My new business cards: how to turn basic cards in something unique!

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Há algum tempo que queria fazer uns cartões de visita para o blog, que pudesse entregar às pessoas que vou conhecendo nas mais diversas circunstâncias. A primeira vez que senti falta deles foi no Caminho a Santiago de Compostela. É muito engraçado aperceber-nos de como vamos conhecendo pessoas novas quando temos um cartão com os nossos contactos que podemos entregar e através do qual podemos divulgar um pouco do nosso cantinho. Ainda para mais quando nos provocamos a nós mesmos com uma peregrinação como é o caso de Santiago de Compostela, na qual somos incitados a oferecer mais de nós próprios do que faríamos habitualmente.

Os meus cartões têm um desenho simples mas eu sonhava com poder acrescentar-lhes pormenores coloridos, tal e qual as manchas de aguarela no blog. Mandar imprimir uma aguarela para cada cartão estava fora de questão… por isso decidi ficar-me por um design simples que não comprometesse. Mas como a vontade por vezes ganha em força, mandei imprimir os cartões em papel mate, sem acabamento e, assim que os recebi, experimentei com alguma timidez colorir um ou dois… O resultado deixou-me muito entusiasmada e desde então tenho transformado uns cartões absolutamente vulgares, em cartões únicos, com apenas algumas pinceladas. Não há um igual a outro e tenho recebido muito carinho daqueles a quem já tive oportunidade de entregar alguns exemplares.

I wanted to make some business cards for the blog that I could give to the people I meet in different circumstances. The first time I missed them was on the Camino de Santiago de Compostela. It is funny to realize how we get to know so many new people but we just don’t realize it unless we have a business card to make it conscious! And a business card is a great way to share out contacts and spread a little of our corner, in my case, my blog. This is particularly intense when we provoke ourselves on a pilgrimage, as the Camino, in which we are urged to offer more of ourselves than we would habitually do.

My cards have a simple design but I dreamed about add them colored details, just like the watercolor blurs I make for the blog. Printing a watercolour for each card was out of the question… so I decided to stick with a simple design. But will sometimes gains is so strong, that the moment I had the cards printed on a bright matte paper I timidly tried to color one or two using my watercolours… The result made me very happy and since then I have turned some basic business cards in unique personalized cards, with only a few strokes of watercolour. There is not one equal to another and I have received much affection from those whom I have already had opportunity to give some copies of my card.

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Nature Journal Update: weeks 1-13!

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Como sabem, este ano iniciei um pequeno Diário de Natureza que preencho semanalmente. No início estava um pouco tímida em relação a ele e acabei por guardar este projecto só para mim durante algum tempo. Não tinha a certeza de conseguir ser-lhe fiel e confesso que estava também um pouco intimidada pelos resultados: apesar de ser bióloga, passei os últimos 5-6 anos sem fazer uma observação como deve de ser, com o objectivo de desenhar ou pintar o que quer que seja neste contexto… Mas, perto do ano novo, andava a reflectir um pouco acerca do blog e percebi que, para que me reflectisse devidamente, faltava-lhe ter mais assuntos relacionados com a Natureza. Por isso, agarrei nos meus livros e apontamentos de ilustração cientifica, as minhas fieis aguarelas e iniciei um pequeno projecto que me poderia inspirar para escrever mais sobre Natureza. E que unisse duas coisas que eu amo: a natureza e as artes.

O mês passado ganhei finalmente alguma coragem para partilhar convosco este projecto e decidi publicar as páginas que fiz durante estes três meses, no Instagram. Vocês estavam tão entusiasmados e encorajaram-me tanto a continuar que eu achei uma boa ideia fazer uma espécie de “post de progresso” aqui no blog. Por isso, aqui estão as páginas das primeiras 13 semanas do meu Diário de Natureza. Estou completamente apaixonada por este projecto, não têm noção! Espero que gostem do que fiz até agora!

