Nature journal: August, September, October

Há algum tempo que não vos dava actualizações do meu Nature Journal embora já tenha o registo feito há semanas!
Agosto e Setembro no meu Nature Journalfocaram-se sobretudo em experiências, caminhadas, dias passados perto da natureza. O verão é uma época em que todos passamos algum tempo extra cá fora, apesar do meu Nature Journal mostrar que qualquer época do ano está repleta de biodiversidade próxima de nós.

I did not give you updates of my Nature Journal for a while although I already had the all the things registered for weeks!
August and September in my Nature Journal focused mainly on experiences, walks, days spent close to nature. Summer is a time when we all spend some extra time out there, although my Nature Journal shows that any time of the year is filled with biodiversity close to us.

O mês de Agosto foi repleto de oportunidades para observar biodiversidade. Durante um passeio na Serra da Freita vimos uma pequena família de codornizes a sair quese debaixo dos nossos pés quando, ao passar, saíram assustadas de um arbusto onde estavam escondidas e fugiram agitadas para o abrigo mais próximo. Vê-las correr lembrou-me um video jogo: os seus saltos combinados com o bater de asas pareciam dirigi-las ao de leve sobre as rochas do cimo do monte.

The month of August was full of opportunities to observe biodiversity. During a walk in Serra da Freita we saw a small family of quail coming out from under our feet as we passed. They jumped frightened out from one bush where they were hiding and fled restlessly to their nearest shelter. Watching them run reminded me of a video game: their heels combined with the flapping of wings seemed to drive them lightly over the rocks at the top of the hill.

A semana seguinte foi dominada por uns dias de descando à beira mar com uma bela oportunidade de visitar as poças de maré! O calor era tanto que nos deixávamos ficar sentadas numa pedra, com os pés dentro de água. Não tardou a que uma amiga fosse mordida por um mexilhão atrevido!

The following week was dominated by a few days of seaside relax time, with a beautiful opportunity to visit the tide pools! Those days were hot so we used to seet on a rock with our feet under water. It was not long before a friend was bitten by a cheeky mussel!

Os dias 12-13 de Agosto são quase sempre marcados pela famosa chuva das Perseidas, uma chuva de estrelas derivada da passagem do cometa Swift-Tuttle e que são assim são denominadas porque têm uma origem próxima da constelação de Perseus e da Cassiopeia.

The days around 12-13 August are marked by the famous Perseid shooting stars, a phenomenon derived from the passage of the comet Swift-Tuttle and that are so denominated because they appear near the constellation of Perseus and Cassiopeia.

Esta semana, por causa da chuva de estrelas, as saídas à noite também me ofereceram a possibilidade de apreciar o voo dos morcegos. Os morcegos são mamíferos com má conotação devido a mitos e folclore com muitos anos de história… Por essa razão, e porque gosto da ideia de sensibilizar para uma atitude mais positiva para com estes mamíferos, resolvi dar-lhes o espaço merecido no meu Nature Journal apesar de não ter sido capaz de identiicar a espécie que observei com exactidão.

This week, because of the shooting stars, the night time also offered me the possibility to enjoy the flight of the bats. Bats are mammals with poor connotations by humans due to myths and folklore with many years of history… For this reason, and because I like the idea of raising awareness for a more positive attitude toward these mammals, I decided to give them the space they deserve in my Nature Journal although I was not able to identify the species I observed.

Os restantes dias de praia e de calor permitiram-me ainda voltar às poças de maré e retratar mais um organismo que podemos encontrar nas rochas: as lapas! Das coisas mais engraçadas que já vi foi uma lapa colada a um virdro que me permitia ver o organismo pelo lado de dentro. Elas têm um músculo fortíssimo que as permite fixar-se ao substrato e, com a boica, raspar as rochas de algas e outros microorganismos que constituem a sua alimentação. Por vezes é até possível ver nas rochas o rasto que as lapas deixam ao longo do tempo…

