Carnival surprises!

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Este ano, na impossibilidade de fazer mais um passeio pelos fabulosos carnavais Portugueses, não quis que esta festa passasse despercebida mesmo para dois crescidos como eu e o Carlos. E claro, resolvi arregaçar as mangas, inspirar-me na minha mãe (que fazia sempre tudo à mão) e criar, eu mesma duas simples máscaras de Carnaval. Como o Carnaval é sobre fantasia resolvi rebuscar nas crianças que ainda existem dentro de nós e desenhar duas máscaras em feltro à medida dos gostos e fantasias de cada um. É muito interessante perceber que ao envergarmos uma máscara podemos optar por esconder a nossa personalidade e experimentar ser outra coisa durante um dia. Ora, quando abraçamos a possibilidade de a fazer à mão de forma consciente, podemos por outro lado revelar algo que, à partida, pouca gente conhece de nós. Portanto as minhas máscaras, mais do que para me esconder, serviram acima de tudo para me dar a conhecer um pouco melhor!

Assim, para mim fiz uma máscara de raposa. Já vos confessei, ainda que timidamente, que gosto de raposas. Mas a verdade é que tenho, isso sim, uma paixão inexplicável por raposas! É sem sombra de dúvidas o meu animal favorito. É curioso porque se pensarmos bem, as raposas são animais que provocam sentimentos muito díspares entre os humanos. Há quem aprecie a sua astúcia e inteligência, mas há também quem as considere oportunistas e um predador agressivo que prejudica o ser humano, tal como o “lobo mau”. Tenho um amigo que diz que as raposas são “as namoradas dos lobos” e naturalmente não gosta de lobos também. Esta relação entre o homem e os restantes seres vivos é um assunto que preencheu muitas horas dos meus estudos como bióloga e que ainda me deixa absolutamente apaixonada. Não se admirem até que exista uma imensidão de estudos e livros escritos sobre o assunto. E eu, como uma raposa que se preze, devoro-os todos!
Quanto à raposa, para mim, além de ser um animal belíssimo na nossa fauna autóctone, é também extremamente inteligente e protectora.

Para o Carlos fiz o mesmo exercício mas optei por fazer uma máscara de um super herói (que é na verdade a forma mais “infantil”, carnavalesca com que os meus olhos o poderiam ver). A escolha não foi difícil porque o Batman é o super herói mais amado de todos os tempos, e por ele em especial!

Há uma enorme variedade de materiais disponíveis e fáceis de utilizar. Para estas máscaras apenas precisei de feltro em três cores, cola (ou máquina de costura) e um elástico. Os moldes descobri aqui e aqui mas a vantagem de criarmos nós mesmos é a possibilidade de fazermos pequenas adaptações!

This year, sadly we are not going to visit the fabulous Portuguese carnivals. However I did not want this day to go unnoticed even for these two grown-ups like me and Carlos. And of course, I decided to get to work, inspire myself by my mother (who always did my costumes by hand) and create, myself, two simple masks of Carnival. As Carnival is about fantasy I decided to search the children that still exist inside us and draw two masks in felt that reflected our tastes and fantasies. It is very interesting to realize that by wearing a mask we can choose to hide our personality and try to be something else for a day. On the other hand, when we embrace the possibility of consciously doing it by hand, we can choose to reveal something that, usually we don’t transmit and that only a few people know about us. So this year my masks, more than hiding, were about to let people know me a little better!

So for me I made a fox mask. I have already told you, though timidly, that I like foxes. But the truth is that I have an inexplicable passion for foxes! It is without a doubt my favorite animal. It is curious because if you think about it, foxes are animals that cause very different feelings among humans. There are those who appreciate their cunning and intelligence, but there are also those who consider them opportunistic and an aggressive predator that harms the humans as badly as the “big bad wolf.” I have a friend who jokes that foxes are “wolves girlfriends” and naturally, he does not like foxes neither wolves! This relationship between man and other living beings is a subject that filled many years of my studies as a biologist and that still leaves me absolutely in love. So don’t be admired if I say that there is an immense amount of studies and books written on the subject. And, like a fox, I devour them all!!
As for the fox, at least for me, besides being a beautiful animal in our native fauna, I thing of it as an extremely intelligent and protective living being.

