Book Review: My guide for the Camino de Santiago

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Este mês está a ser desenhado à volta da minha experiência no Caminho de Santiago de Compostela, por essa razão, o meu “Book review” não podia ser outro senão sobre o guia que levei comigo no Caminho. Há uma enorme quantidade de livros sobre o Caminho de Santiago que visam cobrir os diferentes caminhos até Santiago de Compostela, as diversas vertentes a explorar (turística, religiosa, etc) e com diferentes profundidades. Mas apenas alguns são realmente guias…
Sendo que ia fazer o Caminho Português, consegui rapidamente reduzir esta variedade para um número mais limitado. Contudo, a diversidade continuava grande e por isso eu tive de ser prática. É muito diferente ter um guia para preparar o Caminho de outro para levar no Caminho. Pode, inicialmente parecer uma distinção absurda mas a minha experiência diz-me que um detalhe tão simples, durante o Caminho, faz toda a diferença. A maior parte dos guias são guias turísticos, tal como aqueles que levamos connosco para visitar uma cidade europeia. Estes são os melhores guias para preparamos o Caminho mas nem todos são os melhores para levarmos connosco na mochila. Um guia destes acompanhado com uma boa pesquisa on-line é a combinação ideal para quem se quer preencher de informação que o motive, que o faça apreciar mais o Caminho, que o faça entender o que está prestes a fazer.
Por outro lado, durante o Caminho, o guia, tal como muitas outras coisas que levamos connosco tem de ter as seguintes características: ser leve, pequeno, ter apenas a informação base, contactos dos albergues, espaço para alguns apontamentos, mapas das etapas, gráfico de desníveis, pontos de interesse e, acima de tudo, ser escrito por outros peregrinos. Esqueçam a ideia de que vão precisar de muita informação ou de que terão muitas oportunidades de se dedicarem a ela durante o Caminho.

O guia que, a meu ver, melhor cumpre o equilíbrio entre todas estas coisas é o guia “Caminho Português de Santiago de Compostela – MY WAY”. Este é um guia claramente informal, escrito de peregrinos para peregrinos: a linguagem é terra a terra, tal como tudo no Caminho. Não há palavras caras nem devaneios excessivos porque o Caminho é um exercício de desapego no qual todos caminhamos iguais. E o excesso de palavras e floreados também conta.
Precisamente porque não se perde com coisas extraordinárias é um guia pequeno: não pesa mais de 120g e cabe perfeitamente no bolso lateral de uns calções, calças ou no compartimento mais pequeno da mochila. Como tem um orifício, pode ainda ser pendurado por um mosquetão pequeno nos elásticos e fitas da mochila o que o torna igualmente acessível. Esta questão do peso/tamanho é imprescindível visto que o peso da mochila é das questões mais desafiantes e importantes a ter em conta para o bem-estar dos peregrinos.

O guia inicia-se com uma breve história dos Caminhos de Santiago, em especial o Caminho Português, os símbolos associados às peregrinações a Santiago de Compostela, uma série de perguntas e respostas e uma lista de material para o peregrino a pé ou de bicicleta. Daqui para a frente são apresentados os três principais caminhos em Portugal que levam a Santiago de Compostela: o Caminho de Braga, o Caminho da Costa e o Caminho Central.
Cada etapa está exposta da seguinte forma: número de quilómetros; frase de inspiração; uma breve descrição da etapa com os locais onde passa, as dificuldades a ter em conta e alguns conselhos práticos; espaço para apontamentos (eu preferi usar este espaço com post-its com conselhos de outros peregrinos); pontos de interesse ao longo da etapa por localidade; contactos de albergues e locais para comer; curiosidades; gráfico de desníveis e mapa da etapa. O livro finaliza com um pequeno guia para Santiago de Compostela, os principais “rituais” da chegada e locais a visitar.