The remaining days on the beach allowed me to return to the tide pools and to paint another organism that we can find on the rocks: the limpets! Of the funniest things I’ve ever seen was a limpet “glued” to a glass which allowed me to see the organism from the inside. They have a very strong muscle that allows them to attach themselves to the substrate and, with their lips, to scrape the rocks of algae and other microorganisms that constitute their diet. Sometimes it is even possible to see  on the rocks the “scraping trail” that the limpets leave over time…

Na última semana de Agosto tive a oportunidade de me deslocar a Évora e detectei naturalmente uma grande diferença na paisagem em relação ao norte do país, muito embora tenhamos muitas espécies em comum. Apesar de conseguirmos observar libélulas e libelinhas um pouco por todo o país, este passeio deu-me o tempo necessário para as comtemplar, fotografar e fazer um esboço que pintei mais tarde, ao chegar a casa.

On the last week of August I had the opportunity to travel to Évora and I naturally detected a great difference in the landscape compared to the north of the country, even though we have many species in common. Although we could observe dragonflies all over the country, this tour gave me the time to contemplate them, photograph them and make a sketch that I painted later, when I got home.

O mês de Setembro foi turbulento… mas havia tanto que recordar da minha visita a Évora e do Caminho de Santiago que tive muito por onde desenhar! Claro que tive de remeter para fotografias que tinha tirado já que as oportunidades para desenhar na Natureza foram mais limitadas. Voltei a recordar évora por mais umas semanas porque não queria deixar de retratar alguns dos seres vivos que tinha visto naqueles dias.
Exemplo disso foi uma pequena osga que, colada na parede quente de um edifício  aguardava que a luz de um candeeiro atraísse o seu jantar! As osgas são outro exemplo de seres vivos com péssima conotação mas que além de serem absolutamente inofensivos, são companheiros regulares das habitações humanas e que tratam de eliminar os insectos perto das nossas casas.

The month of September was turbulent… but there was so much to remember from my visit to Évora and the Camino de Santiago: I had so much to draw! Of course I had to refer to photographs that I had taken since the opportunities to draw in Nature were more limited. I remembered Évora again for a few more weeks because I did not want to stop portraying some of the living things I had seen in those days.
An example of this was a little  gecko that, glued to the warm wall of a building, waited for the light of a lamp to attract its dinner! The geckos are another example of living beings with very poor connotation by humans but besides being absolutely harmless, they are regular companions of the human dwellings and eliminate the insects near our houses.

Por fim, não pude deixar de retratar o burro que vivia no descampado mesmo atrás do meu quarto. Ver um burro em Portugal não é algum incomum mas há anos que já não ouvia um burro zurrar… de cada vez que ele o fazia, eu sorria porque me lembrava de quão divertida eu achava a Burra Vitória que havia em tempos no Parque Biológio de Gaia!

Finally, I could not help portraying the donkey who lived in the open ground just behind my room. Seeing a donkey in Portugal is not unusual, but for years I had not heard a donkey bray… every time he did it I smiled because I remembered the lovely Donkey Victoria I always at Parque Biológico in Gaia when I was a child!

Depois veio o Caminho… Confesso que me reservei de desenhar muito sobre o caminho já que não levei comigo o meu Nature Journal o que tornava complicado desenhar. Mas aquela raposa foi o ponto alto da penultima jornada a Santiago de Compostela desde Ferrol. A história daquele momento foi muito especial para mim. Com pena, talvez com a anisedade da recordação, não consegui captá-la como gostava no meu Nature Journal. Acho que um dia escreverei a história dela e prometi a mim mesma repetir uma página, 3 páginas, 20 paginas, só para ela…

Then came the Camino … I confess that I didn’t drawing too much during the Camino since I did not take my Nature Journal with me which made drawing complicated. But that fox was the high point of one of the last days to Santiago de Compostela from Ferrol. The story of that moment was very special to me. With pity, perhaps with the anxiety of the memory, I could not grasp it as I would like in my Nature Journal. I think I’ll write her story one day and I promised myself to repeat a nature page, 3 pages, 20 pages, just for her…

A gaivota… as gaivotas: eram aos milhares e pareciam sondar o edifício do Terminal de Cruzeiros de Leixões como quem procura o calor do colo quente de uma mãe. Uma mãe de Betão. Estava há poucos dias ali e já lhes havia percebido os hábitos, as travessuras e as dinâmicas. Em breve será inverno e cherarão mais e mais para passar os meses frios. Com elas espero ver outras espécies invernantes.

