Pastel colors rainbows and choices

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O pastel foi uma técnica que não abordamos no curso de pintura. Tive pena porque sinto que ainda tenho muito que aprender com esta técnica. O mais difícil para mim é, ao contrário do que se poderia esperar, trabalhar com uma paleta em vez de fazer as minhas próprias misturas. Não que não seja possível fazê-las até certo ponto mas o resultado nunca é tão bem conseguido como quando temos exactamente a cor que queremos na nossa paleta.

A minha paleta de pastel foi construída há uns anos atrás quando tinha aulas particulares. O objectivo era ter uma paleta abrangente e os temas eram realistas.
Hoje, depois de alguns anos a experimentar-los, descobri que o pastel é uma técnica que eu adoro usar para quadros de crianças. Há um certo encanto, um certo jeito de ilustração, que o material dá às obras. Como se fosse um pó mágico que ora marca, ora se dispersa, tal e qual a nossa visão sobre as histórias que são ilustradas na memória.

A segunda coisa que descobri é que, apesar de eu ter uma paleta generosa, não estou em posição de a terminar. Já dei por mim a pensar: não era bem esta cor, era um pouco mais intensa. Creio que isto revela algum poder de abstração característico da arte: conseguimos imaginar exactamente a cor que queremos e é um pouco frustrante quando não a temos (ou no caso de outras técnicas de mistura-la). Dou por mim a comparar 6 tons de vermelho escarlate que diferem em décimas de manómetro no comprimento de onda. Preciso por vezes de me chamar à razão.

A terceira coisa que descobri é que, por outro lado, com o pastel sinto que tenho de restringir a minha paleta antes de começar a pintar: se por um lado a minha paleta tem de ser diversa, a verdade é que me sinto muito melhor quando escolho e uso, criteriosamente, apenas uma mão cheia de cores. Parece contraditório mas sinceramente tem revelado resultados muito mais interessantes do que quando tenho toda a paleta disponível.

 

Pastel is a technique that we did not address in the painting course last year. I was disappointed because I feel that I still have a lot to learn from this technique. The hardest thing for me is, contrary to what you might expect, working with a palette instead of making my own mixes. Not that it is not possible to make them with pastel at least to a certain extent, but the result is never as well achieved as when we have exactly the color we want in our palette.


My pastel palette was built a few years ago when I had private lessons. The aim was to have a comprehensive palette to address realistic themes.
Today, after a few years of experimenting with them, I discovered that pastel is a technique that I love to use for children’s paintings. There is a certain charm, a certain feel of “illustration”, that the material gives to my works. As if it were a magic powder that both lines, are disperses, just like our view of the stories that are “illustrated” in our memory.


The second thing I discovered is that, although I have a generous palette, I am not in a position to consider it finished. I already found myself thinking: “it isn’t quite this color, I want it a little more intense”. I believe that this reveals some abstraction power that is characteristic of art: we can imagine exactly the color we want and it is a little frustrating when we don’t have it (or mix it). I find myself comparing 6 shades of scarlet red that differ in tenths of a manometer in their wavelength value. I sometimes need to call myself to reason!


The third thing I discovered is that, on the other hand, with the pastel I feel that I have to restrict my palette before I start painting: if on the one hand my general palette has to be diverse, the truth is that I feel much better when I choose and use, judiciously, just a handful of colors in a painting. It seems contradictory but honestly it has revealed much more interesting results than when I have my entire palette available.

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Socks finished: Hermione’s Everyday Socks

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Acho que nunca mais vos dei novidades das minhas primeiras meias feitas à mão!

