Zero plastic shopping swaps

A minha demanda contra o plástico em casa ainda tem muito por onde caminhar. Desta vez, decidi “atacar” o meu processo de compras. Foi uma aventura compreender que, uma percentagem grande de compras que fazemos vem embalada em plástico e que não me ia conseguir livrar dele definitivamente. É um aspecto a que temos de nos ajustar para não sairmos obcecados com as coisas e frustrados com os resultados. O meio termo e o bom senso parecem ser as opções mais indicadas para implementar uma experiência mais sustentável que seja viável no nosso dia-a-dia.
Eu já usava os sacos reutilizáveis no supermercado para as principais compras. Com as alterações que tenho vindo a implementar na casa de banho, houve, claramente uma parte do supermercado que praticamente deixei de visitar: a zona de higiene e cosmética. É certo que ainda não fiz todas as alterações que ainda posso fazer a este nível, mas, a maior parte das vezes não tenho de me deslocar a esta zona dos supermercados. Sobram-me portanto alguns detergentes (algo que pretendo alterar no futuro também), os guardanapos e papel higiénico (ainda levo guardanapos de papel para o almoço no trabalho) e alimentos secos/em embalagem já que, no caso dos frescos, tenho evitado comprar nas grandes superfícies (quase sempre são vindas de longe, duram muito pouco e alguém me diga onde consegue encontrar banana da Madeira sem vir embalada!). Ali, no supermercado continuo a fazer-me acompanhar dos sacos reutilizáveis e inevitavelmente compro alguns produtos embalados em plástico que, na impossibilidade de reutilizar, acabo por enviar para reciclagem: embalagem de arroz ou pacote de bolachas. Mas o resto da minha rotina alterou-se completamente…
No que diz respeito a produtos alimentares frescos (ou mesmo secos), tenho optado por comprar a granel em mercados locais e biológicos (de produção local). E, de repente, a rotina de ir às compras tem muito mais interesse e parece apenas parte de um passeio. Começamos a conhecer as pessoas e a tentar experimentar novos alimentos e a ser mais conscientes do que gostamos, do que comemos e do que compramos! Para isso faço-me acompanhar de uma série de opções “zero plástico” para ir às compras:

Cesto (1) e um saco de pano (2). O cesto funciona melhor quando quero trazer alguns alimentos mais frágeis e que pretendo distribuir melhor no espaço. O saco funciona bem se quero evitar ter as mãos ocupadas. Geralmente não escolho: deixo o saco dentro do cesto e opto antes de sair de casa!

Depois, para os legumes e fruta que precisem de embalagem (não é o caso de uma abóbora ou das bananas, por exemplo) tenho comigo os famosos sacos de rede (3). Pensei em fazê-los eu mesma mas tive muita dificuldade em encontrar rede que não fosse de material sintético. Por esse motivo optei por comprar estes em algodão em 3 tamanhos.

Como opção, e para alimentos como lentilhas, grão de bico ou sementes, levo comigo os sacos que fiz à mão (4) a partir da reutilização de camisas de homem.

E em algumas ocasiões opto mesmo por levar alguns frascos (5) comigo: para sementes pequenas ou ervas frescas que evito “esmagar”. E para melhorar as coisas, posso entregar frascos que já não uso na minha loja habitual para outros clientes usarem.

Para o pão, voltei a adoptar o tradicional taleigo (6), e prometo mostrar-vos em breve aquele que fiz à mão!

Por fim, há também algumas lojas tradicionais de venda a granel que terão o maior prazer em ajudá-lo a evitar o plástico embalando sempre que possível nas tradicionais bolsas de papel (7)! Por vezes acabo por conseguir arranjar algumas e faço-me acompanhar dessas opções “just in case”.

Aqui estão portanto mais 7 opções “zero plástico” para ir às compras e evitar o plástico que podemos facilmente dispensar ao chegar a casa! Até agora já consegui implementar 29 das 52 duas experiências sem plástico a que me propus durante este ano!

