Nature Journal Update: weeks 1-13!

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Como sabem, este ano iniciei um pequeno Diário de Natureza que preencho semanalmente. No início estava um pouco tímida em relação a ele e acabei por guardar este projecto só para mim durante algum tempo. Não tinha a certeza de conseguir ser-lhe fiel e confesso que estava também um pouco intimidada pelos resultados: apesar de ser bióloga, passei os últimos 5-6 anos sem fazer uma observação como deve de ser, com o objectivo de desenhar ou pintar o que quer que seja neste contexto… Mas, perto do ano novo, andava a reflectir um pouco acerca do blog e percebi que, para que me reflectisse devidamente, faltava-lhe ter mais assuntos relacionados com a Natureza. Por isso, agarrei nos meus livros e apontamentos de ilustração cientifica, as minhas fieis aguarelas e iniciei um pequeno projecto que me poderia inspirar para escrever mais sobre Natureza. E que unisse duas coisas que eu amo: a natureza e as artes.

O mês passado ganhei finalmente alguma coragem para partilhar convosco este projecto e decidi publicar as páginas que fiz durante estes três meses, no Instagram. Vocês estavam tão entusiasmados e encorajaram-me tanto a continuar que eu achei uma boa ideia fazer uma espécie de “post de progresso” aqui no blog. Por isso, aqui estão as páginas das primeiras 13 semanas do meu Diário de Natureza. Estou completamente apaixonada por este projecto, não têm noção! Espero que gostem do que fiz até agora!

As you know, this year I started a weekly Nature Journal. I was a little bit shy about it in the beginning and kept it for me for a while. I wasn’t sure if I will be able to stuck with it and I was a little intimidated about the results because, despite I am a Biologist, I passed the last 5 or 6 not drawing a thing… But, around the new year, I was thinking about the blog and decided that, to really reflect me, it had to be more Nature stuff around here. So I grabbed my scientific illustration books and my watercolours and started a small personal project that, hopefully, will inspire me throughout the year to write about nature on the blog, and join this two things I love: nature and arts.

This last month I finally shared it you on this post and decided to post the pages I already done during the last three months on Instagram. You were so excited about it that I though it would be a nice idea to make a small “progress post” about this project on the blog. So, here are the pages from my Nature Journal for the first 13 weeks of 2018. I am sooooo in love with this project. You can not imagine! I hope you enjoy it so far too!
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Cinammon buns, Kanelbulle , Zimtschnecke… and a happy Easter!

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Há mais ou menos um ano estive na Suécia e dei de caras com um novo conceito de refeição mais ou menos equivalente ao nosso “ir tomar um café”: o Fika. Fika pode ser um nome ou um verbo. Fazer fika é contudo um pouco diferente da nossa pausa para café. É quase uma pausa instituída que inclui uma bebida e doces. Aliás, no fika não se pode dizer que o café venha acompanhado de um doce… é mais o contrário, são os doces que são os reis do fika e que são acompanhados por uma bebida, em geral café. Pode acontecer a vários momentos do dia mas é sobretudo a meio da tarde que os suecos param o que estão a fazer e se juntam para o fika na rua, nos locais de trabalho, etc. E as expectativas são altas: os doces podem ser bastante requintados e constituir uma fatia de tarde, pequenos quadradinhos de pastelaria francesa com cremes e fruta mas o mais tradicional é comerem-se os famosos rolos de canela, os “Kanelbullar” ou mais conhecidos por “cinnamon buns” ou “Zimtschnecke” na Alemanha.

 

Ora, com a Páscoa à porta e ainda com a Primavera tão tímida, achei que um Kanelbulle ia muito bem com o chá da tarde e resolvi fazer um tabuleiro para matar as saudades dos países nórdicos e da europa central… Quero muito acertar a minha própria receita mas, para já, foi esta a receita vencedora!
Aproveito para desejar a todos uma Páscoa muito feliz!

 

About a year ago I was in Sweden and I found a new concept of meal which is more or less equivalent to our “go for a coffee”. It’s called “Fika”. Fika can be other a noun or a verb. Making fika is, however, a bit different from our coffee break. It’s almost an instituted break that includes a drink and sweets. In fact, regarding fika, one can’t say that the coffee comes accompanied by a sweet… it is the opposite, it is the sweet that is the fika “star” that are accompanied by a drink, usually coffee. It can happen at various times of the day but it is mainly in mid-afternoon that the Swedes stop what they are doing and join to fika on the street, in the workplace, etc. And the expectations are high: the sweets can be quite exquisite like a slice of tart, small squares of french pastry with cream and fruit, but the most traditional is to eat the famous “Kanelbullar”,  better known by “cinnamon buns” or “Zimtschnecke” in Germany.

