Rudolph in a Snowstorm

(scroll for the English version)

2020 tem sido um reboliço para todo o mundo.

Desde os incêndios na Austrália, às eleições americanas, passando pelas manifestações contra o racismo que não se compreendem em pleno século XXI e por uma pandemia mundial que ainda terá muitas repercussões, 2020 é o ano que todos iremos lembrar pelas melhores e piores razões. Foi um ano intenso. E o que mais me tem ajudado a controlar alguma ansiedade que advém deste tipo de situações (acho que todos sabemos o que isso é de momento) foi minimizar tudo ao essencial em todos os aspectos do meu dia-a-dia. Até o Natal este ano será é modo “menos é mais”. Desde aos eventos, passando pelos presentes, pela confusão, as decorações e os calendários de advento, em casa está tudo reduzido às coisas com maior significado. É triste, mas, ao mesmo tempo pertinente.
Por isso os meus postais de Natal não podiam representar melhor a simplicidade e, ao mesmo tempo, esta sensação de tempestade de neve que todos temos sentido nos últimos tempos. Este ano, mais do que nunca, estes postais unem corações: o meu e o daqueles com quem não poderei estar presencialmente.

This has been a heck of a year for the whole world.

From the fires in Australia, to the American elections, the outbreaks against racism that I simply not understand in the context of the 21st century, and going through a global pandemic that will still have repercussions from now on, 2020 is the year that we will all remember. For the best and worst reasons, it was an intense year. And what has helped me most to control some anxiety that comes from these types of situations (I think we all know what that is at the moment) was to minimize everything to the essential in all aspects of my daily life. Even Christmas this year it will be under the “less is more” mood. From events to gifts, confusion, decorations and advent calendars, at my home everything is reduced to things with greater meaning. It is sad… but at the same time very pertinent.
That is why my Christmas postcards could not better represent the simplicity and, at the same time, this sensation of snowstorm that we have all felt recently. This year, more than ever, these cards unite hearts: mine and those with whom I will not be able to be in person.
Continue Reading

Storm shawl on Halloween

(scroll for the English version)

 

Tenho a certeza que já compraram aquela lindíssima meada de lã tingida à mão (ou mesmo fiada à mão), que encontraram num país diferente, numa feira de tricô que só acontece uma vez em cada milhão de anos, para a qual não têm nenhum projecto pensado, que custa “os olhos da cara” mas que não podem deixar levar porque “é a meada mais bonita que já viram em toda a vossa vida!”

E por isso mesmo ficou depois bem guardada na gaveta, à espera, tempos e tempos, daquele projeto tão especial que teima em não aparecer porque a quantidade de uma meada de lã não é um número assim tão flexível para um projeto que lhe faça juz. Eu sei que muitos de vocês se vão reconhecer: todos nós temos, por vezes, compras deste tipo!

Foi o que me aconteceu com a meada Halloween da CookstonCrafts em Aberdeen. As cores eram subtis, a lã era macia, e iria para sempre lembrar-me um país onde prometi regressar. Não sabia como, mas havia de transformá-la numa peça especial.

Há uns meses atrás dei-me de caras a usar uma parte muito especial do meu stash te lã, de tecidos, de materiais e, a meada de Halloween da CookstonCrafts foi uma das que me saltou para as mãos. Eu tinha de arranjar um projeto lindo para usar pelo menos a maior parte daquela meada e não me apetecia fazer nem meias nem luvas! Ainda por cima armei-me em esquisita! Se os meus critérios todos se traduzissem efectivamente em filtros de pesquisa, creio que a internet me mandava dar uma volta… Felizmente, ao que parece, eu não sou a única que tem estes impulsos e, no meio de tantas exigências consegui encontrar o projeto perfeito para a minha meada de lã! O xaile Storm é da designer Joji Locatelli e é o projeto perfeito para uma meada de lã filha única. Não me aborreçam com “outro xaile?” porque eu vou fazer xailes as vezes que me apetecer: além de os achar peças muito femininas, são extremamente práticos (podem ser usados com xaile, como cachecol, etc), dão carácter a um guarda-roupa e fazem lembrar as mães e avós que nos vinham consolar a meio da noite ao despertar de um pesadelo. Os xailes são extremamente românticos e contam histórias!

