Pistachio and chocolate cereal bars to take outside

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Ao longo do tempo comecei a partilhar convosco alguns posts relacionados com a natureza e a minha ligação com ela. E até me comprometi a aumentar o conteúdo destes assuntos por aqui!
E entre as várias ideias que tenho em mente, quero falar um pouco do que levo comigo quando me aventuro lá fora: do equipamento, das coisas que faço à mão, que me acompanham e intensificam as minhas ligações com a natureza quando lhe dedico algum do meu tempo e admiração.
Já vos falei aqui nas barras de cereais que fiz e levei no Caminho de Santiago. Foram um sucesso e fizeram-me querer experimentar outras receitas!
É que quer numa caminhada longa como numa caminhada curta, eu nunca dispenso uma boa barra de cereais que contenha a energia necessária para caminhar, trepar, saltar e, no inverno, para ajudar a manter a temperatura corporal. Eu posso comprar as barritas, mas a ideia de sair e levar comigo algo feito por mim para comer, traz mais coerência, mais intensidade e harmonia ao conceito de estar perto da natureza e ser parte integrante e dependente dela!

 

Este inverno, para as minhas saídas de campo, tenho repetido uma receita que encontrei aqui e que, depois das barras de amaranto alperce e côco, são as favoritas para levar na mochila quando o destino está lá fora!

 

Pistácio e chocolate é uma combinação de peso. O pistácio, só por si, é um excelente acumulador de energia e óleos saudáveis e o chocolate combina na perfeição com frutos secos e o toque reconfortante da manteiga de amendoim. Estas barritas não duram tanto tempo quanto as de alperce e coco dado que o chocolate tem um menor tempo de vida. Mas no inverno e preferencialmente no frigorífico podem durar mais ou menos 2, 3 meses no máximo. Nunca cheguei a vê-las tanto tempo no frigorífico porque, para além de mim, têm reconfortado o estômago e aquecido o coração dos meus companheiros de caminhada!

 

Over time I started to share with you some posts related to nature and my connection with it. And I even committed myself to increase the content of this subject here on the blog!
And among the several ideas I have in mind, I want to write a little about what I take with me when I go outside: the equipment, the things I do by hand that I take on any backpack that intensify my connections with nature when I take my time to be with her.
I already wrote about the cereal bars I made and took on the Camino de Santiago. They were a huge success and made me want to try different recipes!
It does not matter if I go on a long or short walk: I never forget to take a good cereal bar that contains the proper amount of energy to walk, climb, jump, and (at least during the winter) to help maintain my body temperature. I can buy the cereal bars of course! But the idea of going out and take with me something made by me to eat, brings more coherence, more intensity and harmony to the concept of being close to nature and being an dependent part of it!

 

This winter, for my field trips, I have repeated a recipe I found here and that comes in second place on our favorites to carry in the backpack, just after the amaranth, apricot and coconut bars!

 

Pistachio and chocolate is a strong combination. The pistachio is an excellent source of energy and healthy oils, and the chocolate blends perfectly with every nut and the comforting flavour of peanut butter. These bars do not last as long as those of apricot and coconut because the chocolate has a shorter life time. But in winter they can can last for about 2, 3 months at most, preferably in the refrigerator. In fact I don’t know! I have never had them in the fridge for so long because, beyond me, they have comforted the stomach and warmed the hearts of my hiking and nature lovers fellows!
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Christmas Granola Recipe

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Lembram-se da receita de Granola que costumo fazer regularmente? Acho-a tão deliciosa que resolvi criar uma versão de Natal e atribuir-lhe o honroso título de “Presente feito-à-mão oficial de Natal” do ano passado e que distribuí pela família e amigos.

A versão não é muito diferente da versão original sendo que apenas acrescentei uma pitada de canela, outra de açúcar baunilhado feito em casa, algumas avelãs, uma boa quantidade de pepitas de chocolate e substituí o óleo de girassol por óleo de coco. Uma desgraça, eu sei!