Tudo isto parece muito pouco para quem quer explorar um local mais aprofundadamente ou entender todos os segredos da história do Caminho Português. A minha opinião é a seguinte: isso é uma coisa que se faz em casa ou nos eventuais momentos em que tivermos tempo e energia para mais. No caminho as tarefas são muito resumidas. À medida que avançamos no percurso, vemos como, na verdade, o dia do peregrino se foca num número muito pequeno de tarefas que são absolutamente essenciais: caminhar, comer e dormir… e repetir isto diariamente. É isso que o torna encantador. Há espaço para mais, claro que há… se for possível! E este tempo extra em geral é “gasto” a ajudar o corpo a recuperar, a conviver com outros peregrinos (sim, mesmo para introvertidos como eu), a reflectir e a passear um pouco pelas vilas onde estamos alojados. Se por acaso quisermos ter connosco algum material que nos permita uma consulta esporádica mais aprofundada o que eu aconselho é aproveitar as ligações wi-fi nos albergues e ter algum material digital no telemóvel do qual falarei noutro post!

This month is being developed around my experience on the Camino de Santiago de Compostela, so my “Book review” could not be other than about the guide I took with me on the Camino. There is a huge amount of books about the Camino de Santiago that cover the different routes to Santiago de Compostela, the different aspects to explore (tourism, religious, etc.) and with different depths. But only a few are true guides…
Since I was going to walk the Portuguese Camino, I was able to quickly reduce this variety to a more limited number of books. However, the diversity was still big and so I had to be practical. It is very different to have one guide to prepare the Camino than a guide to take on the Camino. At first, this may seem an odd distinction but my experience tells me that such a simple detail makes all the difference while you’re walking. Most guides are tour guides, just like those we take with us to visit an European city. These are the best guides to prepare the Camino but not all are the best to take with us in our backpack. A guide like these along with a good online research is the ideal combination for those who want to have all the information that might motivate and make us appreciate intensively the Camino in a historical way.
On the other hand, the guide you need during your pilgrimage must have the following characteristics: be light, small, have only basic information, albergue contacts, space for notes, slope graphics, points of interest and, above all, it must be written by other pilgrims. Forget the idea that you will need a lot of information or that you will have many opportunities to dedicate yourself to it during the Camino.

The guide that, in my opinion, meets the balance between all these things is the guide “Portuguese Way of Santiago de Compostela – MY WAY”. It is available in several languages: Portuguese, English, French, German and Spanish. This is an informal guide, written from pilgrims to pilgrims: the language is simple, just like everything on the Camino. There are no complicated words or excessive formality because the Camino is all about detachment, a path in which we all are the equal. And the excess of words and ornamentations also counts for this!
Precisely because the guide is base on the essencial, it is a very small guide: it weighs no more than 120g and fits perfectly in the side pocket of shorts or pants, in the smallest compartment of your backpack. As it has this hole, through it can be hung by a small carabiner on the backpack, which makes it equally accessible. This issue about weight/size is imperative since the backpack’s weight is one of the most challenging and important issues to take into account for the well-being of pilgrims on the Camino.

The guide begins with a brief history of the Camino de Santiago, especially about the Portuguese Camino of course, the symbols associated with the pilgrimages to Santiago de Compostela, a section of Q&A and a list of equipment for pilgrims on foot or bicycle. Then it explores the three main routes in Portugal that lead to Santiago de Compostela: the Camino from Braga, the Camino by the Coast and the Central Camino.
Each stage is exposed as follows: number of kilometers; inspirational sentence; a brief description of the stage with the places where it passes, the challenges to be taken into account and some practical advice; space for notes (I preferred to fill this space with post-its with some advice of other pilgrims); points of interest throughout the stage, by location; contacts of albergues and places to eat; curiosities; slope graphic and a stage map. The book ends with a short guide to Santiago de Compostela, the main “rituals” for your arrival and the places to visit.

