Socks finished: Hermione’s Everyday Socks

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Acho que nunca mais vos dei novidades das minhas primeiras meias feitas à mão!

É um projeto que já tem algum tempo e que fui fazendo, aqui e além, usando o fio um novelo da lã Mondim da Rosa Pomar e o modelo Hermione’s Everyday Socks da Erica Lueder.
Tenho de confessar. Deixei uma meia feita e a outra por fazer durante algum tempo! Por incrível que pareça, a primeira meia deu-me algumas dores de cabeça que, para variar, eu tomava em resolver sozinha. Grande erro, qualquer pessoa precisa de ajuda! Mas muitas vezes é importante dar uma pausa aos projetos para a cabeça aprender (eu acredito que o nosso cérebro continua a assimilar muito depois dos assuntos terem passado pelas nossas mãos). E assim foi: mal peguei na segunda meia, despachei-a em poucos dias. Atenção: eu sou uma tricotadeira lenta, assim como sou uma leitora lenta, embora ávida. Sobretudo porque gosto muito do processo, de degustar, como quem vai comendo um chocolate um quadradinho de cada vez! Por isso os meus projetos de tricô são saboreados.
Aproveitei os últimos dias para rematar, esticá-las e fotografá-las para vocês. Hoje venho mostrar-vos o resultado final!

A minha opinião sobre fazer meias é a seguinte. Na prática não, talvez não compense fazer meias. Também não compensa ter uma casa cheia de tralha e, no entanto,… Por isso o veredicto final é o seguinte. Como todas as minhas peças feitas à mão, eu acabo por me sentir muito especial quando as uso. E nunca me senti tão bem com um par de meias! Por isso sim, considero que compensa de vez em quando fazer um ou outro par com o objectivo de ser um par especial. Não muito longe da sua história, estas meias reforçam a minha imaginação e confiança, precisamente o que caracteriza a Hermione que lhes dá o nome. A ter de escolher, esse seria sempre o par de meias que calçaria nos pés.

I don’t think I ever gave you any news of my first handmade socks!

It is a project that has been going on for some time and that I have been doing, here and there, using the a ball of Mondim wool from Rosa Pomar and the Hermione’s Everyday Socks pattern by Erica Lueder.
I have to confess. I left one sock done and the other undone for a while! Incredible as it may seem, the first sock gave me some headaches that, for a change, I took to solve by myself. Huge mistake! Everyone needs some help. But it is often important to take a break from projects sometimes, in order to let our brain to learn (I believe our brain continues to assimilate long after the things actually passed). And so it was: as soon as I picked up the second sock, I done it in a few days. Warning: I am a slow knitter, just as I am a slow (despite avid) reader. Especially because I really like the process, tasting it, like someone eating a chocolate one square at a time! That’s why my knitting projects are savored.
I used the last few days to shoot, do stretch and photograph them for you. Today I show you the result!

My opinion about making socks is as follows. If I am being practical, it may not be worth making socks. But you know, It also doesn’t worth to have a house full of junk, and yet… So the final verdict is that I like all my handmade pieces, I end up feeling very special when I use them. And I never felt so good with a pair of socks! So yes, I think it pays off from time to time to make one special pair of socks. Not far from their history, these socks reinforce my imagination and confidence, precisely what characterizes Hermione’s personality and who gives the socks their name. In the end if I have to choose, that would always be the pair of socks you would wear on myfeet.

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Painting outdoors and “a la prima”

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Pintar ao ar livre e a la prima é algo que todos os aspirantes a pintores sonham em fazer bem. Mas é uma experiência bem diferente de pintar em estúdio com todo o tempo do mundo. E como tal as expectativas devem ser geridas em função da experiência em questão!

Se pintar aguarela ao ar livre é algo mais ou menos descontraído, pintar a óleo poderia ter-se revelado extremamente confuso. Contudo, depois do desafio lançado pelos colegas a minha primeira experiência a la prima, ao ar livre e a óleo foi uma aprendizagem muito relevante.
Não só me permitiu perceber que não é assim tão complicado trazer os materiais, pode ser tão rápido quanto eu quiser e força-me a trabalhar de forma mais espontânea e com uma paleta de cores bem afinada e restrita.

