Pin cushion

 

(scroll for the English version)

Eu precisava de um alfineteiro. Já vi um tutorial muito original no grupo Cose+ sobre uma alfineteira magnética feita com um prato de pão ou outro prato pequeno. Pareceu-me tão prático que até já arranjei um prato com o tamanho ideal! Mas como as alfineteiras nunca são demais e nos permitem separar os diferentes tipos de alfinetes que gostamos de usar, não resisti em fazer um mais tradicional.
Este foi o primeiro projecto que fiz a partir deste livro que ainda é um dos meus livros de crafts favoritos.
A conveniência desta alfineteira é que pude usar uns quantos retalhos, bem pequenos, de tecidos de que gosto muito e criar, em menos de uma hora, uma alfineteira com o tamanho ideal, bastante estável (não gosto muito das alfineteiras quadradas, tipo almofada, porque acho que se movem com muita facilidade) e muito original!
Ainda não tenho um stash arrojado o suficiente para criar o efeito arco-íris que o livro sugere e que eu adoraria reproduzir! Mas espero poder repetir este projecto no futuro. Eu planeio usar muito a minha alfineteira!

I needed a pincushion. I have seen a very unique tutorial in the Cose + facebook group about a  magnetic pincushion made with a bread dish. It seemed so practical that I already got a small dish with the perfect size to make it! But as pincushions are never enough and allow us to separate the different types of pins we like to use, I couldn’t resist on making a more traditional one.
This was the first project I did from the patterns of this book that is one of my favorite craft books. 
The convenience of this pincushion is that I used a few scraps from fabrics I love to create, in just an hour, a pincushion with the ideal size, very stable (I don’t like the square pincushions because I think they move a lot) and very original!
I do not have a bold stash to be able to create the rainbow effect that the book suggests despite I would love to! But I hope to repeat this project in the future. I plan to use my pincushion a lot!

Continue Reading

Book Review: Last-minute Patchwork + Quilted Gifts

Há uns tempos atrás alguém lançou a questão no Instagram: qual é o vosso livro de crafts favorito?
Eu tive alguma dificuldade em responder. Não foi porque tivesse dificuldade em escolher mas antes porque não conseguia sair daquele que é, até agora, o meu livro de crafts favorito: o “Last-minute Patchwork + Quilted Gifts”. Digo que tive dificuldade em escolher porque este é um livro de costura/patchwork apenas e, por isso, apenas aborda uma porção muito limitada dos crafts que eu adoro fazer. Eu queria escolher um livro mais abrangente.
Por isso, em jeito de fazer uma book review, seguem as minhas razões.

Este é um livro que se começa a julgar pela capa. Para quem não sabe o “Last-minute Patchwork + Quilted Gifts” é um livro da Jaoelle Hoverson, uma das proprietárias da Purl SoHo em Nova Iorque. O livro promete uma imagem caracteristicamente limpa e projectos simples onde a cor é a principal protagonista. A promessa é feita na capa e é cumprida em todas as páginas, sem excepção. O livro chega ser enebriante de tão visualmente delicioso.
Os projectos são muito variados mas em vez de estarem divididos por tipo de utilização ou nível de dificuldade, estão ordenados pelo tempo que levam a fazer. Assim, quando tivermos pressa em fazer um belo presente basta folhear as primeiras páginas e escolher o projecto que mais nos agradar dentro do tempo disponível.
As explicações raramente são acompanhadas de imagens mas, para ser honesta, só reparei neste aspecto quando comecei a escrever este post, o que significa que o texto é tão claro que nunca senti falta de nenhuma imagem.
Há projectos para todas as idades, gostos e personalidades: desde os mais pormenorizados até projectos de grande impacto que nem por isso são difíceis de fazer.
Confesso que ainda não fiz muitos projectos deste livro porque gostava de introduzir mais cores no meu stash e brincar tanto com elas como o livro me impele, mas posso dizer que já o folheei umas cem vezes só pelo prazer. O primeiro projecto concretizado foi a alfineteira que mostrei neste post e que ainda continua a ser a minha fiel companheira. Na lista está esta capa de edredão que gostava de fazer com um Liberty e que creio que vai ser reproduzida mais do que uma vez; estas fronhas de almofada e, um dia, quem sabe, esta roda das cores para pendurar na parede!

