Manual fabric printing workshop

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Ah! Se houve workshop que eu adorei fazer foi o de Técnicas de Impressão Manual em Tecido com a Marta, da Karaka Handmade, no Atelier de Costura Portuense.
Confesso! Foi um abrir de olhos: entretanto eu já implementei uma série de técnicas e prevejo alguns projectos interessantes aqui no blog acerca deste assunto. Estou a levar isto muito a sério!

Durante o workshop abordamos os meios de trabalho (tecidos), as tintas e materiais, o design de superfície (criação de padrões) e claro as diversas técnicas de impressão em tecido. Aqueles que conseguimos abordar mais profundamente e experimentar foram os carimbos, o block-printing e o stencil. Também falamos das máscaras e da serigrafia em tecido que eu até já tinha tido oportunidade de experimentar num outro workshop (o mesmo onde fiz este, este e este projectos).

O objectivo do workshop de impressão era fazer uma echarpe pelo que o tempo disponível foi sobretudo dedicado a usar carimbos ou outros materiais que a Marta trouxe consigo e treinar o uso das tintas, escolher padrões, ritmos de trabalho e combinação de cores. Eu escolhi um carimbo de vira-vento que estava desenhado num dos carimbos de block-printing que a Marta fez à mão. Esta foi, portanto, a principal técnica utilizada. Usei uma tinta azul, opaca e que combina com o Verão que está aí a chegar. O resultado não podia ter sido mais interessante! Adorei perceber como a tinta se comporta, como é interessante o efeito da tinta carimbada no tecido em comparação com a serigrafia, por exemplo.

Mas esta experiência deixou-me sobretudo muito curiosa em experimentar fazer os meus próprios carimbos pelo que, entretanto, pedi alguns conselhos à Marta e já cravei alguns desenhos que usei para carimbar! Em breve mostro os primeiros resultados destas experiências e de como usei os tecidos para costurar.

Ah! If there was a workshop that I really loved the Manual Fabric Printing Techniques with Marta, from Karaka Handmade, at the Atelier de Costura Portuense In Porto.
I confess! I have already implemented several techniques and I anticipate some interesting projects here, on the blog, about this subject. I’m very serious about it!

During the workshop we covered the working media (fabrics), the inks and materials, the pattern design process, and of course, the fabric printing techniques. The ones that we approached more deeply and were able to experiment with the stamps, the block-printing and the stencil. We also talked about masks and screen-printing that I already had the opportunity to experiment during another workshop ( and were I did thisthis and this projects).

The purpose of the printing workshop was to make a scarf so the time was mostly dedicated to using stamps or other materials that Marta brought with her and train the use of inks, choose patterns, work rhythms and color combination. I chose a wind vane stamp that was drawn on one of the block-printing stamps that Marta did by hand. This was, therefore, the main technique used. I used a dull, blue paint that matches the summer that is coming soon. The result was so interesting! I loved to see how the ink behaves, how interesting is the effect of ink stamped on the fabric compared to screen printing, for example.

But the thing about this workshop is that it made me curious about trying to make my own stamps so I asked Marta for some tips and I already cut some designs and used them to stamp on fabric! Soon I will show you the first results of these experiments and how I used the stamped fabric to sew.

 

As fotografias deste post são, na sua maioria, da Liliana Fontoura que acompanhou o workshop da Marta. A sua publicação no blog foi autorizada.

The photos from this post are mostly from Liliana Fontoura. that worked with Marta at the workshop. Their publication on the blog was authorized.

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Another podcast I love: Anita no trabalho

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Quando escrevi sobre o podcats da Elise, soube logo que gostaria de partilhar um podcast em português. E não tive de esperar muito para receber esse pedido!
Ora desta vez não venho focada nas minhas preferências mas sobretudo na minha inexperiência porque só quando a Constança começou a participar no podcast “Anita no Trabalho” é que tomei conhecimento deste podcast 100% português que fala sobre o empreendedorismo no feminino. Não tenho vergonha, adoro aprender!
Posso dizer que ainda estou a compreender qual é a minha ligação com ele e com a experiência da Eli e da Billy mas reconheço uma postura inovadora que conta com a experiência de quem estudou e, mais que tudo, vive os assuntos em primeira mão. Não é de todo o meu caso que caí nesta temática do handmade assim, de pára-quedas, e tento aprender com o erro já que esta não é, de todo, a minha área de formação. Aí é que chegam as questões da vocação, do peso da herança cultural e de como pode ser altamente revigorante dar a volta a tudo isso!
Por vezes sinto que em Portugal ainda nos prendemos muito a esta questão das formações, da experiência, do diploma e do conhecimento. Para as mulheres há ainda o drama da perfeição, da competitividade, das provações e do preconceito. É uma grande chatice quando o maior objetivo de todos (homens e mulheres) é ser feliz (já que a palavra “sucesso” é um termo cuja definição requer contextos e varia segundo pontos de vista). Por isso é muito útil que haja por aí uma mão cheia de pessoas que nos encorajem e que valorizem, mais do que tudo, a vontade de pensar fora da caixa, arregaçar as mangas e fazer o que para muitos parece estranho, diferente ou mesmo impossível!