É um projeto que já tem algum tempo e que fui fazendo, aqui e além, usando o fio um novelo da lã Mondim da Rosa Pomar e o modelo Hermione’s Everyday Socks da Erica Lueder.
Tenho de confessar. Deixei uma meia feita e a outra por fazer durante algum tempo! Por incrível que pareça, a primeira meia deu-me algumas dores de cabeça que, para variar, eu tomava em resolver sozinha. Grande erro, qualquer pessoa precisa de ajuda! Mas muitas vezes é importante dar uma pausa aos projetos para a cabeça aprender (eu acredito que o nosso cérebro continua a assimilar muito depois dos assuntos terem passado pelas nossas mãos). E assim foi: mal peguei na segunda meia, despachei-a em poucos dias. Atenção: eu sou uma tricotadeira lenta, assim como sou uma leitora lenta, embora ávida. Sobretudo porque gosto muito do processo, de degustar, como quem vai comendo um chocolate um quadradinho de cada vez! Por isso os meus projetos de tricô são saboreados.
Aproveitei os últimos dias para rematar, esticá-las e fotografá-las para vocês. Hoje venho mostrar-vos o resultado final!

A minha opinião sobre fazer meias é a seguinte. Na prática não, talvez não compense fazer meias. Também não compensa ter uma casa cheia de tralha e, no entanto,… Por isso o veredicto final é o seguinte. Como todas as minhas peças feitas à mão, eu acabo por me sentir muito especial quando as uso. E nunca me senti tão bem com um par de meias! Por isso sim, considero que compensa de vez em quando fazer um ou outro par com o objectivo de ser um par especial. Não muito longe da sua história, estas meias reforçam a minha imaginação e confiança, precisamente o que caracteriza a Hermione que lhes dá o nome. A ter de escolher, esse seria sempre o par de meias que calçaria nos pés.

I don’t think I ever gave you any news of my first handmade socks!

It is a project that has been going on for some time and that I have been doing, here and there, using the a ball of Mondim wool from Rosa Pomar and the Hermione’s Everyday Socks pattern by Erica Lueder.
I have to confess. I left one sock done and the other undone for a while! Incredible as it may seem, the first sock gave me some headaches that, for a change, I took to solve by myself. Huge mistake! Everyone needs some help. But it is often important to take a break from projects sometimes, in order to let our brain to learn (I believe our brain continues to assimilate long after the things actually passed). And so it was: as soon as I picked up the second sock, I done it in a few days. Warning: I am a slow knitter, just as I am a slow (despite avid) reader. Especially because I really like the process, tasting it, like someone eating a chocolate one square at a time! That’s why my knitting projects are savored.
I used the last few days to shoot, do stretch and photograph them for you. Today I show you the result!

My opinion about making socks is as follows. If I am being practical, it may not be worth making socks. But you know, It also doesn’t worth to have a house full of junk, and yet… So the final verdict is that I like all my handmade pieces, I end up feeling very special when I use them. And I never felt so good with a pair of socks! So yes, I think it pays off from time to time to make one special pair of socks. Not far from their history, these socks reinforce my imagination and confidence, precisely what characterizes Hermione’s personality and who gives the socks their name. In the end if I have to choose, that would always be the pair of socks you would wear on myfeet.

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Stay at home: everything is gonna be okay.

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Decidi escrever este post porque estes são tempos desconcertantes: o estado de emergência devido à pandemia mundial de COVID-19 deu a volta às nossas vidas e cobre a maior parte das nossas preocupações. Ora, aqui eu não vou falar da pandemia, daquilo que podia ter sido feito, dos nossos descuidos como sociedade. Não vou falar das complicações do tele-trabalho, daqueles que ficaram sem trabalho, daqueles que já não aguentam os filhos em casa, dos pais que deixam os filhos loucos, das férias que deixaram de se fazer e os planos que ficaram parados. Não vou falar das corridas estapafúrdias ao supermercado, nem das pessoas que, de forma egotista, ignoram as medidas de contenção. Nem tão pouco vou falar na falta de ética jornalística e deturpação do profissionalismo nesta área. Não vou falar da falta de confiança dos patrões nos seus trabalhadores, não vou falar dos abusos de quem fica em casa, não vou sequer tocar no assunto do futuro da economia… Venho apenas observar as coisas boas, a metade do copo que, apesar de tudo continua cheia.

