Book Review: Cloth Lullaby

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Há poucos dias recebi uma encomenda com o livro “Cloth Lullaby” escrito por Amy Novesky e ilustrado pela fabulosa Isabelle Arsenault. A minha obsessão por livros infantis não é novidade aqui no blog e posso dizer que, apesar de folheá-los nas livrarias e gerir o impulso de adquirir estas obras seja a minha forma preferida de os ir conhecendo e fazer a minha colecção, comecei a ter os eus escritores e ilustrador favoritos e a dirigir cada vez mais a minha pequena colecção para as minhas preferências pessoais. Entre os temas que mais me interessam estão, naturalmente as histórias relacionadas o contacto com a natureza, as emoções, a arte e o fazer à mão.

 

“Cloth Lulaby, the woven life of Louise Bourgeois” não é mais do que uma história ilustrada, e ricamente transformada, da biografia da artista parisiense Louise Bourgeois. Não poso deixar de confessar que encontrei este livro por causa das suas ilustrações mas acabei por fazer uma descoberta extraordinária. A obra mais conhecida de Loiuse é a incontornável Maman, uma aranha de tamanho colossal exposta no Museu Guggenheim Bilbao e acerca da qual eu não sabia muito mais do que o facto de ter como inspiração a mãe de Louise. Ora, este pequeno livro dirigido aos mais pequenos conta que a família de Loiuse era na verdade especialista em produção e restauro de tapeçaria, um trabalho levado a cabo pela família materna de Louise e que esta acompanhara mais de perto através da sua mae e pelo seu próprio trabalho na fábrica. Diz-se que como era ainda muito pequena quando começou, era particularmente boa a restaurar os pés das personagens desenhadas nas grandes tapeçarias que chegavam à fábrica. A sua mae era, como dizia Louise, “Deliberada… Paciente, assertiva… Subtil, indispensável… e tão útil como uma aranha.” Tal como uma aranha remenda a sua teia, Louise via na sua mãe uma forte inspiração para o acto de fazer à mão e de forma artística e positiva.
Louise começa por estudar matemática entusiasmada pela sua estabilidade semelhante ao nascer do sol, as estrelas no céu e a geometria. Mas desanima ao compreender que na verdade nada disso, nem mesmo a matemática, é absolutamente previsível. Após a morte da mãe desiste de estudar matemática e dedica-se às artes aplicando todas as competências que adquirira em criança com a mãe e com o seu trabalho na fábrica de família na área da tapeçaria, utilização de tecidos, costura e escultura.
Hoje é considerada uma das maiores artistas europeias contemporâneas fortemente influenciada pelas vertentes surrealista, primitivista e modernista. Os seus trabalhos são carregados de simbolismo e por essa razão altamente abstratos e elaborados. Contudo, envolvem processos e técnicas que podemos reconhecer no nosso dia a dia e pelas quais eu e muitos artesãos e amantes do “saber fazer” se apaixonam e tentam colocar ao serviço do seu quotidiano. Conhecer um pouco melhor a história e o trabalho da Louise, sobretudo através de textos e ilustrações com as mesmas características primárias, aproxima-me mais ainda de todos os “lavores” que tenho vindo a aprender ao longo da minha vida.

 

A few days ago I finally received an order with the book “Cloth Lullaby” written by Amy Novesky and illustrated by the fabulous Isabelle Arsenault. My obsession with children’s books is not new for those who follow me here and I can say that although I love to wander over bookstores discovering new books, I began to have and follow my favorite writers and illustrators and to slowly direct my small collection to my personal preferences with means that, sometimes, I simply order them on-line. The stories that I am most interested are, naturally, the stories related to the contact with nature, the emotions, the art and the handmade.
 