All this might seem very little for those who want to explore a place more deeply or understand all the secrets of the history of the Portuguese Camino. My opinion is this: this is something that is done at home or at the very few times when your have the time and energy for more… That is not very common and does not worths a more complicated and heavy guide. On the Camino the everyday tasks are few. As we move forward, we see how the pilgrim’s day really focuses on a very small number of tasks that are absolutely essential: walking, eating and sleeping… and repeat this every single day. That’s what makes it special! There is room for more, of course there is … if it is possible! And this extra time is usually “spent” helping the body to recover, socialize with other pilgrims (even for an introvert like me), to reflect a bit and to take a walk around the villages where you’re are staying. If you happen to want to have some extra material that allows you a more detailed (sporadic) consultation, my I advise is to take advantage of the wi-fi connections in the albergues and to have some digital material on your mobile phone. I might be explore this in another post!

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Book review: The Great Book to Sewing

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Já falei aqui do Grande Livro dos Lavores e hoje proponho-me a apresentar o seu irmão mais velho, O Grande Livro da Costura.
Tal como o primeiro, o Grande Livro da Costura é uma referência incontornável no meio craft português e ainda noutros países onde foi editado. É mais um livro editado pelas Selecções do Reader’s Digest em 1979 com uma primeira edição de 100 000 exemplares em português.
Mais uma vez, um livro veio a tornar-se um grande aliado para as costureiras de então: desde principiantes até às mais experientes modistas.

Não é demais dizer que os modelos de costura editados nos anos 50, 60 e 70 são um pouco cruéis. Não só não possuem explicações muito completas como assumem que quem lê é, no mínimo, licenciado nas artes da costura! Desde os termos mais técnicos aos passos que não estão explicados porque, aparentemente, são demasiado óbvios, os modelos daquele tempo podem dar grandes dores de cabeça. E se na altura muitas destas técnicas eram ensinadas nos cursos de trabalhos femininos, hoje em dia, ler um modelo vintage é um verdadeiro desafio que pode deitar abaixo até os espíritos mais aventureiros.

O Grande Livro da Costura vem responder igualmente às dúvidas mais básicas (como por exemplo, como coser um botão) e às mais complexas (fazer peças em pele) sobre costura abordando assuntos como: os materiais de costura, a utilização da máquina de costura, os pontos básicos, a modelagem e leitura de moldes e segue progressivamente para tarefas específicas como, bainhas, bolsos, golas ou punhos, peças específicas como calças e saias acompanhada de uma série de projectos para vestir e para decorar que permitem ganhar confiança com os métodos abordados. Possui ainda um guia ilustrado dos diferentes tipos de tecidos que faço questão de destacar já que é bastante lúcido no que diz respeito à descrição das texturas e gramagens!

Actualmente, este é a inda um livro de referência, uma pequena bíblia para iniciados ou costureiros experimentes!
Não existem muitos exemplares disponíveis já que o livro não voltou a ser editado desde então. Contudo, ainda é possível encontrar alguns em alfarrabistas de todo o país. O meu foi comprado num, precisamente, no coração da cidade do Porto.

Se quiserem ler outra revisão deste livro podem consultar a página do Cose+.

I have already wrote about of the Complete Guide to Needlework, and today I what to introduce its older brother, The Great Book to Sewing.
The Great Book of Sewing is an undeniable reference in the Portuguese craft environment and in other countries where it was edited. This is another book edited by the Reader’s Digest in 1979 with a first edition of 100 000 copies in Portuguese.
Once again, the book has become a great ally to the seamstresses of all times: from beginners to the most seasoned dressmakers!

It is not too much to say that the sewing patterns edited in the 50s, 60s and 70s are rather cruel. Not only do they not have complete explanations, they assume that those who read are, at the very least, experts in sewing! From the complex technical terms, to the steps that are not explained because apparently they are too obvious, the patterns of that period can be overwhelming! And if, at the time, many of these techniques were taught from generation to generation of women, nowadays, reading a vintage pattern is a real challenge that discourage even the the most adventurous!

The Great Book to Sewing also answers the most basic questions (such as how to sew a button) and the most complex ones (making leather pieces) about sewing, addressing issues such as: sewing materials, sewing machine, the basics, modeling and reading of patterns. It also progressively follows specific tasks such as, hems, pockets, collars or cuffs, particular pieces like pants and skirts accompanied by projects that allow training to all the previous techniques. It also has an illustrated guide of the different types of fabrics that wanted to I emphasize since it is very clear in regards to the description of textures and weights.