O resultado revelou-se bastante impressionista e depois de chegar a casa percebi que o segredo também passaria por usar pincéis de dimensões diferentes para criar mais efeito optico. Contudo, e porque o objectivo é pintar rápido, trazer telas pequenas em prancheta ou mesmo em papel apropriado para pintura a óleo, torna a técnica mais fácil de trabalhar fora do estudio. Evitar o oleo de linhaça e investir em mais terbentina permite ajustar um pouco os tempos de secagem e as mudanças de luz obrigam-me a ser “eficiente” e “definitiva” com o traço. Foi um exercício que gostaria de repetir novamente e apercebo-me que gostaria de pintar mais vezes no exterior, onde as cores e a luz mudam a todo o momento, desafiando-nos! Claro está que sacar de um pincel e de uma paleta num jardim público ainda é motivo para atrair “público”, algo para que nem todos estamos preparados e a que ainda tenho de me habituar… Por outro lado, é muito provável que, aos poucos, nos cruzemos com uma pequena “tribo” de outros artistas que nos pode motivar, inspirar e encorajar!

Painting outdoors and “a la prima” is something every aspiring painter dreams of. But it’s a very different experience from the studio painting where we have all the time in the world to work on a piece. Because of this, expectations must be managed based on the experience in question!

If outdoor watercolor painting is thing more or less easy to do, oil painting could have been extremely messy. However, after being challenged by my colleagues, my first “a la prima” experience in the open air and using the oil was a very fulfilling learning experience.
Not only has it allowed me to realize that it is not that complicated to bring your oil painting materials outdoors, painting can also be as fast as I want and forces me to work more spontaneously and with a narrow color palette.

The result turned out to be quite impressionistic and while arriving home I realized that the secret would also be to use brushes of different dimensions to create more optical effects. However, and because the goal is to paint quickly, bringing a small canvases on a clipboard or even a sheet of paper suitable for oil painting, makes the technique easier to work out of the studio. Avoiding flaxseed oil and chosing terbentine allows me to adjust the drying times a little and the light changes forces me to be “efficient” and “determined” with my strokes. It was an exercise I would like to repeat and I realize that I would like to paint more often on the outside: where colors and light change all the time, challenging me! Of course, pulling out a brush and a palette in a public garden is still reason to attract “public”, something that we are not all prepared for and which I still have to get used to… On the other hand, it is very likely that, gradually we come across a small “tribe” of other artists who can motivate, inspire and encourage us!

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Music literacy is also a DIY adventure

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Um dos compromissos de “ano novo” que fiz para este e os próximos anos foi tornar-me musicalmente mais culta no que diz respeito à música Pop. Desde que tenho memória que fui habituada a ouvir sobretudo música erudita e, quando às 8h00 chegava à escolinha, já tinha provavelmente ouvido o primeiro ato de um ballet qualquer, meia dúzida de corais de Bach ou três andamentos de uma sinfonia de Beethoven. Não me estou a queixar, foi a minha experiência musical. Obrigada pai! E mais rapidamente sou capaz de identificar os meus compositores favoritos do que escolher uma banda ou cantor pop. Contudo, com um aficionado por música em casa (que me ganha tanto na música pop, rock ou mesmo erudita!) senti que gostava de aprender mais acerca dos estilos musicais que andam por aí, sabendo definir melhor aqueles que eu prefiro e que gosto de partilhar. Não conheço nada de nada!
Por isso embarquei na grande aventura de ouvir toda a lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone. Está claro que depois destes meses todos não estou nem perto de terminar! Nada disso. Orgulho-me contudo de já ter ouvido os 100 primeiros (500-400), alguns que repeti e de cujos autores fui saber mais.

Foi a primeira vez que ouvi The White Stripes e que compreendi que Kiss não é hardcore apesar das capas dos álbuns. Recordei dois albuns de Pearl Jam que não ouvia desde os meus 18 anos e outros quantos de Coldplay e da fabulosa Amy Winehouse.
Foi a primeira vez que ouvi um album completo da Cyndi Lauper, Manu Chao, Elvis Costello, George Michael, Bruce Springsteen, Elton John ou dos inconfundíveis R.E.M ou Dire Straits. Foi quando percebi que “Killing Me Softly With His Song” era dos Fugees (Yeah, shame on me…!).
Ouvi coisas de Police que não diria que eram Police (e fiquei a saber que nem todas são cantadas pelo Sting) e um U2 desconhecido para mim! Confirmo que Def Leppard e PJ Harvey não são a minha onda e que Nirvana tem dias que sim, tem dias que não… Reconheci que o meu Beatle favorito é o George Harrison, sem dúvida. Percebi que gosto de Eric Clapton e The Doors mas que não sou grande fã de Bob Dylan.

