Lundi: the icelandic puffin

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Lundi, é um papagaio-do-mar islandês e um valente marinheiro de alto mar! Nasceu nas arestas rochosas do sul da Islândia onde ainda passa as suas férias entre abril e agosto junto da sua grande família. Durante o resto do ano, Lundi e os seus companheiros viajam em alto mar, junto a navios de carga, percorrendo o norte do oceano atlântico! Lundi adora ver os sopros das Baleias-de-bossa e tornou-se amigo de uma Baleia-de-Minke (também conhecidas como baleias-anãs) que vive perto das ilhas Faroé. O seu avô tornou-se famoso ao figurar os selos de correio islandeses nos anos 80 e viajou um pouco por todo o norte da Europa. Lundi é um viajante entusiasta que aproveita as paragens dos navios entre cargas e descargas para conhecer os grandes portos do atlântico!

 

Lundi, is an Icelandic Puffin and a brave sailor! He was born on the rocky edges of southern Iceland where he still spends his holidays between April and August with his large family. During the rest of the year, Lundi and his companions travel alongside the cargo ships across the northern Atlantic Ocean! Lundi loves watching the blows of the humpback whales and is friends with a Minke whale that lives near the Faroe Islands. His grandfather became famous when he was featured in Icelandic postage stamps in the 1980s and traveled all over northern Europe. Lundi is an enthusiastic traveler and takes advantage of the stops between the big ships’ loading and unloading to know the great harbours of the Atlantic!
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Harry, the hipster wolf, on our 3th birthday!

photos by @BelieveMe.Photography

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Hoje o blog faz 3 anos de existência e não queria deixar de partilhar convosco um projecto handmade mesmo a cheirar a outono.
A “Pipoca” é a bebé de uma amiga minha, vai nascer neste outono e como já é uma menina muito especial não podia deixar de criar para ela um presente único no mundo. Pela minha forte ligação à natureza e às histórias infantis eu quis oferecer-lhe um presente que lembrasse a biodiversidade local e que cultivasse nela o amor por todos os seres vivos, mesmo aqueles que, ao longo da história, foram menos amados. Foi então que criei o Harry, o lobo hipster, amante de boa música que vem já equipado para o outono: com o seu cachecol e um par de luvas azuis. Fã incondicional de Beatles e aluno de acordeão, tem sempre uma história para contar. O Harry não só remete para um dos belos mamíferos da nossa fauna nativa como apazigua a conotação negativa do “lobo mau”. A “Pipoca” vai ter um lobo amigo para guardar os seus sonhos!
O Harry foi tão bem recebido pelos papás que teve direito a uma sessão de fotografias com a Pipoca, mesmo antes de ela nascer, pela lente da Sónia da @BelieveMe.Photography que, tal como o nome indica e as fotografias demonstram, acredita, como eu, na magia das coisas simples! As cores estão perfeitas para um dia de outono. Vão poder espreitar mais fotografias no Facebook ou no Instagram.

The blog is 3 years old today and I wanted to share a handmade autumn project with you!
My new friend is pragnent with baby  “Pipoca” that will be born this fall and, since she is already a very special girl, I could not help creating for her a unique gift. Because of my strong attachment to nature and children’s stories, I wanted to offer her a gift that resembled our native biodiversity and cultivated in her the love for all living beings, even those who have been less loved throughout history. So I created Harry, the hipster little wolf who is a music lover and is all dressed up for fall: with his scarf and a pair of blue gloves. He is an unconditional Beatles fan and is learning accordion, Harry always has a story to fill our hearts. Harry not only refers to one of the most beautiful mammals of our native fauna but appeases the negative connotation of the “big bad wolf”. “Pipoca” will have a wolfy friend to take care of her and guard her dreams!
Harry was so well received by the baby parents that he was entitled to a photo shoot with “Pipoca”, even before she was born. The beautiful photos are from Sónia’s lens from @BelieveMe.Photography who, as the name implies and the photos show, also believes in the magic of the simple things! The colors are perfect for a fall day. You can peek more of her photos on Facebook or Instagram.