My demand against plastic at home still has a long way to go. This time, I decided to “attack” my groceries shopping process. It was an adventure when I realize that a large percentage of the purchases we make come packaged in plastic and that I wouldn’t be able to get rid of it for good! This is something we have to adjust so we don’t get obsessed with things and frustrated with results. A middle ground and a good judgment seem to be the most suitable options for implementing a more sustainable experience that is viable in our daily lives.
I already used the reusable shopping bags at the supermarket for major purchases. With the changes that I have been implementing in the bathroom, there was clearly a part of the supermarket that I almost don’t visit anymore: the hygiene and cosmetic area. It is true that I have not yet made all the changes I can still make at this level, but most of the time I do not have to go to this area. That leaves me with some detergents (something I want to change in the future as well), napkins and toilet paper (I still have paper napkins for lunch at work) and dry/packaged food, since for fresh fruits and vegetables I have avoided buying on large supermarkets (food is always from foreign countries, last very shortly and, can you tell me where you can find bananas from Madeira unpacked?!). There, in the supermarket, I continue to use my reusable shopping bags and inevitably buy some plastic-wrapped products that I send for recycling: rice, crackers packages, etc. But the rest of my routine has completely changed…
For fresh (or even dried) food, I have chosen to buy in bulk at local and organic (locally produced) markets. And suddenly the shopping routine is much more interesting and just seems part of my weekend walk. We are getting to know new people, with the same interests, trying new foods and being more aware of what we like, what we eat and what we buy! To do this, I have a number of “zero plastic” shopping options:

Basket (1) and a cloth bag (2). The basket works best when I want to bring some fragile foods that I want to distribute better in space so that they doin’t get bad. The bag works well if I want to avoid having my hands busy. I usually don’t choose: I leave the bag in the basket and opt before leaving the house considering the things I must buy!

Then, for vegetables and fruit that need packing (not a pumpkin or bananas, for example, that do not need more packaging than their protective skin) I have the famous net bags (3) with me. I thought of making them myself but I had a hard time finding a net that wasn’t made of synthetic material. For this reason I chose to buy these cotton net bags in 3 sizes.

As an option, and for foods like lentils, chickpeas or seeds, I carry with me the bags I made by hand (4) from reusing men’s shirts.

And sometimes I even choose to take some jars (5) with me: for small seeds or fresh herbs that I avoid “crushing” inside my bascket.

For the bread, I went back to the traditional portuguese “taleigo” (6), which I made myself and I promise to write about soon!

Lastly, there are also some traditional bulk selling stores that will be happy to help you avoiding plastic packaging whenever possible and use the traditional paper bags (7)! Sometimes I manage to get some and I have them in the bascket “just in case”.

So here are 7 more “zero plastic” options to go shopping and avoid the plastic tide when you get home! So far, I already managed to make 29 of the 52 zero plastic experiments I commited to during this year!

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The vulnerability of my Nature Journal

(scroll for the English version)

 

Devem estar a perguntar-se onde é que eu parei para partilhar convosco o resultado final do meu Nature Journal?
Ora bem, eu parei de o partilhar em Outubro mas não desisti dele: as 52 semanas de Nature Journal foram feitas até ao fim. Mas, a certa altura, este tornou-se um assunto um pouco “emocional” para mim, um projeto que eu quis proteger debaixo da minha asa. E com isso acabei por não partilhar o maravilhoso resultado convosco. Não merecem! 99% de vocês não merecem que eu desista de partilhar. Pelo contrário, merecem antes que eu partilhe tudo até ao fim porque vocês fazem parte da minha motivação para continuar: post após post… palavra após palavra.

 