Este xaile é leve, deliberadamente feito com agulhas grandes para o recomendado e com pontos abertos que permitem criar alguma transparência, algum interesse visual e aquele carácter romântico. Acho que ficou uma combinação cinco estrelas com a minha meada da CookstonCrafts!
Depois de o bloquear ele ficou com 180cm de comprimento e cerca de 60cm de largura, o tamanho ideal para mim!

 

I’m sure you also already bought that beautiful skein of hand-dyed (or even hand-spun) yarn, that you found in a different country, at a knitting fair that only happens once in a million years, for which you have no project yet although it cost you the earth, but that you can not let go because “it is the most beautiful skein you have ever seen in your entire life!”

And for that very reason it was well kept in the drawer, waiting, times and times, for that very, very special project that never comes because the quantity of a single skein of wool is not such a flexible number for for you to be able to choose a thing. I know that many of you will recognize: we all have made that kind of purchases!

That’s what happened to me with a skein of Halloween by from CookstonCrafts in Aberdeen. The colors were subtle, the wool was soft, and it would forever remind me of a country where I promised to return. I didn’t know how, but I would make it into a special piece!

A few months ago I started using a very special part of my wool stash, my fabrics stash, and other special materials. The only skein I had of Halloween by CookstonCrafts as one of the ones that jumped into my hands. I had to come up with a beautiful project to use, at least, most of that skein and I didn’t feel like making socks or gloves! Yeah, on top of that, I was picky, right?! If my criteria were all effectively translated into search filters, I believe that the internet would told me to get lost! Fortunately, it seems, I am not the only one who has these impulses and, in the midst of so many demands, I managed to find the perfect pattern for my beautiful skein! The shawl Storm is from the designer Joji Locatelli and is the perfect design for an “only child” skein of wool. Don’t bother me with that “another shawl?” because I will make shawls as often as I feel like: besides finding them very feminine pieces, they are extremely practical (they can be used as shawls, as a scarf, etc.), they give character to a wardrobe and reminds us of our mothers and grandmothers who came to rescue us in the middle of the night when we woke up from a nightmare! Shawls are extremely romantic and tell stories!

This shawl is light, deliberately made with large needles and with that open stitches that allow to create some transparency, some visual interest and that romantic character. I think it was a five star combination with my skein by CookstonCrafts. After blocking it it is 180 cm long and about 60 cm wide, the ideal size for me!

Continue Reading

Starting my Constellation Quilt

(scroll for the English version)

 

Vou começar mais uma empreitada, mais um grande quilt e, desta vez é quase todo acolchoado à mão!

 

Não é segredo nenhum que sou uma grande contempladora do céu. Observar o céu nocturno é uma das minhas coisas favoritas, um hábito que adquiri com o meu pai. O céu foi algo que nunca me passou pela cabeça deixar de fora no meu Nature Journal porque é, sem dúvida, parte dela e parte da nossa história.

 

Quando a Constança partilhou pela primeira vez o seu quilt das constelações eu pensei de imediato: “este é um projecto para eu fazer no futuro!” Alguns anos se passaram e eu ganhei alguma experiência com quilts de maiores dimensões pelo que finalmente me senti capaz de embarcar nesta aventura pelas estrelas. Aos poucos comprei o kit da HapticLab e fui escolhendo os materiais. O kit vem acompanhado com um pequeno guia mas confesso que não é muito aprofundado no que diz respeito à escolha de materiais pelo que, neste caso, a experiência vale tudo. Não que qualquer pessoa não possa fazê-lo, porque pode, mas para uma peça que exigente tanto investimento e tempo, para mim é essencial fazer boas escolhas de material.