Hoje acordei com o chilrear das aves mais perto da minha janela do que o habitual. Ouvi-as piar durante mais tempo pela manhã. Os seus cantos parecem-me mais variados e indiciam a sua diversidade. Vi bolinhas de sabão caídas do céu numa tarde de sol. Vi mensagens de vizinhos escritas à mão. Ouvi cantar. Vi pais a correr com filhos adolescentes e uma mãe a tentar andar de skate. Vi um aluno de artes pintar o por-do-sol. Um casal a lanchar junto ao estuário depois de correr. Não ouvi nada, nada, a partir das 20h. Ouvi palmas apenas. Senti o ar mais leve, menos poluído. Ouvi rir. Vi receitas, flores e livros serem partilhados. Senti o leve aroma do pão quente e do bolo de chocolate acabado de sair do forno. Deixei o guarda roupa fechado e abri o armário das lãs, dos tecidos, dos pincéis e aguarelas, destapei a máquina de costura. Remendei uma baínha e acabei projetos antigos. Senti uma enorme vontade de estar lá fora e alguma angústia de saber que esta primavera que começa terá de ser um forçoso prolongamento do tempo de inverno, em casa. Mas lembrei-me que o Inverno tem sido cada vez mais sobre a temperatura e as chuvas do que verdadeiro tempo de recolhimento: não há diferença na nossa sociedade entre os comportamentos de inverno e de verão. Estamos tão trocados como as estações do ano devido às alterações climáticas. Até que nos chega algo, neste caso invisível mas poderoso, que nos obriga a ceder e a incorporar um “inverno” nas nossas vidas predefinidas. Abala tudo é certo mas, se quisermos olhar para ele com verdadeiro significado, deixemos abraçar-nos pela calma que, mais do que a preocupação, nos salva dia após dia. O inverno acabou cá fora mas a nossa natureza humana pede-nos um hibernar mais prolongado para um despertar mais intenso. Vai ficar tudo bem.

I decided to write this post because these are strange times: the state of emergency due to the global pandemic of COVID-19 bounced back our lives and covers most of our concerns. Now, I am not going to talk about the pandemic, about what could have been done, about our carelessness as a society. I am not going to talk about the complications of home-work, of those who lost their job already, of those who can no longer bear their children at home, the parents who drive their children crazy. The canceled holidays and the plans that have been paused. I am not going to talk about the stupid assaults to the supermarket, nor about the people who ignore the contingency measures. I will not mention the lack of journalistic ethics, the misrepresentation and the lack of professionalism in this area. I’m not going to talk about the bosses’ lack of confidence in their workers, I’m not going to talk about the abuses of those who stay at home, I’m not even going to talk about the future of our “beloved” economy… I am just noticing the half of the cup that remains full.

Today I woke up to the birds chirping closer to my window than the usual. I heard them chirp longer in the morning. Its songs seem to me more diverse and indicate the wonder of urban biodiversity. I saw soap bubbles falling from the sky on a sunny afternoon. I saw handwritten messages from neighbors. I heard someone sing. I saw parents running with teenage children and a mother trying to skate. I saw an art student painting the sunset. A couple snacking by the estuary after their running workout. I didn’t hear anything, anything, after 8pm. I heard only people clapping. I felt the air lighter, less polluted. I heard you laugh. I saw recipes, flowers and books being shared. I smelled the light aroma of hot bread and freshly baked chocolate cake. I left the wardrobe closed and opened the drawer were I keep the wool, fabrics, watercolors and brushes and I uncovered my sewing machine. I mended a seam and finished old projects. I felt a great desire to be outside and some sadness to know that the Spring that has just begun will have to be a compelling extension of Winter time, at home. But I remembered that Winter has been more and more about temperature and rain than the actual recollection time: there is no difference in our society between Winter and Summer behaviours. We are as puzzled as the seasons due to the climate change. Until something comes: invisible but powerful. Something that forces us to be as humans as we can be and accept a “winter” in our predefined lives. It shakes everything up, but if we want to look at it with real meaning, let us embrace the calm that, more than worry, saves us day after day. Winter has ended outside, but our human nature calls for a longer hibernation and a more intense awakening. Everything is gonna be okay.