For Carlos I did the same exercise but I chose to make a mask of a superhero (which is actually the most “infantile”, “carnivalish” way my eyes see him, my personal super hero). The choice was not difficult because Batman is the most beloved superhero of all time, and for Carlos in particular!

There is a huge variety of materials available and easy to use to make your own mask. For these masks I only needed felt in three colors, some glue (or sewing machine) and an elastic. The patterns I discovered here and here but the advantage of creating this masks ourselves is that you can make small but great adaptations!

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I am making a quilt… for me!

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É verdade! Depois do quilt que fiz para o Carlos este Natal, fiquei com uma grande vontade de fazer um para mim usando tecidos pré-cortados que fui coleccionando ao longo do tempo com o objectivo de fazer um half-square triangle quilt.
Ao longo do tempo fui coleccionando alguns fat quarters que combinassem entre si. O tecido de referência foi o das raposas! Tenho uma paixão inexplicável por raposas, há tecidos lindíssimos com raposas e um dia hei-de fazer este ou este quilt!
Mas por outro lado, eu sempre quis fazer um half-square triangle quilt de fundo branco para mim!

Por isso, juntei mais alguns padrões que fui encontrando e agora estou pronta para avançar para o meu quilt. Não vou usar um modelo concreto. Mais uma vez vou fazer adaptações daqui e dali, calcular as geometria dos cortes e avançar! Já o fiz anteriormente no quilt de quadrados e sinto que consigo introduzir mais alguma complexidade ao meu próximo quilt com pequenos blocos de half-square triangles.

Os tecidos foram adquiridos em locais muito diferentes e é incrível como eu não esqueci a sua origem e, por essa razão haverá mais histórias para contar sobre este quilt no momento em que ficar pronto!

O tecido das raposas comprei em Lisboa na At Home Hobby.

O das cruzes comprei na City Quilter em Nova Iorque (prometo fazer um Creative Tour post sobre esta viagem).

Estes quatro foram comprados Na Ponta d’Agulha, a minha loja de tecidos de eleição e onde a Isabel está sempre pronta para partilhar comigo a sua sabedoria!

E estes três foram comprados numa loja de crafts em Linkoping na Suécia (vou escrever um Creative Tour post sobre isto também).

Estes nove tecidos vão ser combinados com um tecido branco e só depois de fazer os 120 blocos é que vou decidir como os distribuir, embora não queira ser demasiado exigente nesta questão!

Têm conselhos, propostas de modelos para mim?
E alguém sabe que tecido é aquele das raposas? Por mim usava-o no backing mas não estou a conseguir encontrá-lo em lado nenhum e não há referência de marca ou designer nas ourelas…

 

It’s true! Since I made the quilt for Carlos this Christmas that I have this big desire to make one for myself using pre-cut fabrics that I have been collecting over time with the aim of making a Half-square triangle quilt.
Over time I have been collecting some fat quarters that might combine with each others. The reference fabric was the one with the foxes! I have an inexplicable passion for foxes! Inexplicable is the word because I really don’t know why I love them so much! Foxes are, for sure, my favourite animal. Well, there are beautiful fabrics with foxes and someday I’ll do this or this quilt!
But on the other hand, I always wanted to make a Half-square triangle quilt a white background for me!

So I’ve put together some more fabrics I found and now I’m ready to move on to my quilt. I will not use a pattern again. Once again I will make adaptations from here and there, calculate the geometry of the cuts and move forward! I have done this previously in the Game in the Woods quilt and I feel that I can introduce some more complexity to my next quilt with this small blocks of Half-square triangles.

The fabrics were purchased in very different places and it is amazing how I did not forget their origins! For that reason there will be more stories to tell about this quilt in the end!

The fabric of foxes I bought in Lisbon at At Home Hobby.

The one with the crosses I bought in the City Quilter in New York (I promise to do a Creative Tour post on this trip).

These four were bought in Na Ponta d’Agulha, the fabric store of my choice and where Isabel is always ready to share her wisdom with me!

And these three were bought at a crafts shop in Linkoping, Sweden (I will write a Creative Tour about it too!)