Porém, a certa altura houve um receio em partilhar. Nem todos usam os conteúdos que expomos cá fora da mesma forma. Os desafios de escrever um blog são imensos sobretudo quando partilhamos algo que amamos fazer do fundo do coração. Eu tenho tendência para ver os outros como iguais, que é uma forma muito pouco realista de ver a vida. Há pessoas que nos incentivam e nos desejam o melhor, assim como há quem não seja capaz de respeitar essas forças: os copycats e os trolls são uma constante na internet e já existe um número infindável de conteúdos (mais ou menos intensos) acerca deste assunto. Escrever acerca deste assunto poderia tornar-se um post deprimente sobre um assunto real e motivado por um projecto belíssimo! Eu decidi escrever sobre o assunto porque o que me inibiu não se tratou nem de um copycat (pelo menos não na sua versão virtual) ou de um troll (pelo menos não na sua versão virtual…). Foi muito mais próximo do que isso… E é muito mais difícil quando se trata de alguém que conhecemos e que tenta a todo o custo, a qualquer custo, substituir-nos na vida das nossas pessoas, nas que ocupam o nosso coração, naquilo que fazemos e generosamente partilhamos. A mensagem a reter era “obrigada por partilhares, agora que eu já sei como fazer, nós já não precisamos de ti”. Foi como morder a maçã no jardim do Éden. Eu percebi que estava despida por ter dado tanto de mim e me estarem a decepar as pequenas flores que eu semeara no meu jardim, quando elas podiam estar aqui, para todos as apreciarem. Nunca mais comprei flores. Esta experiência deixou-me perplexa perante tantos de vocês que, muitos sem sequer me conhecer, me dão um apoio positivo tão significativo. Fiquei a conhecer um pouco do mal.

 

Por vezes, alguma distância é absolutamente indispensável e o que eu senti a certa altura era que precisava que, entre todos os projectos do blog, pelo menos um que fosse meu. Só meu, que eu pudesse ter no meu seio, que me cobrisse, que me vestisse de mim. E perante a realidade de eu estar a partilhar tudo, a ideia de “proteger” aquele projeto que me era mais querido foi a solução menos má. Por isso eu decidi guardar para mim o meu Nature Journal.

 

Muito tempo mais tarde, a clareza evidenciou-se no meu caminho, a distância fez-se valer, e eu já envergava um vestido fresco com padrão de flores. Sei que fui a única a aprender com a situação, porque a distância é uma ferramenta que não serve quando ser egoísta é uma marca de caracter, mas foi o suficiente para eu perceber que a este 1% de seguidores eu tenho de dar o valor que foi dado à minha generosidade. Nenhum. Por esse motivo resolvi que queria mostrar-vos o meu Nature Journal completo e terminado. Este foi um projeto com muito poder sobre mim: resiliência, diligência, sensibilidade e aprendizagem. Que enalteceu o meu respeito pela natureza, pela vida sob qualquer forma, a minha vital capacidade de contemplar e aprender, de criar, com as minhas próprias mãos o que mais ninguém conseguirá fazer por mim. Porque eu sou única no mundo. Obrigada aos que me seguem por bons motivos: aos que me embalam na mesma canção. Para os restantes não tenho nada para oferecer.

 

Abaixo podem encontrar o meu Nature Journal de 2018, com uma página por semana revelando o melhor dos meus dias, apesar de tudo o que passou.

 

You must be wondering when did I stop to share with you my 2018 Nature Journal?
Well, I stopped sharing it in October but did not give up on it: all the 52 weeks of the Nature Journal were done until the end. But at one point, this somehow became an “emotional” subject for me, a project that I wanted to protect under my warm wing. And with that I did not share the wonderful result with you. Well, you do not deserve this! 99% of you do not deserve that I just o give up on sharing. On the contrary, you deserve that I share everything until the end because you are part of my motivation: to continue writing and making, post after post … word after word.

 

But at one point there I was afraid of sharing. Not everyone uses the content I expose here in the same way. The challenges of writing a blog are immense especially when we share something we love to do from the bottom of our hearts. I tend to see others as equals, which is a very unrealistic way of seeing life. There are people who encourage us and wish us the best, just as there are those who can not respect these forces: copycats and trolls are a constant on the internet and there are already an endless number of (more or less intense) content about this subject . Writing about this subject could become a depressing post on a real subject and motivated by a gorgeous project! I decided to write about it because what inhibited me was not a copycat (at least not in its virtual version) or a troll (at least not in its virtual version…). It was much closer than that… And it is much more difficult when it comes from someone we know and who tries by all chances, any chances, to replace us in the lives of our people, those who live in our heart, in what we do and generously share. The message to hold was “Thank you for sharing, now that I already know how to do it, we do not need you any more.” This attitude was like biting the apple in the garden of Eden. I realized that I was naked for having given so much of myself. The beautiful small flowers I had sowed in my garden were being gutted off when they could be here for all to enjoy. I never bought flowers again. This experience left me perplexed over so many of you who, many without even knowing me, give me such significant positive support. From that 1% I got to know a bit of evil.

