Autumn tones and a workshop!

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O Outono é, sem sombra de dúvidas a minha estação favorita e talvez o momento em que me sinto mais comprometida a colocar projecros em prática. Desta vez resolvi partilhar convosco alguns dos meus posts favoritos sobre projectos de outono.

 

O primeiro post é sobre o passeio em Serralves no Outono que para mim é incontornável e me faz sentir que estou a acompanhar a chegada da estação nos locais que mais gosto. Serralves para mim é mesmo no outono e traz-me as recordações de infância mais divertidas sempre que me passeio na incontornável avenida das Tílias e acabo a apanhar os raios quentes de sol junto à quinta…

 

A inspiração dada por um passeio num local como Serralves envolve-nos e provoca-nos a fazer um pouco de “foraging”. É desta necessidade de aproveitar os recursos naturais que surge o meu ritual de apanhar pinhas para a lareira. Este ano quase que não precisava e encontrei mais um local especial onde as apanhar… Contudo, ainda que estas não venham a ser para mim, o ritual de apanhar as pinhas para a lareira é como uma terapia que faço já com as luvas nas mãos em meados de Outubro… Este ano, parece-me, vou ter um pequeno cabaz de pinhas para oferecer!

 

Depois de ter respirado as influências da natureza, trago-a para dentro de casa sob a forma de pequenos projectos. O meu mini-quilt de Outono, foi pequeno projecto de aprendizagem que resultou completamente da minha cabeça. Desde o design inicial, passando pela escolha das cores e padrões e depois, em cada ponto à máquina e à mão. É um quilt que costumo colocar em casa quando sinto o Outono chegar porque sem sempre as estações se sentem no dia dos equnócios ou solestícios. Por vezes é mais cedo, outras vezes mais tarde, quando às primeiras horas da manhã se sente o frio caracteristicamente outonal!

 

Mas o outono não é apenas sobre as cores, a luz ou a temperatura… é também sobre os aromas. Não há outono sem cheiro a marmelada a cozer na panela ou potes e potes de papa de maçã para sobremesa.

 

E é quando se fecham as janelas ao fim do dia que apetece o primeiro e indulgente chocolate quente da época enquanto se folheia um bom livro para mais um projecto outonal ou quem sabe, já com o Natal em vista.

 

E é precisamente num desses projectos que tenho estado secratamente a trabalhar! Este ano faço uma parceria com a Ana Paula do MyNinho e vou estrear com ela um workshop de Coroas de Natal feitas com materais naturais, tecidos e papel! O workshop vai decorrer na Casa do MyNinho que recebe os mais simpáticos hóspedes, dia 24 de Novembro entre as 15h e as 18h. As condições e inscrições podem ser feitas aqui.

 

Autumn is, no doubt, my favorite season and perhaps the moment when I feel more committed new projects. This time I decided to share with you some of my favorite posts about autumn projects.

 

The first post is about my autumn walks in Serralves that for me are a must do thing iduring the fall and make me feel that I am following the arrival of the season at the places that I love. For me, Serralves during fall, awakes the sweetest childhood memories and I always remember walking over the leaves and catching the last hot rays of sun next to the farm… 

 

The inspiration from my walks through Serralves engages us to do a bit of “foraging”. I take advantage of the natural resources to make my anual pine cones picking for the fireplace. This year I almost did not need more cones and I found another special place to pick them up… However, even if these are not for me, the ritual of picking the pine cones for the fireplace is like a therapy that I already do with my gloves in my hands in the end of October… This year, it seems to me, I will have a small basket of pine cones to offer!

 

After having breathed in nature, I bring it into the house in the form of small projects. My fall mini-quilt was a small learning project that resulted completely from my head. From the initial design, through the choice of colors and patterns and then in each machine or handmade stitch. It is a quilt that I usually use at home when I feel the autumn coming in. Sometimes it’s early, sometimes it’s later: but generally is when you feel the characteristically autumnal cold in the early hours of the morning! 

 

But autumn is not just about the colors, the light or the temperature… it’s also about the aromas. There is no autumn without the smell of quince paste boiling in the pan or pots and pots of apple sauce for dessert http://www.therabbithole.pt/ 2017/10/26 / applesauce-is-our-favorite-dessert /.

