Neverland crochet blanket

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Por vezes começamos projectos de longo prazo a que eu gosto de chamar “neverland projects”, os projectos da terra do nunca. Não que não tenha intenção de os terminar, pelo contrário, em geral estes projectos são projectos grandes, que normalmente envolvem um investimento razoável de materiais e tempo, mas são para ser feitos sem pressa, ao sabor da vida, e a decisão de serem efectivamente terminados ou não, é uma questão que nunca se põe, porque não envolve uma decisão mas sim uma tendência, uma inclinação.

Há anos que eu queria fazer uma manta de granny squares. Mas nunca me tinha aventurado no crochet e não gostava de quase nenhum modelo. Por outro lado, estes quadrados são uma excelente introdução ao crochet, permitem fazer projectos tão grandes quanto o desejado sem que deixem de ser portáteis (podemos fazer vários quadrados numa viagem de comboio sem ter de levar o restante projecto atrás).
Depois de muito procurar encontrei o meu modelo de eleição aqui.
Havia algo “sem compromisso” na tentativa já que recolhi algumas lãs antigas e sem destino que completei com outras cores do fio Bravo Schachenmayr que a Isabel tinha à venda, que tinham a textura e composição semelhante às restantes a um preço muito acessível. Acrílico não é lã, é certo. E eu sou uma adepta acérrima dos materiais naturais. Mas para esta manta não queria fazer um grande investimento e procurava uma grande diversidade de cores!

Esta manta foi um “neverland project” de aproximadamente 2 anos e serviu de refúgio nos intervalos de outros projectos ou sempre que precisava de descansar deles. Acompanhou-me nas férias, nas idas à praia, nas tardes de inverno, nos dias com a família e nas viagens de comboio para a universidade. Fi-la nos momentos de relaxamento e naqueles em que precisava de algo terapêutico para acalmar.
Nunca tinha colocado expectativa nenhuma neste projecto, nunca lhe atribuí a pressão da perfeição, de um prazo ou de uma função, apenas desfrutei do seu caracter relaxante, despreocupado. Curiosamente terminei-a no dia seguinte a ter feito a defesa de doutoramento e ao olhar para o resultado final, enchi-me de orgulho. O resultado apanhou-me desprevenida. Gosto muito desta manta, guardo-lhe um grande carinho, ela está cheia de mim. Este é, sem dúvida, um dos meus projectos favoritos!

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Sometimes we start long-term projects that I like to call “neverland projects”. Not that Ido not intend to finish them, on the contrary! But these are major projects, which usually involve a reasonable investment of materials and time, but are to be done without haste, as life goes by, and the decision to be finish it or not, is not a priority, because it does not involve a clear resolution but rather a tendency, an inclination.
I wanted to make a blanket of granny squares for years. But I had never ventured into crochet and disliked almost any model. On the other hand, these squares are an excellent introduction to crochet, allow you to make projects as large as desired, that are portable (we can make several squares on a train trip without having to carry the remaining project with us).

After much searching I found the perfect pattern here.
There was something “non-committal” in my attempt to do it since I collected some old yarn and left-overs which I completed with other colors of Bravo Schachenmayr yarn that Isabel had for sale. It has the texture and composition similar to the remaining yarn I already had, at a very affordable price. Acrylic is not wool, that’s right. And I am a staunch adept of natural materials. But for this blanket did not want to make a great investment and I was looking for a diversity of colors!

This blanket was a “neverland project” of approximately 2 years and served as a refuge in the breaks between other projects or whenever I needed a pause from them. It accompanied me on vacation, on trips to the beach, on winter afternoons, on family days, and on train trips to the university. I did it in the moments of relaxation and in those when I needed something therapeutic, not to challenging, to calm down.
I had never set any expectations on this project, I never gave it the weight or pressure of perfection, a deadline or a function. I just enjoyed its relaxed, carefree character. Surprisingly, I finished it the day after my PhD presentation and, after looking at the final result… I was filled with pride. This blanket just caught me… I was off guard. I like this blanket very much, I have a great affection for it, it is full of me. It turned out, undoubtedly, one of my favourite projects!