The seagull… actually there were lots of seagulls: they were thousands and seemed to surround the building of the Leixões Cruise Terminal as if looking for the warmth of a mother’s hot lap. A mother made of concrete, though. I had been there for a few days, and had already noticed their habits, tricks, and dynamics. Soon it will be winter and they will wash more day after day to spend the cold months in Portugal. With them I hope to see other wintering species!

O olhar sereno de uma mão cheia de peixes zebra, nervosos, assustados mesmo, num aquário à mercê dos olhos esbugalhados de crinaças e adultos, de música e barulho incompreensível. Senti alguma compaixão por eles e pela frustração de não terem escolha senão estar ali com a máxima de sensibilizar um público altamente disperso. Dirigi-lhes alguns momentos de comtemplação por respeito mas sobretudo por carinho.

The serene look of a hand full of zebra fish, nervous, even frightened, in an aquarium at the mercy of the eyes of children and adults, music and incomprehensible noise. I felt some compassion for them and their frustration of having no choice but to be there with the maximum of work for a highly dispersed public awareness. I give them a few moments of contemplation for respect, but especially for tenderness.

A águia que sobrevoava o Castelo de Marialva, contra o vento gelado que contrastava com o Sol quente. Era um juvenil revelado pelas manchas brancas no interior das asas compridas e que, como jovem que tem o mundo aos seus pés, ansiava queriam cobrir de sombra o morro elevado.

The eagle that flew over Marialva Castle, against the icy wind that contrasted with the hot sun. It was a juvenile as revealed by the white spots on the inside of its long wings and who, as a young man who has the world at his feet, longed to cover the entire hill with shadow with just its wings.

E por fim, um trilho de madrugada por terras de Figueira de Castelo Rodrigo, os carvalhos começavam a amadurecer: os ouriços ainda verdes pareciam frágeis e fofos e, no seu interior, as Castanhas já cresciam redondas. Não pude sentir um certo carinho por esta tentativa de proteger algo tão precioso, adormecido. Estava ali eram 7h, já a meio do trilho, e os ouriços lembravam-me os cobertores que tinha deixado na cama…

And finally, a trail at dawn by the lands of Figueira de Castelo Rodrigo where the oak trees began to ripen: the still-green hedgehogs looked fragile and cute, and inside, the Chestnuts were already growing round. I could not stop feeling a certain amount of affection for this attempt to protect something so precious while it is asleeping. It was seven o’clock, we already did half of the trail, and the hedgehogs reminded me of the blankets I had left on my bed…

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My new painting adventure

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Não sei se já visitaram o meu portfólio, este post ou este. Pintar tem sido algo que vem crescendo cá dentro mas minha relação com a pintura nem sempre é simples, por vezes vai e vem e é muito afectada pela forma como me sinto acerca de mim mesma.
Recomecei a pintar há cerca de dois anos, após quatro anos sem praticamente pegar num pincel. Tive quem me encorajasse a voltar a fazê-lo e tinha algum tempo extra em mãos que podia dedicar a explorar com mais confiança a artista que dormitava aqui dentro. Despertá-la novamente implicou um acto de alguma coragem para mim: não só porque eu me sentia enferrujada mas porque o acto de criar obriga-nos a abrir-nos um pouco mais. As obras não são só nossas e expõem a nossa forma de ver o mundo. Num mundo em que a invasão interior é grande, e que o respeito pela individualidade é cada vez menor, este exercício traz consigo consequências. E eu, bom, eu sou uma introvertida.
Uma das dificuldades que senti ao recomeçar foi sistematizar o que sabia. Ha alguns anos atrás tive aulas particulares com um pintor que me foi passando, de forma mais ou menos livre o seu saber mas para quem prevalecia sobretudo o valor da experiência. Eu explorava as técnicas, inventava formas de trabalhar e este método permitiu-me criar alguma intuição no meu trabalho. Mas por outro lado esta forma meio sensorial de pintar falhava em duas coisas: eu estava confinada aos limites que eu própria estabelecia, raramente explorando aquilo que simplesmente não passava por mim. E, por outro lado não me dava a confiança para dizer “eu pinto” e considero-me uma pintora. Eu sabia que havia algo cá dentro mas que tinha dificuldade em assumir. Fiz algumas boas descobertas sozinha e com o empurrão de algumas pessoas e oportunidades que me foram aparecendo, criei as minhas preferências para temas, técnicas mas sobretudo apercebi-me das minhas limitações.

