Colourful ranunculus to celebrate spring at home

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As primeiras flores a rebentar na primavera são os bolbos como as túlipas e ranúnculos. Apesar da época das túlipas já ter terminado, as frésias e ranúnculos ainda andam por aí. Os ranúnculos são, sem dúvida, uma das minhas flores favoritas com as suas camadas de pétalas tão finas como papel, como saias de bailarinas! Por aqui não é muito fácil encontrar ranúnculos coloridos para venda… mas recentemente encontrei numa loja de flores que descobri perto de casa dois ou três ramos de ranúnculos que não hesitei em trazer para casa. Estava indecisa sobre o que fazer com eles: os ranúnculos além de frágeis são muito temperamentais! Têm tamanhos muito diferentes, tempos de abertura relaxados e os caules sinuosos que podem dificultar o trabalho a uma mera simpatizante de arranjos florais. Recorri a um livro do qual já vos falei aqui e cheguei à conclusão de que a forma como gosto mais de ver os ranúnculos é bem juntos em pequenos bouquets que não sejam demasiado rígidos e deixem transparecer as diferentes personalidades das flores e algumas linhas sinuosas de uma ou outra, assumindo-as como se quisessem crescer por entre os seus companheiros!

The first flowers to bloom in the spring are bulbs like tulips and ranunculus. Although the time for tulips is already over, the freesias and ranunculus are still around here. Ranunculus are undoubtedly one of my favorite flowers with their layers of petals as thin as paper, like ballerinas tutus! It is not very easy to find colourful ranunculus around here… but I recently found a flower shop that had two or three bouquets of ranunculus for sale that I did not hesitate to bring home. I was undecided about what to do with them: ranunculus, besides being fragile, are very temperamental! They have very different sizes, relaxed opening times and sinuous stems that may make it difficult for a mere sympathizer of floral arrangements to make something with them. I consulted this book I already wrote about here, and I came to the conclusion that the way I like to see ranunculus the best is just join them in small bouquets, not to tight, and let the different personalities of the flowers and assume some of their winding lines, as if they wanted to grow among their companions!

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Fabric pine cones

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Já vos falei de algumas das decorações de Natal que fui fazendo ao longo do tempo: aqui, ali, acolá e ainda aqui e além. E como as ideias não param de chegar, logo a seguir às rosetas de papel, eu comecei a fazer estas pinhas usando um tecidos de xadrez vermelho muitíssimo vulgar! E posso dizer que este projecto é ideal para utilizar aqueles restos de tecidos lindos e que custam tanto deitar fora!
Para as fazer bastam umas bolas de esferovite (ou ovos d esferovite, para que o aspecto de pinha seja mais acentuado), retalhos de tecidos e um monte de alfinetes com a cabeça mais discreta que conseguirem encontrar.

Eu segui um tutorial como este para cortar, dobrar e fixar os meus retalhos de tecido.
Já vi bolinhas deste género que não gostei nada: parecem muito direitas, com tecidos rebuscados e brilhantes! Eu gosto de padrões “caseiros”, simples e acho que este tecido de xadrez muito “português” acabou por sobressair por ser a personagem principal de um projecto algo imbricado! Portanto, com o tecido certo e alguma descontração é possível conseguir um resultado bem interessante, sobretudo se intercalarmos os bicos das escamas em vez de as alinhar umas às outras e os deixarmos bem soltos para ganharem alguma personalidade.
Hoje, estas pinhas de tecido são pontos chave na minha árvore de Natal e como combinam bem com qualquer outra decoração acabei por fazer mais um conjunto para oferecer à maior apreciadora de todas: a minha cunhada!

 

I have already told you about some of the Christmas decorations I have been doing over the years: here, there, there and here and also there. And as the ideas keep coming, just after I finished the paper medallions, I started to make these fabric pine cones using a very vulgar red gingham fabric! And I can say that this project is ideal to use those beautiful fabric scraps that we just aren’t able to throw away!
To make them, you will need some styrofoam balls (or styrofoam eggs, so that the appearance of pine cone is more accentuated), fabric scraps and a lot of pins: the most discreet you can find.