When I wrote about Elise’s podcats, I realized that I would like to share a Portuguese podcast. And I didn’t have to wait to long to have this request from my readers!
So, this time I have not focused on my preferences. Above all I rely on my inexperience because it was only when Constança started to participate in the podcast “Anita no Trabalho” that I was introduced to this 100% Portuguese podcast that talks about woman entrepreneurship. I’m not ashamed, I love to learn!
I am still establishing my connection to this podcast and the experience of Eli and Billy. However, I already recognize an innovative attitude that draws on the experience of those who have studied and, most of all, live this subjects firsthand. It is not at all my case since I fell into this handmade thing out of nowhere, and I try to learn from my mistakes since this is not my area of education​. It is when the “calling”, the weight of the cultural heritage and how it can be highly invigorating to turn it all around comes into the discussion.
Sometimes I feel that in Portugal we are still very attached to this issue of “education”, “training”, “experience”, “diploma” and “knowledge”. For women there is also the drama of perfection, competitiveness, trials and of prejudice. It is a big thing here, and you have to make it quiet on your mind since the greatest goal of all (men and women) is to be happy (happy, yes, because the word “success” is a term whose definition requires contexts and varies according to points of view). That is why it is very useful that there are a handful of people who encourage us and who value, more than anything else, the will to think outside the box, get to work and do what what you love. Even that seems strange, different or even impossible for others!

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One podcast I love

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Há uns posts atrás, falei-vos de um episódio de um podcast sobre saber dizer “não”. Naturalmente eu fiquei com vontade de partilhá-lo convosco. E aqui está ele.

 

Eu sou uma devoradora de um bom podcast! Não tenho propriamente um único interesse, há imensos podcasts fabulosos para ouvir no caminho para o trabalho, no carro ou, como eu faço muitas vezes, quando estamos a fazer alguma tarefa manual que nos permita alguma liberdade auditiva sem comprometer o que estamos a fazer.

 

Não prometo regularidade neste tema mas posso partilhar alguns bons podcast ao longo do tempo. Mas tendo em conta o blog resolvi partilhar um podcast que é incontornável para mim nesta história de escrever um blog e experimentar uma vida criativa!
É o Podcast da Elise Blaha Cripe que se chama “Elise Gets Crafty”. Este é um podcast que, durante os primeiros anos/séries, foi semanal. Saía à quarta-feira e eu ficava em pulgas para chegar a meio da semana e ouvir o podcast no regresso do trabalho! Para mim, tem a duração ideal porque varia entre os 30 e os 40 minutos, o que evita que os temas fiquem demasiado elaborados, que as nossas tarefas terminem antes do fim do podcast ou que, a certa altura, a nossa mente se perca num pensamento ou no trânsito que nunca mais avança.

 

O podcast fala sobretudo sobre pequenos negócios criativos, experiências criativas, objectivos e gestão criativa, assim como das experiências de vida da Elise como trabalhadora independente. Na maior parte dos episódios há um convidado para abordar o tema em questão mas em alguns casos a Elise opta por partilhar apenas a sua própria experiência e onde é muito comum introduzir temas mais conceptuais. A Elise é muito informal, ouve-se muito bem, tem uma linha de pensamento muito fluente e faz as questões mais pertinentes!
Por opções de vida da Elise, actualmente o podcast sofreu um corte na frequência dos episódios e só há um podcast mensal ou bimestral. Contudo, os mais de 100 episódios estão disponíveis on-line e nas habituais aplicações para podcasts pelo que podem usufruir de todos eles! São muitos e todos, sem excepção, valem a pena ouvir. A grande vantagem é que já não têm de aguardar pelas quartas-feiras!

 

Aqui ficam alguns excelentes títulos. Espero que gostem!

 

 

Some days ago I wrote a post were I mentioned a podcast episode about saying “no”. And, of course, I wanted to share it with you. Here it is.

 

I’m a podcast fan! I don’t have a single interest, there are lots of fabulous podcasts to listen to on the way to work, in the car or, as I do many times, while I’m doing something that allows me listening freedom without compromising my task.

 

I do not promise a regularity on this topic but I can share some good podcasts over time. Taking the blog into account, I decided to share a podcast that is essencial for me in this theme of writing a blog and experiencing a creative life!
It’s the Elise Blaha Cripe’s podcast called “Elise Gets Crafty.” During the first years/series, this was a weekly podcast. It used to go out on wednesdays and I would get super excited to listen to it on my way back from work! For me, it has the ideal duration – 30 to 40 minutes – which prevents the subjects from getting too dense, our tasks to end before the end of the podcast or that, at a certain point, our mind gets lost in a thought or in the traffic.

 

The podcast talks mostly about creative small businesses, creative experiences, goals and creative management, as well as Elises’ life experiences as an independent worker. Most of the episodes have a guest to talk about the episode subject but, in some cases, Elise chooses to share her own experience and where she uses to introduce more conceptual themes. The podcast is very easy to ear, Elise is very informal, has very fluent lines of thought and makes the most pertinent questions!
Because some of life choices, Elise decreased the podcast frequency to a monthly or bimonthly basis. However, more than 100 episodes are available online and the most common podcast applications so you can enjoy all of them! They are many,  and all are worth listening to. The great advantage is that you no longer have to wait for wednesdays to ear!

