Starting my Constellation Quilt

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Vou começar mais uma empreitada, mais um grande quilt e, desta vez é quase todo acolchoado à mão!

 

Não é segredo nenhum que sou uma grande contempladora do céu. Observar o céu nocturno é uma das minhas coisas favoritas, um hábito que adquiri com o meu pai. O céu foi algo que nunca me passou pela cabeça deixar de fora no meu Nature Journal porque é, sem dúvida, parte dela e parte da nossa história.

 

Quando a Constança partilhou pela primeira vez o seu quilt das constelações eu pensei de imediato: “este é um projecto para eu fazer no futuro!” Alguns anos se passaram e eu ganhei alguma experiência com quilts de maiores dimensões pelo que finalmente me senti capaz de embarcar nesta aventura pelas estrelas. Aos poucos comprei o kit da HapticLab e fui escolhendo os materiais. O kit vem acompanhado com um pequeno guia mas confesso que não é muito aprofundado no que diz respeito à escolha de materiais pelo que, neste caso, a experiência vale tudo. Não que qualquer pessoa não possa fazê-lo, porque pode, mas para uma peça que exigente tanto investimento e tempo, para mim é essencial fazer boas escolhas de material.

 

Escolhi um quilting cotton em azul bem escuro porque não queria o compromisso dos tons mais claros do cobalto, mas também não me agradava a ideia de destituir o quilt do imaginário do céu azul. Prefiro dar-lhe um twist especial noutros detalhes. Para o verso, não compliquei e escolhi o branco, sobretudo porque não quero que tenha qualquer influência no quilt e porque, sendo acolchoado à mão, queria deixar os pontos visíveis e arrumados pelo verso. O meu batting é de 80% de algodão. Tenho sempre preferência pelos 100% algodão mas confesso que tenho a sensação que  acabam por encolher ligeiramente e, neste caso, não quis arriscar.
Seleccionei um fio de algodão 40 para acolchoar as linhas orientadoras (ainda não decidi se faço esta parte à máquina ou não), meadas de 6 fios para bordar nos tons metalizados mais subtis que encontrei e fio de algodão 8 em branco e alguns tons de azul claro (que na verdade ainda não tenho a certeza como usarei). Apetrechei-me de agulhas para quilting e para bordar, um bom dedal e do maior bastidor que tinha.

 

Este é um projecto para muitos meses, sobretudo porque durante o verão, o calor não vai deixar-me ter o mesmo tipo de rendimento. Por isso, é um trabalho do qual não vou dar muitas notícias no blog entretanto, mas que poderão acompanhar mais regularmente na minha conta do instagram e do facebook!

 

I’m going to start another big project, another big quilt, and this time it’s almost all hand quilted!

 

 

It is no secret that I am love star gazing. Admiring the night sky is one of my favorite things, a habit I acquired with my father. The sky was something that never crossed my mind not being in my Nature Journal because it is undoubtedly part of it and part of our history.

 

When Constança first shared her constellation quilt I immediately thought: “this is a project for me to do in the future!” Some years went by and I gained some experience with bigger quilts so I finally felt able to embark on this adventure among the stars. Gradually I bought the HapticLab kit and started to choose the materials to use on it. The quilt kit comes with a small guide, but I confess that it is not very helpful regarding the choice of the main materials so, in this case, my previous experience is worth everything. Not that anyone can’t do it because you can, but for a piece of work that requires so much investment and time, for me it is essential to make good material choices.

I chose a dark blue quilting cotton for the front because I didn’t want the compromise of the lighter shades of cobalt, but I also didn’t like the idea of ​​removing the “blue sky imaginary” from the quilt. I prefer to give it a special twist in other details. For the back, I didn’t overthink it and chose white, especially because I don’t want it to have any influence on the quilt and because, being hand quilted, I wanted to make it clean for the stitches to be visible from the back. My batting is 80% cotton. I always prefer 100% cotton but I confess that I have the feeling that they end up shrinking slightly and, in this case, I didn’t want to take any chances. I selected a 40  cotton thread to quilt the guidelines (I still haven’t decided if I will machine quilt this part or not), embroidery  6 threads thread in the most subtle metallic tones I found, and 8 cotton embroidery thread in white and some shades of blue (I’m not really sure how I will use it yet). I equipped myself with quilting and embroidery needles, a good leader thimble and the biggest frame I had.

This is a project for many months of work, mainly because during the summer the heat will not let me work taht hard on it. So it is a project that you won’t get that much news on the blog in the meantime, but that you can follow it more regularly on my instagram and facebook accounts!

