A happy birthday to us and a gift… for you!

 

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Amanhã esta toca completa a sua primeira volta ao Sol!

É incrível perceber que, por aqui, já passou um Outono, um Inverno, uma Primavera e um Verão desde que comecei a partilhar convosco as minhas aventuras criativas. Há milhares de palavras escritas, centenas de fotografias, dezenas de receitas, de livros, de crafts, passeios e experiências, de chávenas de chá, de quilómetros de fio debitado da máquina de costura, de boiões de iogurte caseiro, de pão e bolachas!
No início parecia tudo assustador! Por quanto tempo eu seria capaz de manter o blog? Qual a frequência com que poderia investir nele? O que é que isso me poderia trazer? Eu não percebia nada de blogs, de ferramentas de desenho, de fotografia e muito menos de estratégias de escrita… mas sobretudo, não sabia o que me traria esta aventura. Eu queria arriscar e fiz o que qualquer perfeccionista amedrontado faz: preparei-me bem, adiei este início até ter uma imagem com a qual eu ficasse confortável, ponderei temas, estruturas e pontos de vista e, um belo dia avancei! Depois, durante este ano, absorvi todas as aprendizagens que pude de forma a ser mais eficiente e inteligente com esta aventura.

Acima de tudo acho que a experiência de escrever me ofereceu uma linguagem confortável, na qual tenho mais facilidade em exprimir-me com eficiência, para partilhar um pouco do melhor dos meus dias, das minhas experiências criativas e no desenvolvimento de um estilo de vida mais significativo. É fascinante perceber como o simples acto de escrever pode marcar, definir e fortalecer os nossos pontos de vista com tanta força e de como a partilha também gera compromisso connosco e com quem lê. Sinto que estes princípios, valores e pontos de vista estão mais claros na minha cabeça e que é, a cada dia que passa, mais fácil para mim integrá-los melhor no meu dia-a-dia. E ficar com todo um registo deste crescimento, poder olhar para trás e recordar é ainda mais emocionante!

Se no princípio eu demorava muitíssimo tempo a escrever, a tirar as fotografias e a formatar tudo para que o blog ficasse com uma imagem uniforme e agradável, hoje, algumas destas tarefas começam a ser mais fluidas para mim e penso que este é o momento de começar a trabalhar em novas ferramentas, em melhores textos, em posts mais eficientes, em melhores fotografias e sim, em novas aventuras!
É que entretanto foram escritos mais de 90 posts, foram desenvolvidas páginas nas redes sociais quer do Facebook como do Instagram e ainda desenvolvidos álbuns inspiradores no Pinterest. Os temas mais proeminentes para vocês são, sem dúvida, os crafts e as receitas mas recebo sempre comentários carinhosos sobre as minhas experiências pessoais! O número de seguidores nas redes sociais e no blog têm vindo a crescer, eu começo a perceber melhor a mensagem que tenho para partilhar, a gestão de esforço que é mais vinculativa para mim e quais os próximos passos.

Até agora o meu principal investimento foi em criar uma espécie de portfólio, de conteúdo com qualidade para vos oferecer. Estou bastante contente com o que fiz ao longo deste ano (prometo dedicar um post a rever alguns dos melhores momentos deste ano) mas, numa espécie de balanço, já tenho uma lista de coisas a trabalhar. Hoje, acho que o blog já possui muito por onde ler, temas muito diversos, acessíveis a todos e para todos os gostos e portanto está apto para receber novos leitores e subscritores que queiram navegar por esta toca. E por essa razão quero trabalhar, para além do conteúdo, a minha relação convosco. As minhas ideias são muitas, mas comecei por um processo de subscrição mais eficiente, direccionado, personalizado e pretendo desenhar alguns conteúdos especificamente dedicados aos subscritores, que os façam sentir especiais, numa espécie de comunidade. Mais tarde se se mostrar pertinente, quem sabe desenvolver uma newsletter para vos aguçar a curiosidade pelo que está para vir!

Mas um aniversário não estaria completo sem um presente! Por isso, resolvi pegar nas aguarelas, celebrar a estação e criar a minha primeira ilustração que representa os Favoritos de Outono. Esta ilustração é de acesso exclusivo para os subscritores do blog assim como todos os novos membros que subscreverem o blog até ao dia 24 de Novembro de 2017. Para subscreverem o blog basta seguirem estas indicações e esperar pelo e-mail de boas vindas onde poderão encontrar o acesso para o download da ilustração. Todos os subscritores actuais receberão também um e-mail com acesso ao download!

A minha ilustração já faz parte da decoração e agora, quando passo por ela, fico muito feliz por ter escolhido o Outono para abraçar esta aventura. É tempo de começos, recomeços e novas aventuras. Espero que vos inspire também! Obrigada por me acompanharem nesta queda pela toca do coelho e não se esqueçam de espalhar a notícia!

Tomorrow The Rabbit Hole completes its first walk around the Sun!