Some time ago someone raised this question on Instagram: What is your favorite craft book?
I struggled a bit because I couldn’t get away of the “Last-minute Patchwork + Quilted Gifts” book. I mean, this is mostly a sewing/patchwork book that only covers a small part of the crafts that I love to do. I wanted to choose a more embracing book. But I love it, so here it is a book review to explain my reasons.

“Last-minute Patchwork + Quilted Gifts” is a book by Jaoelle Hoverson, one of the owners of Purl SoHo in New York City. The cover promises the distinct clean image that we are used to from Purl SoHo and a number of very simple projects where color is the main character. I always feel bad by judging the book by its cover, however, these promises are accomplished on every single page. And the colors of the projects are intoxicating and visually delicious.
The projects have several themes and uses but instead of being divided by type or level of difficulty, they are ordered by the time it takes to do them. So when we are hurry to make a nice gift we just flip through the first few pages and only have to choose the project we prefer within the time available.
The explanations are rarely accompanied by images but to be honest, I just noticed this when I started writing this post, which means that the text is so clear that I never missed image support.
There are projects for all ages, tastes and personalities: from the most detailed toy, to the large-impact projects that, by the way, aren’t that difficult to make.
I confess that I haven’t done many projects from this book because I would like to introduce more colors in my stash and play with them as much as the book suggests. However, I’ve thumbed through this a hundred times just for the pleasure of seeing the wonderful colours. The first thing I did was this pincushion I wrote about on this post (link), which still is my faithful companion pincushion. On my list are: this duvet cover that I would like to do with a Liberty fabric (and that I believe I will do more than once), these pillow cases and, who knows, this color wheel to hang on the wall!
Continue Reading

Book review: Mãos à obra!

(scroll for the English version)

Nunca estive tão ansiosa pelo lançamento de um livro como pelo “Mãos à obra!” da Constança. Descobri o blog (na altura era o Saídos da Concha) há cerca de três ou quatro anos. E foi por acaso, quando procurava opiniões sobre como comprar tecidos on-line. Uns dois meses mais tarde fui lá parar novamente noutra pesquisa qualquer e, a partir daí, acho que devo ter lido o blog todo de trás para frente!
Identifico-me muito com os princípios dela e creio ter encontrado naquelas palavras todas alguém semelhante. A internet pode ter um milhão de problemas mas eu não posso esquecer como me permitiu encontrar pares, ou seja, pessoas que partilham os mesmos interesses e que nos fazem sentir um pouco mais “normais”. Em comum com a Constança tenho uma grande vontade de sentir as estações e usar os materiais naturais para criar à mão, que é o melhor e mais natural instrumento de todos. Não importa muito se o tema ou os interesses são muito definidos. O meu blog é de histórias, experiências, não tem um tema só… a não ser esta linha feita à mão.

Quando o livro finalmente saiu, foi uma enorme alegria descobrir o “Mãos à obra” porque ele tem muitas coisas que me agradam num bom livro de crafts: projectos que funcionam, materiais acessíveis, fotografias convidativas e uma ligação com o público alvo.
Em primeiro lugar a Constança estabelece uma grande cumplicidade com o leitor. Abre o tema, justifica-o, dá-lhe estatuto. Depois aborda as áreas em que ela mais gosta de trabalhar: arranjos florais, projectos de costura, decoração, conservas e bolos. E antes de se iniciar nos projectos recomenda materiais e define as principais técnicas usadas no decurso do livro.
Seguem-se os projectos divididos pelas estações do ano, como não podia deixar de ser, porque esta é de facto a opção mais lógica face à diversidade, praticidade e pertinência de todos eles. O formato de apresentação é clássico, porque numa equipa vencedora não se mexe e porque os projectos, já por si, são encantadores e não precisam de distracções. Para rematar o carácter feito-à-mão, a Constança dá explicações numa linguagem extremamente simples, acompanhadas das suas próprias fotografias.

