Advent calendar challenge

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Não posso esconder que me sinto um pouco atrasada em relação ao Natal deste ano. De certa forma sinto que tudo é feito demasiado cedo, com demsaiada antecipação. Eu ainda não fiz o meu pinhiero de Natal e a única coisa que “saiu cá para fora” neste dia 1 de Dezembro foi a minha coroa de Natal e o princípio do meu calendário de advento.

O que tenho sentido mais falta nestes últimos meses é de uma rotina “handmade”. Infelizmente os projectos em que estou envolvida implicam algum tempo que costumava dedicar a uma ou duas horas ao serão para uma ou duas linhas de tricô ou um granny square. Vejo-me obrigada, por outro lado, a envolver-me em blocos de tempo maiores nos quais posso dedicar-me aos meus projetos mas a rotina faz-me mesmo muita falta. Por isso, este ano, o meu calendário de advento vai obrigar-me a ir “contra a maré” e a “oferecer-me” como presente de Natal uns minutos de rotina diária.
Como sabem eu sou adepta dos calendários de advento que se constroem, em detrimento daqueles que se vão consumindo até ao dia de Natal. O advento é preparação, não vejho como o consumo de recursos pode espelhar o conceito desta época.
O meu desafio para este advento é preencher diáriamente um bastidor bordado com coisas que me recordem esta época e, mais do que chegar ao fim com um calendário pronto a decorar a minha casa, o objectivo é envolver-me e devolver-me a paz e a preparação que o advento subentende. Esvaziar-me do resto e dedicar-me alguns minutos diários (vá, uma coisa destas não leva mais do que uns minutos) a mim mesma e às coisas que adoro fazer. Todos os dias farei um motivo diferente até chegar ao dia de Natal!
O meu primeito motivo foram umas luzinhas! Daquelas antigas que a minha avó usava… Podem seguir diariamente este projecto na minha conta do Instagram.

I can’t lie! I am feeling a little late regarding Christmas this year. In a way I feel that everything is done too early, with a huge anticipation. I have not yet made my Christmas tree and the only thing that “made its appearance” on this December 1st was my Christmas Wreath and the beginning of my advent calendar.

What I have been missing most in the last few months is a “handmade” routine. Unfortunately the projects in which I am involved still some time that I used to devote, an hour or two in the evening, to one or two lines of knitting or a granny square. I find myself obliged, on the other hand, to get involved in larger blocks of time in which I can devote myself to my projects, but the routine is very much lacking. So, this year, my advent calendar will force me to go “against the tide” and “offer me” as a Christmas gift a few minutes of daily routine.
As you know I am a huge adept of advent calendars that are “built” over time, instead of those which are consumed until the Christmas Day. The advent means preparation, and I don’t understand how the consumption of resources can reflect this concept.
My challenge for this advent is to fill a embroidered loop with things that remind me of this time of the year and, more than to end with a calendar ready to decorate my house, the goal is to get involved and give me peace and the preparation that the advent implies. I want to close myself to the noise and devote a few minutes a day (honestly, such a thing takes no more than a few minutes) to myself and the things I love doing. Every day I’ll make a different motive to add to my embroidered advent loop until I get to Christmas Day!
My first motive was a set of twinkling lights! The old ones, like my grandmother used… You can follow my daily progress on this project through my Instagram account.

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Workshop on… small goals!

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Como vos falei no último post, este fim de semana liderei um workshop sobre coroas de Natal feitas à mão com materiais naturais no MyNinho, da Ana Paula.

 

Devo dizer que estava receosa porque não sabia o que eu poderia ter para oferecer… tudo o que faço aqui aprendi de forma autodidata e não me considero especialista em nada. A única coisa em que me tornei especialista foi em colocar mãos à obra e em gerir bem os projectos em que me envolvo.