After all these years, this is still a book of reference, a little “bible” for beginners or experienced sewers!
There are not many copies available of the book since the it has not been edited since 1979. However, it is still possible to find some in second-hand shops. Mine was precisely bought in a second-hand bookstore, in the heart of the city of Porto.

If you would like to read another review of this book you visit this page from Cose +.

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Book Review: Last-minute Patchwork + Quilted Gifts

Há uns tempos atrás alguém lançou a questão no Instagram: qual é o vosso livro de crafts favorito?
Eu tive alguma dificuldade em responder. Não foi porque tivesse dificuldade em escolher mas antes porque não conseguia sair daquele que é, até agora, o meu livro de crafts favorito: o “Last-minute Patchwork + Quilted Gifts”. Digo que tive dificuldade em escolher porque este é um livro de costura/patchwork apenas e, por isso, apenas aborda uma porção muito limitada dos crafts que eu adoro fazer. Eu queria escolher um livro mais abrangente.
Por isso, em jeito de fazer uma book review, seguem as minhas razões.

Este é um livro que se começa a julgar pela capa. Para quem não sabe o “Last-minute Patchwork + Quilted Gifts” é um livro da Jaoelle Hoverson, uma das proprietárias da Purl SoHo em Nova Iorque. O livro promete uma imagem caracteristicamente limpa e projectos simples onde a cor é a principal protagonista. A promessa é feita na capa e é cumprida em todas as páginas, sem excepção. O livro chega ser enebriante de tão visualmente delicioso.
Os projectos são muito variados mas em vez de estarem divididos por tipo de utilização ou nível de dificuldade, estão ordenados pelo tempo que levam a fazer. Assim, quando tivermos pressa em fazer um belo presente basta folhear as primeiras páginas e escolher o projecto que mais nos agradar dentro do tempo disponível.
As explicações raramente são acompanhadas de imagens mas, para ser honesta, só reparei neste aspecto quando comecei a escrever este post, o que significa que o texto é tão claro que nunca senti falta de nenhuma imagem.
Há projectos para todas as idades, gostos e personalidades: desde os mais pormenorizados até projectos de grande impacto que nem por isso são difíceis de fazer.
Confesso que ainda não fiz muitos projectos deste livro porque gostava de introduzir mais cores no meu stash e brincar tanto com elas como o livro me impele, mas posso dizer que já o folheei umas cem vezes só pelo prazer. O primeiro projecto concretizado foi a alfineteira que mostrei neste post e que ainda continua a ser a minha fiel companheira. Na lista está esta capa de edredão que gostava de fazer com um Liberty e que creio que vai ser reproduzida mais do que uma vez; estas fronhas de almofada e, um dia, quem sabe, esta roda das cores para pendurar na parede!

Some time ago someone raised this question on Instagram: What is your favorite craft book?
I struggled a bit because I couldn’t get away of the “Last-minute Patchwork + Quilted Gifts” book. I mean, this is mostly a sewing/patchwork book that only covers a small part of the crafts that I love to do. I wanted to choose a more embracing book. But I love it, so here it is a book review to explain my reasons.

“Last-minute Patchwork + Quilted Gifts” is a book by Jaoelle Hoverson, one of the owners of Purl SoHo in New York City. The cover promises the distinct clean image that we are used to from Purl SoHo and a number of very simple projects where color is the main character. I always feel bad by judging the book by its cover, however, these promises are accomplished on every single page. And the colors of the projects are intoxicating and visually delicious.
The projects have several themes and uses but instead of being divided by type or level of difficulty, they are ordered by the time it takes to do them. So when we are hurry to make a nice gift we just flip through the first few pages and only have to choose the project we prefer within the time available.
The explanations are rarely accompanied by images but to be honest, I just noticed this when I started writing this post, which means that the text is so clear that I never missed image support.
There are projects for all ages, tastes and personalities: from the most detailed toy, to the large-impact projects that, by the way, aren’t that difficult to make.
I confess that I haven’t done many projects from this book because I would like to introduce more colors in my stash and play with them as much as the book suggests. However, I’ve thumbed through this a hundred times just for the pleasure of seeing the wonderful colours. The first thing I did was this pincushion I wrote about on this post (link), which still is my faithful companion pincushion. On my list are: this duvet cover that I would like to do with a Liberty fabric (and that I believe I will do more than once), these pillow cases and, who knows, this color wheel to hang on the wall!
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Manual fabric printing workshop