Pronto, que eu possa expressar, o livro é isto! Mas quando leio o que acabei de escrever… bom, para quem a acompanha com tanto carinho, as palavras parecem poucas e pobres.
Não me interpretem mal. Nunca estive com a Constança pessoalmente, não posso dizer que conheça sequer 1/4 do que ela vive todos os dias e até há bem pouco tempo nunca tinha ouvido a sua voz. Mas sei que tudo neste livro foi feito em casa, à medida de uma família real, num contexto real, como o meu ou o de qualquer um de vocês. Por causa disso garanto-vos que o livro, assim como o blog, foi resultado de muito uso do abre-casas, muitas fotografias tiradas sem luz durante o Inverno inglês, posts de verão escritos enquanto o frio neozelandês se faz sentir, muitos livros empilhados a fazer a vez daquele tripé, muitas sessões fotográficas alegremente interrompidas por um Rodrigo e um Pedro, muitas bobines vazias, muitas compotas que passaram o ponto, muitas flores que afinal não abriram e de muitos bolos em que ela, acontece, esqueceu o fermento, tal e qual como eu! O resultado é apenas o fruto da perseverança, da experiência e de uma vontade enorme de partilhar com o mundo as maravilhas do saber fazer.

I’ve never been so excited by the launch of a book as by the “Mãos à Obra” book from Constança. I discovered her blog about three-four years ago, by chance, when I was looking for opinions on how to buy fabric online. A couple of months later I got there again and from then I think I must have read all her blog posts! I truly recognize the principles of the blog and and I think I have found in her words some pairing I always struggle to find. The internet may have a million problems but I can not forget how it allowed me to find peers, that is, people who share the same interests and who make us feel a little more “normal”. I have several things in common with Constança: a great desire to go with the seasons and use natural materials to create, with my own hands, which are the best and most natural instruments of all! It doesn’t matter much whether the topic or the interests are very defined. My blog is about stories, experiences, does not have a unique theme, unless this handmade thing…

When the book finally came out, it was a great joy to discover “Mãos à Obra” because it has many things that please me in a good craft book: projects that work, using affordable materials, awesome photos and a text that creates a connection with the audience.
In the first place, Constança establishes a great complicity with the reader. She opens the subject, justifies it, gives it status. After that, it addresses the areas that she likes to work with: flower arranging, sewing projects, decoration, preserves and cakes. But before starting the projects, she recommends the most common materials and defines the main techniques used in the course of the book.
The projects are divided by season, as they should, because this is, in fact, the most logical choice due to the diversity, practicality and relevance of all of them. The format is classic, because you don’t change thinks that work, do you? And because the projects, alone, are charming! They just don’t need distractions! To keep it all handmade, Constança gives her own tips accompanied by her own photographs.

Okay, so… if I know how to express myself, this is it! But when I read these last paragraphs, oh my… for those who accompany her with such affection, my words seem so short and poor…
Don’t get me wrong. I’ve never met Constança face-to-face, I don’t even know 25% of what her everyday live is and until some time ago I had never heard her voice. But I know that everything in this book was homemade, in a “real family” context, as mine or yours. Because of that, I assure you that this book, like her blog, is the result of excessive use of the seam reaper, hundreds of photo shoots with no natural light during the English winter, lots of summer posts while is freezing outside in NZ, many books piled to replace a proper tripod, several photo shoots happily interrupted by Rodrigo and Pedro, many empty bobbins, lots of jams that passed the thickening point, many flowers that, in the end, did not bloom and some cakes that haven’t rise because, you know, she forgot the baking powder, just like I do! The result, however, is the product of perseverance, experience and a strong desire to share with the world the wonders of know-how.

Continue Reading

Diana’s pre cut baby blanket

 

(scroll for the English version)

Quando comecei a aventurar-me no patchwork comprei um conjunto de tecidos pré cortados, um charm pack.