 

Escolhi um quilting cotton em azul bem escuro porque não queria o compromisso dos tons mais claros do cobalto, mas também não me agradava a ideia de destituir o quilt do imaginário do céu azul. Prefiro dar-lhe um twist especial noutros detalhes. Para o verso, não compliquei e escolhi o branco, sobretudo porque não quero que tenha qualquer influência no quilt e porque, sendo acolchoado à mão, queria deixar os pontos visíveis e arrumados pelo verso. O meu batting é de 80% de algodão. Tenho sempre preferência pelos 100% algodão mas confesso que tenho a sensação que  acabam por encolher ligeiramente e, neste caso, não quis arriscar.
Seleccionei um fio de algodão 40 para acolchoar as linhas orientadoras (ainda não decidi se faço esta parte à máquina ou não), meadas de 6 fios para bordar nos tons metalizados mais subtis que encontrei e fio de algodão 8 em branco e alguns tons de azul claro (que na verdade ainda não tenho a certeza como usarei). Apetrechei-me de agulhas para quilting e para bordar, um bom dedal e do maior bastidor que tinha.

 

Este é um projecto para muitos meses, sobretudo porque durante o verão, o calor não vai deixar-me ter o mesmo tipo de rendimento. Por isso, é um trabalho do qual não vou dar muitas notícias no blog entretanto, mas que poderão acompanhar mais regularmente na minha conta do instagram e do facebook!

 

I’m going to start another big project, another big quilt, and this time it’s almost all hand quilted!

 

 

It is no secret that I am love star gazing. Admiring the night sky is one of my favorite things, a habit I acquired with my father. The sky was something that never crossed my mind not being in my Nature Journal because it is undoubtedly part of it and part of our history.

 

When Constança first shared her constellation quilt I immediately thought: “this is a project for me to do in the future!” Some years went by and I gained some experience with bigger quilts so I finally felt able to embark on this adventure among the stars. Gradually I bought the HapticLab kit and started to choose the materials to use on it. The quilt kit comes with a small guide, but I confess that it is not very helpful regarding the choice of the main materials so, in this case, my previous experience is worth everything. Not that anyone can’t do it because you can, but for a piece of work that requires so much investment and time, for me it is essential to make good material choices.

I chose a dark blue quilting cotton for the front because I didn’t want the compromise of the lighter shades of cobalt, but I also didn’t like the idea of ​​removing the “blue sky imaginary” from the quilt. I prefer to give it a special twist in other details. For the back, I didn’t overthink it and chose white, especially because I don’t want it to have any influence on the quilt and because, being hand quilted, I wanted to make it clean for the stitches to be visible from the back. My batting is 80% cotton. I always prefer 100% cotton but I confess that I have the feeling that they end up shrinking slightly and, in this case, I didn’t want to take any chances. I selected a 40  cotton thread to quilt the guidelines (I still haven’t decided if I will machine quilt this part or not), embroidery  6 threads thread in the most subtle metallic tones I found, and 8 cotton embroidery thread in white and some shades of blue (I’m not really sure how I will use it yet). I equipped myself with quilting and embroidery needles, a good leader thimble and the biggest frame I had.

This is a project for many months of work, mainly because during the summer the heat will not let me work taht hard on it. So it is a project that you won’t get that much news on the blog in the meantime, but that you can follow it more regularly on my instagram and facebook accounts!

Continue Reading

My Spring Mini Quilt

Terminei mais um mini quilt!

Tinha deixado um mini quilt com o binding por fazer há uns tempos! E esta época tem sido, nada mais nada menos, que a época ideal para terminar projectos e começar novos! Por isso, terminei o meu mini quilt durante a primavera e ele tem alegrado a entrada de minha casa nos últimos meses.
Os mini quilts são uma excelente forma de testar padrões e criar pequenas peças para scraps e aqueles fat quarters que ficaram “esquecidos” para uma ocasião especial. No fim, podem parecer não ter uma grande utilização, mas eu confirmo que são excelentes para um centro de mesa ou na entrada!

 

I finished a mini quilt!

I had left a mini quilt without the binding inside a drawer some time ago! And this season has been the ideal time to finish projects and start new ones! So I finished my spring mini quilt that has been cheering my house up for the past few months.
Mini quilts are an excellent way to test patterns and create small pieces from scraps and those fat quarters that have been “forgotten” for a special occasion. In the end, they may not seem to be of much use, but I assure you that they are excellent for a table centerpiece or your entrance!
Continue Reading