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Amsterdam: Birdblocks quilt shop!

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Como prometido, aqui está mais um post sobre a minha Creative Tour em Amesterdão. Desta vez venho falar-vos da Birdblocks.
Mesmo ao lado da Den Haan & Wagenmakers em Amesterdão há outra loja de artigos para patchwork, a Birdblocks. Pode parecer um paradoxo mas a verdade é que as duas lojas têm características muito diferentes e, portanto, não são concorrentes. A Birdblocks é uma loja de artigos para patchwork bem actual e, por isso, tem objectivos muito diferentes da sua vizinha do lado.

Mais uma vez, situa-se num pequeno edifício tradicional holandês muito próximo da praça Dam e é uma das melhores lojas de patchwork na cidade de Amesterdão. Não é uma loja grande. Eu diria até que é uma loja bastante modesta mas muito, muito completa. A variedade de materiais e padrões de tecidos é imensa. Para além das conhecidas colecções de designers a birdblocks orgulha-se de uma colecção de cores e tecidos bem originais!
A equipa da Birdblocks é muito gentil e permite-nos descobrir, ao nosso ritmo os tesouros graciosamente dispostos nas prateleiras. Mas há muito mais para descobrir e aprender no blog que completa na perfeição as necessidades dos visitantes. A Birdblocks tem ainda à venda alguns modelos de produção própria, alguns deles com engraçados motivos dos países baixos. Esta é mesmo uma loja a não perder.

Não se esqueçam que o blog está a festejar o seu primeiro aniversário e há uma surpresa, pintada por mim, para todos os que subscreverem! Para saberem mais espreitem aqui.

 

As promised, here it is another post about my Creative Tour in Amsterdam. This time, I am talking about the cutest quilt shop: the Birdblocks.
Right next Den Haan & Wagenmakers in Amsterdam there’s another patchwork shop, the Birdblocks. It may seem paradoxical but the truth is that the two stores have very different characteristics and therefore are not competitors. Birdblocks is a supply store for modern patchwork and therefore has very different objectives of its neighbor.

Again, it is located in a small dutch traditional building, very close to the Dam square and is one of the best patchwork shops in the city of Amsterdam. Its a small shop. I would even say it has a very modest size but it is very, very complete. The variety of materials and textile designs is enormous. In addition to the most known designer fabrics, Birdblocks boasts a collection of very original fabrics in so many colours!
The Birdblocks team is the kindest and allows us to discover by ourselves, the beautiful treasures gracefully arranged on the shelves. But there is much more to discover and learn on their blog which completes the needs of every visitor. The Birdblocks has some own patchwork patterns for sale, some with funny motives of the Netherlands. You must not miss Birdblocks for sure.

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Autumn mini quilt

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Todos nós começamos por fazer mini quilts. São excelentes projectos de patchwork para principiantes, bons para testar as capacidades, treiná-las, experimentar desenhos e ficam lindos numa mesa de café ou numa consola!
Eu gosto de alterar um pouco a decoração ao longo das estações e introduzir têxteis é uma das melhores formas de dar à casa a sensação de conforto que nenhum móvel, por mais belo que seja, consegue trazer sozinho. Eu tenho um nicho na entrada onde deixamos as chaves, óculos, telefones e outros objectos de uso regular assim que chegamos a casa. E é aqui que costumo dispor os meus mini quilts e apreciar o que já aprendi até agora, as técnicas que desenvolvi, as qualidades que fui adquirindo ao longo do tempo.
Há uns meses atrás descobri uns fat-quarters de tecidos com temas outonais numa das minhas lojas de tecidos favoritas. Pensei imediatamente que dariam um excelente mini quilt para usar no outono no meu nicho de entrada. Mas como isso não era desafio suficiente, resolvi desenhar eu mesma um modelo.