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(Un)plastic cleaning


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Este deve ser o último post acerca das alterações sem plástico que implementei durante 2019. Propus-me a 52 alterações que foram desde a minha casa de banho, à cozinha, às viagens, às compras e até à minha rotina de limpeza.

Esta foi a área em que tive maior dificuldade em escolher boas alternativas que estejam acessíveis localmente. De facto, é uma área controversa: com muito ou pouco plástico, um detergente será sempre um detergente. Contudo, podemos tentar fazer escolhas mais conscientes no que diz respeito não só ao plástico mas também ao ambiente. Tentei várias alternativas: comprar em grande escala, comprar avulso e, aquela que até agora me deixou mais contente (muito embora não acho que seja a escolha perfeita) comprar detergentes ecológicos e biodegradáveis na embalagem mais ecológica possível.

Sabão para cozinha (e casas de banho). A melhor alternativa e com menos impacto ambiental foi investir (e refiro investir porque este produto não é propriamente barato em comparação com as alternativas não ecológicas disponíveis no mercado) em boiões do sabão Dr. Bronners (ou equivalente). No entanto, à parte o preço, este sabão apresentou muitas vantagens: apesar de vir numa embalagem de plástico, não é suposto ser utilizado concentrado. Para um detergente das mãos basta diluir uma colher deste produto numa chávena de água. Mas tem muitas outras utilizações. E para cada possível utilização há uma “receita” ou uma proporção a aplicar. Assim sendo, no fim de contas, apesar do investimento inicial, creio que acaba por ficar tão ou até mais barato do que as alternativas convencionais. A embalagem de plástico tem um tempo de vida maior (porque o produto é concentrado) e é reciclável. Desvantagem: naturalmente a mistura de sabão com a água não torna a textura do detergente cremosa (fica praticamente líquida). Mas eu encontrei a solução ideal: reutilizar um frasco de sabão em espuma, que possui um mecanismo de aerificação que transforma qualquer mistura de água e sabão numa espuma agradável.

Pó para louças de casa de banho. Uma simples quantidade de bicarbonato de sódio salpicado com água, esfregado nas louças de casa de banho é uma solução que tema abrasão suficiente para deixar as superfícies brancas. A grande vantagem é que não há mais químicos envolvidos que prejudiquem a pele, os olhos ou as mucosas nasais. Basta deixar actuar uns 20-30 minutos antes de enxaguar.

Lava tudo. O investimento no Dr Bronners não fica por aqui. Uma diluição semelhante pode ser feita para usar este detergente como lava tudo para superfícies como o balcão da cozinha ou o fogão. E para melhorar a receita podemos acrescentar umas gotas de vinagre (é anti-séptico e dá brilho) e de um óleo essencial à nossa escolha para deixar um aroma agradável sem ser intenso e artificial.

Detergente da louça. A minha luta pelo detergente da louça ainda não terminou. Na verdade acho que só consegui resolver uma parte do problema. Achei inicialmente que poderia usar o sabão Dr Bronners diluído para a louça mas confesso que depende muito: para copos ou chávenas é mais do que suficiente. Mas para tachos, pratos ou frigideiras torna-se insuficiente. Por isso investi num detergente da louça biodegradável e ecológico em embalagem de plástico reciclado e reciclável. Não é, como refiro, uma solução completamente zero plástico mas é a opção que considerei ter melhor equilíbrio entre plástico, eficiência combinados com um detergente ecológico.
A minha luta fica, contudo, pela metade já que ainda não descobri uma solução que me convencesse totalmente no que diz respeito a detergente para máquina de lavar louça! Alguma sugestão?