 

“Cloth Lulaby, the woven life of Louise Bourgeois” is an illustrated and richly transformed story of the biography of the Parisian artist Louise Bourgeois. I can not help confessing that I found this book because of the illustrations but I ended up doing an extraordinary discovery. The best-known work of Louise is the unique Maman, a colossal-sized spider exhibited at the Guggenheim Museum in Bilbao. I knew very little about it. I just knew that the inspiration for the art piece was Louise’s mother. Well, this small children book tells us that the family of Loiuse was in fact a specialist in the production and restoration of tapestry, a work that she had followed more closely through her mother and her own work in the fabric. It is said that since she was still very small when she started working with her mom, she became particularly good at weaving the feet of the characters drawn in the huge tapestries that arrived at the fabric. She became fascinated by her mother skills. Louise said that her mother was “Deliberate … Patient, shooting… Subtle, indispensable … and as useful as an araignée.” Just as a spider mends her web, Louise saw in her mother as a strong inspiration for the act of doing by hand and developed a strong, positive and artistic point of view about her work.
Louise studied mathematics for a while excited by its stability similar to the sunrise, the stars in the sky and geometry. But she suddenly she realize that none of this, even mathematics, is absolutely predictable. After her mother’s death she gave up studying mathematics and devoted herself to the arts applying all the skills she had acquired as a child with her mother and her work in the family factory. She worked with weaving, fabrics, sewing and sculpture.
Today she is considered one of the greatest contemporary European artists, strongly influenced by the surrealist, primitivist and modernist dimensions. Her works are heavily charged with symbolism and for that reason, are highly abstract and elaborate. However, her art pieces always they involve processes and techniques that we can all recognize in our daily lives and for which I and many artisans and lovers of the “handmade” fall in love and try to apply to our daily lives. Knowing Louise’s story and work a little better, especially through texts and illustrations with the same primary characteristics, brings me closer to all the “lessons” on handmade that I have been learning throughout my life.
 
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Book Review: O livro de Pantagruel

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O Livro de Pantagruel. Esta é a minha bíblia culinária e dispensa apresentações: deve ser a Bíblia culinária de quase todas as portuguesas de diversas gerações! Alguns destes exemplares já devem, inclusive, ter passado de mães para filhas, várias vezes desde que foi editado pela primeira vez. Escrito pela cantora lírica Berta Rosa Limpo, é um excelente exemplo do tempo em que os livros de cozinha que eram da autoria de bons cozinheiros amadores.

“Mas afinal ela é cantora ou cozinheira? Compõe músicas ou refogados? Pois podem crer que faço ambas as coisas com o mesmo entusiasmo.”

Berta Rosa Limpo

No tempo em que o segredo profissional dos grandes chefs era a alma do seu negócio, eram as boas cozinheiras amadoras que se dedicavam a escrever livros básicos para quem quer aprender a cozinhar!
Muito mudou até hoje e, no que diz respeito ao Livro de Pantagruel, desde 1946 que já foram editadas 73 edições daquela que é considerada a maior obra de culinária em língua portuguesa. As edições mais recentes contam com a reavaliação de ambos os filhos de Berta Rosa Limpo e 5000 receitas testadas.

Creio que muitos de nós guardam uma imagem infantil deste livro: aquele que parecia tão grosso que achávamos ser impossível de ler mas que entre mães e avós parecia conter uma enorme quantidade de sabedoria e credibilidade. Era um livro sério, algo misterioso. Tão sério como uma boa enciclopédia, como um livro de feitiços, de magias, que ensinavam as mãos de todas as senhoras a cozinhar as coisas mais maravilhosas!

E a verdade é que o Livro de Pantagruel é, tal e qual nos lembramos, um livro intenso: aliás, como se queria de um livro naquele tempo. Um livro que ensinasse a cozinhar desde os processos mais simples às receitas internacionais mais complexas. Desde os licores (foi aqui que encontrei a receita base para o meu licor de menta), ao pão, aos assados e aos cocktails! Este livro contaram recolha intensa de 5000 receitas densamente apresentadas mas carinhosamente escritas. A apresentação pouco se alterou desde a primeira edição, os termos parecem ter saído do discurso das nossas avós e são muitas vezes intercalados com pequenos versos ou citações de autores como Eça de Queiroz ou Fernando Pessoa. Ficamos logo a saber que estamos perante um livro sério, escrito por quem sabe, por quem fez e testou, vezes sem conta, e quis disponibilizar ao mundo os segredos, não de um chef de alta cozinha, mas de um cozinheiro caseiro. Contudo não podemos esconder que são inúmeros os chefs profissionais que o utilizam e o reconhecem como um livro insubstituível em pequenas e grandes bibliotecas culinárias!