 

Above, there are some great titles! Enjoy!
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Portuguese knitting

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Para nós portuguesas, tricotar é com a malha ao pescoço!
Pode parecer uma artimanha louca para a maior parte dos países mas a verdade é que existem algumas formas curiosas de tricotar espalhadas pelo mundo. Não consegui encontrar muita informação sobre isso. Mas, num encontro do Dia Mundial de Tricotar em Público, conheci uma tricotadeira espanhola que tricotava com uma agulha debaixo do braço. Aparentemente é uma técnica ancestral ainda usada em alguns territórios de Espanha.
Também o tricô à portuguesa parece já ter centenas de anos. Segundo o livro da Rosa Pomar, a forma de tricotar com o fio ao pescoço passou de geração em geração, de tal forma que é pouco frequente encontrar neste Portugal alguém que prefira apenas tricotar à inglesa.

 

O blog Knitting Daily já falou sobre as vantagens de tricotar à portuguesa mostrando como esta forma de tricotar pode ser uma excelente alternativa quer para as iniciadas como para as tricotarias veteranas que começam a queixar-se de dores nas articulações.
Senão vejam: as portuguesas colocam o fio ao pescoço o que cria uma tensão mais firme durante o trabalho gerando um resultado muito homogéneo mesmo antes do blocking (por vezes ele nem chega a ser necessário). Isto é especialmente útil para quem tem algumas dificuldades em manter a tensão do fio ao longo dos trabalhos. E, para quem não gostar de ter o fio ao pescoço (o que pode ser mais desconfortável durante o verão), nós inventamos um gancho específico para o efeito que se prende ao peito para fazer passar o fio.

 

A segunda grande vantagem é que nunca é necessário retirar a mão da agulha para fazer as laçadas visto que basta movimentar o fio com o polegar, o que torna o trabalho muito mais rápido!
Daqui vem a terceira grande vantagem: como o fio está sempre na frente o ponto de liga fica extremamente fácil de fazer. Por causa disso, o ponto de liga é o preferido de todas as portuguesas!

 

Podem encontrar mais detalhes sobre como tricotar à portuguesa no livro da Rosa Pomar (entretanto prometo fazer um review), uma blogger Portuguesa que se dedica a conhecer melhor as origens dos lavores tradicionais Portugueses, ou no blog da Andrea Wong (em inglês) uma blogger Sul Africana que aprendeu esta técnica com a mãe, aos 7 anos de idade e que tem ensinado muitas tricotadeiras americanas a tricotar com o fio ao pescoço. A Andrea já tem vários DVD sobre o assunto e acabou de lançar o seu primeiro livro! É incrível a forma como ela valorizou a nossa forma de tricotar.

Se ficaram curiosos acerca deste assunto, deixem um comentário! Comprometo-me a esclarecer toadas vossa dúvidas.

 

Portuguese knitters knit in the Portuguese way: with their yarn around the neck!
It may seem a crazy trick for you knitters from other countries but the truth is that there are some curious ways of knitting around the world. I wasn’t able to find much information about it but I once met a spanish girl who knitted with one needle under the arm. Apparently, this is an ancient technique still used in some areas of Spain.
 
The Portuguese way of knitting also is a technique with hundreds of years. According to the book of Rosa Pomar, this technique was a truly success and passed from generation to generation, so it is rare to find Portuguese knitters who prefers to knit in the English way.
 

 

The blog Knitting Daily already talked about the advantages of knitting the Portuguese way by showing how this method of knitting can be a great alternative either for beginners as for veterans that complain of joint pain.
 
The Portuguese knitters put their yarn around their neck which creates a better tension and generates a very homogeneous result even before blocking (sometimes it is not even necessary). This is especially useful for those who have some difficulties in keeping the yarn tension during the work. For those who do not like to have their yarn around their neck (which may be more uncomfortable during the hot summer days), we invented a specific hook that attaches to your chest or your shoulder.
 

 

The second major advantage is that you never need to remove your hand from your needles to catch your yarn. You can move it just using your thumb, which makes the job much more faster!
Finally the third major advantage of Portuguese knitting way is that the purl stitch is very easy to make since the yarn is always in front of the work. Because of this, purl stitch is the favorite of all Portuguese knitters!
 

 

You can find more details on how to knit the Portuguese way in Rosa Pomar book (in Portuguese), a Portuguese blogger that dedicated to the origins of the Portuguese traditional handcrafts (meanwhile I promise to write a book review), or at Andrea Wong blog (in English) a South African blogger who learned this technique from her mother and who has taught many American knitters using their yarn around their necks. Andrea already has several DVD on the subject and has just released her first book! It’s amazing how she appreciated and valued our way of knitting.

 

If you’re curious about this an you want to know more, please leave your comment below! I will be glad to talk a little more about the portuguese knitting. 
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