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Ah! Se houve workshop que eu adorei fazer foi o de Técnicas de Impressão Manual em Tecido com a Marta, da Karaka Handmade, no Atelier de Costura Portuense.
Confesso! Foi um abrir de olhos: entretanto eu já implementei uma série de técnicas e prevejo alguns projectos interessantes aqui no blog acerca deste assunto. Estou a levar isto muito a sério!

Durante o workshop abordamos os meios de trabalho (tecidos), as tintas e materiais, o design de superfície (criação de padrões) e claro as diversas técnicas de impressão em tecido. Aqueles que conseguimos abordar mais profundamente e experimentar foram os carimbos, o block-printing e o stencil. Também falamos das máscaras e da serigrafia em tecido que eu até já tinha tido oportunidade de experimentar num outro workshop (o mesmo onde fiz este, este e este projectos).

O objectivo do workshop de impressão era fazer uma echarpe pelo que o tempo disponível foi sobretudo dedicado a usar carimbos ou outros materiais que a Marta trouxe consigo e treinar o uso das tintas, escolher padrões, ritmos de trabalho e combinação de cores. Eu escolhi um carimbo de vira-vento que estava desenhado num dos carimbos de block-printing que a Marta fez à mão. Esta foi, portanto, a principal técnica utilizada. Usei uma tinta azul, opaca e que combina com o Verão que está aí a chegar. O resultado não podia ter sido mais interessante! Adorei perceber como a tinta se comporta, como é interessante o efeito da tinta carimbada no tecido em comparação com a serigrafia, por exemplo.

Mas esta experiência deixou-me sobretudo muito curiosa em experimentar fazer os meus próprios carimbos pelo que, entretanto, pedi alguns conselhos à Marta e já cravei alguns desenhos que usei para carimbar! Em breve mostro os primeiros resultados destas experiências e de como usei os tecidos para costurar.

Ah! If there was a workshop that I really loved the Manual Fabric Printing Techniques with Marta, from Karaka Handmade, at the Atelier de Costura Portuense In Porto.
I confess! I have already implemented several techniques and I anticipate some interesting projects here, on the blog, about this subject. I’m very serious about it!

During the workshop we covered the working media (fabrics), the inks and materials, the pattern design process, and of course, the fabric printing techniques. The ones that we approached more deeply and were able to experiment with the stamps, the block-printing and the stencil. We also talked about masks and screen-printing that I already had the opportunity to experiment during another workshop ( and were I did thisthis and this projects).

The purpose of the printing workshop was to make a scarf so the time was mostly dedicated to using stamps or other materials that Marta brought with her and train the use of inks, choose patterns, work rhythms and color combination. I chose a wind vane stamp that was drawn on one of the block-printing stamps that Marta did by hand. This was, therefore, the main technique used. I used a dull, blue paint that matches the summer that is coming soon. The result was so interesting! I loved to see how the ink behaves, how interesting is the effect of ink stamped on the fabric compared to screen printing, for example.

But the thing about this workshop is that it made me curious about trying to make my own stamps so I asked Marta for some tips and I already cut some designs and used them to stamp on fabric! Soon I will show you the first results of these experiments and how I used the stamped fabric to sew.

 

As fotografias deste post são, na sua maioria, da Liliana Fontoura que acompanhou o workshop da Marta. A sua publicação no blog foi autorizada.

The photos from this post are mostly from Liliana Fontoura. that worked with Marta at the workshop. Their publication on the blog was authorized.

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