As you know, this year I started a weekly Nature Journal. I was a little bit shy about it in the beginning and kept it for me for a while. I wasn’t sure if I will be able to stuck with it and I was a little intimidated about the results because, despite I am a Biologist, I passed the last 5 or 6 not drawing a thing… But, around the new year, I was thinking about the blog and decided that, to really reflect me, it had to be more Nature stuff around here. So I grabbed my scientific illustration books and my watercolours and started a small personal project that, hopefully, will inspire me throughout the year to write about nature on the blog, and join this two things I love: nature and arts.

This last month I finally shared it you on this post and decided to post the pages I already done during the last three months on Instagram. You were so excited about it that I though it would be a nice idea to make a small “progress post” about this project on the blog. So, here are the pages from my Nature Journal for the first 13 weeks of 2018. I am sooooo in love with this project. You can not imagine! I hope you enjoy it so far too!
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Weekly Project: My Nature Journal

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Há uns tempos prometi que partilharia os meus desenhos de biodiversidade. A verdade é que não os tenho coleccionados nem catalogados, nem tão pouco são feitos com grande esforço: são na maior parte das vezes meros apontamentos nos cadernos de trabalho, até nas bermas de livros ou em folhas soltas para experimentar materiais de pintura!
Como bióloga sempre me vi impulsionada para desenhar a biodiversidade em diversos contextos da minha vida profissional e pessoal. Há alguns anos tinha feito um workshop com o Fernando sobre ilustração científica e anos mais tarde acabei por me cruzar com ele como colega do curso de doutoramento: ele trabalhou a vertente da ilustração científica enquanto eu estudei o papel da comunicação da ciência na ligação do homem com a natureza. Nunca fiz aquele workshop com a pretensão de colocar em prática uma vida de ilustradora como a dele mas hoje, já com o meu trabalho feito, depois de alguns anos a pintar óleo e aguarela como autodidacta compreendi que a minha própria ligação com a natureza passa por muitas coisas, entre elas desenhar e pintar o que vejo.

 

Por isso, em Dezembro passado, decidi que ia organizar-me melhor neste sentido e criar um diário de natureza mais sério onde pudesse: colocar em prática as aguarelas, servir-me de algumas coisas que fui aprendendo sobre observação e ilustração, partilhar um pouco daquilo que sei sobre os diários da natureza e, acima de tudo, reconhecer e consolidar os meus momentos de ligação com ela. Não pretendo simplesmente fazer um desenho bonito nem, por outro lado, considerar isto ilustração como aquela que o Fernando faz! Apenas descontrair, motivar-me para a observação e usufruir do potencial de um bom diário da natureza.

 

Comprometi-me a fazer uma página (ou mais) por semana durante um ano e finalmente ganhei coragem para partilhar convosco o que já fiz! Se me seguirem no instagram, vão poder ver cada uma das páginas que já desenhei ao longo dos próximos dias, e depois, regularmente sempre que desenhar uma nova.

 

Revejo-me muito neste projecto pessoal e acho que chegarei ao fim com muita aprendizagem, boas memórias, novo conhecimento e atitudes mais positivas em relação à forma como me ligo à biodiversidade. Espero também poder partilhar convosco outros recursos relacionados com este pequeno projecto: dicas, livros, materiais, estratégias, etc.

 

Some time ago I promised that I would share my biodiversity drawings. The truth is that I have not collected or cataloged them, nor are they done with great effort: they are for the most part mere notes on my workbooks, even on the edges of books or on loose sheets where I try painting materials!
As a biologist I have always been motivated to draw biodiversity in diverse contexts of my professional and personal life. A few years ago I went a workshop with Fernando on scientific illustration and years later I ended up with him as a PhD fellow: he worked on scientific illustration as I studied the role of science communication in the connection between men and nature. I never did that workshop with the pretension of being an illustrator like he is, but today, with my work done, after a few years of painting oil and watercolor as a self-taught, I understood that my own connection with nature goes through many things, among them to draw and paint what I see.

 

So last December I decided that I would organize myself in this direction and create a more serious nature journal where I could: practice watercolors, use some of the things I learned about observation and illustration, share a little from what I know about nature journals and, above all, to recognize and consolidate my moments of connection with nature. I do not just want to make a beautiful drawing, nor do I consider this scientific illustration as the one Fernando does! Just relax, motivate myself to observe and enjoy the potential of a good nature journal practice.