Limpa vidros. quem limpa vidros a sério sabe que o melhor para lavar os vidros é água quente, sabão e papel. Mais uma vez o Dr. Bronners é uma excelente combinação. É certo que por vezes precisamos sobretudo de lhes tirar as manchas do pano. Para isso basta terminar a limpeza dos vidros com uma mistura de água e sumo de limão (que também dá brilho aos balcões de cozinha).

Detergente da roupa. Eu tinha bastante detergente ainda por usar pelo que esta terá sido das últimas alterações que fiz. Mais uma vez, o equilíbrio com um detergente ecológico foi o aspecto mais determinante para mim. Assim, enquanto terminei o detergente que ainda tinha, fui testando as alternativas possíveis até me deixar convencer. Comprei detergente ecológico em grande quantidade (dividi com o meu irmão para testarmos cada um uma parte) mas não me convenceu: não foi muito eficiente e o aroma era bastante artificial. Testei comprar avulso e não foi a pior opção mas não muito diferente da opção anterior. Penso até que esta será a melhor opção de todas mas as opções locais ainda não são muitas (quase nenhumas) pelo que ainda tem esse inconveniente.

Testei também as nozes de saponária e fiquei agradavelmente surpreendida. Contudo estas também vêm numa embalagem de plástico e funcionam melhor para roupa que não esteja muito suja. Por isso, para já estou a combinar o uso das nozes de saponária com um detergente ecológico com embalagem de quantidade quase nula de plástico da marca Mulieres. Apesar de ficar mais caro, posso dizer que é realmente concentrado: efectivamente não preciso de usar muito e o aroma é natural. Finalmente foi o aroma leve e natural que me convenceu.

Amaciador da roupa. O amaciador da roupa simplesmente desapareceu. E assim deixo de ter embalagens de qualquer tipo. Honestamente acho que a maior parte das pessoas usa o amaciador por causa do aroma que, desde que comecei a usar mais produtos naturais, me começou a incomodar mais (penso que o meu olfato ficou mais sensível). À parte essa questão não me trazia, na verdade, qualquer outra vantagem. A água por cá não é muito dura e quando quero um toque suave nas toalhas de banho, por exemplo, acrescento um pouco de vinagre à gaveta do amaciador. Não, a roupa não fica a cheirar a vinagre e, pode parecer inacreditável, mas fica mais suave do que com qualquer amaciador que tenha utilizado. Por fim, se quiser, posso também acrescentar duas ou três gotas de óleo essencial junto com o vinagre e isso sim, dá aroma à roupa. Mas em geral, não sinto necessidade nenhuma de acrescentar nenhum tipo de amaciador às minhas lavagens. O amaciador é também muito prejudicial para roupa de desporto, para roupa interior e para peças impermeáveis. Além disso é responsável pela maioria das alergias cutâneas associadas a produtos de limpeza. Não vejo vantagem nenhuma, por isso deixei de usar.

Água de engomar. Água de engomar foi uma necessidade inventada. Depois dos aromas dos detergentes, mais os amaciadores, parece que ainda sentimos necessidade de introduzir mais aroma na água usada nos ferros a vapor. Isto só significa que o nosso olfato está esgotado… Nunca fui utilizadora de água com aroma para engomar mas já me foi oferecida e sim, é agradável… não posso sequer dizer que se impregne muito na roupa. Acaba por se libertar no ar porque os compostos são voláteis, sobretudo a altas temperaturas. A minha sugestão para quem usa é juntar uma gota de óleo essencial de alfazema ou rosa à água. O efeito é praticamente o mesmo e é bem mais saudável para o nosso nariz e pulmões.

Esfregar a louça. não queria deixar de dizer que um grande contributo para a poluição dos Oceanos são os esfregões da louça que não são nem biodegradáveis nem recicláveis. Parece que nem sempre nos lembramos disso e, sem saber, muitos de nós até já usam algumas soluções zero plástico que podem alargar. Os esfregões de arame são um exemplo disso assim como os esfregões de fibra de côco ou de cerdas. Quando esta opção não chega há sim opções de esfregões de louça biodegradáveis ou mesmo reutilizáveis.

