May’s Nature Journal: huge scales!

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O mês de Maio foi alvo de observações duas escalas: a olho nu ou pequenas ampliações dos meus binóculos e, em grande contraste, sob as lentes de um fortíssimo telescópio.

E foi precisamente na noite de 30 de Abril para o dia 1 de Maio que tive a oportunidade de elevar o contraste nesta grande escala. Como já partilhei convosco aqui, foi com a ajuda do Miguel Claro que tivemos a oportunidade de observar o planeta Júpiter que, naquela noite, se fazia apresentar bem próximo da Lua. Foi uma experiência inesquecível tomar consciência de que aquelas imagens dos planetas do nosso sistema solar não fogem em nada aquilo que podemos ver numa simples actividade de astronomia. Para além do planeta eu fiquei especialmente movida pela observação de 4 das suas 69 luas: Europa, Io, Callisto e Ganymede.

E porque a experiência foi demasiado forte para ser esquecida, achei que merecia pelo menos mais uma página no meu Nature Journal. Por isso, ainda desenhei a Lua cheia que se apresentou naquela noite para o nosso deleite. O Miguel deu-nos ainda a observar e a conhecer um pouco mais sobre a cratera Tycho, um das mais recentes crateras na superfície lunar.

Depois o rosmaninho que observei bem de perto com as suas influorescências que produzem as imensas sementes que eu vou usar em breve para aromatizar os meus armários.

As cegonhas no seu ninho em plena época de acasalamento e nidificação martelavam o bico fazendo um ruído característico!

E por fim a poupa com a sua indumentária inigualável e que, por aqueles dias que passei fora de casa, passava várias vezes por dia na minha frente em direcção ao ribeiro, suponho que para beber água.

I experienced two scales during the month of May: the naked eye or small enlargements of my binoculars and, in great contrast, the lens of a strong telescope.

And it was precisely on the night of April 30th to 1st of May that I had the opportunity to raise the contrast on this large scale. As I already shared with you here, Miguel Claro helped us to observe the planet Jupiter that was presented that night very close to the Moon. It was an unforgettable experience to be aware that those images on our elementary school books with the planets of our system solar are not at all fake and can be reproduced in a simple astronomy activity. I was especially moved by the observation of 4 of Jupiter’s 69 moons: Europe, Io, Callisto and Ganymede.

And because the experience was too strong to be forgotten, I thought it deserved at least one more page in my Nature Journal. So I drew the full moon that came out that night for our delight. Miguel also helps us to observe and to know a little more about the crater Tycho, one of the most recent craters on the moon surface.

Then the Lavender that I watched closely with its influrescences that produce many, many seeds that I will soon use to give a scent to my linen closet.

The white storks in their nest during the mating and nesting season. They were hammering their beak fervently which produced a characteristic noise!

And at last a hoopoe with its unrivaled attire. On those days I spent away from home, it passed several times a day in front of me towards a little brook, near by, I suppose to drink water.
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Big news: my painting portfolio is on the blog!

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Finalmente ganhei coragem para reunir alguns dos meus trabalhos de pintura e arranjar um local onde possa partilha-los convosco!

Recentemente tenho vindo a introduzir algumas melhorias no blog como um novo header, uma nova organização dos menus e categorias, um formulário de contacto e, em breve, uma homepage mais abrangente. Entre essas melhorias está um espaço no meu menu para os meus portfólios. E o primeiro a “sair cá para fora” é mesmo o meu portfólio de pintura. Em breve disponibilizarei também um portfólio dos meus trabalhos de design gráfico e ainda outro dedicado ao meu Nature Journal.

No meu portfólio de pintura mostro-vos apenas alguns exemplos dos meus trabalhos a óleo, a aguarela e a pastel: as minhas três técnicas favoritas. Ao longo do tempo já fui partilhando aqui um, outro e ainda outro exemplo do meu trabalho. Contudo, parece-me importante ter um local que possa dedicar completamente aos meus trabalhos de pintura e onde podem conhecer um pouco mais do que faço neste âmbito.

Para qualquer informação acerca destes ou outros trabalhos não hesitem em contactar-me. Espero que gostem!

 

Finally I got the courage to gather some of my painting work and create a place where I can share it with you!

Recently I have been introducing some improvements to the blog as a new header, a new organization of the menus and categories, a contact form and soon a more comprehensive homepage. Among these improvements, there is now a space in my menu for my portfolios. And the first to “come out” is my painting portfolio. Soon I will also share a portfolio of my graphic design work and another dedicated to my Nature Journal.

In my painting portfolio I show you just a few examples of my oil, watercolor and pastel artwork. Those are my three favorite techniques and, as you can see in the page, I use them in very different situations. Over time I have been sharing one, another and yet another example of my artwork. However, it seems to me a very important thing to have a place completely dedicated to my painting work and where you can know a little more about what I do in this area.

For any information about these or other artwork, please, do not hesitate to contact me. Hope you like it!

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April’s Nature Journal: from intense rain to spots of sun!

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Aqui está mais um mês do meu Nature Journal!

Durante o mês de Abril senti alguma ansiedade. O Inverno prolongou-se mais do que habitual, Março foi um mês de chuva e trovoadas intensas por cá e não houve muitas oportunidades de saídas… Senti uma grande necessidade de recordar, trabalhar as memórias, os apontamentos nos meus “cadernos de campo” e trabalhar sobre momentos sobretudo vividos ainda durante o Inverno e início, tímido, da Primavera.

As tempestades no mar nas madrugadas do mês de Março, foram marcantes para o ano de 2018. Não me lembro de um mês tão intenso em chuva permanente que, apesar de tudo, devolveu às nossas albufeiras o potencial necessário para manter os nossos habitats por mais um ano. Por isso sinto-me feliz e apesar da ansiedade, fui paciente e confiante.