 

I committed to doing a page (or more) a week for a year and finally I got the courage to share with you what I already did! If you follow me on Instagram, you will be able to see each of the pages that I have already drawn over the next few days, and then regularly whenever I draw a new one.

 

This project means a lot to me and I think I will end it with a lot of learning, good memories, new knowledge and more positive attitudes towards how I connect with biodiversity. I also hope to share with you other resources related to this small project: tips, books, materials, strategies, etc.
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Handmade christmas cards!

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Há algum tempo que percebi que escrever à mão é algo muito pessoal, prazeroso e algo calmante. Há quem ache uma actividade terapêutica num mundo que gira a grande velocidade. Enviar postais de locais longínquos, de experiências especiais pode ser algo mais comum que ainda tentamos fazer com alguma regularidade. Contudo, se há algo que quase se perdeu na totalidade foi o envio de postais de boas festas em troca de alguns e-mails, sms ou até posts nas redes sociais. Mas, queiramos quer não, o envio de postais escritos (ou até feitos) à mão tem outro significado. Não só é muito agradável receber um postal na caixa do correio como, para além de um pedaço de papel, um postal leva consigo um gesto de carinho, de atenção dos quais o mundo, em geral, tem fome e sede.

Retomar o envio de alguns postais de Natal foi um momento terapêutico que eu voltei a incluir nas minhas tarefas de advento e que, obviamente, eu tive de fazer à mão!
No ano passado fiz um workshop de impressão manual em tecidos com a Marta! E como eu disse, foi um workshop que me abriu os olhos para uma série de possibilidades. Para além de algumas experiências que espero partilhar convosco em breve, deu-me algumas ideias para impressões em papel. E por isso, no passado Natal, resolvi criar um carimbo que utilizei para fazer postais. Para isso, embrenhei-me na aventura de criar um grande carimbo desenhado e cravado à mão para ilustrar os meus postais. Eu sou católica e por isso o motivo que escolhi para os postais está naturalmente ligado ao nascimento de Cristo. Contudo, não sirva isto de imposição para ninguém que o queira enviar ou que o receba. Acima de qualquer coisa, este postal tinha o objectivo de carregar os postais com uma dose generosa de amor e enviá-la aos amigos!
Apesar da imagem algo tradicional, para lhes dar um toque de actualidade e que me representasse também de alguma forma, decidi costurar uma fralda bem “cool” para cada um dos meus meninos Jesus. Adorei o resultado final e foi um momento muito estimulante quando os deixei no marco do correio. A expectativa de saber que os meus amigos os receberiam dentro de dias nas suas caixas de correio era enorme!

For some time that I have realized that writing by hand is something very personal, pleasant and calming. There are those who find it a therapeutic activity in a world that spins at a great speed. Sending postcards from our trips and other experiences is something we still do from time to time. However, if there is something that is almost lost is the habit of sending holiday postcards in exchange for some emails, sms or even posts on the social networks. But whether we like it or not, sending postcards or letters (specially the handmade ones) has a special meaning. There is not too much to receive in the mailbox these days besides publicity and bills! But, despite being just a piece of paper, a postcard can be received as a gesture of affection: a kind of attention the world is hungry and thirsty for.

Restoring the habit of sending Christmas postcards had a therapeutic dimension for me so I reintroduce it on my advent tasks. And obviously, they must be handmade! Last year, I went on fabric manual printing workshop with Marta! And like I said before, it was a workshop that opened my eyes to a number of possibilities. In addition to some experiences that I hope to share with you soon, I come up with some ideas for paper prints. And so, last Christmas, I decided to create a stamp that I used to make my Christmas postcards. I decided to create a large, hand-drawn stamp to illustrate my Christmas postcards. I am Catholic and so I chose a design related to the birth of Christ. However, it was not intended to impose nothing to anyone who wants to send it or who receives it. Above all, this had the purpose of carrying the cards with a generous dose of love and sending it to my friends!
Although the image is somehow traditional, I gave it a little touch of reality by sewing a very “cool” dipper for each of my baby Jesus. I loved the final result and it was a very exciting moment when I took it to the Mail box. The expectation of knowing that my friends will receive them in a couple of days was huge!

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