 

And when you close the windows at the end of the day you feel the need of the first and indulgent hot chocolate of the cold season, as you leaf through a good book for one more autumnal project or, who knows, already with Christmas in sight.

 

And it is precisely in one of these projects that I have been working on this last weeks! This year I made a partnership with Ana Paula from MyNinho and we will share a workshop on Christmas Wreaths made with natural materials, fabrics and paper! The workshop will take place at MyNinho Airbnb, which always have the most friendly guests, on November 24 between 3pm and 6pm. The conditions and registrations can be made here.
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Handmade Christmas wrapping paper

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Aqui está um tópico que me confunde sempre!

Aquilo que me desperta da fantasia do Natal é quando amanhece no dia de Natal e os contentores da reciclagem e do lixo estão atafulhados de cartão e papel de embrulho… sinto-me culpada também, por contribuir para isso. Sei que a maior parte do papel de embrulho actualmente é feita a partir de conteúdo reciclado, mas isso não é verdade para todo o papel e a quantidade brutal de tinta envolvida também limita a sua nova reciclagem. Por isso sinto sempre uma certa desilusão!
Não consegui ainda resolver a questão do papel de embrulho e não deixei de o utilizar. Contudo tenho pensado na questão de o tornar mais reciclagem, de o fazer viver um pouco mais, rentabilizar o seu tempo de vida e criá-lo eu mesma, a partir de materiais menos agressivos para o ambiente evitando os altos teores de tinta que habitualmente contêm.

Não sei se será a escolha de papel mais indicada para as minhas preocupações ambientais mas resolvendo esta questão um passinho de cada vez, comprei um rolo de papel para trabalhos manuais e foquei-me, para já, na questão de evitar as tintas de impressão. Por isso aproveitando a ideia dos meus postais de Natal do ano passado, usei o meu carimbo de “Menino Jesus” e aguarelas para criar o meu papel de embrulho deste ano!

O facto de este papel não ter as habituais camadas de tinta permite-me utilizá-lo depois de ter cumprido o seu principal papel, por exemplo para trabalhos manuais como fazer envelopes pequenos, fitas de confetis para o carnaval (usando uma trituradora de papel), para limpar vidros (este é um papel bastante absorvente semelhante ao papel de jornal), para ajudar a acender a lareira. Por outro lado, este papel é mais facilmente reciclado por não conter tantas camadas de tinta, deixando-me mais tranquila na hora de o deitar fora!

Por fim, e ainda na perspectiva do slow living e de usufruir o mais possível dos nossos recursos, considero que um papel de embrulho criado à mão tem um tempo de vida mais valioso por proporcionar mais momentos de prazer do que um comprado. Primeiro porque me promoveu, a mim, um momento de prazer no momento de o criar. Depois porque antes de abrirem os presentes, as pessoas usufruem dele mais do que o habitual fazendo perguntas e apreciando-o, porque se tornam especialmente cuidadosas a abrir os presentes e porque, depois disso, estão mais motivadas para o reutilizarem única e simplesmente por ter sido criado à mão!

Não sei se já me sinto completamente satisfeita nesta questão mas estou decidida a implementar esta ideia não só nos presentes de Natal mas também em todos os presentes alongo do ano!

Here is a topic that always confuses me!

The thing that awakens me from the Christmas fantasy, is when it dawns on Christmas day and the giant recycling and trash containers are overloaded with cardboard and wrapping paper… I feel guilty too, for contributing to it. I know that most wrapping paper is currently made from recycled paper, but this is not true for all the papers and the brutal amount of paint involved in wrapping paper also limits its recycling. That’s why I always feel a certain disappointment!
I have not been able to solve the wrapping use yet, and I have not stopped using it. However, I have been thinking about making it more recyclable, making it live a little longer, making its life more profitable and creating it myself, from materials that are less aggressive to the environment, avoiding the high ink content that it usually contains.

I do not know if this is the right choice of paper regarding environmental concerns, but by solving this issue one step at a time, I bought a roll of paper for kids crafts and then I focused on avoiding printing inks. So, taking advantage of the idea of my Christmas cards from last year, I used my “Baby Jesus” stamp and watercolors to create my wrapping paper this year!