I followed a tutorial like this to cut, fold and fix my fabric scraps to the stryrofoam.
I have seen seen several fabric pine cones that I did not like at all: they look very straight, with elaborate and shiny fabrics! I like “cozy” patterns, simple and I think this very “portuguese” gingham fabric came to stand out as main character of a somehow imbricated project! Therefore, with the right fabric and some relaxation it is possible to achieve a very interesting result, especially if we intercalate the beaks of the pine scales instead of aligning each other and leave them loose to gain some personality.
Today, these fabric pine cones are key points in my Christmas tree and as they fit well with any other decoration I ended up doing one more set to offer to their greatest fan: my sister-in-law!

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Christmas paper medallions

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No primeiro ano em que fiz a árvore de natal em casa não tinha muitos enfeites nem muito tempo para os fazer. Não consegui cair na tentação de comprar 10 caixas de bolinhas de plástico e resolver o problema. Mas consegui fazer umas rosetas de papel que encheram a árvore naquele ano!

Foi a primeira vez que usei o tão conhecido papel de scrapbooking. É um papel com aproximadamente 30×30 cm (12x12in), de gramagem semelhante às cartolinas e quase sempre tem dois padrões: um na frente e outro no verso. Eu escolhi motivos natalícios ou que combinassem com as cores que pretendia.
Há uma infinidade de tutoriais e utilizações para estes papeis espalhados pela internet. Numa pesquisa rápida podemos ver como podem ser muito versáteis para fazer álbuns, caixas, envelopes, por aí fora.
É possível comprar blocos de papel de scrapbooking com 20 ou mais folhas, com padrões temáticos ou que combinam entre si. Mas como não é propriamente um papel barato e eu nunca o tinha usado, achei muito conveniente encontrá-lo à venda avulso para poder experimentar e escolher apenas os padrões que desejava.

Para além do papel de scrapbooking usei um lápis para fazer marcações, régua, X-acto, cola (pode ser cola quente), fita de tecido e um cortador circular com cerca de 4cm de diâmetro.

Cortei tiras de papel com aproximadamente 4cm de largura, usando todo o comprimento do papel. Com a ajuda da régua fiz dobras a cada centímetro em direcções opostas de forma a formar uma espécie de harmónica. Depois colei os extremos tendo o cuidado de os encaixar de forma a que a união não fosse perceptível, achatei para formar a roseta e colei um círculo de papel com um padrão diferente (pode ser o verso do papel que estiverem a usar) de cada lado, para manter a forma. Depois da cola secar bem cortei uma fita com cerca de 15 cm e colei os extremos nas dobras na parte de traz da roseta de forma a poder pendurá-la. Na verdade, no caso de usarem o papel de scrapbooking, a parte de traz também terá um padrão. Se usarem o mesmo papel para várias rosetas podem usar ora um lado ora o outro para a frente.

Confesso que inicialmente achei que as rosetas não iam durar muito tempo. Mas como o objectivo era fazer algo mais temporário não estava muito preocupada. Apesar de algumas já terem ficado estragadas, o papel mostrou ser bastante resistente pelo que ainda hoje tenho várias rosetas na árvore de natal! Elas fazem sempre sucesso e eu adoro oferecer-las a amigos que nos venham visitar!

 

The first year I made the Christmas tree at my own home I did not have too many ornaments or too much time to make them. I could not fall into the temptation of buying 10 boxes of plastic balls and solving the problem. But I managed to make some paper medallions that filled the tree that year!

It was the first time I used the well-known scrapbooking paper. It is a paper with approximately 30×30 cm (12x12in), of similar weight to regular cardboard and usually has two patterns: one in the front and the other in the back. I chose Christmas motifs or motives that matched the colors I wanted.
There are a multitude of tutorials and uses for these papers spread across the internet. In a quick search we can see how they can be used to make albums, boxes, envelopes among other things.
You can buy scrapbooking paper blocks with 20 or more sheets, themed or with matching patterns. But since it is not a cheap paper and I had never used it before, it was very convenient to find it on sale as single pages that allowed me to try it out and choose only the patterns I wanted.

In addition to the scrapbooking paper I used a pencil to make markings, ruler, X-act, glue (can be hot glue), ribbon and a circular cutter with about 4cm in diameter.