The “Livro do Pantagruel”. This is my cooking bible and, in Portugal, it doesn’t need any kind of presentations: it is probably the cooking bible of almost all Portuguese of several generations! Some of the copies of this book have passed from mothers to daughters, several times since it was first published in 1946. Written by the lyrical singer Berta Rosa Limpo, it is an excellent example of the time in which cookbooks were written by good amateur cooks.

“But is she a singer or a cook after all? Does she makes music or food? You must believe that I do both with the same enthusiasm.”

Berta Rosa Limpo

At a time when the professional secret of the great chefs was the lifeblood of their business, amateur cooks were the ones that dedicated themselves to writing basic books for anyone who wants to learn how to cook!
Much has changed until today and, as far as the “Livro de Pantagruel” is concerned, since 1946, 73 editions have been edited of what is considered the greatest written work about cooking in Portuguese language. The most recent editions are reviewed by both Berta’s children and already have 5000 tested recipes.

I think many of Portuguese have a childish picture of this book: the one in our grandmother’s bookshelf that looked so thick we thought it was impossible to read it in a lifetime, but that also seemed to contain an enormous amount of wisdom and credibility. It was a serious book, something mysterious. As serious as a good encyclopedia, or a book of spells which taught the hands of all the ladies to cook the most wonderful things!

And the truth is that the “Livro de Pantagruel” is, as we recall, an intense book in fact, as expected from a book at that time. A book that taught cooking from the simplest processes to the most complex international recipes. From liqueurs (this is where I found the base recipe for my mint liqueur), bread, baked goods and cocktails! This book features an intense collection of 5000 densely presented, but lovingly written, recipes. The presentation has hardly changed since the first edition, the terms seem to have come out of the discourse of our grandmothers and are often interspersed with small verses or quotes from authors such as Eça de Queiroz or Fernando Pessoa. We soon learn that we are dealing with a serious book, written by someone who really knows about cooking at home. Someone who has done and tested her recipes over and over again and who wanted to make her secrets available to the world, not from a gourmet restaurant point of view, but from a homemade kitchen. However we can not hide that there are countless professional chefs who use it and recognize it as an irreplaceable book in small and large culinary libraries!

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Book Review: Dark Sky Alqueva

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Há uns tempos visitei pela segunda ou terceira vez a zona do Alqueva. Esta é uma das minhas zonas favoritas em Portugal. Eu viveria ali, oh, sem dúvidas.
Já demonstrei aqui e aqui a minha paixão pela astronomia e não pude deixar de visitar a sede do Dark Sky. Inscrevi-me numa actividade com a Miguel Claro que adorei do primeiro ao último minuto! No fim não consegui conter-me e trouxe uma cópia do livro “Dark Sky Alqueva” com um autógrafo do autor. Mais, a memória desta actividade tinha de ficar gravada no meu Diário de Natureza, como vos mostrei no Instagram.

Livros são o meu calcanhar de Aquiles. Já partilhei a minha paixão por livros infantis e prometo fazer um novo post com mais sugestões, mas a minha paixão não fica por aí. Assim como quem põe flores em casa, eu adoro ter livros, sobretudo livros de imagens como pintura e fotografia, espalhados aqui e ali, à mão de semear, e que qualquer pessoa possa rapidamente pegar e deixar-se inspirar. E quando vi as primeiras páginas do Dark Sky percebi como une de forma perfeita a relação entre a ciência e a arte, um assunto que está (cada vez mais) relacionado com a minha área de estudo e trabalho. Eu tinha mesmo de o trazer comigo sobretudo depois daquela actividade com o autor!

