My Zero Plastic Snacks workshop!

 

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O meu último workshop foi sobre Snacks Zero Plástico para levar para todo o lado! Para algumas das formandas a questão dos plásticos era um assunto recente pelo que acabei por esclarecer uma série de dúvidas e fazer uma montanha de sugestões para colocar em prática em vários aspectos da nossa vida.

Contudo, foi unânime que o hábito de comprar snacks ou levar para o trabalho opções embaladas é uma prática enraizada na nossa cultura. Quer crianças como adultos já praticamente deixaram de levar um lanche saudável, típico da nossa infância. Na verdade, como expliquei, quase todas as opções feitas em casa podem ser opções sem plástico caso sejamos conscientes na compra dos ingredientes (opções a granel ou em embalagem de papel) e na embalagem que criamos para os resultados das nossas receitas!

Por isso apresentei três receitas, entre elas as minhas barritas de cereais, feitas com ingredientes que são possíveis de encontrar sem embalagem de plástico, rápidas, saborosas e muito saudáveis.

Por fim, depois de provarmos tudo o que fizemos, ainda sugeri e ensinei uma série de opções para embalagem sem recurso a plástico que se revelaram muito divertidas!

Na próxima semana tenho mais 8 alterações para vos apresentar do meu desafio de baixo impacto em plástico de 2019!

 

My last workshop was about Zero Plastic Snacks to take everywhere! For some of the participants the issue about plastics was a recent issue so I ended up clarifying a several doubts and making a ton of suggestions to put into practice in various aspects of our life.

However, it was unanimous that the habit of buying snacks or taking from home packed snacks options is a practice that is rooted in our culture. Both children and adults practically stopped having a healthy snack, typical of our childhood. In fact, as I explained, almost all homemade choices can be plastic-free options if we are aware of it while we are buying the ingredients (bulk or paper packaging options) and making the packaging for the results of our recipes!

I presented three recipes, including my cereal bars, made with ingredients that are possible to find without plastic packaging, that are fast to make, tasty and very healthy.

Finally, after tasting everything we did, I also suggested and taught a number of plastic-free packaging options that turned out to be so so fun to make!

Next week I will present 8 more swaps of my low plastic impact challenge of 2019!

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My first red velvet cake: happy birthday grandma!

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Era muito raro a minha mãe comprar bolos de aniversário lá para casa. Sempre nos habituamos a que fosse ela a fazer o bolo e, quando isso não acontecia, algo estava mal! Numa época em que o Pinterest não existia para inspirar a nossa imaginação, posso dizer que a minha mãe foi muito criativa: houve bolos em forma de boneca, mesa de chá, piano, piscina, pista de carros, enfim, bastava que tivéssemos um novo hobby e ela arranjava forma de o representar no nosso bolo de aniversário.
Hoje, continuamos a fazer os nossos próprios bolos. Sem a pressão de fazer malabarismos para criar bonecas e piscas de carros, mantem-se o desafio de um bolo original pelo que estamos sempre à procura de uma nova receita para festejar. Desta vez calhou-me a mim fazer o bolo da avó. Não tinha intenções nenhumas de partilhar isto num post mas fiquei tão feliz com o bolo que resolvi partilhar a receita convosco!

Foi o meu primeiro “red velvet” cake. A receita é da Rita Nascimento (já fiz três receitas dela e só tenho coisas boas a dizer). Como o buttermilk é algo difícil de encontrar por cá, segui a recomendação da Rita e usei iogurte. O bolo não é super fofo, mas também não fica seco. A cobertura com marcarpone é genial e o conjunto é, supreendentemente, pouco doce. Contudo, confesso que esta questão do corante ainda me deixa muito reticente… Só usei metade do que a receita pedia e, para mim, a intensidade está boa. Mas, mesmo assim, gostava de conseguir arranjar bons corantes em gel de origem natural. Alguém tem recomendações?

It was very rare for my mother to buy birthday cakes for us. We always got used to her making the cake, and when that did not happen, something was wrong! At a time when Pinterest did not exist to inspire our imagination, I can say that my mother was very creative: there were doll-shaped cakes, a tea table, a piano, a swimming pool, a car lane, you name it. If we had a new hobby she would figure out how to represent it on our birthday cake.
Today, we continue to make our own cakes. Without the pressure to juggle dolls and pianos, it remains the challenge of an original cake. Because of this we are always looking for a new recipe to celebrate. This time I was in charge of making grandma’s cake. I had no intentions of sharing this in a post but I was so happy with the cake that I decided to share the recipe with you!

It was my first “red velvet” cake. The recipe is from Rita Nascimento (I’ve already made three of her recipes and I only have good things to say). Since buttermilk is hard to find around here, I followed Rita’s recommendation and used yogurt. The cake is not super fluffy that it can’t stand the filling and icing, but it also does not get dry at all. The covering with mascarpone is great and the whole set is, surprisingly, not to much sweet. However, I confess that this food dye thing still makes me very reticent… I only used half of what the recipe requested and for me, the intensity is good. But even so, I’d love to find some good natural gel dyes. Does anyone have recommendations?
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Cinammon buns, Kanelbulle , Zimtschnecke… and a happy Easter!