Foi a primeira vez que me aventurei em desenhar um modelo para quilts e, apesar de contemplar um desenho muito simples de folhas de acer, foi uma experiência muito enriquecedora. Eu sempre gostei de geometria, consigo visualizar facilmente no espaço, imaginar o resultado final, percebi que consigo ser muito criativa com as formas e não me assusto com as contas. Usei moldes de papel para fazer as contas às medidas, às margens de costura, etc.

E acabou por resultar num desenho interessante e deu-me ideias para outros mini quilts sazonais! Mas mais do que isso fez-me perceber a forma como eu gosto de usar os padrões, as cores e penso que, mais do que usar geometria complexa, os meus quilts favoritos são aqueles que trabalham a cor. Gostava de conseguir juntar todo o processo e partilhar o modelo de alguma forma, trabalhá-lo melhor e depois vê-lo feito também nas vossas casas com os vossos tecidos e interpretações. Há muitas variações possíveis baseadas nas cores, nas sombras e contrastes!

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We all started by making mini quilts. They are great patchwork projects for beginners, good for testing new skills, training, trying out designs and in the end they look great on a coffee table or entry table!
I like to change the decoration over the seasons and introducing textiles is one of the best ways to give your home feeling of comfort that no furniture, no mater how beautiful, can bring by itself. I have a niche at my entrance where we leave keys, glasses, telephones and other objects of regular use as soon as we get home. And this is where I usually lay out my mini-quilts and appreciate what I have learned so far, the techniques I have developed, the qualities I have acquired over time.
A few months ago I discovered some autumn-themed fat-quarters in one of my favourite fabric stores. I thought immediately that they would make a great mini quilt to use in the fall in my entry niche. But since this was not enough of a challenge, I decided to design myself a pattern!

It was the first time that I ventured to design a quilt pattern and, despite it illustrates a very simple drawing of acer leaves, it was a very enriching experience. I have always liked geometry, I can easily visualize in space, imagine the final result and I realized that I can be very creative with the shapes and not be scared by measures and math. I used paper cuts instead of fabric to make study the measurements, the seam allowances, etc.

It turned out to be an interesting design and gave me ideas for other seasonal mini-quilts! But more than that, it made me realize how I like to use fabric designs and colours and I think, rather than using complex geometry, my favorite quilts are those that work the colours. I’d like to be able to put the whole process of this pattern design together and share the pattern in some way, work it out better and then see it done by you, with your fabrics and interpretations! There are so many possible variations based on colours, shadows and contrasts!

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Homemade Granola Favourite Recipe

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Há coisas que tomamos como adquiridas. Os cereais de pequeno almoço e as papas são uma delas. Vêm tão transformados que nos impedem de pensar de onde apareceram, qual a sua origem e porque razão os comemos hoje. Mas o conceito dos cereais de pequeno almoço não foi inventado por nenhuma marca de produtos alimentares. Assim como as papas. Derivam de hábitos alimentares e de receitas que eram feitas em casa um pouco por todo o mundo.
Muito embora a onda recente da culinária caseira tenha vindo para ficar, parece que ainda não nos atingiu em força no que diz respeito a pequenos almoços. Há muitas receitas por aí! Mas ainda não conseguimos aplicá-las devidamente no dia a dia. Não sei se é a nossa vida acelerada, as manhãs agitadas ou a força do hábito de não tomar um bom pequeno almoço em casa, a verdade é que continuamos tendenciosos para a compra e consumo daquelas caixas de cartão milagrosas que enchem todo um corredor de supermercado… mas cheias de quê?

E de facto, não posso esconder que assim que o meu corpo tomou consciência das quantidades brutais de açucares que os cereais contêm começou, aos poucos, a rejeitá-los. Aquilo não estava feito para mim, não me agradava assim tanto o sabor e o meu sistema digestivo começava a reagir. Eu nem sequer tinha de comer aquilo. No entanto, sair sem tomar o pequeno almoço está fora de questão porque eu adoro, acima de tudo, o momento, o espaço temporal de tomar o pequeno almoço. Prefiro vestir-me a correr do que dispensar um minuto que seja do meu tempo a comer logo pela manhã. E hoje, uma coisa que me deixa desconsolada é ter de recorrer aos velhos cereais pré feitos quando não há pão ou o que apetece é ter alguma coisa para combinar com um excelente iogurte caseiro!

