Christmas time on the blog: the most amazing projects!

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Eu sempre dedico o mês de Dezembro para fazer os presentes, as decorações, os postais e os embrulhos feitos à mão. Isto evita que me sinta esmagada pela confusão do Natal que considero adulterar por completo a essência da época. Quando olho para o blog compreendo que já fiz uma imensidão de projectos, alguns deles dedicados ao Natal. É assim que percebo os meus progressos, as coisas novas que aprendo e a minha capacidade para coisas, a cada dia, mais desafiantes. Deixo-vos com alguns dos meus posts favoritos entre decorações, presentes e outros projetos de Natal que eu adorei fazer!

 

I always dedicate the month of December to making gifts, decorations, postcards and handmade gift wrapping. This keeps me from feeling overwhelmed by the Christmas mess that I consider to completely corrupt the essence of this season. When I look back at blog arquives, I understand that I’ve done a lot of projects, some of them dedicated to Christmas. This is how I perceive my progress, the new things I learn, and my capacity for increasingly challenging new things. I leave you with some of my favorite posts among decorations, gifts and other Christmas projects I loved to make!
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Handmade bread cloth bag

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O saco do pão era um artigo indispensável quando eu era criança. Ninguém ia comprara pão sem levar consigo o seu saco do pão. Mais! Até há bem pouco tempo, o pão podia ser mesmo entregue porta a porta e distribuído em belos sacos do pão que ficavam pendurados no portão. É um hábito que ainda podemos encontrar um pouco por todo o país mas raramente vemos os famosos sacos do pão…
Eu fiz o meu saco do pão a partir de um pedaço de tecido que tinha em excesso e aproveitei umas antigas tiras de prender as cortinas bordadas à mão pela minha mãe (daí terem sido guardadas tanto tempo e com tanto carinho), para decorar o meu saco do pão!
O resultado é ternurento: não vos vou contar o número de sorrisos que se criam na padaria a propósito do meu saco do pão! Além disso é ecológico, permite o pão respirar e a minha mãe fica feliz sempre que volta a ver as tiras bordadas à mão aplicadas agora a uma nova vida!

The bread cloth bag was an indispensable item when I was a child. No one was going to buy bread without taking their own cloth bag! Actually, until recently, bread could even be delivered door to door and distributed in this beautiful cloth bags that hung at our gates. Bread at our door is a habit we can still find all over the country but we rarely see the famous bread cloth bags…
I made my cloth bag for bread out of a piece of fabric and took advantage of some old hand-embroidered curtain strips made by my mother (that is why they were kept for so long in a drawer) to decorate!
The result is tender: I can’t tell you the number of smiles and sweet words I get in the bakery because of my bread bag! It’s also environmentally friendly, lets the bread breathe, and my mom is happy whenever she sees her hand-embroidered strips having a new life!
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Zero plastic shopping swaps


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A minha demanda contra o plástico em casa ainda tem muito por onde caminhar. Desta vez, decidi “atacar” o meu processo de compras. Foi uma aventura compreender que, uma percentagem grande de compras que fazemos vem embalada em plástico e que não me ia conseguir livrar dele definitivamente. É um aspecto a que temos de nos ajustar para não sairmos obcecados com as coisas e frustrados com os resultados. O meio termo e o bom senso parecem ser as opções mais indicadas para implementar uma experiência mais sustentável que seja viável no nosso dia-a-dia.
Eu já usava os sacos reutilizáveis no supermercado para as principais compras. Com as alterações que tenho vindo a implementar na casa de banho, houve, claramente uma parte do supermercado que praticamente deixei de visitar: a zona de higiene e cosmética. É certo que ainda não fiz todas as alterações que ainda posso fazer a este nível, mas, a maior parte das vezes não tenho de me deslocar a esta zona dos supermercados. Sobram-me portanto alguns detergentes (algo que pretendo alterar no futuro também), os guardanapos e papel higiénico (ainda levo guardanapos de papel para o almoço no trabalho) e alimentos secos/em embalagem já que, no caso dos frescos, tenho evitado comprar nas grandes superfícies (quase sempre são vindas de longe, duram muito pouco e alguém me diga onde consegue encontrar banana da Madeira sem vir embalada!). Ali, no supermercado continuo a fazer-me acompanhar dos sacos reutilizáveis e inevitavelmente compro alguns produtos embalados em plástico que, na impossibilidade de reutilizar, acabo por enviar para reciclagem: embalagem de arroz ou pacote de bolachas. Mas o resto da minha rotina alterou-se completamente…
No que diz respeito a produtos alimentares frescos (ou mesmo secos), tenho optado por comprar a granel em mercados locais e biológicos (de produção local). E, de repente, a rotina de ir às compras tem muito mais interesse e parece apenas parte de um passeio. Começamos a conhecer as pessoas e a tentar experimentar novos alimentos e a ser mais conscientes do que gostamos, do que comemos e do que compramos! Para isso faço-me acompanhar de uma série de opções “zero plástico” para ir às compras:

Cesto (1) e um saco de pano (2). O cesto funciona melhor quando quero trazer alguns alimentos mais frágeis e que pretendo distribuir melhor no espaço. O saco funciona bem se quero evitar ter as mãos ocupadas. Geralmente não escolho: deixo o saco dentro do cesto e opto antes de sair de casa!

Depois, para os legumes e fruta que precisem de embalagem (não é o caso de uma abóbora ou das bananas, por exemplo) tenho comigo os famosos sacos de rede (3). Pensei em fazê-los eu mesma mas tive muita dificuldade em encontrar rede que não fosse de material sintético. Por esse motivo optei por comprar estes em algodão em 3 tamanhos.

Como opção, e para alimentos como lentilhas, grão de bico ou sementes, levo comigo os sacos que fiz à mão (4) a partir da reutilização de camisas de homem.

E em algumas ocasiões opto mesmo por levar alguns frascos (5) comigo: para sementes pequenas ou ervas frescas que evito “esmagar”. E para melhorar as coisas, posso entregar frascos que já não uso na minha loja habitual para outros clientes usarem.

Para o pão, voltei a adoptar o tradicional taleigo (6), e prometo mostrar-vos em breve aquele que fiz à mão!

Por fim, há também algumas lojas tradicionais de venda a granel que terão o maior prazer em ajudá-lo a evitar o plástico embalando sempre que possível nas tradicionais bolsas de papel (7)! Por vezes acabo por conseguir arranjar algumas e faço-me acompanhar dessas opções “just in case”.

Aqui estão portanto mais 7 opções “zero plástico” para ir às compras e evitar o plástico que podemos facilmente dispensar ao chegar a casa! Até agora já consegui implementar 29 das 52 duas experiências sem plástico a que me propus durante este ano!

My demand against plastic at home still has a long way to go. This time, I decided to “attack” my groceries shopping process. It was an adventure when I realize that a large percentage of the purchases we make come packaged in plastic and that I wouldn’t be able to get rid of it for good! This is something we have to adjust so we don’t get obsessed with things and frustrated with results. A middle ground and a good judgment seem to be the most suitable options for implementing a more sustainable experience that is viable in our daily lives.
I already used the reusable shopping bags at the supermarket for major purchases. With the changes that I have been implementing in the bathroom, there was clearly a part of the supermarket that I almost don’t visit anymore: the hygiene and cosmetic area. It is true that I have not yet made all the changes I can still make at this level, but most of the time I do not have to go to this area. That leaves me with some detergents (something I want to change in the future as well), napkins and toilet paper (I still have paper napkins for lunch at work) and dry/packaged food, since for fresh fruits and vegetables I have avoided buying on large supermarkets (food is always from foreign countries, last very shortly and, can you tell me where you can find bananas from Madeira unpacked?!). There, in the supermarket, I continue to use my reusable shopping bags and inevitably buy some plastic-wrapped products that I send for recycling: rice, crackers packages, etc. But the rest of my routine has completely changed…
For fresh (or even dried) food, I have chosen to buy in bulk at local and organic (locally produced) markets. And suddenly the shopping routine is much more interesting and just seems part of my weekend walk. We are getting to know new people, with the same interests, trying new foods and being more aware of what we like, what we eat and what we buy! To do this, I have a number of “zero plastic” shopping options:

Basket (1) and a cloth bag (2). The basket works best when I want to bring some fragile foods that I want to distribute better in space so that they doin’t get bad. The bag works well if I want to avoid having my hands busy. I usually don’t choose: I leave the bag in the basket and opt before leaving the house considering the things I must buy!