These nine fabrics will be combined with a white fabric and only after doing the 120 blocks will I decide how to distribute them, although I do not want to be too picky about this issue!

Do you have advice, pattern proposals for me?
And does anyone know what fabric is that of the foxes? I really loved the idea of using it in the backing but I can not find it anywhere and my cut has no brand reference or designer in the selvages…

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Game in the Woods quilt

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Este foi o meu primeiro “grande” quilt. Daqueles a sério, com mais de 1m de lado! E eu estava com algum receio. Tinha prometido ao Carlos que o primeiro grande quilt que faria seria para ele e pensado para ele. E decidi que ia fazê-lo para lho oferecer neste Natal. O problema dos presentes de Natal é que por mais que eu quisesse que vocês acompanhassem o crescimento deste quilt, não era suposto eu mostrar muito dele pelo menos enquanto não fosse o momento de abrir os presentes! Não podia estragar a surpresa.

A história deste quilt é engraçada. Baseie-me num quilt queen size de cruzes e encolhi o tamanho dos cortes para ficar com um quilt quadrado com aproximadamente 1,65cm de lado, um tamanho bom para uma manta de sofá que era onde era suposto ser utilizado. Para além disso eu queria algo mais masculino pelo que decidi utilizar sólidos e compensar a cor com um binding/backing mais ousado. A distribuição das cruzes é mais ou menos aleatória, sendo que a sua maior parte envolve dois tons claros e apenas um número muito reduzido de cruzes em tom escuro. A distribuição das cruzes no quilt top fazia-me lembrar um bosque visto de cima, com as diferentes árvores (cruzes) distribuídas aleatoriamente. O tema enquadrava-se perfeitamente na personalidade do Carlos pelo que deixei a ideia evoluir. A partir daí a escolha dos tons foi simples. Optei por três tons de verde que foram escolhidos de forma a lembrarem diferentes espécies de árvores: os carvalhos num tom intermédio, as bétulas com casca clara e depois os pinheiros, mais escassos e em tom mais escuro.

Embora pretendesse que o resultado global fosse um quilt masculino, a minha intuição empurrava-me constantemente para um binding colorido em padrão mais ou menos clássico ou floreado. Foi então que surgiu a ideia de usar o Celestial in dusk Hapi da Amy Butler que, apesar de ser um tecido com inspiração clássica, faz lembrar as tapeçarias europeias com influência exótica dos séculos XVII e XVIII, com uma escolha de cores muito harmoniosa e algo masculina apesar do desenho. Para além disso, o pixel do desenho é de tamanho generoso, fazendo-me lembrar os jogos de consola dos anos 80 que assentam como uma luva ao dono desta manta. Este tecido pareceu-me ter a ousadia e os detalhes necessários sem chocar sobre o tema simples e modesto que havia desenhado para o quilt top.

O resultado foi exactamente o que tinha imaginado e penso que aquele binding lhe deu o toque especial que a manta precisava para criar entusiasmo! Denominei este quilt como “Game in the Woods” (Jogo no bosque).

Já fiz muitos presentes feitos à mão e já comprei outros muitíssimo especiais… Mas nunca um presente me deu tanto prazer! Para muitos uma manta é só um pedaço de tecido feito de retalhos. Mas foi incrível para mim perceber porque razão tanta gente se entrega a elaborá-las com tanto empenho. É que nelas é mesmo possível deixar carimbado muito amor, muitas carícias, muitas palavras, muitos pensamentos, muitas recordações e muitos sonhos. Para mim foi uma experiência muito intensa e gratificante. Tanto que eu acredito realmente que, quando usada, esta manta aquecerá tanto o corpo como o coração e remeterá a imaginação para um bosque sossegado, por entre carvalhos, sobreiros, bétulas e pinheiros, e onde aqui e além se atravessam no nosso olhar e no nosso ouvido as cores e os cantos de melros, felosas e chapins…

This was my first “big” quilt. One for real: over 1m in the side! Ah, ah! And I was so afraid to mess it up… I promised Carlos that the first big quilt I would make would be for him and thought for him. And I decided I was going to do it to offer it for Christmas. The problem with Christmas presents is that, no matter as much as I wanted you see the growth of this quilt, I was not supposed to show you much of it at least until it was time to open the presents on Christmas Eve! I could not ruin the surprise!

