Suzy the reindeer

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Vinda do Norte

 

 A Suzy nasceu das minhas mãos para fazer companhia a mais uma pequena princesa que vai ser minha afilhada!

 

Qual cinderela, a Suzy é uma sonhadora que se anima sempre com as coisas simples do dia-a-dia e vê no mundo um lugar cheio de promessas de aventuras. Adora inventar canções e sair nas suas brincadeiras imaginárias por entre os bosques boreais da Suécia e da Finlândia!

 

Mas não se deixem enganar pela sua aparência frágil e delicada. Seguindo a tradição nórdica, Suzy é uma cantora ambiciosa que sonha em ganhar o festival da Eurovisão com um tema sobre as mudanças climáticas que colocam em causa a sobrevivência da sua espécie. Uma ambientalista sensível que pretende elevar as artes como forma de tocar os corações dos homens para mudanças de estilo de vida que os aproximem novamente da natureza. É a amiga ideal para a pequena princesa D. que nascerá num mundo sedento de se encontrar com a sua grande família: toda a Biodiversidade!

 

From the North

 

Suzy was born from my hands to be a friend of another little princess and I am going to be her godmother!

 

As a proud cinderella, Suzy is a dreamer who is always excited about the simple things of everyday life and sees the world as a place full of promising adventures. She loves to create new songs and go out in her imaginary stories through the boreal woods of Sweden and Finland!

 

But do not be fooled by its fragile and delicate appearance. Following the Nordic tradition, Suzy is an ambitious singer who dreams of winning the Eurovision festival with a theme about climate change that threatens her species survival. A sensitive environmentalist, she wants to elevate the arts as a way of touching men’s hearts for lifestyle changes that bring them back to nature. She is the ideal friend for the little princess D. who will be born in a world thirsty to meet her big family: the whole Biodiversity!
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Nut advent calendar!

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Este ano o meu calendário de advento vai ser sobre consumo. Ao contrário dos últimos anos em que os meus calendários tinham como objectivo construir algo, este ano, o meu objectivo principal é lembrar para o consumo inteligente e à mudança de hábitos. Ainda tenho algumas alterações zero plástico para partilhar convosco até ao fim do ano ou mesmo no início de 2020, mas não queria deixar de dar prioridade ao tempo de Natal: esta época em que o consumismo é, acima de tudo desmesurado e, por vezes, contra producente na aquisição de um estilo de vida saudável e sustentável. Por mais alterações que façamos, acabamos por ceder sempre a escolhas socialmente impostas e globalmente partilhadas. Por isso, este ano, o meu calendário de advento é apenas um conjunto de nozes! Decorei-as com fita de algodão e etiquetas pintadas a aguarela de forma a motivar-me a abrir, dia após dia, aquele fruto que já nos passa despercebido. O objectivo é relembrar-me sobre os verdadeiros frutos da época aqui, em Portugal, e para uma alimentação mais intuitiva e inteligente. A cada dia como uma noz recordando o que a natureza me dá no tempo de Inverno, assim, protegida entre um par de escudos resistentes, e a importância que estes frutos têm na regulação dos nutrientes do nosso organismo durante o tempo de frio: época em que a nossa pele é muito agredida pelo vento, pelo frio e tempo seco e no qual a introdução de gorduras saudáveis na alimentação é crucial. Apesar da sua simplicidade, acho que é o calendário de advento mais sincronizado com a natureza que fiz até hoje e tem-me feito pensar muito na questão da alimentação para a saúde, um assunto a que espero dedicar-me no próximo ano, uma noz de cada vez.

 

DICA: as cascas de noz são excelentes acendalhas e mantêm os caracóis longe da horta!

 

This year my advent calendar will be about consumption. Unlike the previous years, when my calendars aimed to build something, this year my main goal is to think about smart consumption and changing habits. I still have some zero plastic swaps to share with you by the end of the year or even at the early weeks of 2020, but I wanted to give priority to this Christmas time: this is the time when consumerism is the most unreasonable and sometimes counterproductive in achieving a healthy and sustainable lifestyle. No matter how many changes we make, we always yield to socially imposed and globally shared choices. It’s very hard! So this year, my advent calendar is just a bowl of nuts! I decorated them with a cotton ribbon and watercolor-painted labels to motivate me to open, day after day, that fruit that sometimes goes unnoticed by the daily use. The aim is to remind me of the winter seasonal fruits here in Portugal, and of a more intuitive and intelligent diet. Every day I eat a nut remembering what nature gives me during winter time, like this: protected between a pair of hardy shields. Them I also think about the pertinence of having this fruits to regulate the nutrients of my body during cold weather: this season in which our skin is beaten by wind, cold and dry weather and when the introduction of healthy fats into our diet is so crucial. Despite its simplicity, I think it is the most synchronized advent calendar with nature that I have done to date and it got me thinking a lot about eating healthy, a subject I hope to focus on next year, a nut at a time.