It’s incredible to realize that it’s been autumn, winter, spring, summer and now autumn again since I started sharing with you my creative adventures. There are thousands of written words, hundreds of photographs, dozens of recipes, books, crafts, outings and experiences, teacups, kilometers of threaded on my sewing machine, jars of homemade yogurt, bread and cookies!
At first it seemed all scary! How long would I be able to keep the blog? How often could I write? What could it bring to me? I did not know anything about blogs, drawing tools, photography or writing strategies… but most of all, I did not know what this adventure would bring to me. I wanted to take the risk and did what any fearful perfectionist does: I prepared myself well, I wrote a lot before starting, I postponed the beginning until I had an image that I was comfortable with, I though about themes, structures and points of view, and one beautiful day I jumped! Then, during this year, I absorbed all the learning I could to be more efficient and intelligent with this adventure.

Above all, I think the experience of writing has offered me a comfortable language, in which I am able to express myself more effectively, to share a little of the best of my days, my creative experiences and the development of a more significant lifestyle. It is fascinating to see how the simple act of writing can mark, define and strengthen our points of view so strongly and how sharing also engenders commitment to us and to those who read. I feel that these principles, values and points of view are clearer in my head and that, everyday, it is easier for me to integrate them better into my daily life. And keeping a record of this growth, being able to look back and remember is even more exciting!

If at first I took a lot of time to write a post, take pictures and format everything so that the blog has a uniform and pleasant image, today, some of these tasks begin to be more fluid for me and I think this is the moment of start working on new tools, better texts, more efficient posts, better photos, and yes, new adventures!
The truth is that, in the meantime, I wrote more than 90 posts, I developed pages on Facebook, Instagram and Pinterest. The most prominent themes for you are, no doubt, the crafts and recipes but I always receive warm comments about my personal experiences! The number of followers on social networks and the blog have been growing, I begin to better understand the message I have to share, the effort management that is more binding for me and which are the next steps.

So far my main investment has been to create a kind of portfolio of quality content to offer you. I’m pretty happy with what I did this year (I promise to dedicate a post to review some of the best moments this year) but, making a small balance, I already have a list of things to work. Today, I think the blog already has a lot to read about, very diverse themes, accessible to everyone and for all tastes. And therefore is apt to receive new readers and subscribers who want to navigate this place with me. And for that reason, beyond content, I want to work my relationship with you. My ideas are many, but I started with a more efficient, targeted, personalized subscription process and I intend to design some content specifically dedicated to subscribers, that make them feel special, in a kind of community. And maybe, if it proves pertinent, I might develop a newsletter to whet your curiosity for what is to come!

A birthday would not be complete without a gift! So I decided to grab my watercolours, celebrate the season and create my first illustration that represents the Autumn Favourites. This illustration is for exclusive access to blog subscribers as well as all new members who subscribe to the blog until November 24th, 2017. To subscribe to the blog just follow these guidelines and wait for the welcome email where you can find access to the download of the illustration. All current subscribers will also receive an email with access to the download!

My illustration is already part of the decoration for fall and now, overtime I look at it, I am very happy to have chosen Autumn, my absolute favorite season, to embrace this adventure. It is time for beginnings and new adventures. I hope it inspires you too! Thank you for following me into the rabbit hole and don’t forget to spread the news!

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Camino handmade: Scalop

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Eu prometi que o meu caminho tinha de ser feito à minha maneira e um dos pesos que foi na minha balança foi a questão da criatividade que é um dos temas explorados neste blog. E é aqui que entra, entre várias coisas, a minha vieira.

Se há símbolo que identifica os peregrinos a Santiago de Compostela é a vieira.
Hoje é possível encontrar vieiras grandes, bonitas, muitas vezes com a pintura da espada de Santiago a vermelho e que são comuns entre os peregrinos. Eu não ia comprar nenhuma vieira mas dois amigos que fizeram o Caminho algumas semanas antes surpreenderam-me com uma com as características que referi acima. É linda e tem o significado associado à amizade daquelas duas pessoas!

Mas eu não levei uma mas sim duas vieiras. A segunda foi “feita” à mão, por mim.
Bom, idealmente eu apanharia conchas de vieiras na praia…! É uma perspectiva muito romântica mas isso não é um acontecimento regular por aqui sobretudo porque eu queria arranjar vieiras para mim, para os meus companheiros no Caminho e para os amigos que fariam o Caminho antes de mim. Claro que medi as minhas idiossincrasias e cedi à opção mais próxima do ideal: arranjei-as localmente, nos pescadores em Matosinhos. Estas vieiras têm o seu caracter. São mais pequenas e por isso parecem concentrar em algo frágil alguma magia. Não são perfeitas, tal como nós: umas têm manchas no interior, outras têm as abas partidas, mas a verdade é que todas são especiais e todas me atraíram a atenção.

A primeira coisa que tive de fazer foi um furo em cada uma delas para poder enfiar um cordel que me permitisse prendê-las às mochilas. Como o material é frágil, optei por usar uma antiga broca manual do avô Artur e ainda o jeito do Carlos para a utilizar!

