Caramel popcorn for every single movie!

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Esta estação é muito propícia a ficar em casa e passar tardes inteiras no sofá a ver filmes ou séries. Embora eu seja adepta de contratar este espírito e tentar sair cá para fora, há dias em que a melhor opção é mesmo juntar os amigos e ver um bom filme! E não há bom filme sem pipocas… de caramelo!

Durante anos procurei uma receita decente de pipocas com caramelo mas: ora queimavam tudo, deixavam uma trapalhada na cozinha ou as pipocas moles…
Até que um dia acabei por me inspirar em receitas que resultaram mais ou menos para mim e criei a minha própria receita. E não há filme por aqui em que eu tenha autorização para falhar nas pipocas, porque todos os amigos gostam!

Para o Caramelo:
Num tacho pequeno juntar uma colher de sopa bem cheia de manteiga, uma chávena de açúcar mascavado e 4 colheres de sopa de agua. Levar ao lume e até ferver. Deixar ferver 10-15 minutos em lume baixo.

Para as pipocas:
Pré aquecer o forno nos 180ºC. Colocar 3 colheres de sopa de óleo de amendoim numa panela grande e juntar 3 grãos de milho para pipocas. Acender o lume e tapar. Quando um dos grãos de milho rebentar abrir a panela e acrescentar meia chávena de milho para pipocas e voltar a tapar. Reduzir para lume médio e, com duas pegas, levantar e agitar a panela durante 15 segundos e pousar durante 5 segundos. Repetir por mais 15 segundos e pousar por mais 5. Repetir até que todas as pipocas rebentem. Desligar o lume e passar as pipocas para um tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal.
Espalhar o caramelo sobre as pipocas em fio. Com uma espátula envolver bem as pipocas no caramelo e levar ao forno por 15 minutos revirando as pipocas a meio do tempo.
Por fim, deixar arrefecer ligeiramente antes de colocar as pipocas em recipientes para que fiquem estaladiças!

This season is always push us to stay at home and spend entire afternoons on the couch watching movies or series. Although I’m all about spending time outside in the winter, there are days when the best option is to join friends and see a good movie! And there is no movie time without popcorn… caramel popcorn!

For years I tried to find a decent recipe of caramel popcorn but there was always something: they burned everything, left a mess in the kitchen, I didn’t get the crisp popcorn I was looking for.
Until one day I tried to mix some recipes that worked just fine and I created my own recipe. And there’s no movie night around here in which I’m allowed to forget to make my caramel popcorn because all my friends like them!

For the Caramel:
In a small saucepan, add a tablespoon of butter, a cup of brown sugar and 4 tablespoons of water. Bring it to the boil. Boil for 10-15 minutes on low heat.

For the popcorn:
Preheat the oven at 180ºC. Put 3 tablespoons of peanut oil in a large pan and add 3 grains of corn. Light the heat and cover the pan. When one of the grains pop, open the pan and add half a cup of corn and cover it again. Reduce to medium heat and lift and shake the pan for 15 seconds. Rest for 5 seconds. Repeat for another 15 seconds and rest for 5 more. Repeat until all the corn grains pops. Turn off the heat and transfer the popcorn to a baking tray lined with baking paper.
Spread the caramel over the popcorn. With a spatula involve the popcorns well in the caramel and take them to the oven for 7 minutes. Turn the popcorns and let them in the oven for 7 more minutes.
Finally, let them cool slightly before transfer the popcorn into containers so that they get nice and crisp!

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Pistachio and chocolate cereal bars to take outside

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Ao longo do tempo comecei a partilhar convosco alguns posts relacionados com a natureza e a minha ligação com ela. E até me comprometi a aumentar o conteúdo destes assuntos por aqui!
E entre as várias ideias que tenho em mente, quero falar um pouco do que levo comigo quando me aventuro lá fora: do equipamento, das coisas que faço à mão, que me acompanham e intensificam as minhas ligações com a natureza quando lhe dedico algum do meu tempo e admiração.
Já vos falei aqui nas barras de cereais que fiz e levei no Caminho de Santiago. Foram um sucesso e fizeram-me querer experimentar outras receitas!
É que quer numa caminhada longa como numa caminhada curta, eu nunca dispenso uma boa barra de cereais que contenha a energia necessária para caminhar, trepar, saltar e, no inverno, para ajudar a manter a temperatura corporal. Eu posso comprar as barritas, mas a ideia de sair e levar comigo algo feito por mim para comer, traz mais coerência, mais intensidade e harmonia ao conceito de estar perto da natureza e ser parte integrante e dependente dela!