Resolvi depois trabalhar um cartaxo ousado, que conheci na Barrinha de Esmoriz ainda em Janeiro, e que parecia um autêntico James Bond: vestido a rigor com a sua gola bem composta mas atento a todos os detalhes, como se estivesse nele a responsabilidade de toda aquela zona húmida. A recordação era tão clara na minha memória que aceitei que devia fazer parte integrante do meu Diário de Natureza.

Depois, os primeiros dias de sol que fizeram reaparecer as Alvéolas por entre os parques e jardins da minha cidade com os seus pulinhos entusiastas e o seu abanar de cauda tão característico! Não podia deixar de as desenhar: vi-as no jardim da minha rua, em caminhadas diárias, nas beras das estradas, no estuário do Douro… pareciam estar tão felizes por ver o Sol como eu!

E por fim, o ovo de raia que descobri num trilho junto ao mar depois de quase um mês e meio de chuva interrupta. Uns dias depois partilhei este desenho com um pequeno grupo de outros naturalistas e o Andrew disse-me que estes ovos são conhecidos como “Mermaid’s purses” ou seja “Bolsas de sereia” e que as crianças com quem trabalha ficam em pulgas quando descobrem que são ovos de raia ou de tubarão! Achei o termo delicioso.
Como vos disse aqui, as praias nesta época do ano são locais incríveis… Durante o Inverno por lá passou um autêntico “vendaval” que as lava de toda a agressividade que nelas depositamos ao longo dos meses de verão. Vê-las assim, selvagens, sobretudo em locais mais recônditos, faz-nos entender melhor o habitat espetacular que são.

Here’s another month of my Nature Journal!

April was tough. I felt some anxiety. This winter was longer than usual, March was a month of intense rain and thunderstorms here, and there were not many opportunities to go outside… I felt a great need to remember, to work my memories, the notes in my notebooks and work on moments mostly lived during the winter and the early, timid, spring.

The storms at sea, at early hours of the days, during March were remarkable for this year. I do not remember a month so intense in permanent rain that, despite everything, returned to our reservoirs all the water necessary to maintain our habitats for more one year. That’s why I feel happy and despite my anxiety, I was patient and confident.

I then decided to work on a daring stonechat, which I met at Barrinha de Esmoriz in January, and who looked like an authentic James Bond: tightly dressed with his well-made collar but very aware to every detail, as if he had all the responsibility for the well being of that wetland. His figure was so clear in my memory that I accepted that it should be part of my Nature Journal.

Then, the first sunny days made the white wagtails reappear among the parks and gardens of my city. They were playing enthusiastic jumps and their tail wagging witch is so characteristic! I though that I must draw them: I saw them in the garden of my street, on daily walks near home, on the roads, on the estuary… they seemed to be as happy to see the sun as I was!

And finally, the ray egg I discovered on a trail by the sea after almost a month and a half of intense rain and storms. A few days later, I shared this drawing with a small group of other naturalists, and Andrew told me that these eggs are known as “Mermaid’s purses” and that the children he works with get very excited when they discover they are ray or shark eggs! I found the term “Mermaid’s purse” just delicious!
As I told you here, the beaches at this time of year are incredible places… After the winter they are washed from all the aggressions we put in them during the summer months. To see them like that, wild, especially in more remote places, makes us better understand the spectacular habitat they are.

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My new business cards: how to turn basic cards in something unique!

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Há algum tempo que queria fazer uns cartões de visita para o blog, que pudesse entregar às pessoas que vou conhecendo nas mais diversas circunstâncias. A primeira vez que senti falta deles foi no Caminho a Santiago de Compostela. É muito engraçado aperceber-nos de como vamos conhecendo pessoas novas quando temos um cartão com os nossos contactos que podemos entregar e através do qual podemos divulgar um pouco do nosso cantinho. Ainda para mais quando nos provocamos a nós mesmos com uma peregrinação como é o caso de Santiago de Compostela, na qual somos incitados a oferecer mais de nós próprios do que faríamos habitualmente.

Os meus cartões têm um desenho simples mas eu sonhava com poder acrescentar-lhes pormenores coloridos, tal e qual as manchas de aguarela no blog. Mandar imprimir uma aguarela para cada cartão estava fora de questão… por isso decidi ficar-me por um design simples que não comprometesse. Mas como a vontade por vezes ganha em força, mandei imprimir os cartões em papel mate, sem acabamento e, assim que os recebi, experimentei com alguma timidez colorir um ou dois… O resultado deixou-me muito entusiasmada e desde então tenho transformado uns cartões absolutamente vulgares, em cartões únicos, com apenas algumas pinceladas. Não há um igual a outro e tenho recebido muito carinho daqueles a quem já tive oportunidade de entregar alguns exemplares.

I wanted to make some business cards for the blog that I could give to the people I meet in different circumstances. The first time I missed them was on the Camino de Santiago de Compostela. It is funny to realize how we get to know so many new people but we just don’t realize it unless we have a business card to make it conscious! And a business card is a great way to share out contacts and spread a little of our corner, in my case, my blog. This is particularly intense when we provoke ourselves on a pilgrimage, as the Camino, in which we are urged to offer more of ourselves than we would habitually do.

My cards have a simple design but I dreamed about add them colored details, just like the watercolor blurs I make for the blog. Printing a watercolour for each card was out of the question… so I decided to stick with a simple design. But will sometimes gains is so strong, that the moment I had the cards printed on a bright matte paper I timidly tried to color one or two using my watercolours… The result made me very happy and since then I have turned some basic business cards in unique personalized cards, with only a few strokes of watercolour. There is not one equal to another and I have received much affection from those whom I have already had opportunity to give some copies of my card.

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