Handmade table mats

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Desde que comecei a trabalhar que levo almoço diariamente para o trabalho. E hoje em dia, uma grande parte dos locais de trabalho já possui espaços de refeição para quem traz almoço de casa.
Ora há uns meses atrás resolvi fazer uns individuais de tecido que tragam, para a minha hora do almoço, algum do conforto de casa.
Estes individuais fazem-se muito rapidamente e apesar de ter resolvido acolchoá-los com um pouco de batting, podem ser feitos com apenas uma costura a toda a volta com ou sem tela termocolante, o que facilita ainda mais a tarefa.
Para as dimensões, fiz algumas experiências baseadas noutros individuais que já tinha em casa e acrescentei-lhes um bolso para encaixar o guardanapo. Como não tinham de combinar com nada, estes individuais deram-me oportunidade de experimentar cores, feitios e padrões com toda a liberdade. Por causa disso são muito divertidos de fazer! Eu fiz dois para ir trocando todas as semanas mas parece-me que vou acabar por fazer mais alguns. Além de cumprirem todas as expectativas, há um prazer especial em poder dizer que fui eu que fiz!

 

Since I started to work that I take my own lunch every day. And today, most of our workplaces have spaces for those who bring lunch from home.
A few months ago I decided to make a table mat to bring some comfort from home to my lunch time.
These table mats are very quick to make, and despite I have decided to quilt them, they can be made only a seam all the way around with or without a batting.
To achieve the right dimensions, I did some experiments based on other table mats I had at home, and I added a pocket that can be use to fit the napkin. Since they had not to match anything but my own creativity, these table mats were a great opportunity to experiment colors, shapes and patterns! They were so fun to make! I did two so I could change it every other day but, it seems to me that I will end up doing some more. In addition, it was a pleasure to say to my colleagues that I have made them myself!

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Camino handmade: backpack organizers

Camino handmade: backpack organizers from old shirts

Camino handmade: backpack organizers from old shirts

Camino handmade: backpack organizers from old shirts

Camino handmade: backpack organizers from old shirts

Camino handmade: backpack organizers from old shirts

Camino handmade: backpack organizers from old shirts

Camino handmade: backpack organizers from old shirts

Camino handmade: backpack organizers from old shirts

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Fazer a mochila todos os dias (por vezes mais do que uma vez) pode ser algo stressante, é muito provável que durante o processo se percam coisas e fica complicado separar águas, ou seja: comida, roupa, material electrónico, calçado. Por isso decidi que ia agrupar as coisas em pequenos sacos de forma a rentabilizar o espaço sem comprometer a organização. E isto permitiu-me ser muito rápida a fazer a mochila, evitou que perdesse coisas e que entrasse num remoinho de desorganização dentro de uma mochila onde o espaço é contado e que muitas vezes é feita ou acedida à luz da lanterna.

Mais uma vez aproveitei duas camisas antigas do Carlos e, de cada uma, consegui fazer 4 sacos: um grande, um médio e dois pequenos. A distribuição pensada foi: roupa, calçado, material electrónico e itens soltos como talheres, molas, sacos e uns metros de corda. A comida preferi guardar em sacos zip-lock. Segui este modelo da Purl Soho que é muitíssimo fácil de fazer! Eu alterei um pouco o tamanho dos sacos de forma a rentabilizar ao máximo o tecido das camisas.

Acho que este sistema de organização funcionou muito bem e os sacos podem ser reutilizados para outros passeios, dentro de uma mala de viagem ou mesmo usados para ir buscar o pão ou levar um lanche para o trabalho. Ter vários tamanhos permitiu-me adaptar aos diferentes conteúdos sem ficar sem espaço ou excedendo-o. Além disso, como o tecido das camisas é, geralmente, leve, lavável e resistente, os sacos não têm impacto no peso final da mochila e dobram-se e encolhem-se bem, adaptando-se facilmente ao espaço disponível nas mochilas.

Backpacking every day (sometimes more than once) can be stressful, it is very likely that, during the process, some things will be lost and it becomes difficult to separate subjects like: food, clothing, electronic material, footwear. So I decided that I would organize things in small bags to make the space profitable without compromising organization. And this allowed me to be very quick while backpacking, to prevent losing things and to prevent me to enter on a whirlwind of disorganization into a backpack where space is scarce and that is often accessed under the light of a flashlight.