Fibra de limpeza. os “panos amarelos” foram outra revolução que, tal como os esfregões da louça, não são nem recicláveis nem biodegradáveis. Hoje em dia já é possível encontrar soluções ecológicas e reutilizáveis. Eu ainda tenho um dos velhos panos amarelos em minha posse porque acabo por os lavar vezes sem conta na máquina de lavar roupa e ficam “novos” durante mais tempo. Mas assim que este ficar inutilizável vou optar por uma solução reutilizável. E para uma solução DIY eu tenho algumas toalhas de banho que posso cortar (e até coser um viés colorido) para usar com o mesmo fim!

E acabo este desafio com o total de 52 mudanças zero plástico que mudaram a minha vida, o meu olfacto, a minha pele, as minhas rotinas de limpeza e até o meu ponto de vista sobre o poder das minhas escolhas no ambiente. Mas vou juntar MAIS UMA ALTERNATIVA, uma espécie de bónus, que me incomoda desde que os sacos de supermercado deixaram de ser gratuitos: hoje uso sacos de plástico compostáveis para o lixo regular e só remeto sacos de plástico para a reciclagem evitando ainda assim os de plástico frágil!

This should be my last post about the changes without plastic that I implemented during 2019. I proposed 52 changes that went from my bathroom, to the kitchen, to travel, shopping and even my cleaning routine.

This was the area I found most difficulty in choosing good alternatives that are accessible locally. In fact, cleaning it is a controversial area: with too much or too little plastic, a detergent will always be a detergent. However, we can try to make more conscious choices regarding not only plastic but also the environment. I tried several alternatives: buying on a large scale, buying loose and, the one that until now has made me the most happy (although I don’t think it’s the perfect choice) buying ecological and biodegradable detergents in the most ecological packaging I was able to find.

Kitchen soap (and bathrooms). The best alternative with the least environmental impact was to invest (and I mean investing because this product is not exactly cheap compared to the non-ecological alternatives available on the market) in Dr. Bronners soap (or equivalent). However, apart from the price, this soap has many advantages: although it comes in plastic packaging, it is not supposed to be used as concentrated as it is. For a hand soap, just dilute a spoonful of this product in a cup of water. It has many other uses! And for each possible use there is a “recipe” to apply. So, at the end of the day, despite the initial investment, I think it ends up getting as cheap or even cheaper than conventional alternatives. The plastic packaging has a longer life (because the product is concentrated) and is recyclable. Disadvantage: of course, mixing soap with water does not make the soap creamy (it is practically liquid). But I found the ideal solution: reusing a foaming bottle, which has an aeration mechanism that turns any mixture of water and soap into a pleasant foam.

Powder for bathrooms. A simple amount of baking soda sprinkled with water, rubbed on your sink or bathtub has enough abrasion to make surfaces white. The great advantage is that there are no more chemicals involved that can harm your skin, eyes or nasal membranes. Just let it act for 20-30 minutes before rinsing.

Wash liquid. The investment in Dr Bronners does not applies only to hand soap. A similar dilution can be made to use this detergent as wash liquid for surfaces like the kitchen counter or stove. And to improve the recipe we can add vinegar (it is antiseptic) and a drop or two of an essential oil of our choice to leave a pleasant aroma without being intense and artificial.

Dishwashing detergent. My fight for plastic free dishwashing is not over yet! In fact, I think I only managed to solve part of the problem. I initially thought that I could use the diluted Dr Bronners soap for dishes, but I confess that it depends a lot: for glasses or cups it is more than enough. But for pots, plates or pans it is insufficient. That’s why I invested in a biodegradable and environmentally friendly dish detergent in a recycled and recyclable plastic packaging. It is not, as I say, a completely zero plastic solution but it is the option that I considered to have the best balance between plastic, efficiency combined with an ecological detergent.
My struggle is, however, half way as I have not yet discovered a good solution regardong to dishwasher detergent! Any suggestion?