 

Ouço vezes sem conta as pessoas dizerem “não tenho jeito”, “não sei fazer” e fico a pensar se este dom que tenho seja um talento e não mais do que isso. Mas é então que olho para trás e começo a refletir no caminho que fiz até agora: este blog é, sem sombra de dúvidas, o repositório das minhas evoluções, dos meus progressos naqueles que são os projectos em que eu não sou, de todo, especialista. Isto de “ter jeito” é algo que requer alguma sensibilidade é certo, mas muito do que está por trás do sucesso é a versão mais genuína do trabalho: a prática, o empenho e a dedicação. Se muitas vezes achamos que no nosso meio profissional as coisas não são tão literais, se eu pensar nos pequenos e grandes projetos que fiz aqui, convosco, a maior parte das vezes a regras do jogo são sempre as mesmas: 99% de transpiração e 1% de inspiração. A inspiração pode, porém ser determinante no trabalho e parecer 200%, enquanto os 99% de transpiração envolvem alguma organização e gestão que, se bem conduzida e prazerosa, nos parece apenas 2%. Qualquer um de nós se sente esmagado por um grande projecto no qual não tem qualquer experiência. Mais ainda se ele requer algum investimento a diversos níveis. O primeiro instinto é dizer precisamente que não temos jeito. Isso acontece porque estamos a sair da nossa zona de conforto! Mas não há nada que não se faça: basta transferir a energia envolvida nesse receio todo em dividir o desafio em pequenas metas e depois fazer uma de cada vez, tal como um bebé que aprende a caminhar.

 

Ora neste workshop, mais do que fazer uma série de coroas de Natal (e outras nem tanto…) o importante para mim foi passar esta mensagem às minhas queridas “alunas”: procurar inspiração, desconstruir o projecto em partes e por fim em materiais. Uma espécie de engenharia inversa que torna qualquer grande desafio em simples metas alinhadas como um colar de contas. Foi um grande prazer para mim, gostava muito de voltar a ensinar workshops!

 

As I told you in the last post, this weekend I led a workshop on handmade Christmas wreaths made with natural materials, in Ana Paula’s MyNinho.

 

I must say: I was afraid of the challenge because I did not know what I could have to offer… everything I do here I learned in a self-taught way and I do not consider myself an expert at anything. The only thing I have become a specialist in is putting my hands to work and managing well the projects in which I am involved.

 

I often hear people say “I can’t do this”, “I do not know how” and I wonder if this gift I have is a talent and not more than that. But it is then that I look back and start to reflect on the path I have taken so far: this blog is, without a doubt, the repository of my evolutions, my progress in those projects that I am not, at all, a specialist. This “know how” is something that requires some sensitivity, for sure, but much of what is behind success is the most genuine version of work: practice, commitment and dedication. While we often find that in our professional environment things are not so literal, if I think about the small and big projects I have done here, with you, most of the times the rules of the game are always the same: 99% perspiration and 1% inspiration. Inspiration can, however, be so decisive that seem like having 200% impact, while 99% perspiration can be so enjoyable that seems to us only 2% of the pack. Everyone feels crushed by a major project in which we have no experience. Even more if it requires some investment at various levels. The first instinct is to say precisely that we can’t do it. This is because we are coming out of our comfort zone! But there is nothing that can not be done: just transfer the energy involved in this fear into splitting the challenge into small goals and then go into one at a time, just like a baby who learns how to walk.

 

Well, during this workshop, more than making a number of Christmas wreaths (and some not so much christmas…), the important thing for me was to pass this message on to my beloved “students”: to seek inspiration, to deconstruct the project in parts and finally in materials. A kind of “reverse engineering” that turns any big challenge into simple goals aligned like a beaded necklace. It was a great pleasure for me, I really enjoyed teaching and hope to teach workshops again!
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Autumn tones and a workshop!

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O Outono é, sem sombra de dúvidas a minha estação favorita e talvez o momento em que me sinto mais comprometida a colocar projecros em prática. Desta vez resolvi partilhar convosco alguns dos meus posts favoritos sobre projectos de outono.

 

O primeiro post é sobre o passeio em Serralves no Outono que para mim é incontornável e me faz sentir que estou a acompanhar a chegada da estação nos locais que mais gosto. Serralves para mim é mesmo no outono e traz-me as recordações de infância mais divertidas sempre que me passeio na incontornável avenida das Tílias e acabo a apanhar os raios quentes de sol junto à quinta…

 

A inspiração dada por um passeio num local como Serralves envolve-nos e provoca-nos a fazer um pouco de “foraging”. É desta necessidade de aproveitar os recursos naturais que surge o meu ritual de apanhar pinhas para a lareira. Este ano quase que não precisava e encontrei mais um local especial onde as apanhar… Contudo, ainda que estas não venham a ser para mim, o ritual de apanhar as pinhas para a lareira é como uma terapia que faço já com as luvas nas mãos em meados de Outubro… Este ano, parece-me, vou ter um pequeno cabaz de pinhas para oferecer!