 

Este inverno, para as minhas saídas de campo, tenho repetido uma receita que encontrei aqui e que, depois das barras de amaranto alperce e côco, são as favoritas para levar na mochila quando o destino está lá fora!

 

Pistácio e chocolate é uma combinação de peso. O pistácio, só por si, é um excelente acumulador de energia e óleos saudáveis e o chocolate combina na perfeição com frutos secos e o toque reconfortante da manteiga de amendoim. Estas barritas não duram tanto tempo quanto as de alperce e coco dado que o chocolate tem um menor tempo de vida. Mas no inverno e preferencialmente no frigorífico podem durar mais ou menos 2, 3 meses no máximo. Nunca cheguei a vê-las tanto tempo no frigorífico porque, para além de mim, têm reconfortado o estômago e aquecido o coração dos meus companheiros de caminhada!

 

Over time I started to share with you some posts related to nature and my connection with it. And I even committed myself to increase the content of this subject here on the blog!
And among the several ideas I have in mind, I want to write a little about what I take with me when I go outside: the equipment, the things I do by hand that I take on any backpack that intensify my connections with nature when I take my time to be with her.
I already wrote about the cereal bars I made and took on the Camino de Santiago. They were a huge success and made me want to try different recipes!
It does not matter if I go on a long or short walk: I never forget to take a good cereal bar that contains the proper amount of energy to walk, climb, jump, and (at least during the winter) to help maintain my body temperature. I can buy the cereal bars of course! But the idea of going out and take with me something made by me to eat, brings more coherence, more intensity and harmony to the concept of being close to nature and being an dependent part of it!

 

This winter, for my field trips, I have repeated a recipe I found here and that comes in second place on our favorites to carry in the backpack, just after the amaranth, apricot and coconut bars!

 

Pistachio and chocolate is a strong combination. The pistachio is an excellent source of energy and healthy oils, and the chocolate blends perfectly with every nut and the comforting flavour of peanut butter. These bars do not last as long as those of apricot and coconut because the chocolate has a shorter life time. But in winter they can can last for about 2, 3 months at most, preferably in the refrigerator. In fact I don’t know! I have never had them in the fridge for so long because, beyond me, they have comforted the stomach and warmed the hearts of my hiking and nature lovers fellows!
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Christmas Granola Recipe

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Lembram-se da receita de Granola que costumo fazer regularmente? Acho-a tão deliciosa que resolvi criar uma versão de Natal e atribuir-lhe o honroso título de “Presente feito-à-mão oficial de Natal” do ano passado e que distribuí pela família e amigos.

A versão não é muito diferente da versão original sendo que apenas acrescentei uma pitada de canela, outra de açúcar baunilhado feito em casa, algumas avelãs, uma boa quantidade de pepitas de chocolate e substituí o óleo de girassol por óleo de coco. Uma desgraça, eu sei!

Aqui vai a minha receita:

400g flocos de aveia inteiros
100g de nozes picadas
50g de amêndoas picadas (com casca)
50g de avelã picada (com casca)
100g de sementes de abóbora
100g de sementes de girassol
50g de sementes de sésamo
1 pitada de canela
1 pitada de gengibre em pó
1 colher de acúcar baunilhado ou algumas gotas de essência de baunilha
1 colher de sopa de óleo de coco (ou 2 de óleo de girassol)
300g de mel
150g de pepitas de chocolate

A uma boa porção de flocos de aveia juntam-se nozes, amêndoas e avelãs (eu usei com pele) picadas em pedaços pequenos e juntar-lhes sementes de girassol, abóbora e sésamo. Salpicar a mistura com especiarias como a canela ou o gengibre. À parte, aquece-se o mel com um ou duas colheres de óleo sem sabor (óleo de girassol ou de coco) e o açúcar baunilhado (ou essência de baunilha) apenas até que se misturem, e depois envolver bem com na mistura de sementes.

Depois é só deixá-la no forno pré-aquecido aos 180ºC uns 20 minutos ou até que comece a ficar dourada. Infelizmente vão ter de se manter na cozinha porque a Granola tem que ser revirada de cinco em cinco minutos para não queimar! Por isso fiquem de olho. É mesmo fácil deixar queimar a Granola e terem de comer cereais de pacote outra vez…

Nesta versão de Natal, depois de arrefecer, ainda acrescentei 150g de pepitas de chocolate antes de distribuir a Granola por uns frascos bonitos. No verso da etiqueta acrescentei conselhos de utilização: “Acrescentar umas colheres de Granola a uma boa porção de iogurte natural e fruta da época”. Acho que ficou um belo presente!