Este ano, depois dos meus progressos no meu nature journal e já a caminho do fim desse desafio de fazer uma página do meu nature journal por semana, e ainda que já bastante assoberbada por alguns projectos pessoais, resolvi criar mais um pouco de entropia a este sistema frágil e inscrever-me num curso de pintura na faculdade de belas artes. Não sei onde estava com a cabeça mas eu queria muito fazê-lo. Este é sem duvida um assunto que, tal como o nature journal, gostava de explorar aqui. Não com uma regularidade fixa mas conforme for sentindo que tenho algo a partilhar convosco.

A minha primeira aula foi sobre o básico: círculo cromático, cores primárias, secundárias, terciárias, complementares, pretos… aparentemente nada de novo, como seria de esperar de um curso que começa desde o mais básico princípio. Em guache… eu nunca tinha apreciado guache nem tintas acrílicas. Secam rápido e têm um arome pouco orgânico… e eu sou lenta e gosto da água e do cheiro quente do óleo de linhaça. Até que, como “trabalho de casa”, me foi sugerido fazer um exercício de degradê entre cores primárias, passando, naturalmente, pelas cores secundárias. Foi um exercício muito marcante para mim… eu não podia acreditar que o guache pudesse ser tão vibrante e que a quantidade de cores interessantes que me apareciam lentamente por acrescentar mais uma pontinha de cor à mistura anterior era tão empolgante. Descobri as cores mais bonitas de sempre, percebi que gosto muito de escarlate, aquele quase a virar para o rosa, e que para fazer um azul petróleo perfeito, cintilante é preferível juntar uma pitada de amarelo ao azul em vez de comprar mais uma cor na loja de artes… porque o pigmento do amarelo se nota e muito no brilho, no tom e na temperatura da cor.

Na segunda aula eu descobri que ainda não me dou bem com o guache e a sua pressa mas, mas felizmente houve bastante tempo para o compreender: as espessuras possíveis, as sobreposições de cor, a sua intensidade. À medida que adicionava água, a tinta ia-se comportando como uma aguarela… eu começava a aproximar-me de algo conhecido. Mas foi precisamente nessa altura que eu notei uma grande diferença. Ao contrário da tinta espessa que é vibrante e intensa, quando guache fica diluído, como uma aguarela, as cores tornam-se mais mais “apagadas”. Como quando se mistura branco na aguarela… meio opacas. Na aguarela, eu posso adicionar água a um vermelho e ele mantém-se vermelho. O que eu notei foi que, se adicionar agua a um vermelho até ficar com a espessura de uma aguarela e cada vez mais diluído, o vermelho perde força e fica meio cor de rosa. E foi já no fim da aula, quando a professora explicou a constituição do guache, que comprendi que a grande diferença é que o guache é tradicionalmente constituído pela goma arábica e pigmento colorido, tal e qual como a aguarela, (entre outros constituintes secundários) mas é-lhe ainda acrescentado pigmento branco que lhe fornece o caracter opaco. Quantidade desse pigmento é moderada e não lhe retira a força da cor quando a tinta é espessa. Mas, pelo menos na minha humilde opinião, o pigmento branco é como um segredo que se descobre quando, aos poucos se dilui o guache mais e mais…