 

Depois de ter respirado as influências da natureza, trago-a para dentro de casa sob a forma de pequenos projectos. O meu mini-quilt de Outono, foi pequeno projecto de aprendizagem que resultou completamente da minha cabeça. Desde o design inicial, passando pela escolha das cores e padrões e depois, em cada ponto à máquina e à mão. É um quilt que costumo colocar em casa quando sinto o Outono chegar porque sem sempre as estações se sentem no dia dos equnócios ou solestícios. Por vezes é mais cedo, outras vezes mais tarde, quando às primeiras horas da manhã se sente o frio caracteristicamente outonal!

 

Mas o outono não é apenas sobre as cores, a luz ou a temperatura… é também sobre os aromas. Não há outono sem cheiro a marmelada a cozer na panela ou potes e potes de papa de maçã para sobremesa.

 

E é quando se fecham as janelas ao fim do dia que apetece o primeiro e indulgente chocolate quente da época enquanto se folheia um bom livro para mais um projecto outonal ou quem sabe, já com o Natal em vista.

 

E é precisamente num desses projectos que tenho estado secratamente a trabalhar! Este ano faço uma parceria com a Ana Paula do MyNinho e vou estrear com ela um workshop de Coroas de Natal feitas com materais naturais, tecidos e papel! O workshop vai decorrer na Casa do MyNinho que recebe os mais simpáticos hóspedes, dia 24 de Novembro entre as 15h e as 18h. As condições e inscrições podem ser feitas aqui.

 

Autumn is, no doubt, my favorite season and perhaps the moment when I feel more committed new projects. This time I decided to share with you some of my favorite posts about autumn projects.

 

The first post is about my autumn walks in Serralves that for me are a must do thing iduring the fall and make me feel that I am following the arrival of the season at the places that I love. For me, Serralves during fall, awakes the sweetest childhood memories and I always remember walking over the leaves and catching the last hot rays of sun next to the farm… 

 

The inspiration from my walks through Serralves engages us to do a bit of “foraging”. I take advantage of the natural resources to make my anual pine cones picking for the fireplace. This year I almost did not need more cones and I found another special place to pick them up… However, even if these are not for me, the ritual of picking the pine cones for the fireplace is like a therapy that I already do with my gloves in my hands in the end of October… This year, it seems to me, I will have a small basket of pine cones to offer!

 

After having breathed in nature, I bring it into the house in the form of small projects. My fall mini-quilt was a small learning project that resulted completely from my head. From the initial design, through the choice of colors and patterns and then in each machine or handmade stitch. It is a quilt that I usually use at home when I feel the autumn coming in. Sometimes it’s early, sometimes it’s later: but generally is when you feel the characteristically autumnal cold in the early hours of the morning! 

 

But autumn is not just about the colors, the light or the temperature… it’s also about the aromas. There is no autumn without the smell of quince paste boiling in the pan or pots and pots of apple sauce for dessert http://www.therabbithole.pt/ 2017/10/26 / applesauce-is-our-favorite-dessert /.

 

And when you close the windows at the end of the day you feel the need of the first and indulgent hot chocolate of the cold season, as you leaf through a good book for one more autumnal project or, who knows, already with Christmas in sight.

 

And it is precisely in one of these projects that I have been working on this last weeks! This year I made a partnership with Ana Paula from MyNinho and we will share a workshop on Christmas Wreaths made with natural materials, fabrics and paper! The workshop will take place at MyNinho Airbnb, which always have the most friendly guests, on November 24 between 3pm and 6pm. The conditions and registrations can be made here.
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Handmade Christmas wrapping paper

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Aqui está um tópico que me confunde sempre!