Once again I took advantage of two old men shirts and from each one I managed to make 4 bags: one large, one medium and two small. The intended distribution was: clothing, footwear, electronic material and loose items such as cutlery, clothe pegs, plastic bags and a few meters of rope. I preferred to keep the food in zip-lock bags. I followed this pattern from Purl Soho that is very easy to follow! I slightly altered the size of the bags in order to maximize the available fabric from the shirts.

I think this system of organization worked very well and the bags can be reused for other journeys, inside a suitcase or even used to store the bread or take a snack to work. Having several sizes allowed me to adapt to different contents without running out of space or exceeding it. Moreover, as the fabric of the shirts is generally lightweight, washable and sturdy, the bags have no impact on the final weight of the backpack, fold and shrink well to adapt to the space available in the backpacks.

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Repurposing a men’s shirt

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Entre as arrumações que fiz na primavera encontrei umas camisas de homem que deixaram de ser usadas. Não foi pelo facto de estarem velhas mas porque deixaram de servir ou o corte estava fora de moda.
Uma delas era uma camisa de linho azul cujo tecido estava em óptimas condições. Custava-me muito desfazer-me dela e guardei-a até lhe encontrar uma nova utilidade. Quando me iniciei na onda da confecção achei que podia reutilizar a camisa e fazer uma blusa de verão para mim.

Foi a segunda vez que usei o modelo do Basic top da Cali Faye (a primeira foi aqui) mas tive de introduzir uma alteração por causa da quantidade de tecido disponível.
Usei as costas da camisa para cortar a frente da blusa e restavam-me as duas frentes da camisa para a parte de trás, o que significava que tinha de dividir o molde a meio, cortar cada uma delas em cada uma das frentes da camisa e depois coser as duas partes. Pessoalmente agrada-me muito a ideia de uma costura central nas costas porque cria um detalhe decorativo num tecido tão despojado como este.
Mas uma costura simples não me preenchia pelo que optei por introduzir uma costura decorativa usando o método das pregas pespontadas.

Para esta costura começa-se por alinhavar à máquina sobre a linha de costura. Depois corta-se a linha da bobina de 5 em 5 pontos e abrem-se as margens de costura com o ferro.
Corta-se uma tira do mesmo tecido ou de um tecido contrastante com 4cm de largura e tanto comprimento quanto o da peça. Eu dobrei-a em viés de forma a melhorar o acabamento mas não é obrigatório. Depois basta centrá-la no avesso da peça de forma a esconder as margens da costura anterior. Eu encaixei as margens no interior da minha tira de viés. Alinhava-se de ambos os lados ou colocam-se alfinetes e, por fim, aplica-se um pesponto de cada lado, a igual distância do centro. Retiram-se todos os alinhavos incluindo o da costura inicial e fixam-se todas as costuras com o ferro.

Esta técnica cria uma costura aberta, com duas pregas, que fica fixa pela tira de tecido costurada pelo interior.
Acho que criou um pormenor muito interessante nesta blusa, permitiu-me facilmente resolver a questão das limitações do tecido e ainda reutilizar uma camisa sem utilidade mas com um tecido em excelentes condições!

Last spring, while I was tiding up and reorganizing summer clothes on our closets, I found some men’s shirts that were no longer used, not because they are old but because they no longer fit or because went out of fashion.
One was a blue linen shirt in a very good condition. It was hard for me to get rid of it, so I kept it until I found a new use for it. Then, when I started sewing my own clothes, I thought I could reuse the shirt and make a summer blouse for me.

It was the second time I used the Basic Top pattern from Cali Faye (the first was this) but I had to introduce some alterations since I was limited by the amount of available fabric.
I used the back of the shirt to cut the front of my blouse and then I was left with the two fronts of the shirt to use in the back of the blouse, which meant I had to split the back in half, cut each part from each of the shirt fronts and then sew the two parts together. Personally, it pleases me the idea of a central seam in the back because it creates a decorative detail in such a modest fabric as this one is.
But a simple sewing did not meet my goals, so I chose to introduce a decorative seam using the slotted seam method.

For this seam, make a plain seam on the wrong side of the work, following the seam line. Cut through every fifth stitch using a seam ripper and press the seam open.
Cut a straight strip of 4cm of fabric wide (you can use the same fabric or a contrasting fabric). I folded it in bias in order to get a better finishing but this is not required. Center the strip on the wrong side over the open seam. I wedged the seam allowances inside my bias strip. Pin and then machine stitch the strip to the seam allowance, stitching along either side of the seam at an equal distance from it. Machine stitch from the right side of the work to get a better finish. Remove the long stitches that made the original seam to produce an open seam with parallel lines of stitching on either sides.