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Framing two sleepy lions

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Os meus leões adormecidos já têm destino!

Queria oferecê-los às minhas duas afilhadas mas fiquei indecisa sobre a melhor forma de os emoldurar. Encaixilhar, só mesmo sem vidro, para que o efeito da punch needle não se perdesse. Contudo achei que lhes dava um carácter mais sério do que eu pretendia para duas pequenas princesas. Pensei em fazer uma pequena almofada com cada um, acrescentando um tecido colorido para a parte de trás. Mas, apesar de uma almofada com punch needle me parecer uma ideia espectacular, com apenas 10 cm de diâmetro creio que os meus leões perderiam todo impacto numa almofada minúscula sem objectivo nenhum. 

Depois de algumas ideias acabei por ceder à delicadeza dos bastidores porque me parece uma forma mais leve de enquadrar um trabalho são jovial e descontraído. Por isso comprei dois pequenos bastidores de madeira com o mesmo tamanho e apliquei-lhes os leões como se fosse bordar. Pelo verso, cortei o excesso de tecido deixando apenas o suficiente para o prender pela parte de trás do bastidor fixando-o. Depois pespontei, a uns 5mm da extremidade, a toda a volta e puxei o excesso de fio de forma a que a berma ficasse esticada pela parte de trás. Podia ter tapado o verso e a berma com outro tecido mas confesso que não tenho nada contra os versos dos bordados e até gosto de os ver (embora não de os analisar).

Acrescentei uma fita e agora estão prontos para oferecer. O bastidor é tão leve que pode ser pendurado nos mais diversos locais: janelas, puxadores, portas, enfim, onde quisermos. E mesmo que o queiramos colocar na parede não precisamos de nos comprometer com um furo: basta uma pequena tira de washi tape para o segurar!

My two sleepy lions have a home!

I wanted to offer them to my two sweet godchildren, but I was undecided on the best way to frame them. To use a regular frame I must do it without any glass, so that the punch needle effect is not lost. However, I thought it gave the lions a more serious character than I intended. I thought about making a small pillow with each one, adding a colorful fabric to the back. But despite the fact that a punch needle cushion seems like a spectacular idea, having only 10 cm in diameter, I believe that my lions would lose all impact in a tiny cushion with no purpose.

After some research I ended up going for the delicacy of the embroidery hoops because it seems to me a lighter way to frame a light little work. So I bought two small wooden embroidery hoops of the same size and applied the lions to them as if I was going to embroider. From the back, I cut off the excess fabric leaving just enough to secure it to the back of the frame and fix it. Then I stitched all around about 5mm from the edge, and pulled the excess thread so that the fabric was stretched from the back. I could have covered the back with another fabric but, I must confess, that I have nothing against the back of embroidery work and I even like to see it (not analysing it).

I added a ribbon and now these two sleepy lions are ready to offer. The framing is so light that it can be hung in different places: windows, handles, doors, wherever we want! And even if we want to put it on the wall, we don’t need to commit to a hole: just use a small strip of washi tape to hold it!

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Trying punch needle for the first time!

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Experientei punch needle pela primeira vez!

 

Passei alguns dias longe de casa e, em período de confinamento que nos limita bastante as actividades, não quis deixar de levar comigo um pequeno projecto em que pudesse trabalhar. Então, resolvi que havia de experimentar o tão aclamado potencial da “punch needle” que já tinha comprado há uns meses atrás! Como no caso de outros projecto deste período de confinamento, vasculhei o meu stash e escolhi uma mão cheia de materiais para usar num pequeno bastidor de 10cm. Inspirei-me nos leões da Patrícia Brissos e dei-lhe o meu toque pessoal!
O resultado foi um pequeno leão adormecido que eu “penteei” usando a punch needle no seu comprimento máximo, de forma a criar pequenas argolas. Bastou-me acrescentar alguns traços em cores coordenadas e, passadas apenas algumas horas, o meu pequeno projecto estava pronto!

 

Desta primeira experiência surgiram outras ideias que quis experimentar: novo design, nova lã! Desta vez fiz o Rei Leão, com uma juba mais solene que faz sobressair a sua coroa dourada.

 

Apesar de não ter pretensão nenhuma com estas pequenas experiências gostei muito de usar a punch needle e acho que é uma técnica com muito potencial para pequenas peças como os meus leões, para almofadas, tapetes e até para fabulosos painéis decorativos! Estou cheia de ideias!

 

Quanto aos leões, num próximo post vou falar-vos do que resolvi fazer com eles!