Aquilo que me desperta da fantasia do Natal é quando amanhece no dia de Natal e os contentores da reciclagem e do lixo estão atafulhados de cartão e papel de embrulho… sinto-me culpada também, por contribuir para isso. Sei que a maior parte do papel de embrulho actualmente é feita a partir de conteúdo reciclado, mas isso não é verdade para todo o papel e a quantidade brutal de tinta envolvida também limita a sua nova reciclagem. Por isso sinto sempre uma certa desilusão!
Não consegui ainda resolver a questão do papel de embrulho e não deixei de o utilizar. Contudo tenho pensado na questão de o tornar mais reciclagem, de o fazer viver um pouco mais, rentabilizar o seu tempo de vida e criá-lo eu mesma, a partir de materiais menos agressivos para o ambiente evitando os altos teores de tinta que habitualmente contêm.

Não sei se será a escolha de papel mais indicada para as minhas preocupações ambientais mas resolvendo esta questão um passinho de cada vez, comprei um rolo de papel para trabalhos manuais e foquei-me, para já, na questão de evitar as tintas de impressão. Por isso aproveitando a ideia dos meus postais de Natal do ano passado, usei o meu carimbo de “Menino Jesus” e aguarelas para criar o meu papel de embrulho deste ano!

O facto de este papel não ter as habituais camadas de tinta permite-me utilizá-lo depois de ter cumprido o seu principal papel, por exemplo para trabalhos manuais como fazer envelopes pequenos, fitas de confetis para o carnaval (usando uma trituradora de papel), para limpar vidros (este é um papel bastante absorvente semelhante ao papel de jornal), para ajudar a acender a lareira. Por outro lado, este papel é mais facilmente reciclado por não conter tantas camadas de tinta, deixando-me mais tranquila na hora de o deitar fora!

Por fim, e ainda na perspectiva do slow living e de usufruir o mais possível dos nossos recursos, considero que um papel de embrulho criado à mão tem um tempo de vida mais valioso por proporcionar mais momentos de prazer do que um comprado. Primeiro porque me promoveu, a mim, um momento de prazer no momento de o criar. Depois porque antes de abrirem os presentes, as pessoas usufruem dele mais do que o habitual fazendo perguntas e apreciando-o, porque se tornam especialmente cuidadosas a abrir os presentes e porque, depois disso, estão mais motivadas para o reutilizarem única e simplesmente por ter sido criado à mão!

Não sei se já me sinto completamente satisfeita nesta questão mas estou decidida a implementar esta ideia não só nos presentes de Natal mas também em todos os presentes alongo do ano!

Here is a topic that always confuses me!

The thing that awakens me from the Christmas fantasy, is when it dawns on Christmas day and the giant recycling and trash containers are overloaded with cardboard and wrapping paper… I feel guilty too, for contributing to it. I know that most wrapping paper is currently made from recycled paper, but this is not true for all the papers and the brutal amount of paint involved in wrapping paper also limits its recycling. That’s why I always feel a certain disappointment!
I have not been able to solve the wrapping use yet, and I have not stopped using it. However, I have been thinking about making it more recyclable, making it live a little longer, making its life more profitable and creating it myself, from materials that are less aggressive to the environment, avoiding the high ink content that it usually contains.

I do not know if this is the right choice of paper regarding environmental concerns, but by solving this issue one step at a time, I bought a roll of paper for kids crafts and then I focused on avoiding printing inks. So, taking advantage of the idea of my Christmas cards from last year, I used my “Baby Jesus” stamp and watercolors to create my wrapping paper this year!

The fact that this paper does not have the usual layers of paint allows me to use it after it fulfills its main role, for example, for crafts like making small envelopes, confetti ribbons for parties (by using a paper shredder), to clean windows (this is a very absorbent newspaper-like paper), to help lightening the fireplace… On the other hand, this paper is more easily recycled because it does not contain so many layers of paint, leaving me more calm when it’s time to throw it away!

Lastly, from the perspective of the slow living and the rational use of resources, I consider that a wrapping paper created by hand has a more valuable life time by providing more moments of pleasure than the ones we bought. First of all, it gave me a moment of extra pleasure while creating it. Then people enjoy it more than usual by asking questions and appreciating it, they become especially careful and mindfulness while opening their gifts and after that, they are more motivated to reuse it simply because it has been created by hand!

I am not sure if I am already completely satisfied with this wrapping paper issue, but I am determined to implement this idea not only in the Christmas presents but also in all presents along of the year!

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