter o tema das visitas à praia (quer seja verão ou inverno) e dar às minhas Tide Pool Scented Cushions a frescura da hortelã Pimenta que tanto me remete para a praia, para o mar e o seu ambiente revigorante, fresco, límpido e cristalino. As ervas usadas são biológicas e produzidas e secas localmente.

E para que todo o produto faça algum sentido, os restantes materiais utilizados remetem para as texturas e para a biodiversidade das poças de maré que dá o nome à coleção! Cada pack é constituído por três almofadinhas de linho português um tecido natural e muito fresco, que é o meu preferido para os meses quentes. As almofadinhas são ainda estampadas com padrões diferentes utilizando carimbos feitos à mão e tinta de tecido: um cavalo marinho, um peixe e um caranguejo!

Just as I did for the Tide Pool Notebooks, this time I’m going to tell you about the story and the characteristics of the Scented Cushions on my online shop: the Tide Pool Scented Cushions.

The scented cushions remind me of the summertime at my mother’s house, especially the tidying madness we used to perform at the end of summer, before getting back to school. And of the various alternatives for scenting the drawers and cabinets, there were the soaps (there is a tradition of soap production in the north of the country) and dried herbal sachets, especially those of lavender. I confess that, at that time, I was not a fan of lavender … I do not know if it was a phase, but for some time I wished there were other alternatives, especially with a fresher aroma, that would send me back to the summer months!

Now, if there is an herb that I use over and over again during the summer it is peppermint. The iced peppermint tea is the best infusion for the hot months, and the fresh herb goes so well with lemonade and gives a unique touch to the flavored water that I take to the beach. Of course it is the obvious choice for this collection!

So I decided to keep the theme of the visits to the beach (summer or winter) and give my Tide Pool Scented Cushions the freshness of the Peppermint that always brings me to the beach, the sea and its invigorating, fresh, clear and crystalline environment. The herbs used are biological and are produced and dried locally.

And for the product to make sense as a whole, the other materials used refer to the textures and biodiversity of the tide pools that give this collection its name! Each pack consists of three Portuguese linen cushions, a natural and very fresh fabric, which is my favorite for the warm months. These cushions are stamped with different patterns using handmade stamps and fabric paint: a seahorse, a fish and a crab!

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June and July Nature Journal

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Junho e Julho foram muito diferentes no que diz respeito às minhas experiências na natureza.

June and July were very different in regard to my experiences in nature.

Junho foi dominado por uma viagem às terra altas e naturalmente, dediquei muitas páginas do meu diário de natureza às minhas experiências na Escócia.
Os cervídeos foram uma constante ao longo da minha estadia. Desde pequenos rastos até avistamentos mais ou menos próximos, houve pelo menos duas ou três experiências com Corços e Veados a reter. Por isso, na primeira semana de Junho resolvi representar um corço que avistei num trilho nos Cairngorms.

June was dominated by our roadtrip to the highlands and of course, I dedicated many pages of my nature journal to my experiences in Scotland.
The cervids were a constant throughout my stay. From small tracks some sights, there were at least two or three experiences with Deers to retain. So in the first week of June I decided to represent a Roe-dear that I saw on a trail in the Cairngorms.

Outra experiência que nunca passa despercebida em todo o Reino Unido são os característicos jacintos-do-campo. Na verdade pensei que já não iria ter oportunidade de os avistar porque sempre pensei que florescessem apenas no início da primavera. Contudo, o clima é muito diferente de Portugal e mesmo do sul de Inglaterra pelo que foi óbvio que o tempo de floração fosse mais longo. O seu aroma inconfundível atrai!

Another experience that never goes unnoticed all over the UK are the characteristic fields of bluebells. In fact, I thought I would not have a chance to spot them because I always thought they bloom only in the early spring. However, the climate there is very different from Portugal and even from the south of England so it is obvious that the flowering time is longer. Its unmistakable sweet aroma attracts us!

Apercebi-me que ainda não tinha feito nenhuma página no meu diário dedicado ao gado que encontro frequentemente em Portugal. E foi quando avistei estas vacas Highland que me apercebi que devia introduzi-las no meu diário e, a partir daí, ficar um pouco mais sensível ao gado.

I realized that I had not yet made any page in my journal dedicated to cattle that I often encounter in Portugal. And it was when I saw these Highland cows that I realized that I had to put them in my journal, and from then on, to be a little more aware to the cattle I see frequently!

Mas nem sempre as melhores experiências são feitas nas grandes viagens. E foi o que aconteceu na noite de São João, depois do jantar. Mesmo no terreno ao lado do dos meus pais avistei um pequeno e belíssimo mocho galego que estudava atento o terreno às procura de alimento. Não gostei muito do resultado do meu desenho contudo e apercebi-me que tenho de estudar melhor a representação de penas, sobretudo quando se trata de um padrão malhado ou pintalgado.

But the best experiences are not always found on big trips. And that’s what happened on St. John’s night, after dinner. On the land next to my parents house I saw a small and beautiful little owl who was looking for food. I did not like the result of my drawing, however, and I realized that I have to practice a lot the representation of feathers, especially when it comes to a patchy pattern.

 

O início do mês de julho, por outro lado, foi bastante atribulado e obrigou-me a recordar os momentos passados na Escócia. Resolvi então fazer ais uma representação de cervídeos, em particular o de um alistamento de um Veado-Vermelho junto ao rio Finnan. Era enorme e as suas agulhadas estavam a crescer. Sonhei poder voltar à Escócia em pleno outono ou percorrer Portugal à procura de veados com galhadas grandes!