 

Do you remember the Granola recipe that I usually do? I think that is my favorite! Is so delicious that I decided to create a Christmas version of it and give it the honorable title of “Christmas handmade gift of the year” last Christmas.

This version is not very different from the original version. I just added a pinch of cinnamon, another of homemade vanilla sugar, some hazelnuts, a good amount of chocolate chips and replaced the sunflower oil by coconut oil. What a move, I know!

Here’s my recipe:

400g whole oat flakes
100g chopped walnuts
50g chopped almonds
50g chopped hazelnuts
100g pumpkin seeds
100g of sunflower seeds
50g of sesame seeds
1 pinch of cinnamon
1 pinch of ginger powder
1 spoon of homemade vanilla sugar or a few drops of vanilla essence
1 tablespoon coconut oil (or 2 of sunflower oil)
300g of honey
150g of chocolate chips

In a big bowl join together the oat flakes, the walnuts, almonds and hazelnuts (I used the skin) chopped into small pieces and add the sunflower, pumpkin and sesame seeds. Sprinkle the mixture with spices such as cinnamon or ginger. Apart, heat the honey with one or two tablespoons of unflavored oil (sunflower or coconut oil) and the homemade vanilla sugar (or vanilla essence) only until they are mixed. Then add it to the seed mixture and mix well.

Then just leave it in the oven at 180 ° C for about 20 minutes or until it starts to golden. Unfortunately you will have to stay in the kitchen because the Granola has to be mixed every five minutes so it does not burn! So keep an eye on that because It’s really easy to let Granola burn and have to eat pack cereals again…!

In this Christmas version, after cooling down, I added 150g of chocolate chips to the Granola and distributed it by some beautiful jars. On the back of the label I added some advices: “Add a few tablespoons of Granola to a good portion of natural yoghurt and season fruit.” I think it turned out a beautiful gift!

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Tea: one remedy for all kinds of problems!

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Há uns tempos ouvi falar de alguém que tem uma única solução para todos os problemas. Não propriamente para os problemas, mas para o reboliço de sentimentos com que estes nos deixam e que é, na maior parte das vezes, contraproducente. E essa solução é uma boa chávena de chá ou infusão. Os ingleses têm muito deste espírito: “Vamos por a chaleira ao lume!” Seja qual for a problemática que esteja à nossa frente…

Se pensarmos, são inúmeras as motivações para perder tempo com um chá aromático, sobretudo quando algo treme no nosso dia-a-dia!
Quando ficamos doentes com gripe, uma infusão de gengibre limão e mel é o melhor remédio. Quando o problema é a rouquidão, um punhado de perpétuas roxas na chaleira faz milagres. Quando a digestão é mal feita resolve-se com algumas sementes de funcho e anis-estrelado. Se o problema é adormecer, uma infusão de verbena, menta e tília é a combinação certeira. Quando estamos em baixo, nada como uma infusão de hortelã-pimenta acompanhada de uma bolacha de chocolate e avelã. Para acompanhar um amigo no lanche da tarde e conversar sobre tudo e mais alguma coisa, um chá preto com bergamota e um pingo de leite é a receita certa. Para para receber uma amiga em casa, para relaxar e por o tricô em dia (nas suas duas versões) um chá branco com arando deixa a fantasia feminina rolar. E o melhor chá a levar numa termos para beber a meio de uma caminhada na natureza durante o outono ou inverno é, sem dúvida, um chá verde!

O poder restaurador, reconfortante de uma chávena de infusão ou chá parece envolto em mitos mas é mundialmente conhecido e implementado desde que o homem se lembra. Não será por acaso, já que o chá é principalmente constituído por água. Ora a água gera em nós a sensação de algo conhecido, de conforto, limpeza, calma (beber exige algum relaxamento na respiração que nos obriga a parar) sendo que esta sensação não é apenas psicológica mas também f´fica porque efectivamente, uma dose de chá dilui e limpa-nos de componentes que nos fazem mal, que estão a mais ou no local errado. Depois há ainda as propriedades curativas das plantas em infusão que, consoante a conjugação, nos fazem sentir melhor. Por fim, o facto de se tomar quente (geralmente), um chá deixa-nos a alma e o corpo igualmente reconfortados e parece cooperar com o nosso termostato, permitindo-nos desviar a energia para outras funções, entre elas, gerir o stress, pensar melhor, limpar o organismo.

