Handmade Notebook Workshop

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Lembram-se dos meus cadernos feitos à mão? O processo de os fazer é tão bonito que aceitei o convite da Cristina da Árvore com Alma para um workshop de encadernação criativa. O workshop decorrerá no Porto, no belíssimo atelier Árvore Com Alma na Rua Faria Guimarães, dia 25 de Maio entre as 15h e as 18h. Podem inscrever-se até ao dia 23 de Maio através do e-mail arvorecomalma@gmail.com ou através do número 919862332!

 

Vamos produzir um caderno de tamanho A6 com cada dupla, costuras cruzadas e 120 páginas de 90g, perfeitas para escrever e desenhar com diversos tipos de materiais como lápis de grafite, de cor, esferográficas ou canetas de tinta permanente! Um caderno feito à mão ideal para escrever ou planear as vossas próximas experiências “handmade”!

 

Do you remember my handmade notebooks? The process of making them is so beautiful that I accepted the atelier Árvore com Alma invitation for a creative workshop about handmade notebooks. The workshop will be held in Porto, in the beautiful Atelier Árvore Com Alma at Rua Faria Guimarães, on May 25 between 3pm and 6pm. You can register until May 23rd through the email arvorecomalma@gmail.com or through the number 919862332!

 

We will produce an A6 size notebook, cross stitched, with 120 pages of 90g, perfect for writing and drawing with various types of materials such as graphite, colored pencils, ballpoint pens or permanent ink pens! An ideal hand-made notebook to write or plan your next handmade experiences!
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From gouache to watercolour painting

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Lembram-se deste post?
A minha experiência com o guache foi fascinante. Não creio que o utilize em todos os casos. Para já, continuo a sentir que a aguarela e o óleo são as minhas favoritas, muito embora a aguarela seja um grande desafio para mim. Contudo, compreendi que gosto de trabalhar o guache em determinadas situações e creio que para ilustradores possa ser uma experiência muito enriquecedora. Estudos, tecnicas de sobreposição de manchas, ilustração com aspecto de serigrafia… o guache pode ser tão ou mais interessante do que eu imaginei!

Logo depois chegou o momento de trabalhar a aguarela. E foi aqui que a descoberta foi “diferente”. Para variar, com a aguarela, não estava à espera de outra coisa… só não sabia exactamente o que esperar. Eu já conhecia algumas técnicas pelo que, de início fiquei algo desapontada com o que estava a aprender. Claramente eu estava mais ciente em relação aos meus colegas já que o meu conhecimento prévio era um pouco maior. E vê-los progredir era fascinante. Olhar para os seus trabalhos e ver nas suas caras a expressão da descoberta foi, só por si, uma grande experiência. Mas e eu? Durante algum tempo não me vi a caminhar ao mesmo ritmo, muito embora tenha descoberto novas formas de pintar, novas técnicas. Ora, a certa altura eu estava com menos tempo para pintar e algo desmotivada. Eu queria mais mas não estava a ter os momentos de dedicação que o justificassem.

Ora, numa tarde chuvosa de sábado, esbocei uma série de exercícios, peguei no meu material e fui pintar para um café. Passei uma tarde inteira entre café, aguarelas, podcasts e torradas com compota. Depois de passar quase três horas a pintar percebi os progressos que tinha feito naquele bocadinho: nunca antes tinha pensado que, por vezes é preciso um tempo de aquecimento, uma determinação para várias horas, um ambiente livre e uma boa luz para detectarmos progressos. Não me interpretem mal, mas a verdade é que, por vezes, o período de aula não é paciente connosco, é demasiado consciente, algo condescendente connosco… Confronta-nos. Aquela experiência mostrou-me que, depois do conhecimento básico, da primeira descoberta, é preciso predispormo-nos para saber mais. E, correndo o risco que vos desiludir com aquilo que parece um velho cliché, a única coisa que podemos fazer para evoluir é pintar, pintar, pintar. Não ficar com a dúvida da peça anterior e testá-la na seguinte, minutos depois. Não deixar que arrefeça a dúvida no espaço qua vai entre pintar um e outro quadro. Ao longo de uma sessão de trabalho, a mente vai trabalhando sozinha. O processo não é tão consciente quanto uma metódica como eu gostaria mas a dúvida nunca deve existir.

Do you remember this post?
My experience with gouache was fascinating. I don’t think I’ll use it in many cases. For now, I still feel that watercolor and oil are my favorites, even though  watercolor is a big challenge for me. However, I understood that I enjoy working gouache in certain situations and I believe that for illustrators it can be a very interesting experience. Studies, overlapping layers, illustrations imitating serigraphy… the options are endless and gouache can be so much more interesting than I imagined!

Soon after, it was time to work with watercolour. And it was in that moment that my discoveries were of a very “different” kind. As usual, with the watercolour, I was not expecting anything else… I just did not know exactly what to expect! I already knew some techniques from the work I have done before so, at first I was somewhat disappointed with what I was learning. Clearly I was at least a little more aware of the technique than my colleagues since my prior knowledge was slightly bigger. And watching them progress was fascinating. Looking at their work and seeing in their faces the expression of discovery was, by itself, a great experience. But what about me? For some time I did not see myself walking at the same pace, even though I discovered new ways of painting, new techniques. Well, this was one thing. The other thing was that, at one point I had less time to paint. I wanted more but I was not having the moments of dedication that justified my demand.