The beginning of July, on the other hand, was very busy and forced me to remember the moments spent in Scotland. I then decided to make a representation of a red deer I saw near the Finnan River. It was huge and its antlers were growing. I dreamed about coming back to Scotland in the middle of autumn or go through Portugal in search of deer with big antlers!

Recordei ainda um momento junto ao lago Cluanie, quando quase a pisá-los, dei de caras com um conjunto incontável de girinos que, pela forma e tom quase preto me pareciam girinos de sapo-comum.

I remembered a moment next to Lake Cluanie, when I almost stepped on an uncountable set of tadpoles that, by the shape and almost black color, seemed to me Common toad tadpoles.

Por fim, já de volta, num passeio à beira mar pelo passadiço junto às dunas foi lindo descobrir os cardos-marítimos em flor! As dunas pareciam enfeitadas de pequenos pompons de uma tonalidade mágica, azul metálico e lilás!

Finally, back home, during a walk along the dunes by the sea, it was lovely to discover the sea holly blooming! The dunes seemed to be adorned with little pompoms of a magical tint, metallic blue and lilac!

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Rhubab, strawberry and vanilla jam

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Já vos tinha confessado anteriormente que acho a arte das conservas uma espécie de magia que consegue preservar o entusiasmo dos frutos dentro de um pequeno frasco, pronto a abrir em qualquer altura do ano. Não há nada como estar em pleno Inverno, abrir um frasco de compota caseira e sentir-lhe primeiro o aroma e depois o sabor. Remete-nos quase sempre para memórias: sobretudo do Verão e do Outono.
Já vos tinha falado anteriormente da minha compota favorita, a compota de framboesa, aqui. Mas as compotas em minha casa são de quase tudo. Desta vez resolvi testar uma receita de compota de ruibarbo que fui coleccionando desde que escrevi este post. A minha curiosidade pelo ruibarbo era grande sobretudo depois de ter provado tartes e compotas maravilhosas com este ingrediente.
A minha Madrinha conseguiu cultivar ruibarbo em casa e traz-me frequentemente alguns talos que possa utilizar. Depois de ter testado algumas receitas (em breve prometo partilhar convosco uma fabulosa tarte de ruibarbo e maça!) resolvi fazer uns frascos de compota de ruibarbo, morango e baunilha que foi uma surpresa muito agradável na minha dispensa!
O ruibarbo, juntamente com o morango fazem uma compota de sabor doce e ácido ao mesmo tempo, como um molho agridoce para o qual as sementes de baunilha são o contraste perfeito. A receita é do livro “Doces, Compotas e Conservas” da Thane Prince, e está mesmo na página ao lado da minha receita preferida de compota de morango!

Para cada 1,25kg de ruibarbo cortado em pequenos pedaços juntar cerca de 600g de açúcar e o sumo de dois limões. Deixar a mistura apurar durante 24h. Depois levar ao lume mexendo esporadicamente, e deixar ferver em cachão até começar a fazer ponto. Retirar a espuma e acrescentar as sementes de 1/3 a 1/2 de vagem de baunilha (não mais, ficará muito intenso!) e deixa-se apurar uns 5 minutos. Desligar o lume e deixar arrefecer durante 10 min antes de colocar em frascos esterilizados.

Fiquei muito surpreendida com o resultado. Imaginei que o sabor iria ser demasiado complexo mas a verdade é que os ingredientes se complementam inteiramente. É uma compota extremamente agradável, de sabor macio, um ácido que eu muito aprecio e uma cor bem convidativa. Fica bem sobre manteiga batida, sobre o pão ou uns belos scones. Escusado será dizer que tenho comido compota de ruibarbo ao pequeno almoço nos últimos dias. Creio que esta dose não chegará ao Inverno e terei de fazer mais…!

I had previously confessed that I think that the art of making preserves is a kind of magic that manages to preserve the enthusiasm of the fruit inside a small bottle, ready to open at any time of the year. There’s nothing like being in the middle of winter, opening a jar of homemade jam and feeling it’s aroma and taste. It almost always send us to our memories: especially of summer and autumn.
I had already told you about my favorite raspberry jam, here. But the jams at our home are made from very kind of fruit. This time I decided to test a rhubarb jam recipe that I collected since I wrote this post. My curiosity about rhubarb was great especially after having tasted wonderful pies and jams with this ingredient.
My Godmother was able to grow Rhubarb at home and often brings me some stalks to use. After testing some recipes (I promise to share with you a fabulous rhubarb and apple pie!) I decided to make some jars of rhubarb, strawberry and vanilla jam which was a very pleasant surprise in my pantry!
Rhubarb together with the strawberry make a sweet and sour jam at the same time for which the vanilla seeds are the perfect contrast. The recipe is from the book “Jellies, Jams & Chutneys” by Thane Prince and it’s right on the page next to my favorite Strawberry jam recipe!

For each 1.25kg of rhubarb cut into small pieces add about 600g of sugar and the juice of two lemons. Allow the mixture to rinse for 24h. Then bring it to the heat stirring sporadically, and let it boil until it starts to achieve the solidification point. Remove the foam that usually forms at the surface of the jam and add the seeds 1/3 to 1/2 of vanilla bean (no more, it will get very intense!) and let it boil for 5 minutes. Turn off the heat and let it cool for 10 min before placing the jam in sterilized jars.

I was very surprised by the result. I imagined that the taste would be too complex but the truth is that the ingredients complement each other entirely. It is an extremely pleasant jam, with a soft flavor, an acid that I very much appreciate and a very inviting color. It is good over whipped butter on bread or some beautiful scones. Needless to say, I have eaten rhubarb and strawberry jam for breakfast in the last few days. I believe that this batch will not reach the winter and I will have to make more …!

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