Mas ingerir um gole de chá à pressa está a milhas de ter o efeito desejado! É que nesta questão de beber chá, uma parte importante do seu efeito está associada ao ritual que ele envolve, como uma indulgência sem consumismo nem snacks dos quais nos arrependemos no espaço de 5 minutos. Escolher a nossa chávena favorita, escolher o chá apropriado para o momento, aprecia-lo e cheirá-lo enquanto o colocamos no infusor (não é por acaso que deixei de comprar chá em saquetas), esperar que a água entre em ebulição, aguardar 2-3 minutos para que a temperatura da água desça apenas ligeiramente para uma infusão perfeita e depois, aproveitar o aroma na cozinha enquanto esperamos 3-4 minutos para que o chá fique pronto… Depois escolher onde nos vamos recostar e demorar, para por fim beber devagar, pela força da temperatura, e pelo prazer do sabor. Tudo isto exige tempo, o tempo necessário para acalmar, respirar fundo, antes de avançar com atitudes, decisões e voltar à realidade deixando a vida passar ainda que apenas por alguns minutos.

Há quem pense que o slow living é um conceito teórico, que envolve mudanças drásticas na vida de toda a gente e que não se coaduna com o mundo actual. E a verdade é que podemos começar por dar uma oportunidade a uma chávena de chá, e à consciência activa do seu ritual. É a melhor maneira de encarar as festas que se aproximam!

 

Some time ago I have heard of someone who has a single solution to all problems. Not for the problems themselves, but for the hurricane of feelings with which they can leave us, and which are, in most cases, counterproductive. And this solution is a good cup of tea or infusion. In fact, the English people have much of this spirit: “Let’s put the kettle on!” Whatever problem is ahead of us …

If we think about it, there are countless reasons to have some time drinking an aromatic tea, especially when something shakes our daily life!
When we get sick, an infusion of lemon, ginger and honey is the best practice. When the problem is hoarseness, a handful of globe amaranths in the kettle works its miracles. When digestion is poorly done it can be tranquilized with some fennel and star anise seeds. If the problem is not falling asleep, an infusion of verbena, mint and lime tree is the best combination. When we’re down, nothing like an infusion of peppermint with a chocolate and hazelnut cookie. To meet a friend in the afternoon and talk about a little of everything, a black tea with bergamot (real grey) with a bit of milk is the right recipe. To receive a girlfriend at home to relax and knit, a white tea with a cranberry accentuates the feminine. And the best tea to take in thermic bottles for drinking during a nature walk in the fall or winter is, undoubtedly, a green tea!

The restful, comforting power of an infusion or tea cup seems wrapped in myths but is worldwide known and implemented since history remembers. It will not be by chance, since the tea is mainly constituted by water. Water generates sensation of something known, comfort, cleanliness, calm (drinking requires some breathing relaxation that forces us to stop) and this sensation is not only psychological but also physical because a dose of tea dilutes and cleans us of components that make us ill, that are over produced or concentrated or in the wrong place of our organism. Then there are, of course, the healing properties of infused plants that make us feel better. Finally, the fact that we use to have our tea warm, it leaves our soul and body equally comforted and cooperates with our thermostat, allowing our body to apply that energy on other functions, among them, manage stress, think better, clean the body.

But swallowing a cup of tea in a hurry is miles away of the desired effect! That is because the main effect of drinking tea is associated with the ritual that it involves, as an indulgence without consumerism or bad snacks of which we will regret 5 minutes later. Choosing our favorite cup, the right tea for the moment, enjoying it and smell it while we put it in the infuser (I stopped buying tea in sachets once and for all), waiting for the water to boil, waiting 2 -3 minutes so that the water temperature drops only slightly for a perfect infusion and then, enjoying the aroma in the kitchen while we wait 3-4 minutes for the tea to be ready… Then choosing where we are going to lie down and taking time to finally drink, slowly because of the temperature and the pleasure of taste. All of this requires time, the time it takes to calm down, to take a deep breath, before moving forward with attitudes, decisions, and getting back to reality, letting life goes bye even for just a few minutes.

There are those who think that the slow living is a theoretical concept that involves drastic changes in our the lives and that does not fit the world development. And the truth is that we can start slowly too… perhaps by giving a chance to a nice cup of tea. It is the best way to embrace the next holiday season!

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