Depois, em casa, testei a absorção de vários tipos de tinta em conchas que apanhei na praia e aventurei-me a pintar as vieiras com aguarela, que é também uma técnica que se vem cruzando comigo em momentos e locais especiais.
Não queria um desenho definido, apenas manchas como as que faço regularmente para o blog, com as cores que gostaria de levar no coração. Por fim, escolhi um cordel de algodão e as vieiras ficaram prontas a pendurar!

A experiência foi muito interessante e o resultado lembra-me constantemente a vertente criativa que pesava na minha balança. Além disso sinto que foi um pequeno passo que já fazia parte desta grande caminhada. Por fim, sendo eu um bocado “galinha”, o facto de arranjado vieiras para outros peregrinos também me uniu, de certa forma, ao seu caminho e ofereceu-lhes um pouco do amor, apoio e protecção que um bom amigo espera oferecer.

 

I promised that I would walk my Camino my way! And one of the weights that was on my scale was the issue of creativity, that is one of the themes explored on this blog. And this is where my scallop comes in, among other things.

If there’s a symbol that identifies the pilgrims to Santiago de Compostela is the scallop.
Today it is very common among pilgrims some beautiful, large scallops, with the symbol of Santiago’s sword painted in red. I was not going to buy those scallops but two friends of mine, who walked the Camino a few weeks before me, surprised me with one of those scallops. It is beautiful and has the meaning associated with the feelings I have about those two friends!

However I decided I will take, not one but two scallops to the Camino. The second one was “made” by me.
Well, ideally I’d pick some scallops on the beach …! It is a very romantic view but this is not a regular occurrence here, mainly because I wanted to get scallops for myself, for my companions and for the two friends who would walk the Camino before me. Of course I measured my idiosyncrasies and went with the closest option to the ideal: I got them locally, in the fishermen in Matosinhos, Porto. These scallops have character! They are smaller and so they seem to retain some magic. They are not perfect, just like us: some have spots on the inside, others have broken tabs, but the truth is that they are all special and all attracted my attention when I was picking them.

The first thing I had to do was punch a hole in each of them so I could thread a string that would allow me to attach them to the backpacks. As the material is very fragile, I chose to use an old hand drill from my grandpa Artur and the skill of Carlos to use it!

Then, at home, I tested the absorption of various types of paint into shells I found on the beach and finally ventured to paint the scallops with watercolor, which is also a technique that has come across me at special moments and places.
I did not want a special design or drawing, just some blurs like the ones I do regularly for the blog, with the colors I would like to carry in my heart. Finally, I chose a cotton string and the scallops were ready to hang!

The experience was very interesting and the result reminds me constantly of the creative side that weighed on my scale. I also feel that it was a small step that was already part of this great journey. Finally, being a bit of a doting friend, the fact that I was able to get scallops for other pilgrims somehow joined me to their Caminos and offered them some of the love, support and protection that a good friend hopes to offer.

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Watercolour blurs

 

Watercolour Blurs from The Rabbit Hole Blog on Vimeo.

Já repararam que há uma nova mancha de aguarela no cabeçalho do blog? Eu adoro poder introduzir mudanças de cor de vez em quando, especialmente quando as estações me inspiram para tal.

Perguntei-me se não seria interessante partilhar convosco o processo de experimentação por isso, usando apenas algumas cores básicas, fiz um vídeo para vocês. Espero que gostem!

 

Did you noticed that the blog has a new watercolour blur on the header? I love to introduce some colour refreshment once in a while, especially regarding new season inspiration.

I wondered if you’d like to see the experimentation process so, I just used basic colours and shoot this video for you. Hope you enjoy!

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Colour of the Year: Greenery

(Image credit: Pantone)
(Image credit: Pantone)

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No post anterior, falei da pintura como forma de expressão, de aprendizagem contínua e desenvolvimento pessoal. E a pintura vive da cor. A cor é aquilo que mais gosto de trabalhar: mais do que a perfeição das formas, é o impacto da cor que mais gosto de trabalhar.
Este ano, a cor do ano é o Greenery. Eu não sou nada deste tipo de tendências, sobretudo porque as últimas cores do ano me pareciam sempre algo artificiais. Mas este verde é fresco, vibrante e com uma essência tão natural que parece ter sido escolhido de uma camada de relva ao Sol. É uma cor muito primaveril!
Apesar de as minhas cores favoritas serem entre os amarelos e azuis, vejo-me quase sempre envolvida na mistura destas duas cores primárias e apercebi-me que, por causa disso, acabo por trabalhar os verdes muito mais do que imaginava.

In the previous post, I wrote about painting as a form of expression, of continuous learning and personal development. And painting lives by colour. Colour is what I enjoy working the most: more than the perfection of the shapes, it is the impact of the colour that I like to work with.
This year, the colour of the year is Greenery. I am not a tendy person, especially since the last colours of the year chosen by Pantone always seemed to me a little artificial. But this green is fresh, vibrant and with such a natural essence that it seems to have been chosen from a layer of grass to the sun. It’s a spring colour!
Although my favorite colours are among the yellows and blues, I find myself almost always involved in the mix of these two primary colours and realized that, because of this, I end up working the greens much more than I imagined.

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