The fact that this paper does not have the usual layers of paint allows me to use it after it fulfills its main role, for example, for crafts like making small envelopes, confetti ribbons for parties (by using a paper shredder), to clean windows (this is a very absorbent newspaper-like paper), to help lightening the fireplace… On the other hand, this paper is more easily recycled because it does not contain so many layers of paint, leaving me more calm when it’s time to throw it away!

Lastly, from the perspective of the slow living and the rational use of resources, I consider that a wrapping paper created by hand has a more valuable life time by providing more moments of pleasure than the ones we bought. First of all, it gave me a moment of extra pleasure while creating it. Then people enjoy it more than usual by asking questions and appreciating it, they become especially careful and mindfulness while opening their gifts and after that, they are more motivated to reuse it simply because it has been created by hand!

I am not sure if I am already completely satisfied with this wrapping paper issue, but I am determined to implement this idea not only in the Christmas presents but also in all presents along of the year!

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Fabric pine cones

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Já vos falei de algumas das decorações de Natal que fui fazendo ao longo do tempo: aqui, ali, acolá e ainda aqui e além. E como as ideias não param de chegar, logo a seguir às rosetas de papel, eu comecei a fazer estas pinhas usando um tecidos de xadrez vermelho muitíssimo vulgar! E posso dizer que este projecto é ideal para utilizar aqueles restos de tecidos lindos e que custam tanto deitar fora!
Para as fazer bastam umas bolas de esferovite (ou ovos d esferovite, para que o aspecto de pinha seja mais acentuado), retalhos de tecidos e um monte de alfinetes com a cabeça mais discreta que conseguirem encontrar.

Eu segui um tutorial como este para cortar, dobrar e fixar os meus retalhos de tecido.
Já vi bolinhas deste género que não gostei nada: parecem muito direitas, com tecidos rebuscados e brilhantes! Eu gosto de padrões “caseiros”, simples e acho que este tecido de xadrez muito “português” acabou por sobressair por ser a personagem principal de um projecto algo imbricado! Portanto, com o tecido certo e alguma descontração é possível conseguir um resultado bem interessante, sobretudo se intercalarmos os bicos das escamas em vez de as alinhar umas às outras e os deixarmos bem soltos para ganharem alguma personalidade.
Hoje, estas pinhas de tecido são pontos chave na minha árvore de Natal e como combinam bem com qualquer outra decoração acabei por fazer mais um conjunto para oferecer à maior apreciadora de todas: a minha cunhada!

 

I have already told you about some of the Christmas decorations I have been doing over the years: here, there, there and here and also there. And as the ideas keep coming, just after I finished the paper medallions, I started to make these fabric pine cones using a very vulgar red gingham fabric! And I can say that this project is ideal to use those beautiful fabric scraps that we just aren’t able to throw away!
To make them, you will need some styrofoam balls (or styrofoam eggs, so that the appearance of pine cone is more accentuated), fabric scraps and a lot of pins: the most discreet you can find.

I followed a tutorial like this to cut, fold and fix my fabric scraps to the stryrofoam.
I have seen seen several fabric pine cones that I did not like at all: they look very straight, with elaborate and shiny fabrics! I like “cozy” patterns, simple and I think this very “portuguese” gingham fabric came to stand out as main character of a somehow imbricated project! Therefore, with the right fabric and some relaxation it is possible to achieve a very interesting result, especially if we intercalate the beaks of the pine scales instead of aligning each other and leave them loose to gain some personality.
Today, these fabric pine cones are key points in my Christmas tree and as they fit well with any other decoration I ended up doing one more set to offer to their greatest fan: my sister-in-law!

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Christmas paper medallions

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No primeiro ano em que fiz a árvore de natal em casa não tinha muitos enfeites nem muito tempo para os fazer. Não consegui cair na tentação de comprar 10 caixas de bolinhas de plástico e resolver o problema. Mas consegui fazer umas rosetas de papel que encheram a árvore naquele ano!