Glass spray. Experienced glass cleaners know that the best thing to clean glass is hot water, soap and paper. Once again Dr. Bronners is an excellent combination. It is true that sometimes we especially need to remove the stains created by our cloth. To do this, just finish cleaning the glass with a mixture of water and lemon juice (which also adds shine to kitchen counters).

Laundry detergent. I had plenty of detergent left to use so this may have been one of the most recent change I made. Again, the balance with an ecological detergent was the most determining aspect for me. So, while I finished the detergent I still had, I tested the possible alternatives until I was convinced. I bought ecological detergent in large quantities (I shared it with my brother to test it) but I was not convinced: it was not very efficient and the aroma was quite artificial. I tested buying loose and it was not the worst option but not much different from the previous option. I think that this will be the best option of all, but the local options are still not many (almost none) so there is still this drawback.

I also tested the soap nuts and I was pleasantly surprised. However, these also come in a plastic packaging and work best for clothes that are not too dirty. So, for now, I am combining the use of soap nuts with an ecological detergent with an “almost zero” amount of plastic packaging . Although it is more expensive, I can say that it is really concentrated: I don’t really need to use much and the aroma is natural. Ultimately, it was the light natural aroma that convinced me.

Fabric softener. the fabric softener simply disappeared. And so I no longer have packaging of any kind for fabric softener! Honestly, I think most people use it because of the aroma (since I started using more natural products, this aromas has started to bother me a lot, I think my smell has become more sensitive). This issue aside, in fact, I see no other advantage. The water here is not very hard and when I want a soft touch on the bath towels, for example, I add a little vinegar to the fabric softener drawer. No, the clothes do not smell like vinegar and, it may seem unbelievable, but the fabric gets softer than with any fabric softener I have ever used. Finally, if you want, you can also add two or three drops of essential oil along with the vinegar. But in usually I feel no need to add any type of softener to my landry washes. The softener is also very harmful for sportswear, underwear and waterproof fabrics. It is also responsible for most skin allergies associated with cleaning products. I don’t see any advantage, so I just stopped using it.

Ironing water. Ironing water was an invented necessity. After the aromas of detergents, plus softeners, it seems that we still feel the need to introduce more aroma into the water we use in our steam irons. This only means that our smell is exhausted… I have never been a user of scented water for ironing but it has already been offered to me and yes, it is pleasant… I cannot even say that you get too much arome in your clothes. It ends up being released into the air because the compounds are volatile, especially at high temperatures. My suggestion is to add a drop of lavender or rose essential oil to the water. The effect is practically the same and it is much healthier for our nose and lungs.

Scrubbing the dishes. I would like to say that a great contribution to the pollution of the oceans are dish scrubs, which are neither biodegradable nor recyclable. It seems that we do not always remember this and, unknowingly, many of us even know some zero plastic solutions that we can use more regularly. Wire scrubs are an example of this, as are coconut or bristle scrubs. When thess options are to abrasive, there are options for biodegradable or even reusable dish scrubs.

Cleaning fiber. “yellow cleaning cloths” were another revolution that, like dish scrubs, are neither recyclable nor biodegradable. Nowadays it is already possible to find ecological and reusable solutions. I still have one of the old yellow cloths in my possession because I end up washing them over and over in the washing machine and they stay “new” for longer. But as soon as it becomes unusable I will opt for a reusable solution. And for a DIY solution I have some bath towels that I can cut (and even sew a colored bias) to use for the same purpose!

With this I end this challenge with a total of 52 zero plastic changes that have changed my life, my sense of smell, my skin, my cleaning routines and even my point of view on the power of my choices in the environment. But I’m going to add ONE MORE SWAP, a kind of bonus, which has bothered me since supermarket bags are no longer free: today I use compostable plastic bags for regular garbage and I only send plastic bags for recycling, and off course I am avoiding thin non recyclable!

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