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Há mais ou menos um ano estive na Suécia e dei de caras com um novo conceito de refeição mais ou menos equivalente ao nosso “ir tomar um café”: o Fika. Fika pode ser um nome ou um verbo. Fazer fika é contudo um pouco diferente da nossa pausa para café. É quase uma pausa instituída que inclui uma bebida e doces. Aliás, no fika não se pode dizer que o café venha acompanhado de um doce… é mais o contrário, são os doces que são os reis do fika e que são acompanhados por uma bebida, em geral café. Pode acontecer a vários momentos do dia mas é sobretudo a meio da tarde que os suecos param o que estão a fazer e se juntam para o fika na rua, nos locais de trabalho, etc. E as expectativas são altas: os doces podem ser bastante requintados e constituir uma fatia de tarde, pequenos quadradinhos de pastelaria francesa com cremes e fruta mas o mais tradicional é comerem-se os famosos rolos de canela, os “Kanelbullar” ou mais conhecidos por “cinnamon buns” ou “Zimtschnecke” na Alemanha.

 

Ora, com a Páscoa à porta e ainda com a Primavera tão tímida, achei que um Kanelbulle ia muito bem com o chá da tarde e resolvi fazer um tabuleiro para matar as saudades dos países nórdicos e da europa central… Quero muito acertar a minha própria receita mas, para já, foi esta a receita vencedora!
Aproveito para desejar a todos uma Páscoa muito feliz!

 

About a year ago I was in Sweden and I found a new concept of meal which is more or less equivalent to our “go for a coffee”. It’s called “Fika”. Fika can be other a noun or a verb. Making fika is, however, a bit different from our coffee break. It’s almost an instituted break that includes a drink and sweets. In fact, regarding fika, one can’t say that the coffee comes accompanied by a sweet… it is the opposite, it is the sweet that is the fika “star” that are accompanied by a drink, usually coffee. It can happen at various times of the day but it is mainly in mid-afternoon that the Swedes stop what they are doing and join to fika on the street, in the workplace, etc. And the expectations are high: the sweets can be quite exquisite like a slice of tart, small squares of french pastry with cream and fruit, but the most traditional is to eat the famous “Kanelbullar”,  better known by “cinnamon buns” or “Zimtschnecke” in Germany.

 

Well, with Easter just around the corner and spring still so shy around here, I thought that a Kanelbulle might go very well with the afternoon tea and I decided to make a tray to recall my visits to the nordic countries and central Europe… I want to fix my own recipe but, for now, I am just following this one!
Happy Easter to you all!
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Caramel popcorn for every single movie!

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Esta estação é muito propícia a ficar em casa e passar tardes inteiras no sofá a ver filmes ou séries. Embora eu seja adepta de contratar este espírito e tentar sair cá para fora, há dias em que a melhor opção é mesmo juntar os amigos e ver um bom filme! E não há bom filme sem pipocas… de caramelo!

Durante anos procurei uma receita decente de pipocas com caramelo mas: ora queimavam tudo, deixavam uma trapalhada na cozinha ou as pipocas moles…
Até que um dia acabei por me inspirar em receitas que resultaram mais ou menos para mim e criei a minha própria receita. E não há filme por aqui em que eu tenha autorização para falhar nas pipocas, porque todos os amigos gostam!

Para o Caramelo:
Num tacho pequeno juntar uma colher de sopa bem cheia de manteiga, uma chávena de açúcar mascavado e 4 colheres de sopa de agua. Levar ao lume e até ferver. Deixar ferver 10-15 minutos em lume baixo.

Para as pipocas:
Pré aquecer o forno nos 180ºC. Colocar 3 colheres de sopa de óleo de amendoim numa panela grande e juntar 3 grãos de milho para pipocas. Acender o lume e tapar. Quando um dos grãos de milho rebentar abrir a panela e acrescentar meia chávena de milho para pipocas e voltar a tapar. Reduzir para lume médio e, com duas pegas, levantar e agitar a panela durante 15 segundos e pousar durante 5 segundos. Repetir por mais 15 segundos e pousar por mais 5. Repetir até que todas as pipocas rebentem. Desligar o lume e passar as pipocas para um tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal.
Espalhar o caramelo sobre as pipocas em fio. Com uma espátula envolver bem as pipocas no caramelo e levar ao forno por 15 minutos revirando as pipocas a meio do tempo.
Por fim, deixar arrefecer ligeiramente antes de colocar as pipocas em recipientes para que fiquem estaladiças!

This season is always push us to stay at home and spend entire afternoons on the couch watching movies or series. Although I’m all about spending time outside in the winter, there are days when the best option is to join friends and see a good movie! And there is no movie time without popcorn… caramel popcorn!

For years I tried to find a decent recipe of caramel popcorn but there was always something: they burned everything, left a mess in the kitchen, I didn’t get the crisp popcorn I was looking for.
Until one day I tried to mix some recipes that worked just fine and I created my own recipe. And there’s no movie night around here in which I’m allowed to forget to make my caramel popcorn because all my friends like them!

For the Caramel:
In a small saucepan, add a tablespoon of butter, a cup of brown sugar and 4 tablespoons of water. Bring it to the boil. Boil for 10-15 minutes on low heat.

For the popcorn:
Preheat the oven at 180ºC. Put 3 tablespoons of peanut oil in a large pan and add 3 grains of corn. Light the heat and cover the pan. When one of the grains pop, open the pan and add half a cup of corn and cover it again. Reduce to medium heat and lift and shake the pan for 15 seconds. Rest for 5 seconds. Repeat for another 15 seconds and rest for 5 more. Repeat until all the corn grains pops. Turn off the heat and transfer the popcorn to a baking tray lined with baking paper.
Spread the caramel over the popcorn. With a spatula involve the popcorns well in the caramel and take them to the oven for 7 minutes. Turn the popcorns and let them in the oven for 7 more minutes.
Finally, let them cool slightly before transfer the popcorn into containers so that they get nice and crisp!

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