O Miguel é muito “terra-a terra” e tem uma atitude honesta, humilde e feliz por partilhar um pouco do que sabe com aqueles que se dirigem ao fim do dia a uma aldeia perdida no meio do nada, para parar e olhar para o espetáculo de luzes que a natureza nos oferece em qualquer lugar. Mas ali, ali há uma janela com menos filtros, menos poluição e uma paixão enorme pelo que se faz que nos desperta para o que a rotina nos retira: esse poder que o cosmos tem de nos absorver por completo, de nos abstrair e nos fazer sonhar um pouco, acordados e sem vergonha. Ora o seu livro partilha um pouco dessa atitude inspiradora, algo misteriosa, que os astros provocam em nós e que se captura com muito trabalho, muito equipamento, muita técnica mas sobretudo muitos sonhos. Ali respeita-se a ciência, a constância aparente das esrelas, os ritmos fieis da Lua, traz-se o passado para o presente, encolhem-se distâncias, focam-se mundos distantes e nada disso é ilusão. Parece até mentira! Mas brinca-se. Até para brincar é preciso saber. O Miguel brinca… com a luz e o tempo.

Nota: vêm aquela manta em crochet no canto da primeira fotografia? É esta manta!

Some time ago I visited the Alqueva area for the second or third time. This is one of my favorite locals in Portugal, I could live there, for sure.
I have already demonstrated my passion for astronomy here and here, so I could not miss visiting the main spot of the Aqueva Dark Sky. I enrolled in an activity with Miguel Claro that I loved from the first to the last minute! In the end I could not contain myself and I brought a copy of the book “Dark Sky Alqueva” with an autograph of the author. Plus, this activity was also represented in my Nature Journal as you could see in my Instagram profile.

Books are my Achilles heel. I have already shared my passion for children’s books and I promise to make a new post with more suggestions, but my passion does not end there. Just like spreading flowers at home, I love having books, especially picture books like painting and photography, here and there so that anyone can quickly pick one and let themselves be inspired. And when I saw the first pages of the book Dark Sky I realized how perfectly it proves the beautiful relationship between science and art, a subject that is (more and more) very related to my area of study and work. I really had to bring it with me, especially after that activity with the author!

Miguel is very friendly and has an honest, humble and happy attitude about sharing a little of what he knows with those who go, at the end of the day, to a village lost in the middle of nowhere, to stop and look at the spectacle of lights that nature offers us everywhere. But there, there is a window with less filters, less pollution, and a huge passion for what he does and that awakens us to what routine takes from our mind: this power that the cosmos has to absorb us completely, to abstract us and make us dream a little, awake and without shame. And his book shares a bit of that inspiring, somewhat mysterious attitude that the stars provoke in us and that he captures with a lot of work, a lot of equipment, a lot of technique but above all a lot of dreams. There, science is respected as long as the apparent constancy of the stars, the faithful rhythms of the moon. And the past is brought into the present, distances are shrunk, distant worlds are focused and none of this is illusion. It seems like a lie but it is real! But there is also a lot of playing… And even to play we must have knowledge. Miguel plays… with the light and time.

Note: see that crochet blanket in the corner of the first photo? It is this blanket!

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Book Review: Anna Maria’s Needleworks Notebook

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Eu adoro a maioria dos crafts! E os bordados não são excepção. Temo, porém, não ser a pessoa certa para grandes projectos de bordado. Mas tenho alguma paixão por pequenos projectos, pequenos detalhes bordados. A propósito do meu Foxy Quilt, tenho estado a trabalhar num pequeno detalhe bordado do qual já desvendei um pouco no Instagram mas sobre o qual prometo escrever um post. E para isso, procurei alguns livros de pontos de bordado mas sobretudo alguma inspiração. Ora, a Anna Maria é uma das minhas designers de tecidos favoritas e tem um livro sobre bordados e tapeçaria que é encantador e desmistificado muito bem a ideia do bordado absolutamente tradicional. Para dizer a verdade, apesar das técnicas apresentadas, a Anna aconselha a que revê-mos esta arte do bordado um pouco livremente, intuitivamente.

O livro Anna Maria’s Needleworls Notebook é um dos meus livros de crafts preferidos e tem uma perspectiva muito pessoal deste tipo de lavor. Quem conhece a Anna Maria sabe que trabalha na perfeição a herança tradicional, familiar e depois o design actual e uma combinação de cores deliciosa. Assim, o livro abre com a história dos bordados na sua vida, o que nos remete imediatamente para as nossas próprias recordações. Quase sem explorar o livro ficamos logo com uma vontade enorme de vasculhar o botão das avós, procurar trabalhos antigos e por mãos à obra.