Então comecei a procurar alternativas para o pequeno almoço que me dessem alguma diversidade pela manhã, me servissem como escapatórias para eventuais emergências do tipo “Oh não! Não tenho tempo de ir comprar pão!” e que não me deixassem a boca a saber a cartão ou um desconsolo no estômago.
Entre as possibilidades que criei para ter à minha disposição, comecei a fazer Granola em casa. Experimentei várias receitas e percebi que, não só é mais saudável como aguenta bastante tempo num grande frasco, é absurdamente fácil de fazer e deixa um aroma divinal em casa. Foi novamente no Blog da Constança, que encontrei a receita de Granola que faço com mais regularidade. Ela já a adaptou do livro “Gifts from the Kitchen” e, entretanto eu mesma já fiz uma série de variações. Algumas, partilharei convosco muito brevemente! Contudo acho que, para começar, o ideal é mesmo fazerem a receita base e só depois introduzirem alterações consoante os vossos gostos. Podem ver a receita aqui. Como eu vario bastante o que como diariamente ao pequeno almoço, faço apenas uma receita de cada vez. Mas para quem tem muitos adeptos da granola em casa e pretende comê-la diariamente, podem arriscar e fazer a dobrar. Mas atenção, o ideal é mesmo comê-la no prazo de um mês.
Para guardar, um ou dois frascos herméticos são o recipiente ideal já que as latas são mais difíceis de lavar e não vedam devidamente.

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There are things we take for granted. Breakfast cereals and baby cereals are one of them. This type of food is highly transformed that it stop us from thinking about whats in it, where they came from and why we eat them today. But the concept of breakfast cereals was not invented by any food brand. Neither baby cereals. They come from eating habits and recipes that were made at home all over the world many many years ago.
Even though the recent trend of home cooking has come to stay, it does not seem to have hit us yet as far as breakfasts are concerned. There are lots of recipes out there! But we still can not apply them properly in everyday life. I do not know if it’s our fast-paced life, the busy mornings, or the habits of not having a good breakfast at home. The think is that we’re still biased toward buying and consuming those miraculous card boxes that fill an entire supermarket aisle… but full of what?

And indeed, I can not lie: as soon as my body became aware of the brutal amounts of sugars that the breakfast cereals contain, it slowly began to reject them. It was not for me, I did not like the taste so much, and my digestive system was beginning to react. I realized that I did not even have to eat that! However, leaving home without having breakfast is out of the question because I love, above all, the timing of having breakfast in the morning. I’d rather get dressed faster than to give up a minute of my time eating breakfast. And today, one thing that makes me annoyed is to have to rely on that old pre-made cereal when there is no bread at home or other thing to match with an excellent homemade yogurt!

So I began to look for alternatives for my breakfast that would give me some diversity in the morning, to serve as an escape for the eventual “Oh no! I do not have time to go and buy bread!”, that did not leave my mouth tasting like cardboard or a discomfort in my stomach.
Among the possibilities I created to have at my disposal, I started to make Granola at home. I have tried several recipes and realized that not only is it healthier for me, it also holds a long time in a big jar, it is absurdly easy to make and leaves a great aroma at home while your making it. I found the recipe of Granola that I do with more regularity among Constança’s blog. She has already adapted it from the book “Gifts from the Kitchen” and I myself have already made a several alterations. Some, I will share with you very soon! However, I think that, for starters, the best idea is to make the basic recipe and only then make changes according to your tastes. You can follow the recipe here. I make just one recipe at a time. But for those who have many granola eaters at home and want to eat it daily, you can risk and double the recipe. But please, be aware that it must be eaten within a month or so.
To store use one or two hermetically sealed jars. You can also use a tin but they get harder to wash and might not seal properly.

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