 

Well, with Easter just around the corner and spring still so shy around here, I thought that a Kanelbulle might go very well with the afternoon tea and I decided to make a tray to recall my visits to the nordic countries and central Europe… I want to fix my own recipe but, for now, I am just following this one!
Happy Easter to you all!
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Weekly Project: My Nature Journal

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Há uns tempos prometi que partilharia os meus desenhos de biodiversidade. A verdade é que não os tenho coleccionados nem catalogados, nem tão pouco são feitos com grande esforço: são na maior parte das vezes meros apontamentos nos cadernos de trabalho, até nas bermas de livros ou em folhas soltas para experimentar materiais de pintura!
Como bióloga sempre me vi impulsionada para desenhar a biodiversidade em diversos contextos da minha vida profissional e pessoal. Há alguns anos tinha feito um workshop com o Fernando sobre ilustração científica e anos mais tarde acabei por me cruzar com ele como colega do curso de doutoramento: ele trabalhou a vertente da ilustração científica enquanto eu estudei o papel da comunicação da ciência na ligação do homem com a natureza. Nunca fiz aquele workshop com a pretensão de colocar em prática uma vida de ilustradora como a dele mas hoje, já com o meu trabalho feito, depois de alguns anos a pintar óleo e aguarela como autodidacta compreendi que a minha própria ligação com a natureza passa por muitas coisas, entre elas desenhar e pintar o que vejo.

 

Por isso, em Dezembro passado, decidi que ia organizar-me melhor neste sentido e criar um diário de natureza mais sério onde pudesse: colocar em prática as aguarelas, servir-me de algumas coisas que fui aprendendo sobre observação e ilustração, partilhar um pouco daquilo que sei sobre os diários da natureza e, acima de tudo, reconhecer e consolidar os meus momentos de ligação com ela. Não pretendo simplesmente fazer um desenho bonito nem, por outro lado, considerar isto ilustração como aquela que o Fernando faz! Apenas descontrair, motivar-me para a observação e usufruir do potencial de um bom diário da natureza.

 

Comprometi-me a fazer uma página (ou mais) por semana durante um ano e finalmente ganhei coragem para partilhar convosco o que já fiz! Se me seguirem no instagram, vão poder ver cada uma das páginas que já desenhei ao longo dos próximos dias, e depois, regularmente sempre que desenhar uma nova.

 

Revejo-me muito neste projecto pessoal e acho que chegarei ao fim com muita aprendizagem, boas memórias, novo conhecimento e atitudes mais positivas em relação à forma como me ligo à biodiversidade. Espero também poder partilhar convosco outros recursos relacionados com este pequeno projecto: dicas, livros, materiais, estratégias, etc.

 

Some time ago I promised that I would share my biodiversity drawings. The truth is that I have not collected or cataloged them, nor are they done with great effort: they are for the most part mere notes on my workbooks, even on the edges of books or on loose sheets where I try painting materials!
As a biologist I have always been motivated to draw biodiversity in diverse contexts of my professional and personal life. A few years ago I went a workshop with Fernando on scientific illustration and years later I ended up with him as a PhD fellow: he worked on scientific illustration as I studied the role of science communication in the connection between men and nature. I never did that workshop with the pretension of being an illustrator like he is, but today, with my work done, after a few years of painting oil and watercolor as a self-taught, I understood that my own connection with nature goes through many things, among them to draw and paint what I see.

 

So last December I decided that I would organize myself in this direction and create a more serious nature journal where I could: practice watercolors, use some of the things I learned about observation and illustration, share a little from what I know about nature journals and, above all, to recognize and consolidate my moments of connection with nature. I do not just want to make a beautiful drawing, nor do I consider this scientific illustration as the one Fernando does! Just relax, motivate myself to observe and enjoy the potential of a good nature journal practice.

 

I committed to doing a page (or more) a week for a year and finally I got the courage to share with you what I already did! If you follow me on Instagram, you will be able to see each of the pages that I have already drawn over the next few days, and then regularly whenever I draw a new one.