Depois a Anna introduz-nos aos trabalhos em tela e dá-nos ferramentas inacreditavelmente úteis e simples para criar os nossos próprios desenhos para bordar em tapeçaria ou ponto de cruz. Depois avança para os detalhes das diferentes técnicas. Começa pelo ponto-cruz e propõe trabalhos fora do vulgar: desde pequenos quadros com desenhos ousados, aplicações em camisolas, fitas, etc. A segunda técnica a explorar é a tapeçaria. Mais uma vez, os pontos base são explicados, assim como alguns pontos decorativos. O trabalho das cores, as aplicações em cluches e almofadas mostram-nos vertentes muito diferentes do habitual sem perder algum do encanto tradicional. A terceira técnica é o bordado livre e aqui é que reside o auge da criatividade no que diz respeito à variedade de pontos e combinação de cores que o livro tem para oferecer. Na verdade, este capítulo é, para mim, aquele que mais surpreende porque é exactamente aquilo que o nome indica: completamente livre e intuitivo. Podemos render-nos aos principais pontos, que a Anna demonstra com pormenor, ou simplesmente deixar-nos levar. As possibilidades são infindáveis e incluem desde desenho de um modelo, utilização de pontos simples para delimitar (linhas, tracejados), passando por pontos para preenchimento, passado pelo bordado sobre padrão de tecido, uma técnica que se torna verdadeiramente espetacular quando são usados os tecidos desenhados pela Anna. Por fim, é ainda abordado o “crewel” ou bordado com lã e há um capítulo dedicado aos modelos desenvolvidos no livro para que possamos “copiar” o projectos na perfeição!

I love most of the crafts! And embroidery is no exception. I am afraid, however, that I am not the right person for large, intense, embroidery projects. But I have some passion for small projects, small embroidered details. Regarding my Foxy Quilt, I’ve been working on a little embroidered detail that I’ve already showed on Instagram but I promise to write a post about it. And for that, I looked for some embroidery books to chose stitches and find some inspiration. Well, Anna Maria Horner is one of my favorite fabric designers. She has this charming book about embroidery and needlework that demystifies the idea that embroidery is still a very traditional craft. To tell the truth, despite the classic techniques presented in the book, Anna advises that we enjoy embroidery a little more freely, intuitively.

Anna Maria’s Needleworls Notebook is one of my favorite crafts books and has a very personal perspective on this type of work. Anyone who knows Anna Maria knows that she works perfectly between the traditional, family heritage and the contemporary design and color combination. Thus, the book opens with the history of embroidery in her life, which brings us immediately to our own memories. Almost without exploring the book, we soon get a great desire to search our grandmothers attic, looking for old works and get to work.

Then, Anna introduces us to the works on canvas and gives us incredibly useful and simple tools to create our own embroidery designs on needlework and cross stitch. Then she explores the details of the different techniques. She starts with cross-stitch and proposes works that are quite out of the ordinary: from small pictures with daring drawings, applications on shirts, ribbons, etc. The second technique explored in the book is needlework. Once again, the base stitches are explained, as well as some decorative stitches. The combination of colors, the geometry and the projects show us very different applications of the technique without losing some of the traditional charm. The third technique is free embroidery and here is where lies the pinnacle of creativity use, with regard to the variety of stitches and color combination that the book has to offer. In fact, this chapter is, to me, the one that most surprises because it is exactly what the name implies: completely free and intuitive. We can stick to the main stitches, which Anna shows in detail, or simply let us be free to discover our own path. The possibilities are endless and include: drawing from a pattern, using simple stitches to draw lines, use stitches to fill areas, embroid over fabric patterns (a technique that becomes truly spectacular when the fabrics used are designed by Anna!). Finally, the “crewel” or embroidered with wool technique is also covered and the book ends with a chapter dedicated to the patterns in the book so that we can “copy” the book projects!

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