 

Sometimes some distance is absolutely indispensable and what I felt at a certain point was that I needed, among all the blog projects, at least one that was mine. Only mine, that I could have in my lap, to cover me, to dress me. And facing the reality that I was sharing everything, the idea of “protecting” the project that was the dearest to me was the least bad solution. So I decided to save my Nature Journal for myself.

 

A long time later, clarity was back in my path, the distance made its magic and I wasn’t naked again, I was already wearing a fresh dress of flowered pattern. I know I am the only one who learned from the situation, because distance is a tool that is not useful when being selfish is a mark of character, but it was enough at least to me to realize that to this 1% of acquaintances, I have to give them the value that was given to my generosity. None. That is why I decided that I wanted to show you my complete and finished 2018 Nature Journal. This was a project with a lot of power over me: resilience, diligence, sensitivity and learning. That praised my respect for nature, for life in any form, my vital ability to contemplate and learn, to create, with my own hands what no one else can do for me. Because I’m the only one like me in the world. Thank you to those who follow me for good reasons: those who rock me in the same lullaby. For the rest I have nothing to offer.

 

Here is my Nature Journal of 2018, with one page a week revealing the best of my days, despite everything that has gone on.

 

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Happy Earth Day: my low plastic challenge is on track!

(scroll for the English version)

Ainda não percebi como este início de ano passou tão depressa! De repente já estamos em abril, o inverno parece que nos quer para sempre, tal qual herói apaixonado.
E eu, que tinha prometido fazer 22 mudanças zero plástico até ao dia 22 de abril, o dia da terra, comecei a contar pelos dedos para ter a certeza de que estava no bom caminho. Hoje tenho mais 7 swaps para vocês, que desta vez não versam a casa de banho: compreendi que algumas das alterações na casa de banho levam um pouco mais de tempo até que consiga terminar os produtos que ainda tenho. Por isso deixo-vos com swaps para levar na carteira!

Uma coisa que não pode faltar na minha bolsa é um batom de cieiro. E sou capaz de dar conta de um em menos de nada porque os uso muitas vezes ao dia. As minhas escolhas têm ido para batons em embalagem de metal, em vez dos tradicionais sticks. Eu sei que assim tenho de usar o dedo mas por outro lado, tenho conseguido umas cutículas mais hidratadas ao massajar o resto de batom que ficou no dedo!

Outra opção que comecei a praticar foi a de regressar ao lenço de pano. Há quem diga horrores: que é pouco higiénico, que gasta energia nas lavagens, etc! Ora, eu consegui um equilíbrio perfeito: lavo-os junto dos meus discos dês maquilhantes a alta temperatura, junto de outras peças que gosto de “desinfectar”. Não são cómodos para grandes constipações mas não são menos higiénicos do que o lenço de papel já que eu não o utilizo apenas uma vez, e muito práticos para uma assoadela ocasional! Para grandes maleitas, os habituais lenços de papel fazem a sua vez. No equilíbrio, a quantidade de recursos descartáveis é sempre inferior.

A minha garrafa térmica! Ora aqui está uma coisa à qual me apeguei e que já se afirmou como um objecto essencial. É certo que a comprei para transportar bebidas quentes e isso não é opção numa garrafa de plástico. A verdade é que já me servi dela para transportar bebidas frescas também o que a torna uma óptima opção para o verão. Portanto tem sido a minha preferência sobre qualquer garrafa de plástico por aí. Tem um bocal pelo que posso usá-la para servir mas também como garrafa. Se, por exemplo quiser pedir um chá para levar numa cafeteria, a minha termos faz a vez de um copo descartável qualquer, aguenta a bebida por mais tempo e não queima!

O saco de pano! Este swap é dos mais conhecidos mas não podia deixar de o referir. Mais, vejo-me a criar uma coleção muito interessante de sacos de pano aos quais me tenho apegado um pouco. Tenho um feito pela tia Sara, um pela minha querida Ana Seixas e um do museu de história natural de Londres. Ando sempre à procura de um saco especial e até fico vaidosa de andar as compras!