 

Trying punch needle for the first time!

 

I spent a few days away from home and, while practicing my social distancing that greatly limits our activities, I decided to take a small project with me that I could work on while I was away. I wanted to try the highly acclaimed potential of the “punch needle” that I had already bought a few months ago! As in the case of other projects in this confinement period, I did not buy anything special. I just searched my stash and chose a handful of materials to use in a small 10cm hoop. I was inspired by Patrícia Brissos‘ lions and to add my personal touch! The result was a small sleeping lion that I “combed” using the punch needle to its maximum length, in order to create small rings. I just had to add a few more expressive stiches in coordinated colors and, after only a few hours, my little project was ready!

From this first experience, other ideas emerged that I really wanted to try: new design, new wool! This time I made the Lion King, with a more solemn mane that highlights his golden crown.

 

Despite having no intention with these little experiments, I really liked using the punch needle and I think it is a technique with a lot of potential for small pieces like my lions, for pillows, rugs and even for fabulous wall panels! I have so many ideas!

 

As for lions, in a next post I will tell you what I decided to do with them!
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Pastel colors rainbows and choices

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O pastel foi uma técnica que não abordamos no curso de pintura. Tive pena porque sinto que ainda tenho muito que aprender com esta técnica. O mais difícil para mim é, ao contrário do que se poderia esperar, trabalhar com uma paleta em vez de fazer as minhas próprias misturas. Não que não seja possível fazê-las até certo ponto mas o resultado nunca é tão bem conseguido como quando temos exactamente a cor que queremos na nossa paleta.

A minha paleta de pastel foi construída há uns anos atrás quando tinha aulas particulares. O objectivo era ter uma paleta abrangente e os temas eram realistas.
Hoje, depois de alguns anos a experimentar-los, descobri que o pastel é uma técnica que eu adoro usar para quadros de crianças. Há um certo encanto, um certo jeito de ilustração, que o material dá às obras. Como se fosse um pó mágico que ora marca, ora se dispersa, tal e qual a nossa visão sobre as histórias que são ilustradas na memória.

A segunda coisa que descobri é que, apesar de eu ter uma paleta generosa, não estou em posição de a terminar. Já dei por mim a pensar: não era bem esta cor, era um pouco mais intensa. Creio que isto revela algum poder de abstração característico da arte: conseguimos imaginar exactamente a cor que queremos e é um pouco frustrante quando não a temos (ou no caso de outras técnicas de mistura-la). Dou por mim a comparar 6 tons de vermelho escarlate que diferem em décimas de manómetro no comprimento de onda. Preciso por vezes de me chamar à razão.

A terceira coisa que descobri é que, por outro lado, com o pastel sinto que tenho de restringir a minha paleta antes de começar a pintar: se por um lado a minha paleta tem de ser diversa, a verdade é que me sinto muito melhor quando escolho e uso, criteriosamente, apenas uma mão cheia de cores. Parece contraditório mas sinceramente tem revelado resultados muito mais interessantes do que quando tenho toda a paleta disponível.

 

Pastel is a technique that we did not address in the painting course last year. I was disappointed because I feel that I still have a lot to learn from this technique. The hardest thing for me is, contrary to what you might expect, working with a palette instead of making my own mixes. Not that it is not possible to make them with pastel at least to a certain extent, but the result is never as well achieved as when we have exactly the color we want in our palette.


My pastel palette was built a few years ago when I had private lessons. The aim was to have a comprehensive palette to address realistic themes.
Today, after a few years of experimenting with them, I discovered that pastel is a technique that I love to use for children’s paintings. There is a certain charm, a certain feel of “illustration”, that the material gives to my works. As if it were a magic powder that both lines, are disperses, just like our view of the stories that are “illustrated” in our memory.


The second thing I discovered is that, although I have a generous palette, I am not in a position to consider it finished. I already found myself thinking: “it isn’t quite this color, I want it a little more intense”. I believe that this reveals some abstraction power that is characteristic of art: we can imagine exactly the color we want and it is a little frustrating when we don’t have it (or mix it). I find myself comparing 6 shades of scarlet red that differ in tenths of a manometer in their wavelength value. I sometimes need to call myself to reason!


The third thing I discovered is that, on the other hand, with the pastel I feel that I have to restrict my palette before I start painting: if on the one hand my general palette has to be diverse, the truth is that I feel much better when I choose and use, judiciously, just a handful of colors in a painting. It seems contradictory but honestly it has revealed much more interesting results than when I have my entire palette available.

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