Aqui vai a minha receita:

400g flocos de aveia inteiros
100g de nozes picadas
50g de amêndoas picadas (com casca)
50g de avelã picada (com casca)
100g de sementes de abóbora
100g de sementes de girassol
50g de sementes de sésamo
1 pitada de canela
1 pitada de gengibre em pó
1 colher de acúcar baunilhado ou algumas gotas de essência de baunilha
1 colher de sopa de óleo de coco (ou 2 de óleo de girassol)
300g de mel
150g de pepitas de chocolate

A uma boa porção de flocos de aveia juntam-se nozes, amêndoas e avelãs (eu usei com pele) picadas em pedaços pequenos e juntar-lhes sementes de girassol, abóbora e sésamo. Salpicar a mistura com especiarias como a canela ou o gengibre. À parte, aquece-se o mel com um ou duas colheres de óleo sem sabor (óleo de girassol ou de coco) e o açúcar baunilhado (ou essência de baunilha) apenas até que se misturem, e depois envolver bem com na mistura de sementes.

Depois é só deixá-la no forno pré-aquecido aos 180ºC uns 20 minutos ou até que comece a ficar dourada. Infelizmente vão ter de se manter na cozinha porque a Granola tem que ser revirada de cinco em cinco minutos para não queimar! Por isso fiquem de olho. É mesmo fácil deixar queimar a Granola e terem de comer cereais de pacote outra vez…

Nesta versão de Natal, depois de arrefecer, ainda acrescentei 150g de pepitas de chocolate antes de distribuir a Granola por uns frascos bonitos. No verso da etiqueta acrescentei conselhos de utilização: “Acrescentar umas colheres de Granola a uma boa porção de iogurte natural e fruta da época”. Acho que ficou um belo presente!

 

Do you remember the Granola recipe that I usually do? I think that is my favorite! Is so delicious that I decided to create a Christmas version of it and give it the honorable title of “Christmas handmade gift of the year” last Christmas.

This version is not very different from the original version. I just added a pinch of cinnamon, another of homemade vanilla sugar, some hazelnuts, a good amount of chocolate chips and replaced the sunflower oil by coconut oil. What a move, I know!

Here’s my recipe:

400g whole oat flakes
100g chopped walnuts
50g chopped almonds
50g chopped hazelnuts
100g pumpkin seeds
100g of sunflower seeds
50g of sesame seeds
1 pinch of cinnamon
1 pinch of ginger powder
1 spoon of homemade vanilla sugar or a few drops of vanilla essence
1 tablespoon coconut oil (or 2 of sunflower oil)
300g of honey
150g of chocolate chips

In a big bowl join together the oat flakes, the walnuts, almonds and hazelnuts (I used the skin) chopped into small pieces and add the sunflower, pumpkin and sesame seeds. Sprinkle the mixture with spices such as cinnamon or ginger. Apart, heat the honey with one or two tablespoons of unflavored oil (sunflower or coconut oil) and the homemade vanilla sugar (or vanilla essence) only until they are mixed. Then add it to the seed mixture and mix well.

Then just leave it in the oven at 180 ° C for about 20 minutes or until it starts to golden. Unfortunately you will have to stay in the kitchen because the Granola has to be mixed every five minutes so it does not burn! So keep an eye on that because It’s really easy to let Granola burn and have to eat pack cereals again…!

In this Christmas version, after cooling down, I added 150g of chocolate chips to the Granola and distributed it by some beautiful jars. On the back of the label I added some advices: “Add a few tablespoons of Granola to a good portion of natural yoghurt and season fruit.” I think it turned out a beautiful gift!

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Homemade Granola Favourite Recipe

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Há coisas que tomamos como adquiridas. Os cereais de pequeno almoço e as papas são uma delas. Vêm tão transformados que nos impedem de pensar de onde apareceram, qual a sua origem e porque razão os comemos hoje. Mas o conceito dos cereais de pequeno almoço não foi inventado por nenhuma marca de produtos alimentares. Assim como as papas. Derivam de hábitos alimentares e de receitas que eram feitas em casa um pouco por todo o mundo.
Muito embora a onda recente da culinária caseira tenha vindo para ficar, parece que ainda não nos atingiu em força no que diz respeito a pequenos almoços. Há muitas receitas por aí! Mas ainda não conseguimos aplicá-las devidamente no dia a dia. Não sei se é a nossa vida acelerada, as manhãs agitadas ou a força do hábito de não tomar um bom pequeno almoço em casa, a verdade é que continuamos tendenciosos para a compra e consumo daquelas caixas de cartão milagrosas que enchem todo um corredor de supermercado… mas cheias de quê?