O que também anda sempre comigo é esta colher de viagem! É muito raro comer em locais com talheres descartáveis, mas é um assunto algo inevitável numa viagem. Como ocupa pouco espaço e em alguns casos pode mesmo fazer a vez de um garfo, eu posso assim recusar os talheres de plástico em quase todas as situações.

Pastilha elástica! Quem me conhece sabe que não sou grande fã de pastilha elástica. Mas tenho de reconhecer que por vezes dá jeito para ajudar da digestão ou retirar um sabor da boca. As opções de derivados de petróleo estão então fora de questão. Começam a surgir opções naturais que me convencem, e que são totalmente biodegradáveis.

Creme de mãos! Tal como o batom de cieiro, o creme de Maos é um fiel companheiro. Optei por um com embalagem de metal, de uma marca portuguesa. Encontro muitas alternativas zero plástico para muitas coisas mas aquelas em que tenho tido mais dificuldade são mesmo os cremes corporais, entre eles, os de mãos para trazer na carteira.

Posso dizer que estou muito empenhada nestas mudanças mas acredito que as mudanças graduais são as que fazem mais sentido. Quando penso nestas 22 que já fiz, apercebo-me de que as mais fáceis de manter são aquelas que fazemos gradualmente. Hoje é dia 22 de abril, o dia da Terra e eu ainda tenho mais 30 mudanças para fazer ao longo deste ano. Não me faltam ideias, algumas delas que já comecei a colocar em prática e creio que estou lançada nesta forma mais consciente de tratar os recursos! Feliz dia da Terra!

 

I can’t understand how this year is passing so quickly! Suddenly we are in April, winter seems to want us forever, just like a passionate hero…
And I promised to make 22 zero plastic changes by April 22, the Earth Day. I count using my fingers to make sure I was on track. Today I have 7 more swaps for you and this time, my swaps are not about the bathroom: I understood that some of the changes in the bathroom take a little longer until I can finish the products I still have. So I leave you with swaps to carry in your hand bag!

One thing I can not leave without is a lipstick. And I can go over one in less than nothing because I use it many times a day. Now, my choices are focused on lipsticks in metal packaging instead of the traditional plastic sticks. I know I have to use my finger, but on the other hand, I use the residue of lipstick that stays on my finger to massage my cuticles, which is very handy!

Another option that I started practicing is to use an old fashion cloth handkerchief. There are people who say horrors of these: that it is unhygienic, that it spends energy in the washes, etc! Well, I have achieved a perfect balance: I wash them next to my make up remover discs under high-temperature, along with other pieces that I like to “disinfect”. They are not enough during big colds but they are no less hygienic than the paper tissues! When I get a cold, the usual paper tissues make their appearance . In balance, the amount of disposable resources is always lower.

My thermos bottle! Now here is one thing that I have grasped and which has already been instituted as an essential object. It is true that I bought it to carry hot drinks and this is not an option in a plastic bottle. The truth is that I have already used it to transport fresh drinks, which makes it a great option for summer. So it has been my preference over any plastic bottle out there. It has a mouthpiece so I can use it to serve but also as a bottle. If, for example, you want to order a tea to take in a coffee shop, my thermos replaces the single disposable cup, it holds the drink hot for longer and do not burn my fingers!

The cloth bag! This swap is one of the best known but I could not pass it. Plus, I find myself creating a very interesting collection of cloth bags to which I have attached myself a little. I have one made by my Aunt Sara, one by my dear Ana Seixas and one from the Natural History Museum in London. I’m always looking for a special bag!

What is also in my purse is this travel spoon! It is very rare for me to eat in places with disposable cutlery, but this is a very handy object on a trip. As it takes up little space, I can thus refuse the plastic cutlery in almost all situations.

Chewing gum! Those who know me know that I’m not a big fan of chewing gum. But I have to admit that sometimes it helps with digestion or to get a taste out of the mouth. Oil derivative options are out of the question. Natural options begin to emerge and are totally biodegradable.

Hand cream! Like the lipstick, the hand cream is a faithful companion. I opted for one with metal packaging, from a Portuguese brand. I find many zero plastic alternatives for many things but the ones in which I have had more difficulty are the body creams, among them, the hand cream to bring in my bag.