The story of this quilt is funny. It was based on a queen size crosses quilt that I shrunk to fit a square quilt with about 1.65cm side, a good size for a sofa quilt (that was where it is supposed to be used). In addition I wanted something more masculine so I decided to use solids and bring enthusiasm with a bolder binding/backing. The distribution of the crosses in the quilt is more or less random, and most of it involves two light tones and a very small number of crosses in a dark tone. The distribution of the crosses on the top quilt reminded me of a forest seen from above with the different trees (crosses) randomly distributed. The theme fit perfectly into Carlos’ personality so I let the idea evolve. From then on the choice of colours was simple. I chose three shades of green to remember different species of trees: the oak trees in an intermediate tone, the birches with light bark and then the pine trees, more scarce and in darker colour.

Although I intended the overall result to be a masculine quilt, my intuition constantly pushed me towards a bright binding in a more or less classic or flowery pattern. It was then that the idea of using Amy Butler’s Celestial in dusk Hapi came up. Despite being a classic-inspired fabric on the European tapestries with exotic influence from the 17th and 18th centuries, it has a very harmonious and somewhat masculine colour choice despite the overall design. In addition, the size of the pixel of the drawings reminded me of the console games of the 80’s, which fits the owner of this blanket like a glove. This fabric seem to have the boldness and the necessary details without hatching over the modest theme that I had drawn for the top quilt.

The result was exactly what I had imagined and I think that the binding gave it the special touch that the blanket needed to create enthusiasm! I named it “Game in the Woods”.

I have already made many handmade gifts, and I have already bought many other very special gifts… But never a gift gave me such pleasure! For many, a quilt is just a piece of patchwork fabric. But it was incredible for me to realize why so many people put so much hard work on them. Because it is possible to stamp on it a lot of love, caresses, so many words and thoughts, memories and huge dreams. It was a very intense and rewarding experience for me. So much that I truly believe that when this quilt is worn, it warms both the body and the heart and sends our imagination to the woods, among oaks, birches and pine trees and where, here and there, we cross our eyes and ears with the colours and sounds of blackbirds, chiffchaffs and tits…

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Handmade table mats

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Desde que comecei a trabalhar que levo almoço diariamente para o trabalho. E hoje em dia, uma grande parte dos locais de trabalho já possui espaços de refeição para quem traz almoço de casa.
Ora há uns meses atrás resolvi fazer uns individuais de tecido que tragam, para a minha hora do almoço, algum do conforto de casa.
Estes individuais fazem-se muito rapidamente e apesar de ter resolvido acolchoá-los com um pouco de batting, podem ser feitos com apenas uma costura a toda a volta com ou sem tela termocolante, o que facilita ainda mais a tarefa.
Para as dimensões, fiz algumas experiências baseadas noutros individuais que já tinha em casa e acrescentei-lhes um bolso para encaixar o guardanapo. Como não tinham de combinar com nada, estes individuais deram-me oportunidade de experimentar cores, feitios e padrões com toda a liberdade. Por causa disso são muito divertidos de fazer! Eu fiz dois para ir trocando todas as semanas mas parece-me que vou acabar por fazer mais alguns. Além de cumprirem todas as expectativas, há um prazer especial em poder dizer que fui eu que fiz!

 

Since I started to work that I take my own lunch every day. And today, most of our workplaces have spaces for those who bring lunch from home.
A few months ago I decided to make a table mat to bring some comfort from home to my lunch time.
These table mats are very quick to make, and despite I have decided to quilt them, they can be made only a seam all the way around with or without a batting.
To achieve the right dimensions, I did some experiments based on other table mats I had at home, and I added a pocket that can be use to fit the napkin. Since they had not to match anything but my own creativity, these table mats were a great opportunity to experiment colors, shapes and patterns! They were so fun to make! I did two so I could change it every other day but, it seems to me that I will end up doing some more. In addition, it was a pleasure to say to my colleagues that I have made them myself!

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