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Handmade bread cloth bag

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O saco do pão era um artigo indispensável quando eu era criança. Ninguém ia comprara pão sem levar consigo o seu saco do pão. Mais! Até há bem pouco tempo, o pão podia ser mesmo entregue porta a porta e distribuído em belos sacos do pão que ficavam pendurados no portão. É um hábito que ainda podemos encontrar um pouco por todo o país mas raramente vemos os famosos sacos do pão…
Eu fiz o meu saco do pão a partir de um pedaço de tecido que tinha em excesso e aproveitei umas antigas tiras de prender as cortinas bordadas à mão pela minha mãe (daí terem sido guardadas tanto tempo e com tanto carinho), para decorar o meu saco do pão!
O resultado é ternurento: não vos vou contar o número de sorrisos que se criam na padaria a propósito do meu saco do pão! Além disso é ecológico, permite o pão respirar e a minha mãe fica feliz sempre que volta a ver as tiras bordadas à mão aplicadas agora a uma nova vida!

The bread cloth bag was an indispensable item when I was a child. No one was going to buy bread without taking their own cloth bag! Actually, until recently, bread could even be delivered door to door and distributed in this beautiful cloth bags that hung at our gates. Bread at our door is a habit we can still find all over the country but we rarely see the famous bread cloth bags…
I made my cloth bag for bread out of a piece of fabric and took advantage of some old hand-embroidered curtain strips made by my mother (that is why they were kept for so long in a drawer) to decorate!
The result is tender: I can’t tell you the number of smiles and sweet words I get in the bakery because of my bread bag! It’s also environmentally friendly, lets the bread breathe, and my mom is happy whenever she sees her hand-embroidered strips having a new life!
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Painting outdoors and “a la prima”

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Pintar ao ar livre e a la prima é algo que todos os aspirantes a pintores sonham em fazer bem. Mas é uma experiência bem diferente de pintar em estúdio com todo o tempo do mundo. E como tal as expectativas devem ser geridas em função da experiência em questão!

Se pintar aguarela ao ar livre é algo mais ou menos descontraído, pintar a óleo poderia ter-se revelado extremamente confuso. Contudo, depois do desafio lançado pelos colegas a minha primeira experiência a la prima, ao ar livre e a óleo foi uma aprendizagem muito relevante.
Não só me permitiu perceber que não é assim tão complicado trazer os materiais, pode ser tão rápido quanto eu quiser e força-me a trabalhar de forma mais espontânea e com uma paleta de cores bem afinada e restrita.

O resultado revelou-se bastante impressionista e depois de chegar a casa percebi que o segredo também passaria por usar pincéis de dimensões diferentes para criar mais efeito optico. Contudo, e porque o objectivo é pintar rápido, trazer telas pequenas em prancheta ou mesmo em papel apropriado para pintura a óleo, torna a técnica mais fácil de trabalhar fora do estudio. Evitar o oleo de linhaça e investir em mais terbentina permite ajustar um pouco os tempos de secagem e as mudanças de luz obrigam-me a ser “eficiente” e “definitiva” com o traço. Foi um exercício que gostaria de repetir novamente e apercebo-me que gostaria de pintar mais vezes no exterior, onde as cores e a luz mudam a todo o momento, desafiando-nos! Claro está que sacar de um pincel e de uma paleta num jardim público ainda é motivo para atrair “público”, algo para que nem todos estamos preparados e a que ainda tenho de me habituar… Por outro lado, é muito provável que, aos poucos, nos cruzemos com uma pequena “tribo” de outros artistas que nos pode motivar, inspirar e encorajar!

Painting outdoors and “a la prima” is something every aspiring painter dreams of. But it’s a very different experience from the studio painting where we have all the time in the world to work on a piece. Because of this, expectations must be managed based on the experience in question!

If outdoor watercolor painting is thing more or less easy to do, oil painting could have been extremely messy. However, after being challenged by my colleagues, my first “a la prima” experience in the open air and using the oil was a very fulfilling learning experience.
Not only has it allowed me to realize that it is not that complicated to bring your oil painting materials outdoors, painting can also be as fast as I want and forces me to work more spontaneously and with a narrow color palette.

The result turned out to be quite impressionistic and while arriving home I realized that the secret would also be to use brushes of different dimensions to create more optical effects. However, and because the goal is to paint quickly, bringing a small canvases on a clipboard or even a sheet of paper suitable for oil painting, makes the technique easier to work out of the studio. Avoiding flaxseed oil and chosing terbentine allows me to adjust the drying times a little and the light changes forces me to be “efficient” and “determined” with my strokes. It was an exercise I would like to repeat and I realize that I would like to paint more often on the outside: where colors and light change all the time, challenging me! Of course, pulling out a brush and a palette in a public garden is still reason to attract “public”, something that we are not all prepared for and which I still have to get used to… On the other hand, it is very likely that, gradually we come across a small “tribe” of other artists who can motivate, inspire and encourage us!

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