So, on a rainy Saturday afternoon, I sketched a series of exercises, took my stuff and went to paint to a coffee shop. I spent the entire afternoon immersed in coffee, watercolours, podcasts and toast with jam. After spending almost three hours painting I realized the progress I had made: first of all I had never before thought that sometimes it takes a warm-up time to make it work, a determination or openness for several hours of dedication, a free environment and a good light to detect progress. Don’t get me wrong: the truth is that sometimes the class period is not patient with us, is too conscious, somewhat condescending with us… it confront us. That makes it necessary to work at home. That experience showed me that, after the basic knowledge, the first discovery, we must be inclined, predisposed to know more. And, taking the risk of disappointing you with what looks like an old cliche, the only thing we can do to evolve from that point on is to paint, paint, paint. Do not forget the doubts about your last piece and try them on the next, minutes later. Do not let them cool in the space that goes between paintings. Throughout a work session, the mind works by itself, all alone, no control. The process is not as conscious as a methodical one as I would like but the doubt must never exist.

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My Zero Plastic Snacks workshop!

 

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O meu último workshop foi sobre Snacks Zero Plástico para levar para todo o lado! Para algumas das formandas a questão dos plásticos era um assunto recente pelo que acabei por esclarecer uma série de dúvidas e fazer uma montanha de sugestões para colocar em prática em vários aspectos da nossa vida.

Contudo, foi unânime que o hábito de comprar snacks ou levar para o trabalho opções embaladas é uma prática enraizada na nossa cultura. Quer crianças como adultos já praticamente deixaram de levar um lanche saudável, típico da nossa infância. Na verdade, como expliquei, quase todas as opções feitas em casa podem ser opções sem plástico caso sejamos conscientes na compra dos ingredientes (opções a granel ou em embalagem de papel) e na embalagem que criamos para os resultados das nossas receitas!

Por isso apresentei três receitas, entre elas as minhas barritas de cereais, feitas com ingredientes que são possíveis de encontrar sem embalagem de plástico, rápidas, saborosas e muito saudáveis.

Por fim, depois de provarmos tudo o que fizemos, ainda sugeri e ensinei uma série de opções para embalagem sem recurso a plástico que se revelaram muito divertidas!

Na próxima semana tenho mais 8 alterações para vos apresentar do meu desafio de baixo impacto em plástico de 2019!

 

My last workshop was about Zero Plastic Snacks to take everywhere! For some of the participants the issue about plastics was a recent issue so I ended up clarifying a several doubts and making a ton of suggestions to put into practice in various aspects of our life.

However, it was unanimous that the habit of buying snacks or taking from home packed snacks options is a practice that is rooted in our culture. Both children and adults practically stopped having a healthy snack, typical of our childhood. In fact, as I explained, almost all homemade choices can be plastic-free options if we are aware of it while we are buying the ingredients (bulk or paper packaging options) and making the packaging for the results of our recipes!

I presented three recipes, including my cereal bars, made with ingredients that are possible to find without plastic packaging, that are fast to make, tasty and very healthy.

Finally, after tasting everything we did, I also suggested and taught a number of plastic-free packaging options that turned out to be so so fun to make!

Next week I will present 8 more swaps of my low plastic impact challenge of 2019!

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Low plastic snacks for the everyday

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A propósito da minha nova aventura de redução do plástico, a MyNinho convidou-me para fazer mais um workshop, e desta vez, sobre Snacks Zero Plástico: snacks para levar para todo o lado, sem embalagem de plástico.

Entre as receitas que vou ensinar estão os segredos das minhas saborosas barritas de cereais e frutos secos! Uma grande vantagem das opções sem plástico é que nos permite controlar melhor as quantidades que ingerimos adaptando-as ao nosso organismo, escolher os ingredientes que queremos usar e ser conscientes sobre a sua embalagem, evitando o plástico e obrigando-nos a ser criativos.

Vem partilhar connosco as receitas, as ideias de embalagem e formas de tornar mais atraentes os snacks saudáveis para nos e para o ambiente.

O workshop será no próximo dia 23 de fevereiro no MyNinho e as inscrições já estão abertas!

With my new adventure of reducing plastic in mind, MyNinho invited me to do another workshop, and this time I will share everything about Zero Plastic Snacks: snacks to take everywhere, without plastic packaging.

Among the recipes I am going to teach are all the secrets of my tasty cereal and nut bars! A great advantage of the options without plastic is that it allows us to better control the quantities that we ingest by adapting them to our organism, to choose the ingredients that we want to use and to be conscious about its packaging, avoiding the plastic and forcing us to be creative.
Come share with us the recipes, packaging ideas and ways to make healthy snacks more appealing to us and the environment.
The workshop will be on February 23 at MyNinho and the registrations are now open!
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