 

PRO TIP: nutshells are awesome firelighters and keep snails away from the veg garden!
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Lundi: the icelandic puffin

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Lundi, é um papagaio-do-mar islandês e um valente marinheiro de alto mar! Nasceu nas arestas rochosas do sul da Islândia onde ainda passa as suas férias entre abril e agosto junto da sua grande família. Durante o resto do ano, Lundi e os seus companheiros viajam em alto mar, junto a navios de carga, percorrendo o norte do oceano atlântico! Lundi adora ver os sopros das Baleias-de-bossa e tornou-se amigo de uma Baleia-de-Minke (também conhecidas como baleias-anãs) que vive perto das ilhas Faroé. O seu avô tornou-se famoso ao figurar os selos de correio islandeses nos anos 80 e viajou um pouco por todo o norte da Europa. Lundi é um viajante entusiasta que aproveita as paragens dos navios entre cargas e descargas para conhecer os grandes portos do atlântico!

 

Lundi, is an Icelandic Puffin and a brave sailor! He was born on the rocky edges of southern Iceland where he still spends his holidays between April and August with his large family. During the rest of the year, Lundi and his companions travel alongside the cargo ships across the northern Atlantic Ocean! Lundi loves watching the blows of the humpback whales and is friends with a Minke whale that lives near the Faroe Islands. His grandfather became famous when he was featured in Icelandic postage stamps in the 1980s and traveled all over northern Europe. Lundi is an enthusiastic traveler and takes advantage of the stops between the big ships’ loading and unloading to know the great harbours of the Atlantic!
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Painting outdoors and “a la prima”

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Pintar ao ar livre e a la prima é algo que todos os aspirantes a pintores sonham em fazer bem. Mas é uma experiência bem diferente de pintar em estúdio com todo o tempo do mundo. E como tal as expectativas devem ser geridas em função da experiência em questão!

Se pintar aguarela ao ar livre é algo mais ou menos descontraído, pintar a óleo poderia ter-se revelado extremamente confuso. Contudo, depois do desafio lançado pelos colegas a minha primeira experiência a la prima, ao ar livre e a óleo foi uma aprendizagem muito relevante.
Não só me permitiu perceber que não é assim tão complicado trazer os materiais, pode ser tão rápido quanto eu quiser e força-me a trabalhar de forma mais espontânea e com uma paleta de cores bem afinada e restrita.

O resultado revelou-se bastante impressionista e depois de chegar a casa percebi que o segredo também passaria por usar pincéis de dimensões diferentes para criar mais efeito optico. Contudo, e porque o objectivo é pintar rápido, trazer telas pequenas em prancheta ou mesmo em papel apropriado para pintura a óleo, torna a técnica mais fácil de trabalhar fora do estudio. Evitar o oleo de linhaça e investir em mais terbentina permite ajustar um pouco os tempos de secagem e as mudanças de luz obrigam-me a ser “eficiente” e “definitiva” com o traço. Foi um exercício que gostaria de repetir novamente e apercebo-me que gostaria de pintar mais vezes no exterior, onde as cores e a luz mudam a todo o momento, desafiando-nos! Claro está que sacar de um pincel e de uma paleta num jardim público ainda é motivo para atrair “público”, algo para que nem todos estamos preparados e a que ainda tenho de me habituar… Por outro lado, é muito provável que, aos poucos, nos cruzemos com uma pequena “tribo” de outros artistas que nos pode motivar, inspirar e encorajar!

Painting outdoors and “a la prima” is something every aspiring painter dreams of. But it’s a very different experience from the studio painting where we have all the time in the world to work on a piece. Because of this, expectations must be managed based on the experience in question!

If outdoor watercolor painting is thing more or less easy to do, oil painting could have been extremely messy. However, after being challenged by my colleagues, my first “a la prima” experience in the open air and using the oil was a very fulfilling learning experience.
Not only has it allowed me to realize that it is not that complicated to bring your oil painting materials outdoors, painting can also be as fast as I want and forces me to work more spontaneously and with a narrow color palette.

The result turned out to be quite impressionistic and while arriving home I realized that the secret would also be to use brushes of different dimensions to create more optical effects. However, and because the goal is to paint quickly, bringing a small canvases on a clipboard or even a sheet of paper suitable for oil painting, makes the technique easier to work out of the studio. Avoiding flaxseed oil and chosing terbentine allows me to adjust the drying times a little and the light changes forces me to be “efficient” and “determined” with my strokes. It was an exercise I would like to repeat and I realize that I would like to paint more often on the outside: where colors and light change all the time, challenging me! Of course, pulling out a brush and a palette in a public garden is still reason to attract “public”, something that we are not all prepared for and which I still have to get used to… On the other hand, it is very likely that, gradually we come across a small “tribe” of other artists who can motivate, inspire and encourage us!

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