E de facto, não posso esconder que assim que o meu corpo tomou consciência das quantidades brutais de açucares que os cereais contêm começou, aos poucos, a rejeitá-los. Aquilo não estava feito para mim, não me agradava assim tanto o sabor e o meu sistema digestivo começava a reagir. Eu nem sequer tinha de comer aquilo. No entanto, sair sem tomar o pequeno almoço está fora de questão porque eu adoro, acima de tudo, o momento, o espaço temporal de tomar o pequeno almoço. Prefiro vestir-me a correr do que dispensar um minuto que seja do meu tempo a comer logo pela manhã. E hoje, uma coisa que me deixa desconsolada é ter de recorrer aos velhos cereais pré feitos quando não há pão ou o que apetece é ter alguma coisa para combinar com um excelente iogurte caseiro!

Então comecei a procurar alternativas para o pequeno almoço que me dessem alguma diversidade pela manhã, me servissem como escapatórias para eventuais emergências do tipo “Oh não! Não tenho tempo de ir comprar pão!” e que não me deixassem a boca a saber a cartão ou um desconsolo no estômago.
Entre as possibilidades que criei para ter à minha disposição, comecei a fazer Granola em casa. Experimentei várias receitas e percebi que, não só é mais saudável como aguenta bastante tempo num grande frasco, é absurdamente fácil de fazer e deixa um aroma divinal em casa. Foi novamente no Blog da Constança, que encontrei a receita de Granola que faço com mais regularidade. Ela já a adaptou do livro “Gifts from the Kitchen” e, entretanto eu mesma já fiz uma série de variações. Algumas, partilharei convosco muito brevemente! Contudo acho que, para começar, o ideal é mesmo fazerem a receita base e só depois introduzirem alterações consoante os vossos gostos. Podem ver a receita aqui. Como eu vario bastante o que como diariamente ao pequeno almoço, faço apenas uma receita de cada vez. Mas para quem tem muitos adeptos da granola em casa e pretende comê-la diariamente, podem arriscar e fazer a dobrar. Mas atenção, o ideal é mesmo comê-la no prazo de um mês.
Para guardar, um ou dois frascos herméticos são o recipiente ideal já que as latas são mais difíceis de lavar e não vedam devidamente.

Não se esqueçam que o blog está a festejar o seu primeiro aniversário e há uma surpresa, pintada por mim, para todos os que subscreverem! Para saberem mais espreitem aqui.

 

There are things we take for granted. Breakfast cereals and baby cereals are one of them. This type of food is highly transformed that it stop us from thinking about whats in it, where they came from and why we eat them today. But the concept of breakfast cereals was not invented by any food brand. Neither baby cereals. They come from eating habits and recipes that were made at home all over the world many many years ago.
Even though the recent trend of home cooking has come to stay, it does not seem to have hit us yet as far as breakfasts are concerned. There are lots of recipes out there! But we still can not apply them properly in everyday life. I do not know if it’s our fast-paced life, the busy mornings, or the habits of not having a good breakfast at home. The think is that we’re still biased toward buying and consuming those miraculous card boxes that fill an entire supermarket aisle… but full of what?

And indeed, I can not lie: as soon as my body became aware of the brutal amounts of sugars that the breakfast cereals contain, it slowly began to reject them. It was not for me, I did not like the taste so much, and my digestive system was beginning to react. I realized that I did not even have to eat that! However, leaving home without having breakfast is out of the question because I love, above all, the timing of having breakfast in the morning. I’d rather get dressed faster than to give up a minute of my time eating breakfast. And today, one thing that makes me annoyed is to have to rely on that old pre-made cereal when there is no bread at home or other thing to match with an excellent homemade yogurt!