I don’t know if you have visited my portfolio, or even read this or this post. Painting has been something that has been growing inside me but my relationship with it was not always simple, sometimes it comes and goes and it is very affected by the way I feel about myself.
I started painting again about two years ago, after four years not handling a brush. I got some encouragement to do it again… and had some extra time in my hands that I could dedicate exploring more seriously the artist sleeping inside me. Awakening her again was an act of courage for me: not only because I felt rusty but because the act of create involves some difficult opening. The work you do is not only ours and it expose, sometimes too clearly, our way of seeing the world. In a world where the inner invasion is huge, and the respect for individuality is diminishing, this exercise carries with it some consequences. And I, well, I’m an introvert.
One of the challenges I had when starting over was to systematize what I knew. A few years ago I had some private lessons with a painter who passed me, more or less freely, his knowledge. For him it was the experience that prevailed. I explored the techniques, invented ways to work with them and this method allowed me to create some intuition in my work. But on the other hand this “sensory” way of painting failed in two things: on one hand I was confined to the limits that I established for myself, I simply didn’t explore what didn’t came to me. And on the other hand I ended without the confidence to say “I paint” and I consider myself a painter. I knew there was something inside but I had difficulty taking it as seriously as it could be. Don’t get me wrong: I made some good discoveries on my own and with the push of some people that encouraged me and even because of the opportunities that appeared to me. I created my preferences for themes, techniques but above all I realized my limitations.

This year, after my progress in my nature journal, and on the way to the end of this challenge of making a page of my nature journal per week and despite already quite overwhelmed by some personal projects, I decided to create a little more entropy to this frail system and enroll a painting a course at the university fine arts college. I do not know where I was headed, but I really wanted to do it. This is undoubtedly a subject that, like my nature journal, I would like to explore here. Not with a this tight regularity but as I feel I have something to share with you.

My first lessons were on the basics: chromatic circle, primary, secondary, tertiary, complementary, black… seemingly nothing new, as you would expect from a course that starts from the most basic principles. In gouache… I had never enjoyed gouache or acrylic paints. They dry fast and have a little organic arome… and I’m slow and like the water and the warm smell of linseed oil. Until I get home and did my homework. I was suggested to do a gradient exercise between primary colors, passing, of course, by the secondary colors. It was a very striking exercise for me … I could not believe that the gouache could be so vibrant and that the amount of interesting colors that slowly appeared to me by adding another tip of color to the previous mixture was so exciting. I discovered the most beautiful colors ever, I noticed that I really like scarlet, that red almost turning to pink, and that to make a perfect, sparkling teal it is preferable to add a dash of yellow to blue instead of buying one more color in the art store… because the yellow pigment shows and much in brightness, tone and color temperature.

In the second class I discovered that I still do not get along with the gouache and its hurry temper, but fortunately there was plenty of time to understand it: the possible thicknesses, the color overlays, the intensity. As I added water, the paint would behave like watercolor… Perfect! I was beginning to approach something I know! But it was precisely at this point that I noticed a great difference from watercolor. Unlike the thick paint that is vibrant and intense, when gouache gets diluted, like a watercolor, the colors become more “erased”. Like when mixed white in watercolor … it gets “opaque”. What I mean is that, in watercolor, I can add water to a red and it stays red no matter how many water I add. What I noticed was that, with guache, if you add water to a red until you get the thickness of a watercolor and keep adding more water, the red loses it strength and becomes a little more “pinkish”. I was truly intriged… It was only at the end of the lesson, when the teacher explained the constitution of the gouache, that I understood something that might justify it. So, the great difference is that gouache is traditionally constituted by gum arabic and colored pigment, just like watercolor (among other secondary constituents) plus a bit of white pigment that gives it the opaque character. Ta-da! Well, the amount of this pigment is moderate and does not take away the strength of the color when the paint is thick. But, at least in my humble opinion, the white pigment is like a secret that is discovered when you slowly dilute the gouache more and more…

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Tide Pool Scented Cushions on my on-line shop!