I can say that I am very committed to these changes but I believe that gradual changes are the ones that make the most sense and that are more likely to stick forever. When I think of these 22 I have already done, I realize that the easiest ones to keep are those we do gradually. Today is April 22, Earth Day and I still have 30 more changes to make throughout this year. I do not lack ideas, some of them I have already started to put into practice and I believe that I am launched in this more conscious way to see the natural resources! Happy Earth Day!!

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Low plastic challenge: eight more swaps!

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Venho novamente escrever sobre o meu desafio de baixo impacto em plástico para 2019! Já vos falei de sete alterações que introduzi nos primeiros meses do ano e venho hoje falar-vos de mais oito!

 

Desodorizante: Aqui está um tema que pode fazer desistir muitos de nós. Não é assim tão fácil encontrar uma alternativa de desodorizante sem plástico, saudável e eficaz. Das duas uma: ou encontramos uma marca que esteja adaptada à nossa pele em embalagem de papel ou cortiça, ou temos de fazer o nosso próprio desodorizante, e mesmo assim não resultar. Há ainda quem use a pedra de alumen, mas claramente esta também não é uma opção para a generalidade. Quem faz esta alteração queixa-se que o período de adaptação não é fácil por isso eu comecei pela primeira solução: procurar uma opção não caseira, com boas revisões mas com embalagem de papel, para ver como resultava. E muito embora os corpos sejam todos muito diferentes eu posso dizer que não há motivo para ter medo. Estou muito muito contente com o meu novo desodorizante: para além de não ter mais do que elementos naturais e não ter alumínio, não deixa resíduos nem qualquer cheiro, a não ser um maravilhoso cheiro a lima. É uma opção mais cara, é certo, mas já provou durar pelo menos o dobro de um desodorizante normal!

 

Desmaquilhante: Confesso que esta opção entrou com timidez antes da minha revolução sem plástico, mas hoje é uma escolha óbvia. Infelizmente tenho de ter alguns cuidados na utilização de sabões ou agentes desidratantes na minha pele e muito embora estivesse a usar opções ajustadas ao meu tipo de pele, sentia a pele a ressecar mais do que o confortável. E no que diz respeito à pele, desconfortável nunca é bom. Portanto comecei a usar óleos vegetais como desmaquilhante. Não é, de certo, uma opção para todos os tipos de pele mas é, de longe, o melhor desmaquilhante/agente de limpeza de pele que já utilizei. A grande vantagem é que vem em frasco escuro de vidro que eu posso reutilizar facilmente ou obter um desconto na devolução para compra de uma nova unidade.

 

Discos desmaquilhantes: Eu usava os habituais discos descartáveis de algodão, embalados em plástico mas talvez pela conjugação dos agentes de limpeza e a eficiencia dos próprios discos, acabava por ter de usar dois ou três discos para que a minha pele ficasse mesmo limpa. Comprei alguns discos desmaquilhantes resutilizáveis de algodão orgânico que funcionam 1000 vezes melhor! E mais do que tudo, só preciso de usar um! Lavo-os dentro de um saco de rede junto das toalhas de banho, a uma temnperatura mais alta que retira todos os vestígios de sujidade. Para já só tenho os suficientes para uma semana porque tenho a certeza de que vou, como sempre, aventurar-me a fazer os meus!

 

Tónico: Por causa do meu tipo de pele, o uso de agua termal é quase um imperativo. Acreditem ou não mas para mim é o melhor tónico! Contudo, na tentativa de substituir este produto por um tónico de embalagem sem elementos de plástico redescubri a água de rosas do tempo das nossas avós. Mais uma vez vem em embalagem de vidro que já posso reutulizar ou devolver descontando a tara na próxima compra.

 

Hidratante: Contra os conselhos dos dermatologiastas que preferem os produtos oil free, estou progressivamente a substituir os cremes hidratantes por óleos vegetais. É uma opção polémica, muito polémica. E para já ainda estou a euilibrá-la com o meu hidratante habitual já que tem propriedades especificas para as caracteristicas da minha pele e às quais ainda não posso fugir completamente. A verdade é que, mais uma vez, consegui diminuir as embalagens de plástico (apesar de não ter abolido o meu creme hidratante totalmente, uso-o em muito menor quantidade) e devolver o frasco de vidro vazio como tara, para ser reutilizado.