Then, for vegetables and fruit that need packing (not a pumpkin or bananas, for example, that do not need more packaging than their protective skin) I have the famous net bags (3) with me. I thought of making them myself but I had a hard time finding a net that wasn’t made of synthetic material. For this reason I chose to buy these cotton net bags in 3 sizes.

As an option, and for foods like lentils, chickpeas or seeds, I carry with me the bags I made by hand (4) from reusing men’s shirts.

And sometimes I even choose to take some jars (5) with me: for small seeds or fresh herbs that I avoid “crushing” inside my bascket.

For the bread, I went back to the traditional portuguese “taleigo” (6), which I made myself and I promise to write about soon!

Lastly, there are also some traditional bulk selling stores that will be happy to help you avoiding plastic packaging whenever possible and use the traditional paper bags (7)! Sometimes I manage to get some and I have them in the bascket “just in case”.

So here are 7 more “zero plastic” options to go shopping and avoid the plastic tide when you get home! So far, I already managed to make 29 of the 52 zero plastic experiments I commited to during this year!

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Tide Pool Scented Cushions on my on-line shop!

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Assim como fiz para os Tide Pool Notebooks, venho desta vez contar-vos a história e as características das almofadinhas de aroma na minha loja on-line: as Tide Pool Scented Cushions.

As almofadinhas de cheiro lembram-me a época de arrumações de verão em casa da minha mãe. E acontecia que das várias alternativas para dar aroma às gavetas e armários, estavam os sabonetes (há alguma tradição da produção de sabonetes no norte do país) e as saquetas de ervas secas, nomeadamente as de alfazema. Eu confesso que, naquela época, não era muito adepta de alfazema… não sei se foi uma fase, mas durante algum tempo desejei que houvessem outras alternativas, sobretudo de aroma mais fresco que me remetessem para os meses de verão!

Ora, se há erva que eu uso, vezes sem conta durante o verão é a hortelã pimenta. O chá frio de hortelã Pimenta é das melhores infusões para os meses quentes, e a erva fresca acompanha muito bem a limonada e dá um travo único à água aromatizada que eu levo para a praia. Naturalmente é a escolha óbvia para esta coleção.

Por isso, resolvi manter o tema das visitas à praia (quer seja verão ou inverno) e dar às minhas Tide Pool Scented Cushions a frescura da hortelã Pimenta que tanto me remete para a praia, para o mar e o seu ambiente revigorante, fresco, límpido e cristalino. As ervas usadas são biológicas e produzidas e secas localmente.

E para que todo o produto faça algum sentido, os restantes materiais utilizados remetem para as texturas e para a biodiversidade das poças de maré que dá o nome à coleção! Cada pack é constituído por três almofadinhas de linho português um tecido natural e muito fresco, que é o meu preferido para os meses quentes. As almofadinhas são ainda estampadas com padrões diferentes utilizando carimbos feitos à mão e tinta de tecido: um cavalo marinho, um peixe e um caranguejo!

Just as I did for the Tide Pool Notebooks, this time I’m going to tell you about the story and the characteristics of the Scented Cushions on my online shop: the Tide Pool Scented Cushions.

The scented cushions remind me of the summertime at my mother’s house, especially the tidying madness we used to perform at the end of summer, before getting back to school. And of the various alternatives for scenting the drawers and cabinets, there were the soaps (there is a tradition of soap production in the north of the country) and dried herbal sachets, especially those of lavender. I confess that, at that time, I was not a fan of lavender … I do not know if it was a phase, but for some time I wished there were other alternatives, especially with a fresher aroma, that would send me back to the summer months!

Now, if there is an herb that I use over and over again during the summer it is peppermint. The iced peppermint tea is the best infusion for the hot months, and the fresh herb goes so well with lemonade and gives a unique touch to the flavored water that I take to the beach. Of course it is the obvious choice for this collection!

So I decided to keep the theme of the visits to the beach (summer or winter) and give my Tide Pool Scented Cushions the freshness of the Peppermint that always brings me to the beach, the sea and its invigorating, fresh, clear and crystalline environment. The herbs used are biological and are produced and dried locally.

And for the product to make sense as a whole, the other materials used refer to the textures and biodiversity of the tide pools that give this collection its name! Each pack consists of three Portuguese linen cushions, a natural and very fresh fabric, which is my favorite for the warm months. These cushions are stamped with different patterns using handmade stamps and fabric paint: a seahorse, a fish and a crab!

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