Um charm pack é um conjunto de 42 quadrados com 5×5 polegadas de tecidos de uma colecção. Em geral, estes tecidos combinam bem entre si já que foram desenhados em conjunto. O meu charm pack tinha uma colecção dos tecidos da colecção Scrumptious da Moda Fabrics que são muito florais e femininos!
No início não estava convencida da utilidade de 42 quadrados com pouco mais de 12cm de lado, mas depressa encontrei uma série de projectos para os usar.
Acima de tudo compreendi que utilizar conjuntos de tecidos pré-cortados permite-me criar projectos de patchwork com uma grande variedade de motivos sem ter de adquirir o mesmo número de tecidos a metro, o que ficaria bastante dispendioso! Para além disso, são muito úteis para iniciantes no patchwork que querem focar-se um pouco na costura e não tanto no corte.

Depois de alguns meses na prateleira à espera do projecto ideal acabei por usar o charm pack para fazer uma pequena manta de patchwork para a bebé da minha prima que pode ser usada como manta de alcofa, no carrinho de bebé ou como manta de brincadeiras.
Usei os tecidos da forma mais simples. Dispus os quadrados uns ao lado dos outros até conseguir uma distribuição coerente e avancei para a máquina de costura!
Para o verso da manta usei um tecido liso para compensar a grande variedade de tecidos da frente. Optei pelo Melon Kona cotton solids da colecção de Robert Kaufman que é muito parecido com o tom rosa dos tecidos do charm pack. Usei um enchimento com 80% algodão e 20% de polyester e linha vermelha para criar um motivo quadriculado.
Para o viés usei um tecido vermelho que já tinha e que combinava na perfeição com os tecidos da frente. Pela primeira vez (sobretudo porque procrastinei a colocação do viés e quando tive de o fazer não tinha tempo para coser o viés à mão) optei por coser todo o viés à máquina. Não fiquei totalmente contente e tenho de reconhecer que a subtileza de um viés cosido à mão é um detalhe bem elegante e que eu adoro fazer. Mas por outro lado, acho que não compensa em todas as peças. Obviamente há alguns segredos para obter um excelente resultado, o mais importante, a prática!
Para que ficasse um presente um pouco mais pessoal ainda acrescentei uma etiqueta com o nome da bebé. Adorei o resultado e a versatilidade deste quilt!

When I started to learn patchwork I bought a set of pre cut fabrics, a charm pack.
A pack charm is a set of 42 squares with 5×5 inches of a fabric collection. Usually, fabrics from the same collection combine well with each other. My charm pack was from the Scrumptious collection by Moda Fabrics, that are very floral and feminine!
At first I was not convinced about the utility of 42 small squares just over 12cm side, but I quickly found a number of projects to use them!
Above all I realized that using sets of pre-cut fabric allows me to create patchwork projects with a wide variety of fabric patterns without having to purchase them all by the yard, which would be very expensive! In addition, pre-cuts are very useful for beginners who want to focus on the sewing itself rather than cutting process.

After a few months on my stash shelves, waiting for the ideal project, I ended up using the charm pack in a patchwork blanket for my cousin’s baby that can be used in the crib, in the stroller or as a playing blanket.
I used the fabrics in the simplest way. I just set the squares next to each other until I achieved a coherent distribution and then I jumped to the sewing machine!
For the back I used a solid fabric to contrast with the busy quilt top. I chose the Melon Kona cotton solid from Robert Kaufman’s collection that goes with the pink of the charm pack fabrics. I used 80% cotton and 20% polyester batting and a red thread to create a checkerboard quilted motif.
For the binding, I used a pre-made red bias tape I already had that matches the quilt top perfectly. For the first time (especially because I procrastinated and then I ran out of time to sew the binding by hand) I chose to machine binding. I was not totally pleased about it and I have to recognize that the subtlety of an hand sewn binding is a very elegant detail that I love to do. But on the other hand, I think machine binding is perfect for some projects. Obviously there are some secrets to get an excellent result, most importantly, practice!
To make the blanket a little more personal I added a tag with the baby’s name. I love the result and the versatility of this quilt!

Continue Reading