Agora tenho 400 álbuns pela frente e ainda muito para aprender! Estou a adorar o meu desafio pessoal.

One of “New Year” commitments I made for this and the next few years was to become more musically cultured with regard to pop/rock music. Since I have a memory I was used to listening mostly to classical music. And by 8:00 am while my father was driving me to school I had probably already heard the first act of a ballet, half a dozen Bach choirs, or three movements of a Beethoven symphony. I’m not complaining, it was my musical experience,, that’s it. Thanks Dad! I can identify my favorite clasic compositors more quickly than choose a band or pop singer. However, with a music aficionado at home (who beats me in pop, rock but also in classical music!) I felt like I wanted to learn more about the music styles out there, knowing better the ones I prefer and that I like to share. I feel I don’t know anything at all!
So I embarked on the huge adventure of listening to Rolling Stone’s list of the 500 best albums of all time. Of course, after all these months, I’m not even close to finishing! Not at all. However, I am proud to have heard the first 100 albums (500-400), some of which I repeated and whose authors I learned more about.

It was the first time I heard The White Stripes and realized that Kiss is not that hardcore despite their album covers. I remembered two albums from Pearl Jam that I haven’t listened to since I was 18 years old and others from Coldplay and the fabulous Amy Winehouse.
It was the first time I heard a full album of Cyndi Lauper, Manu Chao, Elvis Costello, George Michael, Bruce Springsteen, Elton John or the unmistakable R.E.M. or the Dire Straits. That’s also when I realized that “Killing Me Softly With His Song” was a song from the Fugees (Yeah, shame on me …!).
I heard things from Police that I wouldn’t say were Police (and not all of them are sung by Sting) and an very unknown U2 to me! I confirm that Def Leppard and PJ Harvey are not my thing and that Nirvana some days is, some days is not … I recognized that my favorite Beatle is George Harrison, no doubt. I realized I like Eric Clapton and The Doors but I’m not a big fan of Bob Dylan.

Now I have 400 albums ahead and still a lot to learn! I am loving this personal challenge.

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Zero plastic shopping swaps


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A minha demanda contra o plástico em casa ainda tem muito por onde caminhar. Desta vez, decidi “atacar” o meu processo de compras. Foi uma aventura compreender que, uma percentagem grande de compras que fazemos vem embalada em plástico e que não me ia conseguir livrar dele definitivamente. É um aspecto a que temos de nos ajustar para não sairmos obcecados com as coisas e frustrados com os resultados. O meio termo e o bom senso parecem ser as opções mais indicadas para implementar uma experiência mais sustentável que seja viável no nosso dia-a-dia.
Eu já usava os sacos reutilizáveis no supermercado para as principais compras. Com as alterações que tenho vindo a implementar na casa de banho, houve, claramente uma parte do supermercado que praticamente deixei de visitar: a zona de higiene e cosmética. É certo que ainda não fiz todas as alterações que ainda posso fazer a este nível, mas, a maior parte das vezes não tenho de me deslocar a esta zona dos supermercados. Sobram-me portanto alguns detergentes (algo que pretendo alterar no futuro também), os guardanapos e papel higiénico (ainda levo guardanapos de papel para o almoço no trabalho) e alimentos secos/em embalagem já que, no caso dos frescos, tenho evitado comprar nas grandes superfícies (quase sempre são vindas de longe, duram muito pouco e alguém me diga onde consegue encontrar banana da Madeira sem vir embalada!). Ali, no supermercado continuo a fazer-me acompanhar dos sacos reutilizáveis e inevitavelmente compro alguns produtos embalados em plástico que, na impossibilidade de reutilizar, acabo por enviar para reciclagem: embalagem de arroz ou pacote de bolachas. Mas o resto da minha rotina alterou-se completamente…
No que diz respeito a produtos alimentares frescos (ou mesmo secos), tenho optado por comprar a granel em mercados locais e biológicos (de produção local). E, de repente, a rotina de ir às compras tem muito mais interesse e parece apenas parte de um passeio. Começamos a conhecer as pessoas e a tentar experimentar novos alimentos e a ser mais conscientes do que gostamos, do que comemos e do que compramos! Para isso faço-me acompanhar de uma série de opções “zero plástico” para ir às compras:

Cesto (1) e um saco de pano (2). O cesto funciona melhor quando quero trazer alguns alimentos mais frágeis e que pretendo distribuir melhor no espaço. O saco funciona bem se quero evitar ter as mãos ocupadas. Geralmente não escolho: deixo o saco dentro do cesto e opto antes de sair de casa!