 

This project means a lot to me and I think I will end it with a lot of learning, good memories, new knowledge and more positive attitudes towards how I connect with biodiversity. I also hope to share with you other resources related to this small project: tips, books, materials, strategies, etc.
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Homemade bird feeders for wintering birds

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Há uma semana regressamos de um pequeno passeio na Alemanha. Assim como muitas das cidades no centro da europa, Munique tem imensos jardins um pouco por toda a cidade onde diversas espécies de aves e mamíferos mais ubíquos não se inibem de viver perto dos seres humanos e até de se aproximarem mais do que o habitual. É uma especirência deliciosa ter um chapim a apenas alguns centímetros de distância. Esta aproximação é habitualmente mais forte durante o Inverno porque, no esforço para obter alimento, as aves arriscam-se um pouco mais. Ora, um pouco por toda a cidade eu vi cartazes de sensibilização que motivavam os residentes a comprar (ou fazer) alimentadores de Inverno para as aves da cidade.

Esta é uma forma muito eficaz de atrair biodiversidade para os nossos jardins e hortas pelo que segui algumas sugestões deste livro e fiz bolinhos de sementes e decorações de frutos desidratados para alimentar as aves do jardim da minha mãe!

Bolinhos de sementes:

Não há propriamente uma receita. Mas há que ter em conta que as principais fontes de energia necessárias para as aves são as gorduras e hidratos de carbono. Por isso ter uma base de gordura (normalmente animal, como a banha de porco, pois muitas aves alimentam-se de insectos e outros invertebrados como as minhocas e larvas) e sementes é indispensável. Depois basta misturar a gordura derretida com sementes diversas: nozes, milho, flocos de aveia, sementes de girassol, amendoins e claro, o tradicional alpista. A proporção é de uma parte de gordura para duas partes da mistura de sementes. Depois de bem incorporado deitar em copinhos de iogurte ou formas de cupcake e deixar solidificar. Para que fiquem seguros ao pendurar nas árvores, eu costumo usar um pedaço de fio do norte ou corda (evitar o fio de pesca que é transparente e pode emaranhar as aves), e colocar um arame no centro do cupcake como se fosse um pavio de uma vela antes de colocar a mistura. Desta forma, assim que solidificar está pronto a pendurar!

Fios de frutos desidratados:

Usando um pedaço de arame, espetar fruta desidratada como arandos ou mirtilos e depois dar-lhe formas: um coração, uma estrela. Também é possível usar um fio e uma agulha e fazer uma espécie de grinalda! Eu fiz um vídeo deste para que possam acompanhar o processo.

Há uma grande variedade de sementes e frutos para utilizar. Tudo depende das preferências das espécies que encontrarem no vosso jardim. Contudo, esta receita base é uma forma de conseguirem conhecer a biodiversidade da zona envolvente e, aos poucos, irem ajustando os ingredientes para satisfazer os gostos dos vossos convidados!

 

A week ago we returned from a short trip to Germany. Like many of the cities in central Europe, Munich has lots of gardens all over the city where several species of birds and more ubiquitous mammals dare to live close to humans and even to approach them. It is a delightful experience to have a Great Tit just a few inches away. This approaches are more frequent during the winter when the birds make huge efforts to obtain food, and take a little more risks. Well, throughout the city I saw awareness posters that motivated residents to buy (or make) winter feeders for the city’s birds! I thought it was a great idea.

This is a very effective way of attracting biodiversity to our gardens and vegetable gardens so I followed some suggestions from this book and made these seed cakes and dried fruit decorations to feed the birds of my mother’s garden!

Seed Cookies:

There is not an oficial recipe. But you should have in mind that the main sources of energy that birds need during winter are fats and carbohydrates. Therefore you should use a fat as a base (usually animal fat, such as lard, as many birds feed on insects and other invertebrates like worms and larvae) and seeds on your feeder. Basically just mix the melted fat with various seeds: nuts, corn, oat flakes, sunflower seeds, peanuts and of course, the traditional rice. The ratio is one part of fat to two parts of seed mix. Pour the mixture into yogurt cups or cupcake molds and let them solidify. To be safe when hanging the cakes on the trees, I usually use a piece of string or rope (don’t use nylon string because it is transparent and might hurt the birds; make the string visible for them), and place a wire in the center of the cupcake when placing the mixture, like a wick of a candle. This way, as soon as it solidifies, it is ready to hang!

Dried fruit decorations:

Using a wire jab some dehydrated fruit, like cranberries or blueberries, and then give it shapes: a heart, a star. It is also possible to use a thread and a needle and make a garland! I made a video for you to follow this one.

There is a great variety of seeds and fruits to use. It all depends on the preferences of the species you find in your garden. However, this basic recipe is a “go to” for you to get to know the biodiversity of the surrounding area and, gradually, adjust the recipe to satisfy the tastes of your guests!

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