 

Shampoo seco: Ora aqui está algo que eu não usava de todo e passei a usar! O balanço, contudo é positivo: continua a haver uma menor quantidade de produts na minha gaveta do que antes. Contudo, esta introdução tem motivações ambientais que vão para além da diminuição do plástico, a diminuição da água dos banhos. O shampoo seco permitiu-me espaçar as lavagens do cabelo já que a produção de gorduras naturais está muito associada aos habtos: quanto mais a retiramos, mais a estimulamos. Por isso, no decurso de alguns meses eu consegui espaçar as lavagens com a ajuda de um shampoo seco que eu fiz em casa, num frasco de vidro, usando ingredientes naturais.

 

Pasta de dentes: Eu já não estava contente com as pastas de dentes há algum tempo. Muito menos com as branqueadoras que incluiam microesféras de plástico. E mesmo quando experimentava dentríficos especializados, ficava bastante desiludida. Não acredito que seja só eu a achar que as pastas de dentes são doces, deixam resíduos na boca e que têm um efeito a curto prazo. Nesta aventura de procurar uma opção sem plástico aventurei-me na pasta dentífrica couto que, além de vir em embalagem de metal (que é biodegradável e altamente reutilizável) também é vegan e deixa a boca devidamente limpa sem fazer uma quantidade de espuma exagerada (o que nas pastas de dentes normais é um agente enganador e altamente prejudicial à saude). Melhor ainda é que a compro a menos de metade do preço de uma qualquer opção em embalagem de plástico! Há quem diga que o bicarbonato de sódio pode ser bastante abrasivo para os dentes mas eu sinto que agora não preciso de uma escovagem tão profunda e acho que um enxaguar cuidado retira qualquer resíduo que tenha tendência a actuar por demasiado tempo. Conciendência ou não, estou com menos sensibilidade do que antes. Não sinto que seja a minha opção final já que existem uma série de opções mais orgânicas e até feitas em casa que eu quero muito experimentar!

 

Escova de dentes: Não podia deixar de falar das famosas escovas de dentes de bamboo. Confesso: resisti em introduzí-las porque não fazia muito sentido para mim ter uma escova de dentes em madeira com cerdas de plástico e que constituíam microplásticos primários! Até que encontrei finalemente opções ao mesmo preço com cerdas biodegradáveis. São escovas caras, é certo. Custa um bocado dar este valor porque elas não duram mais do que as escovas de dentes comuns. Mas meu pensamento voltou-se então para o valor das restantes opções em que estou a poupar. No balanço final, mesmo com as escovas de bamboo, não gasto mais com estas opções. Penso que é assim a forma correcta de pensar: no “bolo” final em prol da coerência.

 

Em conjunto com os sete swaps que já tinha introduzido antes, até hoje já consegui introduzir 15 opções sem plástico no meu desagio de 52! A bom caminho para conseguir 22 até ao dia 22 de Abril, o maior dia de todos, o dia da Terra!

 

 

I am writing again about my low impact plastic challenge for 2019! I have already told you about seven swaps that I introduced in the first months of the year and I am now writing about eight new swaps today!

 

Deodorant: Here is a theme that can make anyone giving up to the challenge. It is not so easy to find an alternative deodorant that uses no plastic, that is healthy and effective. Either we find a brand that is adapted to our skin in paper or cork packaging, or we have to make our own deodorant, and it still may not work. There are still those who use the alumen stone, but clearly this is not an option for all of us. Whoever makes this swap complains that the adaptation period is not easy so I started with the first solution: look for a non-homemade option, with good reviews but with paper packaging, to see how it turned out. And although our bodies are all very different, I can say that there is no reason to be afraid. I am very very happy with my new deodorant: besides not having more than natural elements and not having aluminum, it leaves no residue or any bad smell, just a wonderful smell of lime (which was the smell I chose to buy). It’s a more expensive option, that’s for sure, but it’s already proven to last at least twice as much as a normal deodorant!