Foi a primeira vez que usei o tão conhecido papel de scrapbooking. É um papel com aproximadamente 30×30 cm (12x12in), de gramagem semelhante às cartolinas e quase sempre tem dois padrões: um na frente e outro no verso. Eu escolhi motivos natalícios ou que combinassem com as cores que pretendia.
Há uma infinidade de tutoriais e utilizações para estes papeis espalhados pela internet. Numa pesquisa rápida podemos ver como podem ser muito versáteis para fazer álbuns, caixas, envelopes, por aí fora.
É possível comprar blocos de papel de scrapbooking com 20 ou mais folhas, com padrões temáticos ou que combinam entre si. Mas como não é propriamente um papel barato e eu nunca o tinha usado, achei muito conveniente encontrá-lo à venda avulso para poder experimentar e escolher apenas os padrões que desejava.

Para além do papel de scrapbooking usei um lápis para fazer marcações, régua, X-acto, cola (pode ser cola quente), fita de tecido e um cortador circular com cerca de 4cm de diâmetro.

Cortei tiras de papel com aproximadamente 4cm de largura, usando todo o comprimento do papel. Com a ajuda da régua fiz dobras a cada centímetro em direcções opostas de forma a formar uma espécie de harmónica. Depois colei os extremos tendo o cuidado de os encaixar de forma a que a união não fosse perceptível, achatei para formar a roseta e colei um círculo de papel com um padrão diferente (pode ser o verso do papel que estiverem a usar) de cada lado, para manter a forma. Depois da cola secar bem cortei uma fita com cerca de 15 cm e colei os extremos nas dobras na parte de traz da roseta de forma a poder pendurá-la. Na verdade, no caso de usarem o papel de scrapbooking, a parte de traz também terá um padrão. Se usarem o mesmo papel para várias rosetas podem usar ora um lado ora o outro para a frente.

Confesso que inicialmente achei que as rosetas não iam durar muito tempo. Mas como o objectivo era fazer algo mais temporário não estava muito preocupada. Apesar de algumas já terem ficado estragadas, o papel mostrou ser bastante resistente pelo que ainda hoje tenho várias rosetas na árvore de natal! Elas fazem sempre sucesso e eu adoro oferecer-las a amigos que nos venham visitar!

 

The first year I made the Christmas tree at my own home I did not have too many ornaments or too much time to make them. I could not fall into the temptation of buying 10 boxes of plastic balls and solving the problem. But I managed to make some paper medallions that filled the tree that year!

It was the first time I used the well-known scrapbooking paper. It is a paper with approximately 30×30 cm (12x12in), of similar weight to regular cardboard and usually has two patterns: one in the front and the other in the back. I chose Christmas motifs or motives that matched the colors I wanted.
There are a multitude of tutorials and uses for these papers spread across the internet. In a quick search we can see how they can be used to make albums, boxes, envelopes among other things.
You can buy scrapbooking paper blocks with 20 or more sheets, themed or with matching patterns. But since it is not a cheap paper and I had never used it before, it was very convenient to find it on sale as single pages that allowed me to try it out and choose only the patterns I wanted.

In addition to the scrapbooking paper I used a pencil to make markings, ruler, X-act, glue (can be hot glue), ribbon and a circular cutter with about 4cm in diameter.

I cut paper strips about 4cm wide, using the entire length of the scrapbooking paper. With the help of the ruler I made folds every cm in opposite directions to form a sort of harmonica effect. I then glued the ends together, taking care to fit them so that the union was not noticeable, flattened to form the medallion and pasted a circle of paper with a different pattern (may be the back of the paper) on each side, to keep the shape. After the glue dried I cut a ribbon about 6 inches long and glued the ends into the folds on the back of the medallion so that I could hang it. In fact, if you’re using scrapbooking paper, the back side will also have a pattern so the ribbon position is not that crucial. If you use the same paper for several medallions, you can use one side or the other for the front.

I must confess that initially I thought this medallions were not going to last long. But since the goal was to do something more temporary, I was not too worried and enjoyed the process. However, although some have already been smashed or partially eaten by my cats, the paper proved to be quite resistant so I still have several medallions in my Christmas tree. They always make a huge success and I love to offer them to friends that come to visit us!

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