So I began to look for alternatives for my breakfast that would give me some diversity in the morning, to serve as an escape for the eventual “Oh no! I do not have time to go and buy bread!”, that did not leave my mouth tasting like cardboard or a discomfort in my stomach.
Among the possibilities I created to have at my disposal, I started to make Granola at home. I have tried several recipes and realized that not only is it healthier for me, it also holds a long time in a big jar, it is absurdly easy to make and leaves a great aroma at home while your making it. I found the recipe of Granola that I do with more regularity among Constança’s blog. She has already adapted it from the book “Gifts from the Kitchen” and I myself have already made a several alterations. Some, I will share with you very soon! However, I think that, for starters, the best idea is to make the basic recipe and only then make changes according to your tastes. You can follow the recipe here. I make just one recipe at a time. But for those who have many granola eaters at home and want to eat it daily, you can risk and double the recipe. But please, be aware that it must be eaten within a month or so.
To store use one or two hermetically sealed jars. You can also use a tin but they get harder to wash and might not seal properly.

Do not forget that the blog is celebrating its first anniversary and there is a surprise, painted by me, for everyone who subscribes! To know more click here.

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Camino Handmade: cereal bars

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Esta não foi a minha primeira aventura em caminhada. Como já descrevi no blog, fazer trilhos e caminhadas é das minhas coisas favoritas desde sempre. No início ia artilhada com muita água e comida mas, com o tempo, consegui medir cada vez melhor aquilo que deveria levar comigo de forma a ter às costas o menor peso possível sem comprometer o meu bem estar.
Quando uma caminhada se prolonga por mais do que 3h, levo uma sandes reforçada, para almoço, acompanhada de um sumo de frutas, fruta, água, frutos secos e uma ou duas barrigas de cereais. Quando é mais pequena, limito-me à água, aos frutos secos e às barrigas de cereais.
Para o caminho de Santiago, entre as várias coisas feitas à mão que fui concretizando, resolvi investir em criar algumas barras de cereais adaptadas aos nossos gostos e que nos pudessem acompanhar durante os primeiros dias. Podia tê-las comprado, é certo, mas a meio da manhã, quando já estamos longe o bastante, quando o corpo começa a pesar, quando queremos algo que nos reconforte e nos dê ânimo para continuar, são estas pequenas coisas que nos ligam a casa e nos dão amor. É nelas que vemos a nossa capacidade de colocar mãos à obra, de sermos capazes de nos levantarmos, caminharmos, cuidarmos, proteger-nos e alimentar-nos, como qualquer outro ser vivo. Se caminhamos por nossos pés, se decidimos fazer um caminho por nossa determinação, há algo de coerente em sermos também nós a preparar alguma alimentação que nos suporte nas nossas decisões. É toda uma holística que nos devolve alguma autonomia numa sociedade que cultiva a dependência.

Hoje trago-vos uma das receitas que gosto de fazer e que resultou de uma combinação de coisas que fui experimentando ao longo do tempo:

Barras de amaranto, alperce e côco:

1/3 chávena de alperce desidratado bem picado
1/2 chávena de amaranto expandido*
1/2 chávena de manteiga de amendoim (eu uso biológica ou feita em casa)
1/3 chávena de flocos de côco desidratado
1/4 chávena de sementes de chia
1/3 chávena de sementes de abóbora
1/3 chávena de flocos de aveia inteiros
1/2 chávena de mel de flores
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 pitada de sal

*O amaranto expandido é muito difícil de comprar mas muito fácil de fazer. O amaranto é um grão semelhante à quinoa mas mais pequeno. Pode encontrar-se em lojas de produtos biológicos ou nas áreas de alimentação alternativa dos supermercados. Para o expandir basta aquecer bem o fundo de uma panela alta, como se fosse fazer pipocas (não juntar qualquer óleo ao fundo) e ir deitando lá para dentro pequenas porções (uma colher de sopa de cada vez) de amaranto. Reduzir para lume médio e ir agitando até que deixe de ouvir estalidos das pipocas de amarando a rebentar. Retiram-se as pipocas e volta a acrescentar-se mais uma porção de amaranto à panela. Repetir até obter a qualidade adequada. Com o amaranto expandido podem fazer-se excelentes barras de cereais ou as famosas Alegrías, um doce mexicano com amaranto e mel. Se presidir pode substituir por quinoa (reduzindo a quantidade para metade) e expandi-la exactamente da mesma forma.