 

Make-up remover: I confess that this option came shy and way before my revolution without plastic, but today is an obvious choice. Unfortunately I have to be careful about using soaps or dehydrating agents on my skin and even though I was using options that fit my skin type, I felt my skin getting dry and uncomfortable. And as far as our skin is concerned, uncomfortable is never good. So I started using vegetable oils as a make-up remover. It is certainly not an option for all skin types but it is by far the best make-up/ cleansing agent I have ever used. The great advantage is that oils comes in a dark glass bottle which I can easily reuse or get a discount on the return for my next purchase.

 

Cleansing cotton rounds: I used the usual disposable cotton rounds, packaged in plastic but, perhaps because of the combination of the cleaning agents and the efficiency of the round itself, I ended up using two or three rounds to clean my skin. I bought some organic cotton re-usable make-up disks that work 1000 times better! And most of all, I just need to use one! I wash them in a mesh bag next to the bath towels, at a higher temperature that removes all traces of dirt. For now I only have enough for a week because I am sure that I will, as always, do my own cotton rounds!

 

Tonic: Because of my skin type, the use of thermal water or a tonic is almost imperative. Believe it or not but for me, thermal water is the best tonic! However, in trying to replace this product with a tonic without plastic packaging, I rediscovered the rose water of our grandmothers’ age. Again it comes in glass packaging that I can reuse or return.

 

Moisturizing: Against the advice of dermatologists who prefer oil-free products, I am progressively replacing moisturizing creams with vegetable oils, non comedogenic oils, for sure. It is a controversial option, very controversial. And for now I’m balancing it with my usual moisturizer since it has specific treatment properties that I still can not let it go yet, non until I understand which oil is the best for my reactive and hypersensitive skin. The truth is that, once again, I managed to reduce the plastic packaging (although I did not completely abolish my moisturizing cream, I use it in a much smaller quantity) and I do return the empty glass bottle to be reused.

 

Dry shampoo: Now here’s something that is not s swap: I did not use at all and now I start using it! The balance, however, is positive: there are still fewer products in my drawer than before. However, this choice has environmental motivations that go beyond the plastic downsizing: the decrease of water use. The dry shampoo allowed me to space the hair washes. Actually the production of natural hair oils is very associated with the habits: the more we remove it, the more we stimulate it. So in the course of a few months I was able to space the washes with the help of a dry shampoo I made at home in a glass jar using natural ingredients I found on my pantry. No purchases, no plastic containers.

 

Toothpaste: I was not happy with any toothpaste for some time now. Specially with the ones that include plastic microspheres (who invented that?). And even when I experimented with specialized toothpastes, I was quite disappointed. I know I am not the only one thinking that toothpaste is to sweet, leaves residue in the mouth and has a short-term effect. In this adventure of looking for an option without plastic I ventured into a Portuguese ancient toothpaste which, in addition to coming in metal packaging (which is biodegradable and highly recyclable), is also vegan and leaves the mouth properly cleaned without making an exaggerated amount of foam, which in a “normal” toothpaste is a deceptive and highly harmful agent). In addition I buy it at less than half the price of any specialized plastic packaging toothpaste! It does contain backing soda and there are those who say that baking soda can be quite abrasive but I feel like I do not need such deep brushing now and I think a careful rinse removes any residue that has a tendency to act for too long. Coincidence or not, I’m much less sensitive than before. However, I do not feel this is my final choice as there are a lot of more organic and even home-made options that I really want to try!

 

Toothbrush: I could not end this post without talking about the famous bamboo toothbrushes. I confess: I resisted introducing them because it did not make much sense for me to have a wooden toothbrush with plastic bristles and that constitute primary microplastics! Until I finally found options at the same price with biodegradable bristles I didn’t make the swap. They’re expensive brushes, that’s for sure. They cost a bit and it’s hard to pay a high price for it since they last no more than ordinary toothbrushes. But my thoughts then turned to the price of the other options in which I’m saving. In the end, as a whole, even with the bamboo brushes, I do not spend more with these options. I think that is the way to think.

 

Together with the seven swaps I had introduced before, I have already been able to introduce 15 options without plastic in my challenge of 52 at the end of 2019! I think I am on the right trail to get 22 swaps until April 22, the biggest day of all, the Earth Day!

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