Depois, para os legumes e fruta que precisem de embalagem (não é o caso de uma abóbora ou das bananas, por exemplo) tenho comigo os famosos sacos de rede (3). Pensei em fazê-los eu mesma mas tive muita dificuldade em encontrar rede que não fosse de material sintético. Por esse motivo optei por comprar estes em algodão em 3 tamanhos.

Como opção, e para alimentos como lentilhas, grão de bico ou sementes, levo comigo os sacos que fiz à mão (4) a partir da reutilização de camisas de homem.

E em algumas ocasiões opto mesmo por levar alguns frascos (5) comigo: para sementes pequenas ou ervas frescas que evito “esmagar”. E para melhorar as coisas, posso entregar frascos que já não uso na minha loja habitual para outros clientes usarem.

Para o pão, voltei a adoptar o tradicional taleigo (6), e prometo mostrar-vos em breve aquele que fiz à mão!

Por fim, há também algumas lojas tradicionais de venda a granel que terão o maior prazer em ajudá-lo a evitar o plástico embalando sempre que possível nas tradicionais bolsas de papel (7)! Por vezes acabo por conseguir arranjar algumas e faço-me acompanhar dessas opções “just in case”.

Aqui estão portanto mais 7 opções “zero plástico” para ir às compras e evitar o plástico que podemos facilmente dispensar ao chegar a casa! Até agora já consegui implementar 29 das 52 duas experiências sem plástico a que me propus durante este ano!

My demand against plastic at home still has a long way to go. This time, I decided to “attack” my groceries shopping process. It was an adventure when I realize that a large percentage of the purchases we make come packaged in plastic and that I wouldn’t be able to get rid of it for good! This is something we have to adjust so we don’t get obsessed with things and frustrated with results. A middle ground and a good judgment seem to be the most suitable options for implementing a more sustainable experience that is viable in our daily lives.
I already used the reusable shopping bags at the supermarket for major purchases. With the changes that I have been implementing in the bathroom, there was clearly a part of the supermarket that I almost don’t visit anymore: the hygiene and cosmetic area. It is true that I have not yet made all the changes I can still make at this level, but most of the time I do not have to go to this area. That leaves me with some detergents (something I want to change in the future as well), napkins and toilet paper (I still have paper napkins for lunch at work) and dry/packaged food, since for fresh fruits and vegetables I have avoided buying on large supermarkets (food is always from foreign countries, last very shortly and, can you tell me where you can find bananas from Madeira unpacked?!). There, in the supermarket, I continue to use my reusable shopping bags and inevitably buy some plastic-wrapped products that I send for recycling: rice, crackers packages, etc. But the rest of my routine has completely changed…
For fresh (or even dried) food, I have chosen to buy in bulk at local and organic (locally produced) markets. And suddenly the shopping routine is much more interesting and just seems part of my weekend walk. We are getting to know new people, with the same interests, trying new foods and being more aware of what we like, what we eat and what we buy! To do this, I have a number of “zero plastic” shopping options:

Basket (1) and a cloth bag (2). The basket works best when I want to bring some fragile foods that I want to distribute better in space so that they doin’t get bad. The bag works well if I want to avoid having my hands busy. I usually don’t choose: I leave the bag in the basket and opt before leaving the house considering the things I must buy!

Then, for vegetables and fruit that need packing (not a pumpkin or bananas, for example, that do not need more packaging than their protective skin) I have the famous net bags (3) with me. I thought of making them myself but I had a hard time finding a net that wasn’t made of synthetic material. For this reason I chose to buy these cotton net bags in 3 sizes.

As an option, and for foods like lentils, chickpeas or seeds, I carry with me the bags I made by hand (4) from reusing men’s shirts.

And sometimes I even choose to take some jars (5) with me: for small seeds or fresh herbs that I avoid “crushing” inside my bascket.

For the bread, I went back to the traditional portuguese “taleigo” (6), which I made myself and I promise to write about soon!

Lastly, there are also some traditional bulk selling stores that will be happy to help you avoiding plastic packaging whenever possible and use the traditional paper bags (7)! Sometimes I manage to get some and I have them in the bascket “just in case”.

So here are 7 more “zero plastic” options to go shopping and avoid the plastic tide when you get home! So far, I already managed to make 29 of the 52 zero plastic experiments I commited to during this year!

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