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Assim como fiz para os Tide Pool Notebooks, venho desta vez contar-vos a história e as características das almofadinhas de aroma na minha loja on-line: as Tide Pool Scented Cushions.

As almofadinhas de cheiro lembram-me a época de arrumações de verão em casa da minha mãe. E acontecia que das várias alternativas para dar aroma às gavetas e armários, estavam os sabonetes (há alguma tradição da produção de sabonetes no norte do país) e as saquetas de ervas secas, nomeadamente as de alfazema. Eu confesso que, naquela época, não era muito adepta de alfazema… não sei se foi uma fase, mas durante algum tempo desejei que houvessem outras alternativas, sobretudo de aroma mais fresco que me remetessem para os meses de verão!

Ora, se há erva que eu uso, vezes sem conta durante o verão é a hortelã pimenta. O chá frio de hortelã Pimenta é das melhores infusões para os meses quentes, e a erva fresca acompanha muito bem a limonada e dá um travo único à água aromatizada que eu levo para a praia. Naturalmente é a escolha óbvia para esta coleção.

Por isso, resolvi manter o tema das visitas à praia (quer seja verão ou inverno) e dar às minhas Tide Pool Scented Cushions a frescura da hortelã Pimenta que tanto me remete para a praia, para o mar e o seu ambiente revigorante, fresco, límpido e cristalino. As ervas usadas são biológicas e produzidas e secas localmente.

E para que todo o produto faça algum sentido, os restantes materiais utilizados remetem para as texturas e para a biodiversidade das poças de maré que dá o nome à coleção! Cada pack é constituído por três almofadinhas de linho português um tecido natural e muito fresco, que é o meu preferido para os meses quentes. As almofadinhas são ainda estampadas com padrões diferentes utilizando carimbos feitos à mão e tinta de tecido: um cavalo marinho, um peixe e um caranguejo!

Just as I did for the Tide Pool Notebooks, this time I’m going to tell you about the story and the characteristics of the Scented Cushions on my online shop: the Tide Pool Scented Cushions.

The scented cushions remind me of the summertime at my mother’s house, especially the tidying madness we used to perform at the end of summer, before getting back to school. And of the various alternatives for scenting the drawers and cabinets, there were the soaps (there is a tradition of soap production in the north of the country) and dried herbal sachets, especially those of lavender. I confess that, at that time, I was not a fan of lavender … I do not know if it was a phase, but for some time I wished there were other alternatives, especially with a fresher aroma, that would send me back to the summer months!

Now, if there is an herb that I use over and over again during the summer it is peppermint. The iced peppermint tea is the best infusion for the hot months, and the fresh herb goes so well with lemonade and gives a unique touch to the flavored water that I take to the beach. Of course it is the obvious choice for this collection!

So I decided to keep the theme of the visits to the beach (summer or winter) and give my Tide Pool Scented Cushions the freshness of the Peppermint that always brings me to the beach, the sea and its invigorating, fresh, clear and crystalline environment. The herbs used are biological and are produced and dried locally.

And for the product to make sense as a whole, the other materials used refer to the textures and biodiversity of the tide pools that give this collection its name! Each pack consists of three Portuguese linen cushions, a natural and very fresh fabric, which is my favorite for the warm months. These cushions are stamped with different patterns using handmade stamps and fabric paint: a seahorse, a fish and a crab!

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June and July Nature Journal

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Junho e Julho foram muito diferentes no que diz respeito às minhas experiências na natureza.

June and July were very different in regard to my experiences in nature.

Junho foi dominado por uma viagem às terra altas e naturalmente, dediquei muitas páginas do meu diário de natureza às minhas experiências na Escócia.
Os cervídeos foram uma constante ao longo da minha estadia. Desde pequenos rastos até avistamentos mais ou menos próximos, houve pelo menos duas ou três experiências com Corços e Veados a reter. Por isso, na primeira semana de Junho resolvi representar um corço que avistei num trilho nos Cairngorms.