This technique creates a decorative seam, shown on the right side. The edges of the seam open to reveal an under layer.
I think it created a very interesting detail to this blouse, allowed me to easily solve the fabric availability issue and to reuse a useless shirt with a fabric in excellent conditions!

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Book review: The Great Book to Sewing

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Já falei aqui do Grande Livro dos Lavores e hoje proponho-me a apresentar o seu irmão mais velho, O Grande Livro da Costura.
Tal como o primeiro, o Grande Livro da Costura é uma referência incontornável no meio craft português e ainda noutros países onde foi editado. É mais um livro editado pelas Selecções do Reader’s Digest em 1979 com uma primeira edição de 100 000 exemplares em português.
Mais uma vez, um livro veio a tornar-se um grande aliado para as costureiras de então: desde principiantes até às mais experientes modistas.

Não é demais dizer que os modelos de costura editados nos anos 50, 60 e 70 são um pouco cruéis. Não só não possuem explicações muito completas como assumem que quem lê é, no mínimo, licenciado nas artes da costura! Desde os termos mais técnicos aos passos que não estão explicados porque, aparentemente, são demasiado óbvios, os modelos daquele tempo podem dar grandes dores de cabeça. E se na altura muitas destas técnicas eram ensinadas nos cursos de trabalhos femininos, hoje em dia, ler um modelo vintage é um verdadeiro desafio que pode deitar abaixo até os espíritos mais aventureiros.

O Grande Livro da Costura vem responder igualmente às dúvidas mais básicas (como por exemplo, como coser um botão) e às mais complexas (fazer peças em pele) sobre costura abordando assuntos como: os materiais de costura, a utilização da máquina de costura, os pontos básicos, a modelagem e leitura de moldes e segue progressivamente para tarefas específicas como, bainhas, bolsos, golas ou punhos, peças específicas como calças e saias acompanhada de uma série de projectos para vestir e para decorar que permitem ganhar confiança com os métodos abordados. Possui ainda um guia ilustrado dos diferentes tipos de tecidos que faço questão de destacar já que é bastante lúcido no que diz respeito à descrição das texturas e gramagens!

Actualmente, este é a inda um livro de referência, uma pequena bíblia para iniciados ou costureiros experimentes!
Não existem muitos exemplares disponíveis já que o livro não voltou a ser editado desde então. Contudo, ainda é possível encontrar alguns em alfarrabistas de todo o país. O meu foi comprado num, precisamente, no coração da cidade do Porto.

Se quiserem ler outra revisão deste livro podem consultar a página do Cose+.

I have already wrote about of the Complete Guide to Needlework, and today I what to introduce its older brother, The Great Book to Sewing.
The Great Book of Sewing is an undeniable reference in the Portuguese craft environment and in other countries where it was edited. This is another book edited by the Reader’s Digest in 1979 with a first edition of 100 000 copies in Portuguese.
Once again, the book has become a great ally to the seamstresses of all times: from beginners to the most seasoned dressmakers!

It is not too much to say that the sewing patterns edited in the 50s, 60s and 70s are rather cruel. Not only do they not have complete explanations, they assume that those who read are, at the very least, experts in sewing! From the complex technical terms, to the steps that are not explained because apparently they are too obvious, the patterns of that period can be overwhelming! And if, at the time, many of these techniques were taught from generation to generation of women, nowadays, reading a vintage pattern is a real challenge that discourage even the the most adventurous!

The Great Book to Sewing also answers the most basic questions (such as how to sew a button) and the most complex ones (making leather pieces) about sewing, addressing issues such as: sewing materials, sewing machine, the basics, modeling and reading of patterns. It also progressively follows specific tasks such as, hems, pockets, collars or cuffs, particular pieces like pants and skirts accompanied by projects that allow training to all the previous techniques. It also has an illustrated guide of the different types of fabrics that wanted to I emphasize since it is very clear in regards to the description of textures and weights.

After all these years, this is still a book of reference, a little “bible” for beginners or experienced sewers!
There are not many copies available of the book since the it has not been edited since 1979. However, it is still possible to find some in second-hand shops. Mine was precisely bought in a second-hand bookstore, in the heart of the city of Porto.

If you would like to read another review of this book you visit this page from Cose +.

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