Aquecer o formo a 125ºC/260ºF. Entretanto, juntar todos os ingredientes numa taça e envolver muito bem. Cobrir uma forma quadrada com cerca de 25-30cm (também é possível usar duas formas de bolo inglês) com papel vegetal. Colocar a mistura na forma e pressionar bem até que a superfície esteja completamente lisa. Colocar no forno, mais ou menos a meio, durante 30-40 minutos. Retirar do forno e deixar arrefecer completamente antes de desenformar. Cortar em quadrados ou rectângulos e embalar em papel vegetal. Conservar preferencialmente no frigorífico a não ser que sejam para ser comidas no espaço de 2-3 dias!

Acho que esta é uma receita que pela sua suavidade é aceite por maior parte dos paladares. Foi uma excelente companhia no caminho e é um excelente snack para a próxima caminhada!

This was not my first adventure in hiking. As I described sometime ago, walking or hiking is one of my favorite things since ever! When I started, many years ago, I was crawling with lots of water and food, but over time I was able to measure what I should take with me in order to keep the weight of my backpack as low as possible without compromising my well-being during the trail.
When a trail lasts more than 3 hours, I take a reinforced sandwich for lunch, accompanied by a fruit juice, fruit, water, nuts and one or two cereal bars. When it is smaller, I confine my snacks to water, nuts and cereal bars.
For theCamino, among several handmade items that I have done, I decided to create some cereal bars adapted to our tastes that could be the perfect snack for the first two or three days. I could have bought them, of course, but by mid-morning, when we’re far enough away from villages, when the body begins to weigh, when we want something that comforts us and gives us the courage to continue, it’s these little things that bind us to home and give us love. It is through them that we see our ability to get to work, to be able to get up, walk, care, protect and feed ourselves, like any other living being. If we walk on our feet, if we decide to make a path for our determination, there is something coherent about also preparing some food that supports us in our decisions. It is a holistic view that gives us some autonomy in a society that cultivates dependency.

Today I bring you one of the recipes I like to make and that resulted from a combination of things that I have been experimenting with over time:

Puffed amaranth, apricot and coconut bars:

1/3 cup finely chopped dried apricot
1/2 cup of puffed amaranth *
1/2 cup peanut butter (I use bio or made at home)
1/3 cup dried coconut flakes
1/4 cup chia seeds
1/3 cup pumpkin seeds
1/3 cup oats
1/2 cup of honey
1 teaspoon cinnamon
1 teaspoon vanilla extract
1 pinch of salt

* Expanded amaranth is very hard to buy but very easy to make. Amaranth is a grain similar to quinoa but smaller. It can be found in organic food stores or in the alternative food areas of supermarkets. To expand it, simply heat the bottom of a tall pan, as if making popcorn (do not add any oil to the bottom) and pour in small portions (one tablespoon at a time) of amaranth. Reduce to medium heat, cover the pan and shake it until you no longer hear any popping from the amaranth grains. Remove the puffed amaranth to a bowl and add another portion of amaranth to the pan. Repeat until you get the amount of puffed amaranth you need. Using puffed amaranth you can make excellent cereal bars or the famous Alegrías, a Mexican sweet made with amaranth and honey. If you want you can substitute it with quinoa (reducing the amount by half) and puff the quinoa it in exactly the same way.

Heat the oven to 125ºC / 260ºF. Meanwhile, combine all the ingredients in a bowl and mix well. Cover a square tin with about 25-30cm (it is also possible to use two English cake tins) with greaseproof paper. Put the mixture in the tin and press well until the surface is completely smooth. Put it in the oven, in the middle, for 30-40 minutes. Remove from the oven and let it cool completely. Cut into squares or rectangles and pack them in greaseproof paper. Store preferably in the refrigerator unless they are to be eaten within 2-3 days!

I think this is a recipe that, by its softness, is accepted by most of the people. It was a great company on the Camino and is a great snack for your next hike!

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