June was dominated by our roadtrip to the highlands and of course, I dedicated many pages of my nature journal to my experiences in Scotland.
The cervids were a constant throughout my stay. From small tracks some sights, there were at least two or three experiences with Deers to retain. So in the first week of June I decided to represent a Roe-dear that I saw on a trail in the Cairngorms.

Outra experiência que nunca passa despercebida em todo o Reino Unido são os característicos jacintos-do-campo. Na verdade pensei que já não iria ter oportunidade de os avistar porque sempre pensei que florescessem apenas no início da primavera. Contudo, o clima é muito diferente de Portugal e mesmo do sul de Inglaterra pelo que foi óbvio que o tempo de floração fosse mais longo. O seu aroma inconfundível atrai!

Another experience that never goes unnoticed all over the UK are the characteristic fields of bluebells. In fact, I thought I would not have a chance to spot them because I always thought they bloom only in the early spring. However, the climate there is very different from Portugal and even from the south of England so it is obvious that the flowering time is longer. Its unmistakable sweet aroma attracts us!

Apercebi-me que ainda não tinha feito nenhuma página no meu diário dedicado ao gado que encontro frequentemente em Portugal. E foi quando avistei estas vacas Highland que me apercebi que devia introduzi-las no meu diário e, a partir daí, ficar um pouco mais sensível ao gado.

I realized that I had not yet made any page in my journal dedicated to cattle that I often encounter in Portugal. And it was when I saw these Highland cows that I realized that I had to put them in my journal, and from then on, to be a little more aware to the cattle I see frequently!

Mas nem sempre as melhores experiências são feitas nas grandes viagens. E foi o que aconteceu na noite de São João, depois do jantar. Mesmo no terreno ao lado do dos meus pais avistei um pequeno e belíssimo mocho galego que estudava atento o terreno às procura de alimento. Não gostei muito do resultado do meu desenho contudo e apercebi-me que tenho de estudar melhor a representação de penas, sobretudo quando se trata de um padrão malhado ou pintalgado.

But the best experiences are not always found on big trips. And that’s what happened on St. John’s night, after dinner. On the land next to my parents house I saw a small and beautiful little owl who was looking for food. I did not like the result of my drawing, however, and I realized that I have to practice a lot the representation of feathers, especially when it comes to a patchy pattern.

 

O início do mês de julho, por outro lado, foi bastante atribulado e obrigou-me a recordar os momentos passados na Escócia. Resolvi então fazer ais uma representação de cervídeos, em particular o de um alistamento de um Veado-Vermelho junto ao rio Finnan. Era enorme e as suas agulhadas estavam a crescer. Sonhei poder voltar à Escócia em pleno outono ou percorrer Portugal à procura de veados com galhadas grandes!

The beginning of July, on the other hand, was very busy and forced me to remember the moments spent in Scotland. I then decided to make a representation of a red deer I saw near the Finnan River. It was huge and its antlers were growing. I dreamed about coming back to Scotland in the middle of autumn or go through Portugal in search of deer with big antlers!

Recordei ainda um momento junto ao lago Cluanie, quando quase a pisá-los, dei de caras com um conjunto incontável de girinos que, pela forma e tom quase preto me pareciam girinos de sapo-comum.

I remembered a moment next to Lake Cluanie, when I almost stepped on an uncountable set of tadpoles that, by the shape and almost black color, seemed to me Common toad tadpoles.

Por fim, já de volta, num passeio à beira mar pelo passadiço junto às dunas foi lindo descobrir os cardos-marítimos em flor! As dunas pareciam enfeitadas de pequenos pompons de uma tonalidade mágica, azul metálico e lilás!

Finally, back home, during a walk along the dunes by the sea, it was lovely to discover the sea holly blooming! The dunes seemed to be adorned with little pompoms of a magical tint, metallic blue and lilac!

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