I cut paper strips about 4cm wide, using the entire length of the scrapbooking paper. With the help of the ruler I made folds every cm in opposite directions to form a sort of harmonica effect. I then glued the ends together, taking care to fit them so that the union was not noticeable, flattened to form the medallion and pasted a circle of paper with a different pattern (may be the back of the paper) on each side, to keep the shape. After the glue dried I cut a ribbon about 6 inches long and glued the ends into the folds on the back of the medallion so that I could hang it. In fact, if you’re using scrapbooking paper, the back side will also have a pattern so the ribbon position is not that crucial. If you use the same paper for several medallions, you can use one side or the other for the front.

I must confess that initially I thought this medallions were not going to last long. But since the goal was to do something more temporary, I was not too worried and enjoyed the process. However, although some have already been smashed or partially eaten by my cats, the paper proved to be quite resistant so I still have several medallions in my Christmas tree. They always make a huge success and I love to offer them to friends that come to visit us!

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Gratitude advent

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“Em tudo dá graças”.
Paulo (Primeira Epístola aos Tessalonicenses 5:18)

 

Não sou muito adepta dos calendários de advento de chocolate, nem tão pouco daqueles em que se “recebe” um presente diariamente. Prefiro algo em que o objectivo seja a construção do Natal. No ano passado a minha versão do calendário advento passou por ir decorando uns ramos com etiquetas numeradas que se foi decorando à medida que o tempo passava. Este ano, para além de manter a ideia de crescimento, queria acrescentar algum significado ao meu calendário de advento.

 

Por cá não temos hábito de festejar o dia de acção de graças (que, este ano, foi no passado dia 23 de Novembro), algo que ficou mais vulgarizado nos EUA. Contudo, apesar do amor e da felicidade estarem na boca de toda a gente quando se trata de sentimentos, temos de reconhecer que a gratidão é dos sentimentos mais profundos, mais agradáveis, mais calorosos que se pode ter. E normalmente a gratidão também provém de episódios de amor e felicidade! Por isso, este ano, o meu calendário de advento vai caber num pequeno vaso (podem usar um frasco, uma taça ou jarra de vidro) ao qual vou acrescentar penas umas pequenas luzes led a pilhas que (pelas minhas contas) deverão aguentar-se acesas durante todo o período de advento. Ao lado há uma uma série de cartões que decorei e uma ou duas canetas. O objectivo é que, diariamente, nós e também todos aqueles que apareçam cá em casa, escrevamos algo porque estamos gratos para juntar aquele “vaso da gratidão”. Eu espero que este momento diário ou inesperado nos ajude a relativizar um pouco o espirito consumista de que esta época se envolveu. No dia de Natal teremos oportunidade de reler o que escrevemos e verificar que no nosso “sapatinho” há muito mais do que um conjunto de presentes. Haverá um sentimento bom à nossa espera e que é mais duradouro do que a felicidade trazida por qualquer um dos presentes debaixo da árvore. É uma forma postiva (nem tanto optimista) de olhar para a vida e reconhecer que todos temos algo porque sentir gratidão! Não tenho dúvidas de que, esse “presente” nos fará muito felizes!
“In everything give thanks.”
Paul (1 Thessalonians 5:18)

 

I am not a person of chocolate advent calendars, nor those in which you get a every day. I prefer something in which the goal is the preparing Christmas, a “under construction” kind of calendar. Last year my version of the advent calendar were some branches that were decorated as time went on with numbered labels for each day. This year, in addition to this idea of growth, I wanted to add some meaning to my advent calendar.

 

Here in Portugal we usually don’t celebrate Thanksgiving (this year was November 23rd), something that became more popular in the USA. However, although love and happiness are in everyone’s mouth when it comes to feelings, we must recognize that gratitude is one of the deepest, nicest, warmest feelings one can have. And gratitude usually also comes from episodes of love and happiness! So, this year, my advent calendar will fit in a small vase (you can use a jar) to which I will add little led lights that I will keep lighted during the advent time. Beside it is a series of cards that I decorated and one or two pens. The goal is that we, and all those who visit us, write every day about something we are grateful for in a card and add it to the vase of gratitude. I hope that this daily or unexpected moment will help us to mute the consumerist spirit of which this Christmas time was involved. On Christmas Day we will have the opportunity to re-read what we have written and to see that, under our tree, there is much more than a set of gifts. There will be a good feeling waiting for us and that is longer lasting than the happiness brought by any of those presents under the tree. It is a positive (not so optimistic) way of looking at our life and recognizing that we all have something to be grateful for! I have no doubt that this “gift” will make us very happy!
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